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2.6. Teknoloji ve Bağımlılık

2.6.2.2. İnternet Bağımlılığı Üzerine Yapılan Çalışmalar

A investidura ao poder regulador das ações de saúde dada à Câmara municipal gerou uma reação da classe médica, com mesma força e intensidade levando à criação de associações médicas em algumas províncias brasileiras.

Portanto, o fortalecimento da classe médica ante as investidas do governo imperial para desqualificar seu discurso competente bem como impedir de realizarem os debates científicos da época, estimulou esses profissionais da saúde a se articularem e estabelecerem uma forma de resistir às perdas. Eis que se estabelece um novo locus para, regulamentar a atuação das pessoas que exerciam a arte de curar e ajudar ao Estado na elaboração dos preceitos higienistas.

Os articulistas eram os mesmos, deslocava-se o espaço. Foram criadas as Sociedades de Medicina.

1.5.1 A Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro: les frères brésliennes

A Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro foi fundada em 182925 tendo como eixo norteador de suas propostas os estatutos da Academia de Medicina de Paris.

A linha mestra de ação da congênere brasileira consistiu na viabilização do crescimento das diferentes áreas da medicina e a ampliação da influência, desses profissionais da saúde junto ao Governo Imperial naquelas questões que dissessem respeito à higiene e às políticas de Saúde Pública (DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO DAS CIÊNCIAS DA SAÚDE NO BRASIL, 2009).

Esta experiência local fez eco na Colônia e, um tempo depois, e levou à formação de sua congênere na província de Pernambuco.

1.5.2 A Sociedade de Medicina de Pernambuco: a ciranda médica dançada com o Rio e Paris

A Sociedade de Medicina de Pernambuco inaugurada em 4 de abril de 184126. Teve seu primeiro estatuto aprovado pelo engenheiro Francisco do Rego Barros, presidente da província, e posteriormente, pelo Governo Imperial. Em seu Relatório, datado de seis de março de 1841, Rego Barros já anunciava a composição da referida sociedade que, segundo ele, era formada pelos “mais habeis Facultativos desta Cidade com a finalidade de melhorar a Saúde de seus habitantes” (REGO BARROS, 1841. p.14, negrito do original).

A agremiação médica pernambucana seguia o mesmo modelo da Academia Imperial de Medicina, localizada no Rio de Janeiro, que, por sua vez, se inspirou na Academia Francesa de Medicina para escrever seu estatuto (DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO DAS CIÊNCIAS DA SAÚDE NO BRASIL, 2009). Formou-se, assim, uma ciranda de saberes médico- higiênicos entre Pernambuco, a Corte Brasileira e a França.

25 Essa sociedade foi nomeada posteriormente de Academia Imperial de Medicina (1835) e por fim Academia

Nacional de Medicina (1889).

26 Sociedade de Medicina de Pernambuco (1841) depois Instituto Médico Pernambucano (1874); Associação

Os objetivos da Sociedade foram estabelecidos ao longo de dois § do Artigo 2 dos seus estatutos, tendo por fim promover os progressos da medicina e todos os ramos das ciências médicas na província de Pernambuco, e dar à classe médica a posição que lhe era assinalada pela nobreza de sua profissão (ESTATUTOS DA SOCIEDADE DE MEDICINA DE PERNAMBUCO, 1977)27.

No discurso de instalação da Sociedade, proferido em 04 de abril de 1841, o Presidente Antonio Peregrino Maciel Monteiro, realçava a importância da criação de tão importante entidade para a “saude e vida da Sociedade” (MONTEIRO, 1977, p.12 e passim). Para atingir tal magnitude de ação a medicina se apresentava como a via que tornava isto possível, pela influência que se revelava “em prodigiosa escala e amplissimo alcance” e tudo isto organizado em um “Codigo de Policia Médica”. Aqui já nos basta para ver a influência da escola alemã na elaboração do código de ações da Sociedade. Isto ficou mais visível quando o nobre presidente da sociedade se apoderou do viés de Direito Criminal para respaldar ações de cunho policialesco e mesmo na determinação da incapacidade “daqueles seres considerados naturalmente imperfeitos”, quer pela idade, quer outras circunstâncias e da “Medicina Legal (itálico no original) como o meio de legitimar a regulamentação das leis” (p.13) tudo isto como uma resultante da “comunhão de seus principios reciprocos” (ibidem). ou seja, a Medicina influenciando a Legislação.

A inspiração neo-hipocrática, de origem francesa dos médicos transpareceu nas proposições sobre a necessidade de ter e manter ações de vigilância ambiental.

Nos primeiros anos de funcionamento, a Sociedade atuava como consultora do governo provincial em assuntos relacionados à higiene e saúde públicas. È tanto que, dois anos após sua fundação, a Sociedade propôs a eliminação de todos os fatores considerados focos de moléstias endêmicas. Deste modo, propôs medidas de saneamento que para drenar e aterrar os pântanos de Olinda que inundavam a cidade nos períodos de chuva, providenciar o encanamento de água potável para a população da cidade e a fazer a transferência dos enterramentos realizados nas igrejas para os cemitérios (RELATÓRIO, 1843).

27OS Estatutos da Sociedade de Medicina foram aprovados em 1841. A minha consulta de fontes é uma edição fac-

similar desses estatutos publicada em 1977. ESTATUTOS DA SOCIEDADE DE MEDICINA DE PERNAMBUCO. In: Annaes da Medicina Pernambucana (1842-1844). Ed Fac-similar. Recife: Secretaria de Educação e Cultura, 1977, p.18-32.

O Relatório de 1844 (p.10) da autoria de Francisco do Rego Barros, presidente dessa província, reconheceu a utilidade pública da referida organização médica

A saúde Pública vai continuando a receber importantes serviços da Sociedade de Medicina, estabelecida nesta provincia: a qual não poupa esforços para descobrir as causas das molestias mais frequentes e applicar os meios convenientes de evitar umas e extirpar outras. (REGO BARROS, 1844, p.10)

Foi a partir dessa organização de classe que surgiu, em Pernambuco, um órgão público para controle dos problemas de higiene ambiental, o Conselho de Salubridade de Pernambuco.

1.6 Conselho de Salubridade da Província de Pernambuco: corpos em Recife, cabeças em