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3. ARAŞTIRMA BULGULARI

3.1. Genus: Microtus

3.1.2. Microtus guentheri (Danford ve Alston 1880), Akdeniz Tarla faresi

3.1.2.2.9. İncelenen Örnek Sayısı (53) ve Kayıt Yerleri

Taubaté 0,746 0,797 0,837 22 13 21 Sorocaba 0,736 0,777 0,828 53 40 38 Jundiaí 0,736 0,807 0,857 51 7 4 Piracicaba 0,739 0,789 0,836 42 20 22 Ribeirão Preto 0,763 0,822 0,855 2 4 6 Bauru 0,743 0,791 0,825 29 16 47

São José do Rio Preto 0,742 0,792 0,834 34 15 25

Franca 0,752 0,783 0,820 13 30 59

Limeira 0,726 0,764 0,814 94 70 90

Elaborado por REANI, R. T. (Fonte: SEADE, 2007)

Todos os municípios analisados apresentam alto índice de desenvolvimento humano, possuindo IDHM2 superior a 0,800, sendo que o Município de Jundiaí,

2Índice de Desenvolvimento Humano Municipal - IDHM - Indicador que focaliza o município como unidade de

análise, a partir das dimensões de longevidade, educação e renda, que participam com pesos iguais na sua determinação, segundo a fórmula: IDHM = Índice de Longevidade + Índice de Educação + Índice de Renda /3 Em relação à Longevidade, o índice utiliza a esperança de vida ao nascer (número médio de anos que as pessoas viveriam a partir do nascimento). No aspecto educação, considera o número médio dos anos de estudo (razão entre o número médio de anos de estudo da população de 25 anos e mais, sobre o total das pessoas de 25 anos e mais) e a taxa de analfabetismo (percentual das pessoas com 15 anos e mais, incapazes de ler ou escrever um bilhete simples). Em relação à renda, considera a renda familiar per capita (razão entre a soma da renda pessoal de todos os familiares e o número total de indivíduos na unidade familiar).Todos os indicadores são obtidos a partir do Censo Demográfico do IBGE. O IDHM se situa entre 0 (zero) e 1 (um), os valores mais altos indicando níveis superiores de desenvolvimento humano. Para referência, segundo classificação do PNUD, os valores distribuem-se em 3 categorias:

apresenta o maior índice entre as cidades médias analisadas, ocupando o 4º lugar no Ranking dos Municípios Paulistas, entre os 645 municípios existentes no Estado de São Paulo. No entanto, o uso do IDHM, tem suas limitações, pois não mede as desigualdades existentes, e sim, a média geral da população, assim, o IDHM ressalta a melhor condição de vida nas cidades médias analisadas, embora esta, não esteja ao acesso de todos.

HABITAÇÃO

Tabela 6 – Habitação Precária em 2003

Localidade Número de

Cortiços Existência de Favelas Número de Áreas de Risco Ocupadas por Moradias

São José dos Campos não possui Sim 10

Taubaté não possui Não não possui

Sorocaba não possui Sim não possui

Jundiaí 20 Sim 7

Limeira 3 Não 8

Piracicaba não possui Sim Dado não disponível

Ribeirão Preto não possui Sim 2

Bauru não possui Sim 8

São José do Rio Preto 4 Sim 1

Franca dado não disponível Não 4

Elaborado por REANI, R. T. (Fonte: SEADE, 2007)

A tabela 6 traz dados sobre a habitação precária nas cidades médias entre 200 e 500 mil habitantes. Das 10 cidades analisadas, apenas 3 apresentam cortiços, uma não disponibilizou esse dado (Franca), e as outras 6 não possuem cortiços em seu território no ano de 2003. Jundiaí, é uma das cidades que apresenta cortiços, existindo 20 cortiços na cidade, 3 no município de Limeira e 4 em Piracicaba. Comparado com as demais cidades analisadas, Jundiaí apresenta um número bastante elevado de cortiços em seu território, o que evidencia o problema da moradia para população de baixa renda na cidade. Em relação a existência de favelas, 70% das cidades analisadas apresentam favelas, com exceção de Limeira, Taubaté e Franca.

Baixo desenvolvimento humano, quando o IDHM for menor que 0,500; Médio desenvolvimento humano, para valores entre 0,500 e 0,800; Alto desenvolvimento humano, quando o índice for superior a 0,800.

(Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD. Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA. Fundação João Pinheiro – FJP.) – (SEADE, 2007)

A maioria das cidades possuem áreas de risco ocupadas por moradias, com exceção de Taubaté e Sorocaba, e Piracicaba que não disponibilizaram dado, o Município de Jundiaí apresenta 7 áreas de riscos ocupadas por moradias, um número bastante elevado.

Assim, é possível ver que as cidades médias apresentam moradias precárias em seu território, muitas dessas moradias se encontram em áreas de risco, isto caracteriza a qualidade com que se dá o processo de crescimento das cidades médias paulistas, quase sempre esse ocorre através da produção de periferias, onde para população de menor renda cabe a ocupação de cortiços, favelas e áreas de risco, sem a menor qualidade de vida e ambiental.

Tabela 7 – Despesas x Produção de Habitação

(...) Dados não disponíveis ( - ) Fenômeno inexistente Elaborado por REANI, R. T. (Fonte: SEADE, 2007)

Localidade 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 Soma Total

S. J. dos Campos 49.343.993 67.094.895 66.257.178 30.653.040 37.594.232 76.228.589 68.664.020 55.943.695 55.872.609 45.130.946 47.022.779 599.805.976 Taubaté 16.197.672 22.996.605 19.564.905 15.166.467 21.531.443 22.092.009 24.934.021 23.814.857 ... ... 25.262.982 191.560.961 Sorocaba 100.380.730 105.787.787 102.085.097 81.143.147 36.851.342 36.622.087 33.783.473 29.079.883 34.490.938 33.520.999 37.205.911 630.951.394 Jundiaí 62.487.517 69.227.622 45.747.013 54.593.003 57.746.325 73.298.191 73.903.621 58.548.856 82.183.227 79.100.479 87.188.117 744.023.971 Limeira 39.906.000 24.211.910 33.637.364 19.347.475 71.842.916 53.223.299 39.390.692 46.347.274 45.287.034 29.727.555 32.236.533 435.158.052 Piracicaba 24.619.884 27.220.504 28.875.982 25.702.073 56.076.108 64.335.985 65.804.462 25.408.460 22.752.777 22.901.946 27.645.378 391.343.559 Ribeirão Preto 11.215.836 6.830.187 13.563.517 23.644.429 ... 19.318.814 ... 21.100.775 36.883.810 16.802.769 73.285.010 222.645.147 Bauru 27.777.537 26.323.446 34.082.462 25.758.044 24.325.800 32.058.250 35.972.015 24.184.002 ... ... 18.082.271 248.563.827 S. J. do Rio Preto 22.051.091 57.835.708 29.763.254 23.320.044 38.170.393 40.763.700 45.105.442 38.018.719 37.914.683 31.392.256 36.775.813 401.111.103 Franca 40.434.531 36.548.706 33.272.127 33.810.497 33.955.227 39.086.556 37.752.634 37.991.025 23.617.429 23.592.731 23.006.232 363.067.695 S. J. dos Campos - - - 1041 337 91 - 82 1.551 Taubaté - - - 500 - - - 160 960 262 80 1.962 Sorocaba - - - - 401 - 56 515 928 - - 1.900 Jundiaí 40 - - - - 736 - - 50 - - 826 Limeira 2243 - 1088 106 - - - - 1200 - - 4.637 Piracicaba - - - 500 - - - 500 Ribeirão Preto - - - - 288 - 64 - - - - 352 Bauru - - - 448 - - - 448 S. J. do Rio Preto 404 - 1102 256 320 - 61 64 847 - - 3.054 Franca - - - 304 320 - - 64 - - - 688

Com base na tabela 7, observamos que muitas foram às despesas com habitação e urbanismo, mas pouca habitação para população de baixa renda se produziu ao longo da década de 1990 nas cidades médias aqui estudadas.

Pode-se observar através da tabela que as cidades que menos investiram em habitação, produziram mais moradias do que Jundiaí, que investiu mais. Durante o período analisado o Município foi o que mais teve despesas com habitação e urbanismo, e foi o que menos produziu. Taubaté que teve despesas com habitação e urbanismo três vezes menor que Jundiaí, produziu mais que o dobro de unidades habitacionais que Jundiaí.

Tabela 8 – Número de Domicílios Urbanos e Rurais Número de

Domicílios Urbanos Domicílios Rurais Número de Localidade

1991 2000 1991 2000

São José dos Campos 105.382 145.334 3.952 1.813

Taubaté 48.999 63.650 2.319 3.826 Sorocaba 96.800 137.419 1.198 1.793 Jundiaí 71.812 87.605 5.459 6.187 Limeira 45.342 66.764 7.336 3.130 Piracicaba 70.325 90.395 3.297 3.326 Ribeirão Preto 112.800 146.190 2.463 549 Bauru 68.734 90.798 2.594 3.444

São José do Rio Preto 76.481 103.360 2.430 6.501

Franca 58.498 79.753 1.396 1.608

Elaborado por REANI, R. T. (Fonte: SEADE, 2007)

A tabela 8 mostra os domicílios existentes na área urbana e rural dos municípios aqui estudados. Todos apresentaram crescimento no número de domicílios urbanos. Em relação ao aumento de domicílios rurais, 70 % dos municípios apresentaram aumento, enquanto que Ribeirão Preto, Piracicaba e Limeira apresentaram uma diminuição no número de domicílios rurais. O Município de Jundiaí e São José do Rio Preto apresentam a existência de um grande número de domicílios rurais, mais do que o dobro do que as outras cidades.

O crescimento das cidades médias, se dá pela expansão do perímetro urbano. Conforme ocorre o crescimento da cidade, surgem novas áreas urbanas em meio ao rural, muitas vezes esse crescimento não é planejado, e assim, o município perde área rural para área urbana. Essas áreas rurais além do uso agrícola, de baixa densidade, são áreas verdes e de proteção ambiental, com densa rede hidrográfica, que deveriam ser utilizadas de forma ordenada de modo a trazer o menor dano possível ao meio ambiente. Desta maneira, esses domicílios que

surgem na área rural têm características urbanas, ocupados pela população que trabalha na cidade, no entanto, por estarem em área rural não possuem infra- estrutura e pagam imposto ao INCRA, mesmo sem ser uma moradia de produção rural.

É na zona rural, que principalmente, ocorre a produção de periferias. A população de menor renda sem ter como pagar pela terra urbana e infra-estruturas, passa a ocupar áreas onde o preço do solo é mais acessível economicamente. A população de maior poder aquisitivo, também procuram essas áreas para morar ou como chácaras de lazer de final de semana, atraídos pela paisagem natural e bucólica do meio rural. Muitas vezes essas ocupações ocorrem através de loteamentos irregulares e clandestinos sem aprovação ou conhecimento do poder público, trazendo danos ao meio ambiente.

Tabela 9 – Loteamentos Urbanos em Área Rural no ano de 1999

Localidade Existência de Ocupação Urbana em Área Rural Existência de Loteamentos Urbanos sem Aprovação em Área Rural Número de Loteamentos Urbanos sem Aprovação em Área Rural Existência de Loteamentos Urbanos Aprovados por Lei Especial em Área Rural Número de Loteamentos Urbanos Aprovados por Lei Especial em Área Rural

Franca Sim Sim 26 Não ---

Jundiaí Sim Sim 46 Sim 11

Limeira Sim Sim ... Não ---

Ribeirão Preto Sim Sim 2 Não ---

São José do

Rio Preto Sim Sim 100 Não ---

Sorocaba Sim Sim 3 Sim 3

São José dos

Campos Sim Sim 141 Não ---

Taubaté N.R. N.R. N.R. N.R. N.R.

Piracicaba N.R. N.R. N.R. N.R. N.R.

Bauru N.R. N.R. N.R. N.R. N.R.

(...) Dados não disponíveis Elaborado por REANI, R. T. (Fonte: SEADE, 2007) ( - ) Fenômeno inexistente

(NR) O município não respondeu à pesquisa

A tabela 9 traz dados de 1999, anterior ao Estatuto da Cidade (Lei 10.257/01), e do mesmo ano que a revisão da Lei 6.766/79 (Lei 9.785/99), leis que trazem novas diretrizes e instrumentos para regularização fundiária. A tabela mostra a existência de loteamentos irregulares, ou seja, sem aprovação, em área rural.

Dos municípios analisados, 3 deles não responderam à pesquisa (SEADE, 2007), dos 7 restantes, todos, 100% apresentam loteamentos irregulares em área rural. Os Municípios de São José do Rio Preto e São José dos Campos, são os que apresentam maior número de loteamentos irregulares em área rural, 100 e 141

respectivamente, o município de Jundiaí na época da pesquisa apresentou 46 loteamentos irregulares. No entanto, hoje se tem o conhecimento de 359 loteamentos irregulares no município, sendo que a maioria se encontra em área rural. Conforme a tabela o município foi um dos únicos e o que mais aprovou, por leis especiais, loteamentos irregulares em área rural.

Assim, esses dados evidenciam a produção de periferias nas cidades médias paulistas, pela proliferação dos loteamentos irregulares, principalmente, nas áreas rurais, onde estão a maioria das áreas verdes de proteção ambiental e áreas de preservação permanente do município, o que mostra que o crescimento das cidades médias tem se dado de forma agressiva e prejudicial ao meio ambiente.

Benzer Belgeler