• Sonuç bulunamadı

İptal Beyanının Şekli ve İçeriğ

Belgede Türk hukukunda gabin (sayfa 103-106)

I SÖZLEŞME İLE BAĞLI OLMAMANIN HUKUKİ NİTELİĞİ

A. İptal Beyanının Şekli ve İçeriğ

Um dos problemas do método das relações intercensitárias de sobrevivência é não desagregar os imigrantes e emigrantes do saldo migratório. Para tal, seria necessário lançar mão de algum tipo de pressuposto. Como até o Censo brasileiro de 1980 não havia a informação sobre o lugar de residência 5 anos antes do recenseamento, a única forma de se inferir algo sobre os imigrantes e emigrantes do saldo era através da exploração dos dados referentes à última etapa migratória. Tentativas nesta direção já foram desenvolvidas por Rigotti (1994), e alguns dos procedimentos e pressupostos deste trabalho serão retomados a seguir, na medida em que foram o ponto inicial para o desenvolvimento subsequente deste capítulo.

Para analisar o comportamento das migrações na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), desenvolveu-se um procedimento que tratava simultaneamente estimativas de mensuração direta e indireta das migrações. A primeira referia-se ao quadro completo dos imigrantes (de última etapa) intermunicipais da década, que não haviam remigrado e tinham sobrevivido à mortalidade, segundo os municípios de residência anterior.

Comparando estes imigrantes com aqueles implícitos no saldo migratório da década (imigrantes de datas fixas - 01/09/70 e 01/09/80), estimado através das RIS, havia uma diferença conceitual que, por pressuposto, foi considerada não significativa para a RMBH nos anos 70. As pessoas que residiam na região em 1970, emigraram durante a década e

retornaram antes de 1980 estavam incluídas entre os imigrantes calculados por mensuração direta, e não estavam contidas no saldo migratório estimado através das relações intercensitárias de sobrevivência.

Em relação aos emigrantes, sabe-se que a informação direta refere-se àqueles cuja residência anterior se deu no município em análise, independentemente do local de moradia na data do primeiro censo (1970). No caso da emigração, as divergências entre os emigrantes calculados por mensuração direta e aqueles implícitos no saldo migratório, produzido através das relações intercensitárias de sobrevivência, provavelmente seriam bem maiores do que no caso da imigração. Por se tratar de uma região dinâmica, certamente haveria significativa remigração de curto prazo.

O local que exerce papel importante como etapa intermediária no processo migratório (Belo Horizonte era um exemplo clássico dentro da RMBH) tende a apresentar uma emigração, se calculada por mensuração direta (última etapa), maior do que aquela implícita na estimativa de saldo migratório.

A maneira encontrada para se obter o número aproximado de emigrantes implícitos no saldo migratório da década de 70, foi subtrair do total acumulado de imigrantes metropolitanos de última etapa (excluiu-se do total de imigrantes os procedentes de municípios da própria metrópole), com menos de 10 anos de residência, calculados por técnica direta, o saldo migratório estimado por técnica indireta.

Assim, o número de imigrantes que não estavam na região em 1970 e estavam presentes em 1980, implícitos no saldo migratório da estimativa indireta, seria aproximadamente igual ao número de imigrantes da informação direta. Em outras palavras, pressupôs-se que a migração de retorno dentro da década não era significativa.

Havia razões objetivas para não se adotar o mesmo pressuposto em relação aos emigrantes de datas fixas e os de última etapa, uma vez que muitos apenas passavam temporariamente pela RMBH, sem fixar uma residência mais permanente, como, aliás, é comum em áreas altamente dinâmicas.

Esse procedimento causará erros significativos se a unidade espacial em questão se caracterizar, no período em análise, por forte migração de retorno pleno. Em compensação, elimina-se o efeito daquela emigração que tem a unidade espacial em análise apenas como um local de passagem (etapa intermediária) até o local de residência no final do período analisado, um fato bastante comum em se tratando de unidades espaciais de forte atração migratória.

Há ocasiões em que a unidade de análise não funciona como local de etapa intermediária. O número de emigrantes de última etapa poderá ser menor que dos emigrantes de datas fixas, porque provavelmente parte desses emigrantes farão, durante a década, pelo menos mais uma etapa migratória fora da unidade espacial. Assim, não estarão contabilizados entre seus emigrantes de última etapa ao final do período.

Os emigrantes de última etapa corresponderão exatamente aos emigrantes de datas fixas apenas quando a área de estudo não tiver funcionado como etapa intermediária e que, também, nenhum de seus emigrantes tenha usado, subseqüentemente, outra área como etapa intermediária.

De modo geral, espera-se que o número de emigrantes de última etapa das unidades com dinamismo econômico, seja superior àqueles de datas fixas, e que ocorra o contrário com aquelas unidades estagnadas ou decadentes. Esta idéia será explorada com maiores detalhes na última parte deste capítulo, quando se propõe uma caracterização da dinâmica migratória regional.

É importante notar o que explicaria as diferenças entre os resultados da mensuração direta, com dados de última etapa, e o saldo migratório, obtido por técnica indireta. Apenas na primeira haveria a presença de migrantes de curto prazo e múltiplas etapas migratórias (migração de retorno dos que partiram e retornaram dentro do período em questão, ou remigração daqueles que entraram no mesmo período). No saldo migratório por técnica indireta haveria a presença dos efeitos da migração internacional.

A disponibilidade da informação de data fixa no Censo Demográfico de 1991 permite novos avanços quanto às limitações do que foi discutido

anteriormente. Por exemplo, havia certo consenso em considerar que a migração dos que, nos anos 70, saíram e retornaram para a RMBH, era demograficamente não significativa, o que foi tomado como pressuposto em Rigotti (1994).

Pelo menos parcialmente, será possível verificar empiricamente o que foi tomado como pressuposto, graças ao quesito, em 1991, que se reporta ao local de residência em uma data fixa, combinado com o de lugar de última residência. Torna-se assim exeqüível um maior aprofundamento analítico da migração por etapas e da migração de retorno, dos fluxos ocorridos entre setembro de 1986 e setembro de 1991. Estes aspectos serão desenvolvidos a seguir.

3.5 A utilização dos dois quesitos da informação direta referentes a

Belgede Türk hukukunda gabin (sayfa 103-106)