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3.3. Şereflikoçhisar Şehri

3.3.1. Şereflikoçhisar’ın Kuruluş ve Gelişmesi

3.3.1.1. İlk Yerleşim Yeri

Sempre que pensamos na instituição “Escola” logo nos vem à mente os professores e estudantes em suas salas de aula. Os estudantes devidamente sentados em suas carteiras com os materiais a postos e o professor por sua vez em frente a classe de alunos ministrando seus conteúdos curriculares.

Com toda certeza, esses podem ser considerados os agentes que dão sentido e significado a instituição educacional, que definitivamente cumprem com os objetivos e função deste tipo de estabelecimento, de ensino, e que geram tantos outros movimentos quando dos seus processos de ensino e de aprendizagem. Por outro lado, estes movimentos, estão em total sintonia com outros agentes que auxiliam para que estes processos sejam de fato concretizados com êxito e excelência. Destacamos ainda, que essas primeiras imagens que

nos vem à mente quando pensamos na escola, os sujeitos e os ambientes, vem sofrendo diversas modificações e ressignificações, na tentativa de tornar a instituição e os processos inovadores, significativos e que respondam as demandas da contemporaneidade, possibilitando que os processos sejam de protagonismo compartilhado.

Entendemos que uma instituição escolar é, por assim dizer, consubstanciada por seus docentes, discentes, gestores e funcionários, que caminham juntos por uma Educação de qualidade. Para um satisfatório esclarecimento pode-se iniciar essa consideração definindo-se os conceitos:

 Docente: palavra originária do latim docens, que deriva de docēre, que significa

ensinar. Grillo (2008), cita que a docência envolve o professor na sua totalidade sendo sua prática um resultado do saber, do fazer e sobretudo do ser, ou seja, um compromisso consigo mesmo, com o estudante, com o conhecimento, a sociedade e suas mudanças.

 Discente: termo originário do latim discente, que significa aluno. Segundo definição

de Sacristán (2005, p. 23), criança e discente são “categorias construídas por ideais,

práticas de diferentes tipos e desejos que nos pertencem pessoalmente, mas que também refletem formas socialmente programadas de pensar, hábitos generalizados de comportamentos e atitudes e valores do nosso tempo”.

 Gestor: pessoa a quem compete a execução de tarefas designadas à gestão em uma determinada instituição/empresa/organização. Segundo o conceito clássico desenvolvido por Fayol (2015), o gestor pode ser definido pelas suas funções dentro da instituição: pessoa a quem compete a interpretação dos objetivos propostos pela instituição e atuação, através de planejamento, organização, liderança ou direção e controle ou verificação, a fim de atingir os referidos objetivos.

 Funcionário: presta serviço de acordo com sua designação e preparo; está subordinado aos gestores de uma instituição/empresa/organização.

Apesar de possuírem definições diferenciadas, muitas delas relacionadas as funções/papel que desempenham dentro da instituição de ensino, todos estes agentes são pessoas que trazem consigo uma história, conhecimentos e saberes prévios, todos estes implicados pela cultura e ambiente.

A instituição de ensino é o local promotor destes encontros, e deve estimular a capacidade de exploração e da descoberta.

Para Gómez (2004, p. 55), a escola tem por finalidade o dever de educar e cuidar da emergência dos sujeitos, pois não basta esperar certezas absolutas em relação aos conhecimentos e valores por parte das ciências, das artes, da cultura e nem mesmo da filosofia e:

A construção do sujeito autônomo nas condições concretas que cada cultura impõe às instituições, às normas, nos intercâmbios materiais e na rede de significados dominante e que se especificam de maneira peculiar para cada indivíduo e para cada grupo humano, parece situar-se no modo como cada um configura, matiza e organiza a multiplicidade de roles que hão de desempenhar na complexidade de sua vida cotidiana.

Santos (2013) considera que a escola deve acompanhar as mudanças da sociedade, pois no papel de instituição social, também assume outras funções, especialmente a de contribuir para o desenvolvimento da capacidade de pensar e atuar com autonomia, compreendendo e redefinindo os objetivos explícitos e latentes deste processo de socialização. O autor ainda lembra a importância de uma boa gestão, que promova a participação consciente e esclarecida das pessoas na tomada de decisões a respeito dos planejamentos e da execução de seus trabalhos na escola.

As instituições de ensino se veem cada vez mais corresponsáveis por promover ou, ao menos, incentivar uma educação contínua, que ultrapassada seus discentes, mas que abrange todos aqueles que dela fazem parte. Esses sujeitos constituintes da instituição por sua vez devem ser incentivados à uma educação continuada, no intuito de manter sua qualificação/atualização e ao mesmo tempo estarem preparados para as constantes mudanças que vão ocorrendo na sociedade, e consequentemente no contexto escolar.

De forma mais efetiva ou menos, todos aqueles que participam do dia a dia da escola estabelecem redes de relações entre as pessoas e a cultura que ali (instituição) se forma. Uns aprendem e ensinam aos outros constantemente, em cada gesto, atitude, fala e até mesmo na ausência desta. Assim cada um vai atribuindo significados, que por sua vez conduzem às preferências e escolhas individuais, no entanto o individual influi no coletivo e o contrário também acontece.

A coparticipação na tomada de decisões, ou o simples fato de abrir espaço para que as pessoas possam opinar, sugerir ou, até mesmo, criticar podem contribuir para um ambiente mais saudável e gerador de bem-estar. As pessoas se sentem mais pertencentes e alguns processos podem vir a ser decididos em conjunto.

Um dos princípios administrativos propostos por Fayol (2015, p. 44) é justamente a divisão de trabalho, que “permite reduzir o número de objetivos sobre os quais devem ser

aplicados a atenção e o esforço. Reconhece-se que esta é a melhor maneira de obter o máximo proveito do indivíduo e da coletividade”.

Santos (2013) considera que é a partir de ações conjuntas e bem coordenadas (equipe gestora) que a melhoria da qualidade do ensino pode ser conquistada.

O trabalho em equipe, a cooperação e o sentimento de pertencimento aliado a possibilidade de atuar de maneira participativa e autônoma, é de grande valia para fortalecer instituição, e especial a gestão, pois abarca uma pluralidade de ideias no intuito de melhorar a qualidade dos processos oferecidos. Sabemos que estes processos de ensino e aprendizagem se efetivam nas “salas de aula”, entre professores e estudantes, mas eles não cessam ali.

Especificamente sobre a relação professor e estudante, Grillo (2008) ressalta a riqueza existente nesta interação, destacando a necessidade de respeito as diferenças tanto no que diz respeito aos conhecimentos prévios como no tempo de cada discente, abrindo oportunidades para o exercício da crítica.

Para Junqueira Filho (2006, p. 54), docentes e discentes são uma forte e dinâmica dupla, que pode muito na vida de cada um deles, na vida da escola, da família, do planeta e de tudo o que os rodeia. Porém, para que isso ocorra precisam estar atentos a si mesmos e um ao

outro, além de “aprender a ler” o seu próprio jeito, o jeito do outro, ambos em constante

produção. “Quanto mais perto chegam um do outro, mais conhecem sobre si, sobre o outro, sobre conhecer, sobre conviver, sobre parceria, sobre mundo”.

Mesmo os autores, referindo-se aos docentes e discentes, podemos notar que, de alguma forma todos estão envolvidos nessa dinâmica em busca de novos conhecimentos. Por isso, a reflexão de Maturana e Varela (2010, p. 10), por hora, encerra nosso texto:

[...] vivemos com os outros seres vivos, e portanto compartilhamos com eles o processo vital. Construímos o mundo em que vivemos durante as nossas vidas. Por sua vez, ele também nos constrói ao longo dessa viagem comum. Assim, se vivemos e nos comportamos de um modo que torna insatisfatória a nossa qualidade de vida, a responsabilidade cabe a nós.

E é na autoria e comprometimento com as coisas e as pessoas que se origina a corresponsabilidade para tornar a instituição viva, pois ela só poderá existir se nela estiverem os docentes, discentes, gestores e funcionários, sendo estes o corpus ativo que consolidam e dão vida à escola.

Benzer Belgeler