ZELLE-I KARİ (NAMAZ İÇİNDE KUR'ÂN OKURKEN YANILMA) Kur'an'da Bulunmayan Bir Lafız Gibi Okumak
2- Hadise : Kazaya kalmış olan yeni namazlar
Alguns autores como Lemos (2005) e Oliveira (2010) classificam nosso momento atual como a era das conexões, pois, com as tecnologias móveis e sem fio somadas à ubiquidade da Internet, as pessoas querem estar conectadas o tempo todo e o smartphone está se transformando em uma prótese humana, causando inclusive síndrome de abstinência quando o aparelho quebra ou é esquecido em casa.
Uma vez que já citamos a era das conexões durante o trabalho, apenas para ilustrar e reforçar ainda mais as grandes mudanças nessa nova era, vamos nos valer de uma divisão da história da humanidade em cinco períodos feita por Oliveira (2010). Esses cinco períodos são:
Era da Agricultura (até 1776) – O principal valor atribuído ao ser humano nesse período estava associado à posse da terra. Assim, quem possuía terra tinha mais importância e poder nessa sociedade.
Era do Artesanato (1776 até 1860) – Suas características ficaram mais acentuadas com os movimentos de libertação dos escravos em diversos países. Nessa era, o valor era a força de trabalho.
Era Industrial (1860 até 1970) – Tempo de muitas transformações na sociedade, marcado pelas invenções tecnológicas. Uma grande depressão econômica e duas guerras mundiais promoveram a transição de valor do “trabalho” para a posse do capital. No final do século 20, devido aos avanços tecnológicos tão expressivos, a informação transformou-se no principal valor.
Era do conhecimento (1970 até 2000) – a informação passou a ser o único valor de fato. Vale destacar que grande parte dessas informações são virtuais e intangíveis.
Era das conexões (a partir de 2000) – É uma era alavancada por toda a tecnologia proporcionada pelo crescimento dos meios de comunicação, sobretudo telefonia e Internet. O principal valor agora não é a posse de informação, mas o que vale nesse momento é a capacidade de fazer conexões, sejam elas sociais ou entre as informações obtidas. (OLIVEIRA, 2010, p.23 - 25).
Recordemos de um desenho da década de 1960: “Os Jetsons”. Criado por Hanna-Barbera, a família do futuro, que vive no ano de 2062, inundou nossa mente com possibilidades inimagináveis para a época, como conceber o seu chefe telefonando para sua casa e a conversa ocorrendo face a face, um vendo o que o outro fazia. Pois bem, talvez a intenção dos criadores fosse apenas a de serem engraçados, mas muitas das “invenções” criadas no desenho existem atualmente, por exemplo, as videoconferências.
As crianças de hoje não se surpreendem com esses avanços tecnológicos como nós, adultos. Enxergam todas as mudanças com a naturalidade de uma geração que nasceu nesse tempo digital e de rápidas mudanças. Mas, nessa atitude existe um problema que precisamos destacar: o descolamento da técnica do técnico. Segundo Ortega y Gasset (1991), há uma fase da técnica em que o técnico não domina mais todo o processo de fabricação e isso lhe dá a impressão de que a máquina é a peça importante.
Essa sensação de naturalidade com que muitos enxergam as novas invenções pode esconder o problema de estarmos nos esquecendo de que todas as
novas tecnologias são criações humanas, ou seja, somos nós, os humanos, que planejamos e construímos as máquinas e não o contrário. Talvez, diante desse cenário intensamente tecnológico, seja função da escola e dos professores chamar a atenção dos alunos para o que realmente importa: nós somos os criadores de toda a tecnologia que existe ao nosso redor. Ou seja, ela não existe por uma magia, mas é produto da mente humana. Embora, devido aos avanços tecnológicos, muitas vezes utilizemos tecnologias sem saber exatamente como elas funcionam, devemos deixar claro aos estudantes que é possível compreender toda a tecnologia que está envolvida em novas invenções humanas. Certamente, para isso teremos que entender e aprender matemática, física, química e outras “disciplinas” que estão envolvidas nessas invenções.
De acordo com Ortega y Gasset (1991) a técnica não se limita apenas a satisfazer as necessidades básicas humanas, mas também a criar o bem-estar do homem, pois ele não se contenta apenas em viver, mas quer alcançar estados de prazer e bem-estar. É por meio dessa busca do prazer e do bem viver que o homem aproveita seus momentos “livres” para criar novas tecnologias que lhe proporcionam o melhor viver no mundo, e, para alcançar o bem viver, são criados os supérfluos. Em nosso contexto, o aparelho celular pode ser considerado um supérfluo sem o qual muitos não conseguem mais viver.
O pensamento do filósofo espanhol é bem retratado na canção: “a gente não quer só comer, a gente quer comer e quer fazer amor. A gente não quer só comer, a gente quer prazer para aliviar a dor”. Essa busca pelo prazer está se tornando cada vez mais impaciente, principalmente pelos jovens. Essa é mais uma das características da era das conexões.
Segundo Bauman e May (2010), estamos vivenciando um mundo fluido, frenético. A velocidade das transformações não nos permite viver como antigamente, planejando tranquilamente nosso futuro. Essa inquietude das mudanças também é vista no mercado de trabalho. Há alguns anos, um profissional era formado para realizar tarefas muito específicas e relacionadas estritamente com sua área de formação. Atualmente, as empresas esperam cada vez mais um profissional polivalente, ou seja, que saiba aprender e adaptar-se às necessidades do mercado.
Dessa forma, se as novas tecnologias e esse mundo frenético de mudanças nos trouxeram facilidades, também algumas desvantagens surgiram nesse caminho. Complicações que não existiam agora fazem parte do cotidiano das pessoas e chegam às escolas. Com o uso dos dispositivos móveis, a atenção e concentração do estudante são desviadas para os aparelhos. Em público, o excesso do uso dos smartphones causa constrangimentos ao tocarem em momentos inadequados e serem utilizados sem o necessário bom senso. Pais têm utilizado os tablets para entreterem seus filhos em restaurantes e poderem comer sem estresse. Com isso, o diálogo e a interação familiar ficam prejudicados.
De acordo com Rifkin (2011, p.268)
É lamentável que hoje as crianças entre oito e dezoito anos nos Estados Unidos gastem seis horas e meia por dia interagindo com mídia eletrônica – televisão, computadores, vídeo games e outros. No curto período entre 1997 e 2003, houve uma queda de 50% na proporção de crianças de nove a doze anos que brincavam com outras crianças passeando, caminhando, trabalhando no jardim e brincando na praia. Menos de 8% dos jovens agora passam tempo nessas atividades tradicionais ao ar livre.5
Esse aspecto de as crianças optarem por jogos eletrônicos ao invés de por brincadeiras ao ar livre é bem ilustrado na frase: “Gosto mais de brincar em casa, porque é lá que estão todas as tomadas” Louv (apud RIFKIN, 2012, p.268).
Além do notável poder de distração gerado pelos aparelhos móveis, há também o fenômeno do excesso de informações disponíveis. Nossos jovens estão consumindo informações de maneira expressa, com extrema facilidade na sua obtenção, mas vale lembrar que, muitas vezes, senão na maioria delas, de maneira superficial. Segundo Ascott (apud LÉVY, 2009, p.13-15) o momento em que vivemos é caracterizado como o “segundo dilúvio”, o das informações, gerado pelo avanço das telecomunicações. Para o autor:
A quantidade bruta de dados disponíveis se multiplica e se acelera. A densidade dos links entre as informações aumenta vertiginosamente nos bancos de dados, nos hipertextos e nas redes. [...] O dilúvio informacional jamais cessará. A arca não repousará no topo do monte Ararat. O segundo dilúvio não terá fim. Não há nenhum fundo sólido sob o oceano das informações. Devemos aceitá-lo como nova condição. Temos que ensinar nossos filhos a nadar, a flutuar, talvez a navegar.
5 St. George, D. (19 de junho, 2007). Getting Lost in the Great Outdoors. Washington Post. Acessado
Uma vez que o “segundo dilúvio” não cessará, torna-se mais do que necessário ensinarmos nossos alunos a buscar e filtrar as informações na rede. Na era das conexões, o professor deverá se comportar como um design do conhecimento (CHINALLI, 2013). De acordo com a pesquisadora, a Internet se apresenta como uma interface com recursos multidimensionais poderosos e terá participação expressiva na construção do novo modelo de Educação no século XXI. Além do acesso facilitado às informações na rede, um novo modelo de cursos on- line está ganhando força, são os MOOCS (Massive Open Online Courses). São cursos elaborados por professores ligados a grandes universidades e que pretendem difundir o conhecimento em grande escala e a qualquer parte do mundo em que as pessoas tenham acesso à Internet. Certamente, são soluções tecnológicas que causarão grande impacto na Educação.
Para Charlot (2008, p.20):
O acesso fácil a inúmeras informações, graças à Internet, faz com que o docente já não seja para o aluno, como foi outrora, a única, nem sequer a principal fonte de informações sobre o mundo. Sendo assim, é preciso redefinir a função do professor, para que este não seja desvalorizado. Mas este trabalho de redefinição ainda não foi esboçado.
Atualmente, o poder e a responsabilidade dos professores será escolher como e quando a tecnologia será útil em sala de aula. Isso significa que devemos conhecer suas potencialidades e também os problemas gerados devido ao uso inadequado para que sejam utilizadas como mais uma ferramenta importante na aprendizagem, pois, de acordo com Lévy (2009), nem a salvação nem a perdição residem na técnica. Os instrumentos são construídos pelos homens e são eles os responsáveis, coletivamente, pelo seu uso adequado.
Além do grande dilúvio de informações característico da era conexão, existe outro fenômeno jamais visto na história da humanidade: cinco gerações diferentes convivendo em uma mesma realidade, devido ao aumento da expectativa de vida do ser humano (OLIVEIRA, 2010, p. 11). Essa convivência implica um aumento de conflitos de gerações: entre pais e filhos, chefes e empregados, professores e alunos etc. Se esses conflitos também chegaram à escola, acreditamos ser importante conhecermos um pouco mais sobre a geração de alunos atual, chamada de geração polegar por Moura (2009), da qual trataremos a seguir.