2.2. Rousseau’nun Aydınlanma Eleştirisi
2.2.1. İnsan, İnsanlık Eleştirisi
V – Então vou me apresentar, eu estou a dez anos, no ensino municipal, e no CEFAI desde 2005 como CEFAI, antes disso eu
trabalhei quando era Setor de Educação Especial.
Entrevistador – E o que é o CEFAI?
V – O CEFAI é Centro de Formação e Acompanhamento à Inclusão, tem diversas atribuições, entre elas, formação pros
professores da rede, da região, atender alunos, eu sou PAAI, professora itinerante, Professor de Atendimento e Apoio à Inclusão, que atende diretamente o aluno. Como somos poucos, ainda não conseguimos fazer com que isso funcione mesmo, que a gente atenda, consiga atender os alunos, então muitas vezes a gente atende mais ao grupo escola, procura recursos para o grupo escola, material, entre as atribuições do CEFAI também posso colocar: confeccionar material, adquirir material, ir atrás de material e atendimento...
Entrevistador – mais específico...? V – mais específico para área da deficiência. Entrevistador – E o CEFAI existe desde que ano?
V – dois mil..., ele foi criado em 2004, por decreto, e o CEFAI Butantã existe desde 2005.
Entrevistador - E como é que os profissionais são designados para estar no CEFAI, como é que é feita essa escolha?
V – tem que ter uma formação de no mínimo 360 horas, acho que 360 ou 320 horas, 360, em uma das áreas de deficiência. No
momento é assim, mas vai mudar alguma coisa, mas em uma das áreas, ou deficiência auditiva, ou mental ou física, ou visual. E tem que ter um perfil, porque como geralmente não se forma um professor itinerante, é um trabalho diferente, diferenciado, então tem que ter um perfil, porque é uma construção, junto à escola. Nem sempre o profissional vai e é bem recebido. Muitas vezes, a escola recebe a gente como se fossemos tirar a criança de lá, e muitas vezes também acha que a gente vai atender todo mundo, se tem bronquite crônica...
Entrevistador – Bem, então como é a estrutura do trabalho de vocês, quantos profissionais estão aqui, agora, qual que é o ideal, existe um número mínimo de pessoas que é exigido?
V – pela legislação, o CEFAI deveria contar com o coordenador, e quatro PAAIS que é o professor itinerante, um em cada
área, no mínimo. Só que a gente não tem conseguido cumprir, formar esse grupo, por conta das pessoas sem formação, por falta de pessoas com perfil, e por falta de clareza do papel do CEFAI mesmo. Uma coisa é ele existir como projeto de lei, e outra coisa é existir de fato, então algumas coisas eu acho que a Secretaria vai ter que readequar, porque no próprio decreto na portaria tem umas contradições. E nas escolas tem crianças com todos os tipos de deficiência, e por que separar por diferentes áreas é uma das coisas que são questionadas também.
Entrevistador – Tem uma área específica que é mais difícil de ter formação, existe formação pra todas essas áreas? É dada por quem?
V – a prefeitura deu, o ano passado e esse ano, então um grupo está fazendo, um grupo já terminou, uma pós-graduação pela
UNESP.
Entrevistador – pela UNESP, já ouvi falar
V – é, pela UNESP, nas quatro áreas. Então faz um grupo comum, depois separa por área e são essas pessoas que estão vindo
compor o CEFAI. Em termos de compromisso, para quem faz esse curso , é um mínimo de oito anos,de trabalho para prefeitura, que é uma maneira de pagar o curso, que é um curso caro, é um curso de pós-graduação.A Kátia fez esse curso, ela vai sair do Cefai, mas ela vai trabalhar numa SAAI, uma sala de Apoio e Acompanhamento da Inclusão, com deficiência física.
Entrevistador - com deficiência física.
V – é, a gente está querendo que ela fique na região, mas não sei se a gente consegue.
Entrevistador – O que eu percebo é que desde que eu comecei a pesquisa, é que a equipe do Cefai muda muito, então, isso acontece por uma escolha pessoal, a pessoa vem, tem um perfil, só que aí, de repente escolhe fazer uma outra coisa, como fica isso na prática?
V-Tem a ver com os espinhos, porque quando a gente vem, vem com muita vontade de salvar o mundo, de consertar tudo, e daí a gente percebe que nós trabalhamos num alvo intermediário, que o CEFAI não tem o status de centro ainda, ele funciona como um setor de coordenadoria, e, não tem uma estrutura. Então muitas vezes a pessoa se decepciona de alguma forma, e se vê de mãos atadas.
Entrevistador – Mas alguém que está aqui se não for por vontade própria pode ser tirado, por exemplo, pode ser designado pra alguma outra coisa?
V – pode ser tirado daqui se não tiver o perfil, se não tiver correspondendo. Porque uma das coisas que o PAAI, o professor
itinerante, precisa ter claro é que quando ele entra na escola, ele é um par avançado, sim, mas ele vai lá para somar, ele não é aquele que sabe e você não sabe e a escola não sabe. Tem que ter como, tirar, assim, ver o que a escola tem e partir daquilo pra construir mais.
Entrevistador – E atualmente vocês estão com quantas pessoas na equipe?
V – nós estamos em 3. Nós estamos em 4, na verdade, a Marli, que ela não tem formação, mas ela está coordenando o grupo,
mas...
Entrevistador – ela é a coordenadora
V – ela é a coordenadora, tenho eu, como PAAI.
Entrevistador – em DM?
V – DM e DV, mas só que eu atuei em DM, mas não atuei em DV. Eu nunca atuei em DV. Eu tenho a formação teórica, mas
não tenho a prática. A Kátia em deficiência física, que fica só até 30 de dezembro, e a Neide com a formação em deficiência auditiva.
Entrevistador – E com esse número de integrantes, quantas escolas vocês tem que cobrir?
V – 78 escolas, da rede, fora as conveniadas que a gente dá aula no apoio, tenta dar um apoio em termos de formação, porque
nós temos as creches que são conveniadas, muitas das creches são conveniadas, essas escolas a gente não consegue atender diretamente, mas a gente atende indiretamente o aluno, assim, em algum encaminhamentos , e às vezes participa de alguns momentos de formação.
Entrevistador - E como vocês estruturam o trabalho de vocês com esse número de pessoas e esse número de escolas? V – nós dividimos, em princípio, nós havíamos dividido em quatro grupos, e também uma pessoa ficou responsável pela
formação, que sou eu.
Entrevistador – você com a formação para os professores
V – E cada um ficou com um grupo de mais ou menos 23 escolas e tal. Eu fiquei com um pouco menos de escolas por conta da
minha atribuição. Mas no fim, são quatro, a gente acaba atendendo as que estão em descoberto. Alguns CEFAIs, priorizaram o atendimento à EMEF.
Entrevistador – EMEF?
V –Priorizam EMEF porque o projeto da Secretaria é ler e escrever, mas a gente não fez essa opção. O Butantã não fez essa
opção. Realmente, a gente vai mais na EMEF porque é onde pega mais, mas a gente tem procurado dar bastante atenção pras creche e EMEI, justamente por ele...
Entrevistador – por entender que a educação infantil é importante...
V – e você consegue encaminhamentos na educação infantil. Eu falo que a grande diferença de falar em inclusão aqui no
Brasil e em inclusão em alguns outros países, é que no Brasil as crianças estão vindo dos quartinhos, as crianças não iam para
lugar algum, elas ficavam escondidas e elas estão saindo, estão chegando mesmo, veja,as nossas escolas, com 8 crianças em
algumas EMEIs. Acho que é uma ida sem volta, não dá mais para voltar para trás, então a gente tem que reformular o CEFAI, mas tem que trabalhar no sentido de ampliar esse atendimento, ou constituir outros tipos de atendimento também.
Entrevistador – E aí, por exemplo, vocês têm vinte e poucas escolas, vocês fazem visitas a estas escolas, e aí vocês levantam o número de alunos com necessidades educacionais especiais?
V - Geralmente a gente vai para escola, e nós fazemos um levantamento. Então a gente tem mais ou menos idéia das crianças
que estão lá. Quando a escola chama, geralmente não é por causa da criança com deficiência, é geralmente pela criança que dá problema de comportamento.
Entrevistador – eu vi isso muito na lista de crianças que vocês me deram.
V – Então quando a escola chama, e a gente tem dificuldade de chegar na criança que tem deficiência, porque se ela fica
quieta lá, não dá trabalho, ela acaba ficando realmente de lado, e o nosso papel é fazer com que o pedagógico seja alcançado.E às vezes são coisas simples como: engrossar um lápis, às vezes se a gente não fica sabendo que a criança está lá, a gente não consegue permitir isso. Mas aos poucos isso está mudando, a gente está mudando isso nas escolas.
Entrevistador – você enquanto CEFAI, vocês tem que esperar a escola chamar ou vocês podem ir...?
V – Nós podemos ir. A Secretaria estava apontando que vai ser previsto num projeto pedagógico da escola, como a escola vai
atender a diversidade, com ela vai atender o deficiente.
Entrevistador – Interessante isso.
V – então a escola vai ter que solicitar. Até porque o que a gente vive, enquanto CEFAI Butantã, essa dificuldade de
estruturação e tudo mais, e de repente você vai até a escola e você não é acolhido como um parceiro, nem nada aí fica difícil. Muitas vezes a gente não é visto como professor, então, nós somos vistos como se fôssemos um supervisor, ou alguém que vai lá para ver o que está errado. E a idéia não é essa, a gente vai lá para somar, para trabalhar junto. E é algo que está em construção, eu acho que é assim, do ano passado para esse ano, a gente está a anos-luz, a gente deu uma arrancada em termos de telefonemas, de reconhecimento de algumas escolas, mas ainda é muito pouco.
Entrevistador – Vocês tinham a idéia de atender as escolas quinzenalmente pelo menos?
V – é no mínimo isso, e manter essa regularidade, mas muitas vezes a gente não consegue, você vai uma vez, você faz toda uma
orientação, e daí você demora um tempo para retornar a essa escola.
Entrevistador – Outra coisa que eu ia te perguntar, como é feito o acolhimento das famílias que procuram o serviço?
V - Geralmente as famílias ligam ou vem até aqui. A gente tem um conversa, a gente não faz uma anamnese no sentido clínico,
a gente conversa para ver se ela já foi à escola, se não foi. A gente tem até um roteirinho, que é uma ficha de saúde, pra ser
preenchida para criança que tem deficiência, e nós usamos aquilo como um roteiro para conversar. Depois pensamos em uma escola próxima à casa da criança ou em alguns casos usamos a SAAI como uma porta de entrada.
Entrevistador – Uma vez na escola, como é feito o acompanhamento a essas crianças?
V – Primeiro tentamos ir até a escola. Também teríamos as nossas reuniões de discussões de caso, que estão no papel, no
cronograma,mas a gente não tem conseguido fazer isso cumprir em termos de discussão de casos entre nós, porque a demanda está muito grande então a gente agenda alguém da comunidade para atender, para fazer os relatórios, para discutir, seria para discutir casos também, e para atender por exemplo, na escola, que é alguma orientação.
Entrevistador - e que apoio vocês recebem da Secretaria Municipal da Educação enquanto CEFAI?
V – então, a gente tem uma equipe lá, que está batalhando, eu acredito, que para garantir a criação do quadro de
funcionários, o grupo de recursos humanos, que está batalhando para conseguir os estagiários, que tem batalhado por espaço. A gente também teria que ter um espaço para ministrar a formação, para confeccionar materiais, então essas coisas, a equipe do SME está lutando junto.
Entrevistador – nessa região do Butantã, tem SAAI para qual população, além de deficiência mental?
V – nós temos duas de DF, uma de DV, mas tem umas contradições. Tem duas de DF, que as duas são em EMEI, na EMEI
D’Alma e na EMEI Benedito Castrucci. As duas EMEIs que tem SAAI para deficiente físico não tem acessibilidade. Então, quer dizer, têm todas essas lutas também que a gente tem que travar junto, que quem trabalha na área tem que travar junto.
V – Agora nós temos alunos com deficiência mental. É outra coisa que eu falo do serviço público, o serviço público é criado de
acordo com a demanda. Se você não comprovar demanda, você não consegue abrir. Para gente abrir uma SAAI de DM, a gente tem que comprovar que nós temos alunos DM naquela região e que nós vamos fazer aquele serviço.
Entrevistador-você falou um pouco do trabalho com a escola, eu queria saber um pouco mais, sobre as estratégias com relação ao professor e à família.
V-Com relação ao trabalho no geral, mas de uma maneira mais específica ao trabalho com os pais, nós acreditamos que a
rede é a maneira melhor de trabalhar. O meu sonho de consumo é ter um grupo de pais, em que a gente possa discutir, porque
grupo que estamos formando com outros profissionais da rede, para trabalhar a saúde mental dos pais, já é um embriãozinho, mas nós gostaríamos de ter isso com relação à escola, nós não temos isso forte ainda.
Entrevistador – E com relação à criança, sei que vocês pensam adaptações, por exemplo, e vocês chegam à escola e têm a demanda de tal caso, a conversa, é com quem? Com o CP? com a professora?
V – às vezes nós queremos ter contato direto com o professor, porque ele que vive o cotidiano. Nós não temos o poder de
chegar diretamente ao professor, nós temos que passar pela equipe técnica para depois acessar o professor e muitas vezes a gente sente na equipe técnica, ainda, um muro.
Entrevistador – e isso é legal falar, porque é isso que eu estou sentindo
V – é você não consegue nem chegar na criança e muito menos na professora. A gente teve a denúncia de um caso de um
menino autista que ficava num corredor, com uma das estagiárias. Nós já tínhamos ido nessa escola algumas vezes, mas não sabíamos, não conseguimos chegar a esse caso. Então sabendo por outros meios é que a gente marcou com a família lá e levantamos o que estava acontecendo para poder atuar. Essas coisas são internas, é um gasto de energia enorme, por isso que a pessoa desiste [risos], desiste, porque, gratificação salarial não tem nenhuma, nosso salário é de professor 40 horas. Não temos garantia de transporte, às vezes a gente vai pra escola na visita, é com o nosso transporte, com o nosso carro e o nosso custo...
Entrevistador – com a sua gasolina
V – com a gasolina e com nosso risco, tudo mais. Então, eu já estou numa idade [riso] em que eu posso fazer isso, eu posso,
tenho meus filhos grandes e tem uma situação estável financeira, mais ou menos estável. Mas você vem pra cá, você trabalha 8 horas, você tem que visitar duas, três escolas, uma é lá no Brooklin, a outra é lá no fundo da Raposo Tavares, e daí você se desloca com o seu carro?O que é gratificante é que tem lugares que você chega e é bem recebido, eu encontrei uma professora ontem e falei: ah, eu estou em falta com você, porque eu não vim ver o Michael e ela falou assim: imagina, você não está em falta com ninguém, você está fazendo o que você pode fazer.
Entrevistador – e quando vocês conseguem chegar no professor a discussão é em cima do pedagógico?
V – é, mas também estamos trabalhando essa maneira dos professores verem a gente, quebrar a postura de que somos
supervisores, que sabemos mais e construir uma outra postura de que estamos ali para fazer junto com eles.
Entrevistador- que avaliação você faz desse trabalho desenvolvido no CEFAI, que resultados que vocês observam na escola, com as famílias, com as crianças, com os professores e na região?
V – O que eu vejo de possibilidades é que a gente consiga apontar para Secretaria que há necessidade de trabalho em rede,
que esse trabalho em rede não parta apenas de iniciativas de profissionais individualmente, que os profissionais da saúde também não são remunerados pra visitarem a escola, não conta como produção, então, sabe, esse intercâmbio precisa ser algo mais institucionalizado, porque isso vai acionar no trabalho tanto da saúde, da assistência social, com as famílias e com os alunos na escola. Uma outra coisa que eu acredito que acho que precisa ser revista é a legislação mesmo no que diz respeito ao CEFAI, às SAAIs de forma a dar para os profissionais que atuam, uma certa abertura, que não feche tanto, que garanta algumas coisas, para poder garantir recursos humanos no CEFAI, garantir algumas coisas básicas como o transporte.
V –Se não vem um diferencial de salário, tudo bem, mesmo exigindo uma especialização, todos cargos que exigem uma
especialização, geralmente tem um diferencial na área, mas que a gente tenha pelo menos o básico, a ajuda de custo para condução, é uma das coisas que eu acho que faz falta. Outra coisa que faz falta também, é que muitas vezes a gente consegue um encaminhamento para SAAI, por exemplo, a família não vai levar, porque a distância é enorme, a mãe não sabe andar de ônibus, não tem condições de ter esse transporte também pro aluno.
Entrevistador – E os transportes especiais?
V – então, só garantem para quem tem deficiência física, mas, não é só a deficiência física que impede muitas vezes. Ah, da
Juliana e da Jéssica, são duas, a mãe tem duas filhas, as duas com deficiência grave, múltipla, elas andam, tal, mas elas batem, saem correndo, ela tem que ir de ônibus faz o atendimento com as duas, ela não consegue...
V – então, é por isso que eu falo que tem que ter um trabalho em rede que considere todas essas variáveis. Agora a grande
diferença, o grande avançoque eu percebi é que as famílias estão chegando. E que vai uma propaganda meio boca-a-boca,
então, e as próprias mães falam: vai lá conversa com o pessoal do Cefai.
Entrevistador – criaram uma referência mesmo com o CEFAI?
V – é... e isso acho que é um avanço. E aquela coisa o ministério público que muitas vezes entrava para cobrar a vaga, na
escola, agora entra para cobrar trabalho pedagógico. Então acho que isso já são avanços. Eu trabalhei em escola de educação especial, eu saí justamente porque o objetivo era muito assistencialista, nenhuma pessoa é coitadinha. Ninguém precisa de nenhuma esmola, a gente só precisa se valorizar e dar uma condição digna de vida, então eu acho que esse atendimento em rede é uma ambição.
V – que venha mais SAAIs, que venha equipe, se não vai ficar só o dinossauro aqui, [risos].Espero que a equipe consiga se
firmar, se constituir, tem o referencial de avaliação em que a gente vai trabalhar em todas as unidades, e eu acho que vai ser uma oportunidade de discussão, a gente vai discutir isso também com os supervisores, porque, os supervisores de ensino também não têm uma formação e a gente vai ter que também trabalhar isso, e eu acho que o referencial vai ser uma oportunidade.
Entrevistador – Fale um pouco desse referencial.
V – A Rosangela Pietro que orientou na construção desse referencial, vai apontar para o que precisa ser olhado, pra ampliar o
olhar sobre o que você está avaliando.
Entrevistador – como um todo, para as crianças como um todo?
V – como um todo, não vai ser, vão ter estudos de casos, vão aparecer no final, um apêndice do referencial, deficiência física,
visual e tal, mais pra ilustrar, exemplificar trabalhos, mas a avaliação, o foco da avaliação é como um todo, é como você está
avaliando aquele aluno, epega algumas ações por meio de algumas posturas, Prova São Paulo, Prova Brasil.
Entrevistador – ótimo
V – que são coisas que vêm para tirar números, quando você faz uma planilha para avaliar um sistemas de ensino, e coloca lá
alfabéticos, não-alfabéticos, você está excluindo um outro trabalho, que é um trabalho que a gente luta tanto, então é aquele menino, que chegava lá, se arrastava pelo chão, comia lixo, derrubava a lata, tudo, como se fosse um bichinho, hoje ele se senta na sala de aula, hoje ele come um lanche sentado com um amigo na mesa, isso foi trabalho que não aparece, não é quantificado em nenhum lugar, mas foi um trabalho, e foi trabalho pedagógico sim, não pode negar que só ensinar a ler, escrever é pedagógico. Então esse trabalho não aparece para as famílias, então esse referencial de avaliação vai colocar em cheque um pouco esse tipo de medição, só qualitativa, aliás, só quantitativa, não qualitativa.
Entrevistador – eu vi no site da prefeitura de vocês têm uma publicação específica com relação a aluno surdo, tem alguma outra publicação da Secretaria Municipal de Educação?
V-Vai ter o referencial. Tem também um material, por exemplo, usei na formação com os grupos de estudos, com professores,