A Research on the Decision-Making Styles of Women During Their Cloth Shopping in the Framework of Their Consumption Patterns
3) Antalya’daki kadınların giyim markalarında tercihlerini etkileyen faktörler
4.1. Bulgu ve Yorumlar
4.1.3.2. Frekans Analizi Sonuçları, Ortalama ve Standart Sapma Değerlerine Yönelik Bulgular
A atividade de campo desenvolvida junto às três localidades influenciadas pela operação da empresa em estudo, permitiu a aquisição de respostas diversas, que foram elencadas no quadro 3.6 e associadas ao quantitativo de respostas obtidas. Aquelas que não quiseram responder ou não sabiam responder, ficaram como SR (Sem Resposta).
Nesse primeiro momento, esse quadro proporcionou a geração de uma relação das respostas dadas, servindo de base para elaboração do Quadro 3.7, que tem como propósito subsidiar a elaboração do diagrama de Pareto para a realidade estudada.
Quadro 3.6 – Resposta das entrevistadas em relação às ações desenvolvidas pela empresa.
Código Parâmetros Sim Não resposta Sem
A Visita de representantes da empresa às escolas da comunidade 10 0 2
B Visita da entrevistada às instalações da empresa 2 10 0
C Visita de familiar às instalações da empresa 9 1 2
D Doença de familiar que trabalhou (a) na empresa 1 3 8
E Doenças para a comunidade 0 12 0
F Poluição atmosférica 0 12 0
G Poluição sonora 0 12 0
H Programa ambiental desenvolvido junto à comunidade 10 1 1 I Conhecimento das ações de recuperação das áreas mineradas 10 2 0 J Participação da comunidade no programa de recuperação 10 1 1
L Reclamação à empresa ou ao poder público 0 12 0
M Empresa contribui para melhoria da qualidade de vida da população local 7 4 1
- Registro de infrações ambientais na SUDEMA 0 0 0
- Registro de infrações ambientais no IBAMA 0 0 0
- Registro de inquérito civil público no Ministério Público 0 0 0 Fonte: Trabalho de campo.
Org.: Autor.
Dessa forma, o quadro expõe que a ação com maior número de respostas negativas foi a que se refere à “Visita das entrevistadas às instalações da empresa (B)”. Seguindo esse parâmetro, destaca-se o que se refere à “contribuição da empresa para
melhoria da qualidade de vida (M)”, considerado pela metade das entrevistadas como inexistente:
“Daqui da Barra ninguém arruma emprego [...] se disser que mora em Barra, não trabalha lá” (Entrevistada nº 02 – Barra de Camaratuba).
“Pra Mataraca sim, mas em Barra de Camaratuba não se tem uma pessoa empregada na empresa” (Entrevistada nº 03 – Barra de Camaratuba).
Assim, percebe-se certa rejeição das entrevistadas de Barra de Camaratuba no que se refere à contribuição da empresa na melhoria da qualidade de vida da população, complementando tal situação ao afirmarem que as atividades econômicas originariamente desenvolvidas pelos moradores, permanecem, a exemplo da pesca. Contudo, salientam os reflexos das atividades empresariais na área: “Encontra caranguejo morto no mangue por conta do veneno que jogam nas canas da Usina Agicam32, todo ano na época das chuvas” (Entrevistada 02).
Os motivos elencados por aquelas que acreditam na melhoria de vida da população local com a presença da empresa no município, foram: impostos pagos à Prefeitura; geração de empregos, ações de educação ambiental; produção de mudas pelos moradores.
O “Conhecimento nas ações de recuperação das áreas mineradas (I)” foi tido como terceiro parâmetro com maior número de respostas negativas (N=2). Na Vila da Pituba, as entrevistadas afirmaram conhecer o programa de plantio de mudas por meio de dois moradores da comunidade que plantam nos quintais de casa e recebem pagamento da empresa:
“O caminhão vem de lá e pega pra levar pra lá” (Entrevistada nº 03 – Vila da Pituba/RN).
“Ganha a muda e um papel de como plantar” (Entrevistada nº 01 – Cidade de Mataraca).
“Um rapaz perto de casa com 3 mil mudas, dão adubo” (Entrevistada nº 02 – Cidade de Mataraca).
32 O Rio Guaju apresenta dois trechos com água de qualidade crítica em decorrência da poluição gerada por efluentes domésticos. O Rio Camaratuba também apresenta dois trechos com água de qualidade crítica causada por efluentes domésticos provenientes do núcleo urbano de Mataraca e dos efluentes industriais advindos da Usina Agicam. (BNB, 2011, p.172).
“Meu cunhado planta de 1500 a 2000 mudas na cidade de Mataraca, mas nunca teve ninguém em Barra de Camaratuba” (Entrevistada nº 02 – Barra de Camaratuba).
Os parâmetros C, D, H e J apresentaram um N=1 (negativo) cada um. A “visita de familiares às instalações da empresa (C)” e o “desenvolvimento de Programa Ambiental na comunidade (H)” apresentou a seguinte declaração:
“Uma vez por ano, as crianças da comunidade participam do Programa de Educação Ambiental da empresa” (Entrevistada nº 01 – Vila da Pituba).
Em Mataraca, apenas uma entrevistada tem familiar que trabalha na empresa e afirmou que o mesmo não sofre de nenhuma doença por conta do ambiente de trabalho, e desconhece casos de doenças na comunidade resultantes das operações da empresa. Em Barra de Camaratuba, apenas uma entrevistada teve um familiar (irmã) trabalhando na empresa, que passou seis meses e não apresentou qualquer problema de saúde.
Por fim, os parâmetros (A, E, F, G e L) apresentaram ausência de respostas negativas para esses questionamentos.
No município de Mataraca, a visita dos funcionários da empresa às escolas foi confirmada por todas as entrevistadas (inclusive em Barra de Camaratuba), tendo a entrevistada nº 02 da cidade de Mataraca declarado ter acontecido já várias vezes, enquanto a entrevistada nº 03 destacou que “Faz uns quatro anos, tinha cursos no SENAI. Depende também do engajamento da Prefeitura.... para as coisas continuarem”. E ao que se refere às reclamações da comunidade, todas disseram não ter conhecimento de reclamações de moradores da cidade de Mataraca por conta de transtornos provocados pelas operações da empresa. A entrevistada 05 salienta: “É uma empresa organizada. Trabalham com todos os equipamentos de segurança”.
Portanto, a construção do Diagrama de Pareto para o caso da Millennium Mineração permite visualizar que três parâmetros respondem por 80% das respostas negativas dadas pelas moradoras nos questionários aplicados, abordando a relação da empresa com as comunidades. Ou seja, o parâmetro de visita das entrevistadas foi o de maior expressão, visto que correspondeu a 50% das respostas negativas. Em menor número, surgiram os parâmetros de “Contribuição da Empresa para Melhoria da Vida
da População Local” e “Conhecimento das ações de recuperação de áreas mineradas” (Quadro 3.7).
Quadro 3.7 – Ordenamento, frequência relativa e absoluta das respostas.
Parâmetros correspondentes Valores Parâmetros ordenados ordenados Valores
Frequência relativa (%) Frequência acumulada (%) A 0 B 10 50 50 B 10 M 4 20 70 C 1 I 2 10 80 D 1 C 1 5 85 E 0 D 1 5 90 F 0 H 1 5 95 G 0 J 1 5 100 H 1 A 0 0 100 I 2 E 0 0 100 J 1 F 0 0 100 L 0 G 0 0 100 M 4 L 0 0 100 Total 20 Total 20 100 100
Fonte: Trabalho de campo. Org: Autor.
Nota-se que os parâmetros B, M e I são responsáveis por 80% das respostas negativas das entrevistadas no que se refere á relação com a empresa Millennium Mineração (Figura 3.29).
Org.: Autor
Figura 3.29 – Gráfico da Priorização de Pareto das respostas das comunidades próximas à empresa Millennium Mineração.
Assim, Mata-Lima (2007, p.9) afirma que “após a construção do diagrama de Pareto é comum considerar-se que as causas a atacar são aquelas que contribuem, em
conjunto, com cerca de 80% do problema”. Logo, a situação da empresa localizada em Mataraca permite enquadrar as ações B, I e M como aquelas que contribuem com 80% das questões aplicadas às comunidades. Os outros 20% encontram-se distribuídos uniformemente nas ações C, D, H e J. Com exceção da ação D, que tem a particularidade das respostas da entrevistada ter obrigatoriamente familiar trabalhando ou trabalhado na empresa, as demais mostram respostas predominantemente favoráveis.
Por fim, os parâmetros A, E, F e G não foram respondidos negativamente, o que é satisfatório para a imagem da empresa, visto que três (E, F e G) estão vinculadas a problemas que diretamente afetam o bem-estar dos moradores.
A representação de Pareto demonstrada para a realidade da empresa Millennium Mineração, expõe um cenário de poucos conflitos nas respostas das entrevistadas e consequentemente no cotidiano das comunidades visitadas. Apesar de operar em uma área frágil do ponto de vista social e econômico, as entrevistadas demonstraram existir um envolvimento com as práticas da empresa voltadas ao público externo.
O SGA tem seus requisitos atendidos no que se refere à “Comunicação” com as comunidades (parte interessada externa), bem como o atendimento aos requisitos legais aplicados à sua realidade pela inexistência de infrações ambientais nos órgãos ambientais, bem como a ausência de abertura de procedimentos no Ministério Público Federal (anexo VI). Assim, pode-se considerar que a presença do SGA surge como fator de mudança na dinâmica social e econômica do município. Na ótica econômica, gera renda para as pessoas da comunidade que participam do programa de cultivo de mudas, utilizando o terreno dos quintais das próprias moradias. Na ótica social, verificam-se ações de representantes da empresa nas escolas públicas dos municípios, associadas ao desenvolvimento de campanhas de educação ambiental, sendo também executadas tais ações nas próprias instalações da empresa. Para esse caso, a partir da análise das respostas das entrevistadas, percebe-se que a certificação ambiental deixa de ser um acessório meramente mercadológico e voltado para o marketing da empresa, passando a de fato impactar no cotidiano da população local.