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III. İNİSİYATİK PERSPEKTİFTEN HÜR MASONLUK

III.1. Fizikötesi ve Masonluk

III.1.2 İnisiyasyon ve Vahiy

Foi observada associação entre a tipologia da violência e o sexo do agressor (p = 0,00), assim com no estudo de Nogueira et al (2012), p=0,019.

O homem realiza mais violência psicológica e física. Isso está condizente com a pesquisa realizada nos Estados Unidos, por Tatara (1998), na qual demonstrou-se que 62,6% dos perpetradores da violência doméstica de natureza física contra idosos eram homens. Enquanto as mulheres impetram mais financeira, negligência e abandono, como observado por Nogueira et al (2012).

Nogueira et al (2012) colocaram como hipótese para essa situação o fato de as mulheres exercerem mais o papel de cuidadoras. Desta forma, sendo as maiores responsáveis pelos cuidados ao idoso e, por conta da sobrecarga no amparo a estes, fracassam nessa tarefa, sendo negligentes com o idoso, abandonando-os ou mantendo-os isolados em casa. Também teriam acesso mais facilitado aos recursos financeiros do idoso, desvirtuando-os, devido à condição de principais cuidadoras.

Não houve associação quanto ao vínculo do agressor com a vítima (p = 0,09) e acredita-se que seja devido aos filhos se sobressaírem em todas as tipologias. Nogueira et al (2012) também não encontraram associação nesse caso (p = 0,72).

A associação também foi observada entre as variáveis tipo de violência e moradia do agressor (p = 0,00). Nogueira et al (2012) obteveram p<0,0001, nessa situação, tendo como explicação os agressores se apropriam dos rendimentos do idoso e se distanciam destes. No presente estudo, observaram as seguintes situações: o apoderamento do cartão do benefício previdenciário do idoso, tanto pelos familiares como por comerciantes, que continuam desvirtuando o dinheiro e fazendo empréstimos, sem necessitar estar próximo a vítima. 6.6 Caracterização do acompanhamento dos casos

Nos casos estudados que já estavam concluídos, observou-se que em metade deles foram necessários de 1 a 5 visitas domiciliares para concluí-lo, e em um terço foi necessário de 1 a 6 messes de acompanhamento. Isso faz deduzir a agilidade dos encaminhamentos e resoluções e na relevância da existência de um rede intersetorial funcionante e comunicante.

Situação oposta foi encontrada por Nogueira et al (2012) que chamaram a atenção para a demora na realização das medidas, diante das denúncias inconclusas. Parte delas foi encaminhada com certa demora e, além disso, a maioria dos órgãos que a receberam não havia dado um retorno para o Alô Idoso meses depois.

As medidas adotadas ao agressor foram em 37,7% de ordem jurídica (prisões e processos), 23,7% necessitaram somente de orientações e 10,7% foram encaminhados para tratamento no CAPS AD, chamando a atenção para a complexidade dos casos e na importância das orientações.

Em 39,4% dos casos houve a superação da situação de violência. Valor superior ao encontrado por Nogueira et al (2012) no que diz respeito ao arquivamento dos 2.013 casos do período de 2003 a 2007, onde o atendimento da solicitação e mediação com êxito foram referidos em 7,8% dos casos.

Este fato revela a eficiência do CREAS, bem com suas boas articulações. Mesmo ainda havendo a necessidade de mais contratações para um melhor acompanhamento dos casos, os dados mostram melhores resultados que outras instituições.

Porém outros motivos para a finalização do caso chamaram a atenção: 15% solicitaram o cancelamento do acompanhamento. Nogueira et al (2012) encontraram a própria vítima solicitando a não-intervenção em 2,7% dos casos.

Araújo (2002) acredita que isso remete à questão da violência naturalizada na dinâmica familiar, cabendo à vítima acostumar-se a ela. Observou-se em alguns discursos dos idosos descritos nos prontuários. Esta característica descrita acima, onde as vítimas achavam importante a permanência do agressor em casa, pois era a “presença masculina” que dava segurança na casa. Mostravam mais preocupação com a violência que possa vir de fora e negação da existente na família.

Alguns confirmam a existência da violência, mas solicitam o cancelamento do acompanhamento. Os motivos alegados pelos idosos para essa decisão são diversos: medo da reação do agressor, sentimento de compaixão, querer proteger o agressor, ter pena de eles ficarem desabrigados, entre outros. Atitude explicada pela maioria dos agressores serem filhos das vítimas.

Nogueira et al (2012) complementam lembrando de outros fatores que contribuem para a manutenção do quadro de maus-tratos contra o idoso: a falta de suporte emocional e social, o desconhecimento com relação a seus direitos ou a própria dificuldade de vê-lo respeitado e a descrença que o idoso tem com relação à melhoria do quadro – já que observa- se um distanciamento entre a legislação avançada e suas implementações de fato.

Outro motivo da finalização que teve menor quantidade, mas de grande relevância, foi óbito em 9,5% dos casos. Em 6,3%, dos casos estudados por Nogueira et al (2012), o idoso também foi a óbito.

Em alguns desses casos o óbito aconteceu antes de se iniciar o acompanhamento, refletindo na gravidade e na urgência dos casos, comprovando assim a necessidade da prioridade no seu atendimento. Ainda que a violência não tenha sido colocada como causa desses óbitos, apresentam grande influência para o seu acontecimento.

Nogueira et al (2012), tiveram conclusões parecidas sobre o falecimento dos idosos: “[...]o dado nos permite inferir que os maus-tratos infligidos atingiram um ponto tão crítico que o idoso foi a óbito. O agressor, ao que tudo indica, ficou impune porque restou impossível apurar a denúncia”.

Outro ponto importante observado foi a quantidade de informações existentes para o acompanhamento adequado dos casos, através do grau de completude das fichas e prontuários. 66,7% dos prontuários estavam completos, porém ainda havia 35,7% com informações insuficientes. Nas fichas encontra-se a situação inversa: 9,8% completas e 71,7% insuficientes.

Essa situação já era esperada, já que através dos prontuários são obtidas mais informações para o acompanhamento da família e os casos de mais fácil resolução, que rapidamente são concluídos. Porém, é importante zelar pela qualidade da atuação, ou seja, é incabível termos um prontuário sem pelo menos as informações básicas para o acompanhamento apropriado do caso.