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İktidarın Meşruiyet Aracı: Propaganda

Social Devil’s Triangle: Power, Hegemony and Propaganda Abstract

3. İktidar-Meşruiyet İlişkisi ve Hegemonyanın Oluşturulması

3.1. İktidarın Meşruiyet Aracı: Propaganda

1- Manter os limites da área de lavra de minerais pesados ao estabelecido no processo DNPM nº 814.599/1972;

Essa condicionante remete ao documento de autorização do DNPM para exploração da área, que segundo a empresa, vem sendo desenvolvida dentro da área especificada pelo DNPM.

2- Realizar monitoramento das emissões da via seca ilmenita através de medições mensais das concentrações de monóxido de carbono;

A empresa declara que a medição foi autorizada pela SUDEMA, tendo todas as medições para os meses do ano de 2008, ficado abaixo daquilo que a Resolução CONAMA Nº 382, de 26 de dezembro de 2006 preconiza como limites de emissões, que é de 1.300 mg/Nm³, corrigido a 8% de O2.

3- Incorporar as cinzas da queima de biomassa (bagaço de cana-de-açúcar) ao solo nas áreas de duna em recuperação;

A empresa declara que toda cinza resultante da queima de biomassa vem sendo introduzida ao solo nas áreas de dunas em recuperação. No ano de 2008, o volume foi de 291.230 toneladas.

4- Monitorar as bacias de decantação dos efluentes industriais, obedecendo aos limites estabelecidos na Resolução CONAMA nº 357/2005, devendo ser monitorados os seguintes parâmetros: vazão, temperatura, turbidez, pH, sólidos decantáveis, óleos e graxas, com periodicidade de seis meses;

A empresa declara atender os limites constantes no artigo 34º da referida Resolução e atesta tal cumprimento a partir da análise dos monitoramentos mensais

27 A discussão desse item teve como referência as observações in loco, registro fotográfico, documentos cedidos pela empresa, respostas do questionário aplicado ao Gerente de Meio Ambiente e ao Coordenador de Gestão, bem como a análise do Relatório de Acompanhamento do PCA (Plano de Controle Ambiental) de 2009, que ao final contém no anexo 6 “Relatório de Atendimento aos condicionantes da LO nº 11/2008.

realizados no Laboratório de Água e Efluentes do Centro de Tecnologia do Couro e Calçados (CTCC) da cidade de Campina Grande (Figura 3.4).

Figura 3.4 – Vala de transporte de efluentes para a bacia de decantação (Foto: Autor/2011).

O monitoramento dos efluentes da Via Úmida Zirconita e da Separação Magnética Úmida tiveram os seguintes parâmetros analisados (Quadros 3.2 e 3.3).

Quadro 3.2 - Monitoramento dos parâmetros para os efluentes da Via Úmida Zirconita.

Fonte: Millennium Inogarnic Chemicals Mineração Ltda. Org.: Autor.

Quadro 3.3 - Monitoramento dos parâmetros para os efluentes da Separação Magnética Úmida.

Parâmetros Mínimo Máximo Limite

Temperatura 25°C (julho) 29°C (janeiro) 40° C

Material Flutuante Ausente -

pH 6,37 (julho) 7,01 (novembro) 5,0 a 9,0

Sólidos Decantáveis 0 0 ml.L-¹ : 1

Óleos e Graxas 0,003 (fevereiro) 0,172 (agosto) mg.L-¹ : 20 Turbidez Controle em função do corpo d’água receptor (Rio Guaju) Fonte: Millennium Inogarnic Chemicals Mineração Ltda.

Org.: Autor.

Parâmetros Mínimo Máximo Limite

Temperatura 25,5°C (agosto) 28°C (janeiro) 40° C

Material Flutuante Ausente -

pH 5,36 (julho) 7,03 (novembro) 5,0 a 9,0

Sólidos Decantáveis 0 0,1 (março) ml.L-¹ : 1

Óleos e Graxas 0,009 (novembro) 0,312 (junho) mg.L-¹ : 20 Turbidez Controle em função do corpo d’água receptor (Rio Guaju)

5- Segregar os resíduos sólidos, encaminhando o resíduo orgânico úmido proveniente do refeitório, para incorporar ao solo nas áreas de duna em recuperação e os considerados secos, para o aterro controlado;

A empresa dispõe de refeitório que atende diuturnamente os funcionários das áreas operacionais e administrativa. Dessa forma, a condicionante proporciona economia de recursos na compra de insumos agrícolas, como também por fazer uso de um enriquecedor natural para o solo, sem produtos químicos. De acordo com a empresa, todo resíduo sólido orgânico gerado no setor de refeitório tem sido incorporado ao solo nas áreas de dunas em processo de recuperação (45,28 toneladas no ano de 2008).

No tocante ao aterro controlado (Figura 3.5), segundo o Gerente de Meio Ambiente, devido à cultura ambiental na empresa, o volume desses resíduos deve sempre buscar a diminuição. Visando receber o resíduo seco (não reciclável), foram destinados 6,96 toneladas no ano de 2008.

Figura 3.5 – Aterro controlado com vista da célula em uso (Foto: Autor/2011).

6- Monitorar as valas de infiltração do sistema de tratamento de esgotamento sanitário realizado através de poço de monitoramento, instalado a 15,00m a jusante do sistema, onde será avaliada a concentração de coliformes termotolerantes, a qual não poderá ultrapassar o limite de 1.000 UFC/100ml, com periodicidade de seis meses;

As valas de infiltração encontram-se instaladas na Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) da empresa (Figura 3.6). Para os meses do ano de 2008, o monitoramento solicitado permaneceu dentro dos limites estabelecidos, com

predominância de 2 UFC/100ml em oito meses do ano e o máximo de 900 UFC/100 ml no mês de junho, e uma média anual de 80 UFC/100 ml.

Figura 3.6 – Valas de infiltração em diferentes pontos na área da ETE da empresa (Foto:

Autor/2011).

7- Destinar o lodo drenado do sistema de tratamento de esgoto sanitário para local apropriado, cujo transporte deve ser realizado por empresa licenciada para tal fim;

Segundo a empresa, houve a retirada de um montante de 16 toneladas de lodo no ano de 2008, tendo sido realizado o transporte pela empresa Limpadora e Desentupidora Paraibana, licenciada pela SUDEMA.

8- Incorporar o lodo drenado proveniente do sistema de tratamento de esgotamento sanitário, ao solo das áreas de duna em recuperação, somente quando submetido ao leito de secagem;

Esse condicionante é o único que não constava na licença anterior.

9- Realizar o monitoramento do corpo d´água receptor – rio Guajú, obedecendo ao estabelecido na Resolução CONAMA nº 357/2005, para corpo d´água classe 2, monitorando os seguintes parâmetros: cor, temperatura, turbidez, pH, sólidos dissolvidos totais (SDT), oxigênio dissolvido (OD) e DBO5,20, com periodicidade de seis meses;

De certa forma, a gestão dos recursos hídricos por parte do Poder Público engloba diversos mecanismos, a exemplo da cobrança e outorga pelo uso da água, do

licenciamento ambiental, dos Termos de Ajustamento de Conduta e do controle da poluição.

Para o atendimento desse condicionante, a empresa implantou uma rede de monitoramento com cinco estações de amostragem (quatro a jusante e uma a montante), buscando identificar alterações no padrão de qualidade do corpo receptor (Rio Guaju) devido aos efluentes da atividade de lavra e o beneficiamento do minério. Os monitoramentos realizados demonstram o pronto atendimento aos limites constantes no artigo 15 da Resolução CONAMA Nº 357.

Figura 3.7 – Área de emissão dos efluentes da Empresa Millennium no rio Guaju (Foto:

Autor/2011).

10- Apresentar anualmente relatório de acompanhamento das atividades de proteção ambiental e de recuperação de áreas degradadas;

Esse condicionante foi atendido com a entrega do referido relatório constante no Processo nº 7064/2007.

11- Requerer junto a SUDEMA, autorização de qualquer modificação ou alteração no projeto analisado e aprovado neste órgão;

12- Manter esta licença, bem como cópias dos documentos relativos ao cumprimento das condicionantes ora estabelecidos, disponíveis à fiscalização da SUDEMA e aos demais órgãos do SISNAMA.

A empresa afirma que todos os documentos pertinentes são gerenciados pelo Sistema de Gestão Ambiental.

No tocante aos condicionantes, a empresa declara que grande parte fortalece a organização, mas salienta que alguns extrapolam esses condicionantes, excedendo a necessidade legal. Para tanto, recebe a fiscalização da SUDEMA (em média duas vezes ao ano), IBAMA (visita anual e eventual), além das auditorias do organismo certificador (a cada seis meses). Enquanto isso, a Prefeitura Municipal de Mataraca não possui estrutura, nem está apta para desenvolver quaisquer atividades de licenciamento e/ou fiscalização ambiental.

Na avaliação do rigor das visitas dos órgãos ambientais (pouco, medianamente ou muito rigorosas), a empresa considera serem medianamente rigorosas e faz uma crítica: “As empresas que buscam agir corretamente são muito mais cobradas do que as empresas que não cumprem: não cumprem nada e os órgãos fiscalizadores não fazem nada”. Como exemplo, foi dado um caso de uma usina de cana-de-açúcar próxima à sede do município de Mataraca, que emite fuligem e prejudica a população local.

A respeito da aplicação de alguma multa ou penalidade pelos órgãos ambientais, a empresa declara não ter tido nenhuma em toda sua história. Conforme anexos (Anexos VI e VII), a referida empresa não apresenta infrações ambientais, constantes nesses órgãos. Por fim, o Quadro 3.4 expõe as instituições públicas que mantêm relacionamento com a Millennium Paraíba, de acordo com o Relatório de Gestão (2009).

Quadro 3.4 – Instituições que mantêm relacionamento com a Millennium Paraíba.

Fonte: Millennium Inogarnic Chemicals Mineração Ltda.