I. BİRİNCİ BÖLÜM: KAVRAMSAL VE KURAMSAL ÇERÇEVE
1.3. DİNDARLIK, SEKÜLERLEŞME VE TESETTÜR
1.3.2. İslam’da Giyim /Tesettür
Até o momento de elaboração final do documento da tese, foram realizadas algumas atividades de preparação e capacitação já citadas anteriormente, que foram planejadas e executadas a partir das demandas detectadas com o processo de diagnóstico da situação do empreendimento.
. Oficina sobre conceitos e princípios da economia solidária. . Oficina sobre aspectos legais do empreendimento.
. Oficina sobre fabricação.
. Oficina sobre relações interpessoais.
. Visita à cooperativa de reciclagem de Diadema para conhecer os controles e relatórios financeiros utilizados para gestão financeira nesse empreendimento.
Nos Anexos 1, 2 e 3 é possível verificar o conteúdo, objetivos e técnicas de condução de cada oficina realizada.
Além dessas atividades de treinamento e capacitação que já ocorreram, foram definidas, no Projeto de Implantação da Incubadora, quatrocentas horas para realização de oficinas técnicas e de gestão dos empreendimentos que ainda não se iniciaram. Essas oficinas deverão começar em fevereiro de 2014 e terão como temas centrais: o processo de fabricação, gestão financeira, segurança no trabalho, inovação, economia solidária, relacionamento interpessoal, gestão ambiental e aspectos jurídicos do empreendimento. De fato, o total de horas de treinamento com as atividades iniciais de preparação perfaz em torno de 80 horas, das quatrocentas horas previstas no projeto.
A oficina sobre economia solidária e aquela que abordou os aspectos legais do empreendimento relacionaram-se com a competência Gestão do Empreendimento. Nestas oficinas foram abordadas, além dos aspectos legais do empreendimento, práticas que caracterizam a autogestão e o cooperativismo, entre outros temas.
A oficina sobre fabricação explorou o conceito de processo de trabalho e buscou analisar com o grupo as fases do processo de trabalho na cooperativa. Dessa forma, seu objetivo foi o desenvolvimento da competência Gestão da Fabricação.
A análise do campo revelou que na oficina sobre processo de fabricação, as pessoas definiram o processo de trabalho na cooperativa, com suas fases e resultados, mas não houve tempo para discutir melhorias nesse processo. Elas foram convidadas para, em pequenos grupos, analisarem as fases do processo de trabalho e registrarem suas conclusões. Logo após, cada subgrupo apresentou essas conclusões, ocorrendo uma discussão intensa, pelo fato dos grupos terem visões diferentes e se procurou chegar a um consenso sobre o processo de trabalho nas cooperativas.
Na oficina sobre construção de relacionamentos, foi possível dialogar sobre aspectos como comunicação, confiança, liderança, uma vez que esta teve um tempo de duração maior, estendendo-se ao longo de 3 meses, com reuniões semanais de 2 horas. Essas oficinas avançaram no processo de análise das relações entre os participantes no cotidiano de trabalho, discutindo temas como o surgimento e fortalecimento da confiança entre eles; o entendimento sobre o papel dos líderes; as dificuldades na comunicação entre eles. Essa oficina deveria continuar até o final do processo de incubação, mas foi interrompida, temporariamente, com o início do processo de discussão entre os grupos sobre a fusão das duas cooperativas e solicitação da Prefeitura para que o dia utilizado com sua realização fosse cedido para preparação das assembleias sobre a fusão das cooperativas.
Foi realizada uma visita a uma cooperativa de reciclagem no município de Diadema, na qual já foi implantado um processo de gestão financeira com utilização de planilhas eletrônicas, publicação mensal de resultados financeiros e outros aspectos relacionados ao controle financeiro do empreendimento. A essa oficina compareceram em torno de dez pessoas dos dois empreendimentos pesquisados, entre elas, não havia nenhum membro do Conselho de Administração, o que dificultou a aplicação das práticas observadas em Diadema nas cooperativas Raio de Luz e Reluz.
O período de duração desses treinamentos possibilitou iniciar uma reflexão com os catadores sobre os temas definidos a partir das informações detectadas na atividade de diagnóstico. Entretanto, a escassez de tempo, inviabilizou um diálogo que propiciasse o
questionamento consistente do desempenho, a busca de formas alternativas de atuação e propostas de mudança de comportamento no ambiente de trabalho.
De fato, não ocorreu uma situação dialógica nessas oficinas que propiciasse a expressão dos temas geradores, conceito relacionado à educação libertadora de Freire (2005). Esses temas poderiam ter sustentado as análises sobre a realidade dos catadores e, a partir deles, analisar práticas, refletir sobre melhorias, discutir conceitos relacionados a elas.
Além dessas atividades estruturadas, foram elaboradas cartilhas pedagógicas como material de apoio às atividades de capacitação e treinamento. Os temas abordados pelas cartilhas relacionaram-se às áreas das competências individuais: fabricação; relações interpessoais; inovação; controles financeiros; plano de negócios do empreendimento; aspectos jurídicos do empreendimento; marketing; noções básicas de tecnologia da informação. Esse material foi elaborado, tendo como ponto de partida os princípios da educação libertadora de Freire (2005), ou seja, apresentando questões que devem motivar o diálogo entre as pessoas, utilizando uma linguagem simples e muitas figuras. Algumas cartilhas foram construídas como jogos de treinamento, possibilitando que as pessoas se movimentem e interajam no espaço físico para discutir e solucionar problemas. As cartilhas serão entregues aos participantes ao final de cada atividade de treinamento e capacitação, com início previsto para fevereiro de 2014.
A realização de várias reuniões da equipe técnica do projeto com o grupo de empreendedores, seja para realização do diagnóstico da situação dos empreendimentos, seja para discussão sobre a perspectiva de fusão entre as cooperativas ou ainda para diálogo sobre o processo de incubação, influenciou um processo de reflexão entre eles sobre autogestão, gestão coletiva, transparência sobre finanças. Entretanto, esse diálogo deve continuar para que se fortaleça a ideia de autogestão e busca de práticas coerentes com essa ideia.
Além das atividades para desenvolvimento técnico, comportamental e de habilidades de gestão, é necessário que seja iniciado um curso de alfabetização para aqueles que não frequentaram escola ou somente um ou dois anos do ensino básico. Ser alfabetizado é pré- requisito ao desenvolvimento das competências, principalmente aquelas que exigem a proficiência em leitura e compreensão de textos, como Gestão do Empreendimento;
cálculos e leitura de planilhas para Gestão Financeira. Da mesma forma, a alfabetização é condição para a viabilização do processo de fortalecimento da autogestão nos empreendimentos, uma vez que, para participar em processos de tomada de decisão coletiva, sem necessitar do apoio de outros, as pessoas necessitam saber ler e escrever e também realizar cálculos básicos e entender demonstrações numéricas.
Ilustração a partir de fotografia do grupo da Cooperativa Reluz em atividade de treinamento sobre relações interpessoais.