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Dokuzuncu İran Cumhurbaşkanlığı Seçimleri

BÖLÜM 3: AHMEDİNEJAD DÖNEMİ

3.1. Ahmedinejad’ın İktidara Gelmesi

3.1.1. Dokuzuncu İran Cumhurbaşkanlığı Seçimleri

O novo e o tradicional na educação sempre estão presentes também nos processos de educação contínua. Procurando distinguir no tradicional aquilo que é “clássico” e precisa ser mantido/aperfeiçoado, a necessidade de refletirmos sobre nossa história e com isso procurar superações, bem como a busca de subsídios, levou-me a incorporar nesta tese as contribuições de Caldeira Filho e do Experimental da Lapa.

O novo e o tradicional: tão distantes e tão próximos, foram dois eixos com os quais comecei a trabalhar, pesquisando todos os exemplares mensais do ciclo completo da revista ANHEMBI.7

Tendo feito a disciplina Representações do ensino no discurso pedagógico: o novo e o

tradicional na educação brasileira, ministrada pelo Prof. Dr. Jaime Francisco Parreira

Cordeiro, no Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FEUSP), olhei para todo o material que havia coletado do crítico musical Caldeira Filho na revista ANHEMBI. A proposta de trabalho da disciplina cursada nos remetia à elaboração de trabalho com revistas, e a que realmente trazia uma marca significativa para mim era a ANHEMBI, da qual conhecia apenas dois trechos que havia extraído, anos atrás, de artigos de Caldeira Filho.

Trabalhar com todo um ciclo de uma revista – de 1950 a 1962 - era algo muito novo para mim: o que procurar, o que pesquisar, como, o que selecionar, qual recorte fazer, e ainda o desafio de lidar com todas as 144 revistas.

Quem escrevia crítica musical e relacionava suas matérias com educação musical e com os acontecimentos da época era Caldeira Filho; era ele quem trazia maior diversidade de assuntos e pontos de vista.

Assim, depois de ler os artigos todos de Caldeira Filho, separar os que abordavam questões mais ligadas à educação musical, fazer anotações sobre cada um dos artigos que ele escreveu, e pensar que agora sim tinha definido o que ia olhar, resolvi também ler os Editais. Queria saber como poderiam ajudar a delimitar/aprofundar meu objeto de estudo.

Depois de tantas voltas e descobertas, foi a vez das relações entre as fontes da coleta que havia feito no início de minha retomada de estudos acadêmicos em 1990: a pesquisa sobre

7 A revista ANHEMBI procurou ser meio de expansão e penetração cultural no Brasil, colaborando no seu

desenvolvimento, buscando sua unidade. Fundada e dirigida pelo escritor e jornalista Paulo Duarte, teve um

ciclo de vida de 12 anos (dezembro de 1950 a novembro de 1962), com periodicidade mensal, e era editada na

cidade de São Paulo. ANHEMBI teve grande número de colaboradores das mais diversas áreas, e passou a ser conhecida como uma revista da cultura brasileira. Destinada a um público de certa forma homogêneo (do ponto de vista do editor desta revista), abriu espaço para intelectuais brasileiros e estrangeiros, e suas pesquisas acadêmicas.

o Experimental da Lapa, (cujo interesse na época era metodologia e conteúdo do ensino de música, bem como o histórico do Experimental), e as novas fontes que eu passava a conhecer agora na revista ANHEMBI.

Mas... onde estavam os fios dos novelos para poder tecer? Como olhar, procurar e entrelaçar fios de distintas direções, inclusive os textos de fundamentação teórica já estudados? Algum diálogo começou a querer se formar, sendo que precisei, então, retomar textos de disciplinas cursadas.

Era um mar de ondas, e a cada vez que retomava a pesquisa com suas muitas fontes, fios, fundamentação, os ventos sopravam em diferentes direções. Eu precisava de uma bússola, e ela aos poucos apareceu, não sei se por muito tempo, pois quem navega sabe que os ventos às vezes são fortes, balançam tanto o navio que ela sai de nossas mãos. Mas a alegria da descoberta, da possibilidade de tecer algo que não sabemos ainda como será, faz com que se aprenda a segurar a bússola. Será que de forma correta? Em arte, na criação, não temos de início o que é o correto, o certo. Vai-se fazendo o caminho e descobrindo conforme ele vai se configurando... e desta forma é que elaboro este texto.

Vários temas são abordados sobre educação na revista ANHEMBI: tanto temas específicos como críticas e artigos anteriores e posteriores à promulgação da Lei de Diretrizes e Bases Nacional, de 1961, sendo que ANHEMBI participou ativamente na campanha em defesa da escola pública. A revista n.115, de junho de 1960, que comemora os 10 anos de lançamento, concentra uma série de artigos focalizando a educação: Escola pública e escola particular: Almeida Júnior; O projeto em acusação: Fernando de Azevedo; A democratização do ensino: Florestan Fernandes; Educação para o desenvolvimento: Fernando Henrique Cardoso, entre outros.

Procurando elevar o nível da cultura brasileira, e levar ao maior número de pessoas a mentalidade do país - intenções explicitadas na própria ANHEMBI - traz o pensamento de renomados escritores, tanto do Brasil como do exterior, reunindo vários intelectuais de prestígio nacional e internacional, como por exemplo Florestan Fernandes, do qual publicou (por partes, em vários números da revista) Folclore e mudança social na cidade de São

Os textos são de diferentes categorias, há críticas, polêmicas, biografias, poesias,... A revista, desde o início apresenta uma característica que lhe é peculiar: após o início com algumas matérias bastante diversificadas, traz mensalmente matérias sobre jornal, arte (teatro, música, plástica, cinema), ciência, livros. Assim, encontramos na revista ANHEMBI as seções: JORNAL DE 30 DIAS; LIVROS DE 30 DIAS; CIÊNCIA DE 30 DIAS, ARTES DE 30 DIAS (Teatro, Música, Plástica, Cinema). É na seção de ARTE / Música que se encontram as críticas e artigos de Caldeira Filho, sendo que apenas um deles A aventura da

música (N.15, Vol.V, p.454-468, de fevereiro de 1952), não está nesta seção, mas, junto aos

textos iniciais da revista.

Idas e vindas, abrangência cada vez maior da pesquisa que havia assumido limites muito amplos, novo afunilamento... e uma certeza: o passado e o presente seriam integrados à minha tese de doutorado.

Crítico, professor e musicólogo, Caldeira Filho tem 98 artigos publicados na Revista ANHEMBI. Li e reli todos cerca de três vezes. Num primeiro momento selecionei apenas os que tinham títulos bastante diretos sobre Educação Musical. Mas, à medida que ia lendo os demais uma questão surgiu: - Será que educação musical não aparece também nos outros, embora não de forma explícita?

Passei, então, a visitar novamente todos seus artigos na ANHEMBI, e ao ler seus textos e digitar as idéias principais, vejo Caldeira Filho professor não apenas nos temas específicos de educação musical, mas, na quase totalidade de seus textos publicados nesta revista. Os conteúdos que ele aborda em suas críticas de música ora são conceituais, ora procedimentais, ora atitudinais e de valores. O humano, a ética, o social, a educação musical integrada à educação como um todo, as várias sugestões que dá para distintas instituições ou para o ensino, são muito presentes em seus textos.

Conhecendo mais sobre Caldeira Filho e sua ação de educador, quer enquanto respeitável crítico musical, ou excelente professor na Escola Caetano de Campos, amplia-se a urdidura da rede que eu tecia. Perguntas como: - Que influências ele exerceu em seu tempo? Como se forma uma geração? Como se formavam professores na época de Caldeira filho? Qual contribuição dele para projetos de formação contínua em música?