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ZELLE-I KARİ (NAMAZ İÇİNDE KUR'ÂN OKURKEN YANILMA) Kur'an'da Bulunmayan Bir Lafız Gibi Okumak

2- İmâmın hutbeye başlamamış olması

Esse termo “geração polegar” foi utilizado por Moura (2009) para designar a atual geração de jovens. O termo representa o dedo mais utilizado por nossos alunos para comandar os aparelhos celulares que já são presença constante nas escolas. Porém, de acordo com a pesquisadora, enquanto a tecnologia avança e se populariza, os conflitos entre pais, filhos e educadores aumentam. Os pais presenteiam seus filhos com celulares (muitas vezes as crianças têm menos de dez anos de idade) com a intenção de ter mais controle sobre eles. Porém, o que ocorre é exatamente o contrário. Com o uso de celulares e tablets conectados à Internet, o mundo dessas crianças se abre, as possibilidades de conexão aumentam substancialmente e consequentemente, ao invés de aumentar, o controle dos pais sobre os filhos fica reduzido.

A autora expõe que esse avanço extremamente rápido nos trouxe alguns problemas, entre eles a falta de uma cultura digital de comunicação e de uso dos aparelhos. Não é raro encontrar alunos que não conseguem abandonar o celular no momento de prestar atenção às explicações do professor. Outras vezes, os próprios pais decidem telefonar para os filhos em horário escolar, atrapalhando assim o andamento das aulas. Pesquisas apontam (EDUTOPIA, UNESCO, 2012) que a maior das preocupações entre pais e professores é que os estudantes distraiam-se demais se estiverem com equipamentos móveis durante as aulas. Embora esse seja um grande problema a ser enfrentado, especialistas na área orientam que o melhor caminho não é banir os equipamentos, mas negociar políticas de uso e, assim, tirar proveito das ferramentas e facilidades proporcionadas pela tecnologia, conseguindo engajar os estudantes nas tarefas da escola.

Mesmo sabendo que a solução mais simples é a proibição do uso dos equipamentos e que algumas escolas tenham optado por esse caminho, acreditamos que essa não seja a melhor saída. Não podemos perder de vista que as tecnologias móveis estão cada vez mais presentes em nosso cotidiano, com maior intensidade na vida das gerações mais jovens, e que esse contato intenso com a tecnologia afeta nossos hábitos, nossa comunicação e nossa cultura.

Para nós, professores, é importante entender melhor alguns dos comportamentos das novas gerações, principalmente as chamadas Y e Z. Saber como é a dinâmica de suas vidas, como aprendem e como lidam com o excesso de informações causado pela tecnologia torna-se fundamental para pensar em novas estratégias para ensinar. Embora não haja consenso entre os autores, destacamos os nomes dados a algumas das gerações. São elas: Belle Époque (nascidos entre 1920 e 1940), Baby Boomers (nascidos entre 1945 e 1960), Geração X (nascidos entre 1960 e 1980), Geração Y e Geração Z. Vamos destacar algumas características das gerações Y e Z, ou geração polegar como Moura (2009) a designou devido à grande habilidade de escrever em pequenos dispositivos móveis utilizando os polegares. Para compreendermos melhor as mudanças na sociedade e também na Educação quando o assunto é o uso de tecnologias, é necessário, pois, compreender como o jovem de hoje se comporta, quais são algumas de suas crenças, alguns de seus hábitos e algumas de suas ações.

Nascidos entre 1980 e 1999, os jovens da geração Y estão agora no mercado de trabalho e possuem algumas características muito peculiares. São extremamente informados, embora muitas vezes as informações fiquem em um nível bem superficial. Nasceram em uma organização familiar bem diferente das gerações anteriores, muitas vezes em famílias de pais ausentes na Educação dos filhos. Essa ausência foi amenizada com computadores, videogames, cursos extracurriculares de línguas, que, além de substituir a presença dos pais, aumentaram a competitividade desses jovens no mercado de trabalho. A tecnologia, muito presente na vida dessas crianças, determinou algumas características da geração Y: são individualistas, competitivos e adoram desafios (pois se sentem como em um jogo e querem “passar para outras fases”).

Fazer questionamentos constantemente, demonstrar ansiedade e impaciência em quase todas as situações, desenvolver ideias e pensamentos com superficialidade, buscar viver com intensidade cada experiência, ser transitório e ambíguo em suas decisões e escolhas – essas são algumas das principais características atribuídas à Geração Y. (OLIVEIRA, 2010, p. 63).

A geração Z nasceu após os anos 1990. Outros autores consideram os nascidos a partir de 2000. Ao contrário das gerações anteriores, a geração Z não é formada pelos filhos da geração Y; o que a caracteriza é que ela já nasceu digital, ou

seja, não sabe o que significa viver sem Internet, computadores, celulares etc. Outra característica dessa geração é o fato de realizar várias coisas ao mesmo tempo. Certamente são multitarefas. Assim, diferentemente dos migrantes digitais (todos que nasceram antes do advento das tecnologias digitais – Marck Prensky, 2001) os membros dessa geração não precisam aprender como viver em um ambiente de imersão digital, pois já nasceram nele.

Ao contrário da geração X, que aprendeu a jamais contestar seus “superiores”, as gerações Y e Z fazem do questionamento e da diferente concepção de hierarquia (ou da falta dela) características marcantes. Muitas vezes, como professores pertencentes à Geração X, não compreendemos o motivo desses comportamentos e acusamos o aluno de rebelde ou até mesmo de mal educado. Essas características estão muito relacionadas ao fato de que na Web tudo se encontra no mesmo plano e todos podem contribuir para produção de conhecimento sem hierarquia alguma.

De acordo com Oliveira (2010, p.26) “atualmente, há mais informação publicada na Internet em uma semana do que todo o conteúdo gerado até o século XIX”.

O autor cita algumas etapas do comportamento humano frente a algo novo. São elas: negação, resistência, exploração, aceitação, envolvimento e comprometimento.

Muitas vezes, ao enfrentarmos uma situação de mudanças, nem sempre podemos adotar uma posição resistente às mesmas. Assim, levianamente adotamos um discurso de aceitação, mas não nos envolvemos de fato, deixando as mudanças a uma distância segura e controlável. Acreditamos que essa seja uma postura muito comum entre os professores: mudamos o discurso mas não mudamos nossa prática. Isso talvez porque, segundo Oliveira (2010, p.34), o tempo que alguém leva para aderir a qualquer mudança varia de pessoa para pessoa. Algumas vão da negação ao comprometimento em segundos; outras precisam de anos. Ousamos afirmar que o professor lança mão do que Peter Woods (1990 apud CHARLOT, 2008, p.22, 23) chamou de “estratégias de sobrevivência”. Segundo o autor,

o primeiro objetivo do professor, explica ele, é sobreviver, profissional e psicologicamente, e só a seguir vêm os objetivos de formação dos alunos.

Quanto mais difíceis as condições de trabalho, mais predominam as estratégias de sobrevivência.

Para Charlot (2008, p.23)

São essas estratégias de sobrevivência, e não uma misteriosa “resistência à mudança”, que freiam as tentativas de reforma ou inovação pedagógica. Quem propõe uma mudança significativa desestabiliza as estratégias de sobrevivência do professor e este não recusa a mudança, mas a reinterpreta na lógica de suas estratégias de sobrevivência – o que, muitas vezes, acaba por esvaziar o sentido da inovação.

Acreditamos que com a chegada dos dispositivos móveis à sala de aula, mais especificamente com a utilização dos tablets, o “laboratório de informática” estará à disposição de professores e alunos a todo o momento, o que, para o bem e para o mal, implicará uma mudança na dinâmica da sala de aula e a postura passiva do aluno poderá mudar, levando-o à possibilidade de puxar as informações e de ser mais ativo em sua aprendizagem, fazendo o professor mudar sua prática. Ocorre que, esses contextos estão se modificando de forma frenética, com a geração polegar utilizando cada vez mais seus celulares e tablets em sala de aula. Sendo essa situação inevitável e tendo claro que a escola deverá estar atenta para não ser apenas transmissora de informações e que deveremos utilizar as tecnologias móveis para ajudar os alunos na construção de sua aprendizagem e no desenvolvimento de habilidades e competências que o auxiliarão por toda a sua vida, vamos iniciar nossa pesquisa.