Meslek Örgütlerine Üyelik
1.1.3. Halkla İlişkiler Departmanının Özerkliğine İlişkin Bulgular
O presente item teve como referências os questionamentos referentes à gestão de conflitos socioambientais com a comunidade, buscando extrair informações e declarações a respeito das ações desenvolvidas pela empresa e o convívio com os moradores.
Inicialmente, a empresa considera a comunidade como a parte interessada externa que exerce maior pressão sobre a questão ambiental, internamente.
Sobre o relato voluntário tratando do seu desempenho ambiental, declara que “Não, não existe relatório a respeito. Informamos algumas ações ambientais desenvolvidas”. Contudo, enfatiza que com a adesão à NBR 16000, existe obrigação em relatar as questões socioambientais, algo que a ISO 14000 não obriga. Quanto à divulgação do desempenho ambiental como fator de melhoria na relação com a comunidade, a empresa diz: “Sim, porque cria uma interação. Existe um Jornal Corporativo em um painel comunitário instalado na pizzaria na cidade de Mataraca” (Figura 3.19). O painel comunitário existe desde 2004 e serve também como meio para obtenção de sugestões, reclamações ou elogios. Outros meios de comunicação são: site da empresa; os programas de visitas da empresa incentivando sugestões por escrito dos participantes; e os funcionários e terceirizados como porta-vozes das comunidades em que residem, podendo trazer solicitações dos moradores. Portanto, a empresa afirma que a presença da certificação ISO 14001 fortalece a relação com a comunidade, “servindo muito pra isso também”.
Figura 3.19 – Painel comunitário e um quadro com a Política de Gestão Integrada da empresa
Millennium Mineração em uma pizzaria na cidade de Mataraca (Foto: Autor/2011).
Apesar dos canais de comunicação com a comunidade, a empresa afirma nunca ter recebido qualquer tipo de reclamação (petições, abaixo-assinados): “Não tem nenhuma reclamação registrada”. Mesmo não tendo a ocorrência de reclamações formalizadas, já existe a formalização dos procedimentos (caso venha a acontecer) de medidas reparadoras em resposta a reclamações da comunidade. Ainda nesse aspecto, a
empresa mantém comunicação regular com grupos ambientalistas ou pessoas da comunidade que têm interesse na gestão ambiental desenvolvida, a exemplo dos adolescentes do grupo “Protetores da Natureza”: “a empresa também apóia um grupo de adolescentes em Mataraca chamado Protetores da Natureza, que disseminam o conhecimento que recebem no PEA31 sobre questões ambientais na comunidade” (CRISTAL GLOBAL, 2009, p.67).
A publicação de informações sobre os aspectos sociais e ambientais do desempenho da empresa inclui dados desfavoráveis e a mesma envia anualmente uma pesquisa de satisfação para os clientes, frente ao sistema de gestão. Considera que opera em uma área frágil, não só sob o aspecto ambiental como também social e econômico, considerando ruim a infraestrutura das residências das comunidades próximas. No tocante aos problemas da comunidade, menciona como filosofia o tripé: comunicar, fiscalizar e reclamar, no que se refere à discussão e encaminhamento de soluções. Destacam-se alguns fatos que repercutiram negativamente na gestão ambiental da empresa, a exemplo de caçadores há alguns anos; o desvio do rio Guaju feito em direção ao Rio Grande do Norte por uma fazenda de criação de camarão, o que ocasionou a diminuição do nível do rio mais que o normal a jusante da fazenda de camarão; queimada para limpeza da cana, resultando na queda de tensão da rede elétrica; falta de conscientização ambiental dos turistas na Barra do Guaju no período do verão (alta estação).
Numa escala de ruim a ótima, a empresa considera a relação com a comunidade “boa”, declarando que: “as comunidades nos ajudam”. Já com relação à Prefeitura Municipal de Mataraca, considera como “ruim”, enquanto que as ONGs possuem um relacionamento “bom”. Associando a avaliação à certificação ambiental, a empresa considera que a relação com esses agentes externos melhorou, devido ao respeito por deter esse reconhecimento. Ainda sobre a implantação e divulgação do SGA, a empresa considera que as expectativas de conscientização nas comunidades foram confirmadas, destacando que: “Gera um respeito maior da comunidade com a empresa. Como exemplo, um morador da região participou do Programa de Educação Ambiental. No momento em que cortava cana, viu uma cobra e ligou para mina para irem pegar a cobra”. Ou seja, o que havia aprendido no programa, serviu para que não matasse a cobra.
O Programa de Educação Ambiental (criado em 1996) busca conscientizar crianças das comunidades vizinhas a respeito da importância do meio ambiente e de expor práticas de preservação ambiental relacionadas aos ecossistemas da região (restingas e manguezais, por exemplo); de tratamento do lixo e dos esgotos em áreas urbanas. Segundo o Relatório de Gestão (2009), esse programa também possui um indicador de desempenho e junto com o Programa de Produção de Mudas geram os principais indicadores da responsabilidade sócio ambiental da Millennium Paraíba.
O Programa de Educação Ambiental foi estruturado objetivando a conscientização da comunidade fixada na área de influência da operação. Está direcionado para alunos regularmente matriculados no quinto ano do ensino fundamental. As escolas participantes são previamente contatadas e em função da demanda é montado um cronograma, com programação de atendimento de até duas turmas por mês. Neste programa já foram atendidos mais de seis mil participantes (CRISTAL GLOBAL, 2009, p.66).
Dessa forma, a empresa afirma que o Programa de Educação Ambiental objetiva a construção de uma maior conscientização ambiental das pessoas residentes nas comunidades vizinhas ao empreendimento, resultando na melhoria da relação entre comunidades e empresa. Em sua propriedade, dispõe do Museu Guaju de Educação Ambiental como espaço para o desenvolvimento de diversas atividades com os visitantes, especialmente alunos da rede pública de ensino local (Figura 3.20).
Figura 3.20 – Crianças em atividade durante visita ao Museu Guaju de Educação Ambiental na
Empresa Millennium Mineração (Foto: Autor/2008; PCA/2009).
O Programa de Visitas Técnicas também é considerado pela empresa como mais um exemplo do seu relacionamento com a sociedade. Diferentemente do Programa de Educação Ambiental, aquele abrange uma maior diversidade de público, a exemplo de
instituições de ensino médio e superior, bem como grupos organizados de comunidades vizinhas. Existe o prévio agendamento das visitas, que se direcionam para as áreas, de acordo com o interesse dos visitantes (Sistema Integrado de Gestão; Segurança e Saúde Ocupacional; Engenharia de Produção; Engenharia de Minas; Geologia; Meio Ambiente). Assim, “para todos são apresentados quais são os impactos sociais e ambientais dos produtos, processos e instalações, bem como outras informações relativas à responsabilidade socioambiental da empresa” (RELATÓRIO DE GESTÃO, 2009, p.67).
A participação em projetos e/ou programas externos, apoiados e escolhidos voluntariamente pela empresa através de reuniões com a alta administração e respectivas áreas, constitui em uma postura proativa com o público externo. Destaca-se a parceria de cerca de vinte anos com a Fundação Mamíferos Aquáticos, objetivando a preservação do peixe boi marinho e ambientes estuarinos. As parcerias são desenvolvidas desde o ano de 1998:
Visando estimular o desenvolvimento sustentável nas comunidades com as quais se relaciona, a Millennium Paraíba também identifica as necessidades dessas comunidades e avalia sua satisfação através de visitas informais, reuniões com representantes de órgãos públicos e comunitários e durante o desenvolvimento de programas e ações sociais (RELATÓRIO DE GESTÃO, 2009, p.73).
Por fim, as atividades de voluntariado implementadas pelo seu quadro de funcionários, exemplificam-se por ações como: Campanha de Combate à Fome, Doação de Brinquedos, Protetores da Natureza, Doação de Livros, Natal Solidário, Programa Júnior Achievement (educação econômica e gerencial gratuita para crianças e adolescentes de escolas públicas), entre outros, conforme a necessidade das comunidades (CRISTAL GLOBAL, 2009).
Por fim, a empresa declara possuir um seguro ambiental corporativo, vinculado ao seguro geral do empreendimento e não desfruta de incentivos econômicos de órgãos de fomento para projetos ambientais, nem nunca sofreu processo em nível de Ministério Público, especialmente com relação a conflitos com as comunidades.