2.4. BAĞIMSIZLIĞA KADARKİ TARİHSEL SÜREÇ
2.4.2. Osmanlı Hakimiyetinde Lübnan
2.4.2.2. İki Kaymakamlık Dönemi
Foram levantados e avaliados de acordo com os critérios definidos, a fim de obter um quadro analítico das atuais condições dos elementos implantados.
Elemento de iluminação: poste de iluminação pública
Estrutura pré-fabricada, padronizada, que se destaca na paisagem, não pelo seu apelo visual, mas por sua desproporcionalidade em relação ao ambiente onde está inserido. Não apresenta correlação com o contexto onde está implantado em termos de desenho de produto com especificidades que atendam às necessidades do lugar, sua paisagem e seus usos.
Sua repetitividade acaba interferindo na leitura da paisagem, tornando-se um ruído visual no ambiente. A desproporcionalidade e a falta de coerência configuracional entre os diversos elementos da paisagem e os postes é notória, já que na orla as edificações são baixas e os outros elementos do mobiliário urbano apresentam dimensões compatíveis com a estatura dos usuários. O posicionamento e distribuição dos postes ao longo do calçadão atrapalham o acesso a outros elementos e seu uso, evidenciando a falta de uma correlação entre o produto, uso, localização, ambiente e funcionalidade da estrutura.
A quantidade e intensidade de luz produzida à noite não proporcionam uma adequada iluminação da praia, dificultando realização de atividades noturnas, além de criar pontos de sombra que não auxiliam na segurança dos freqüentadores do local. Não há tratamento superficial e nem cromático que produzam mensagens polisensoriais ou que integrem a estrutura ao contexto, à paisagem e aos outros
elementos, funcionando como um elemento isolado no conjunto e não como um sistema de produtos.
Fotos: Glielson Montenegro – março 2005
Elementos de limpeza urbana: coletor de lixo
Trata-se de um produto padronizado, e sua configuração não faz uso de valores simbólicos e estéticos referenciais do contexto onde se encontra inserido: é encontrado em outras áreas da cidade, apresentando-se como um elemento “comum” do ponto de vista das relações paisagístico-ambiental- cultural. O posicionamento dos coletores no calçadão não obedece um planejamento funcional e de uso do sistema de coleta urbana, sendo instalados de acordo com critérios não tão claros.
Sua abertura para colocação de resíduos não permite que certos tipos de dejetos de maiores dimensões como um coco, por exemplo, sejam ali depositados. De outro modo, resíduos como pontas de cigarro, fósforos e carvão podem ser colocados ali dentro, o que pode gerar combustão do produto e sua danificação, inclusive correndo-se o risco de causar acidentes ao ambiente ou seus usuários.
As poucas informações existentes não especificam o tipo de lixo a ser depositado, o que leva a mistura de resíduos no interior do produto e sua má
utilização, produzindo mau cheiro sem facilitar a coleta seletiva dos resíduos. Não há identificação sobre a empresa responsável pelos coletores e a coleta de lixo (logotipo, fone, identificação do produto), que possa ser acionada em caso de acidente ou depredação do coletor para sua retirada e substituição.
Elementos de limpeza urbana: caixas coletoras de lixo
Estes coletores são utilizados para recolher os resíduos provenientes da coleta feita na praia e nas vias, possuindo uma maior capacidade volumétrica. Não há locais pré-determinados para o posicionamento desses produtos ou que funcionem como uma “camuflagem” para o seu aspecto visual negativo, ficando expostos nas vias de circulação de pedestre e automóveis, atrapalhando o trafego.
A disposição do produto ao longo da orla, denuncia a falta de planejamento e implantação de um sistema de limpeza urbana e coleta de lixo eficientes. Sua presença na orla torna-se incômoda pela própria função explícita que o caracteriza, além disso, sua configuração não apresenta nenhuma relação entre o
lugar, sua paisagem e os referenciais do contexto, prejudicando a imagem do local através de um conceito negativo.
A tampa para fechamento e isolamento do lixo muitas vezes permanece aberta deixando exposto o conteúdo e os odores desagradáveis, demonstrando a má utilização do produto (fig. 1). Os coletores de 360 litros encontram-se distribuídos em alguns locais da orla, acorrentados aos postes de iluminação (ver detalhe 01). Não apresentam uma configuração coerente com o contexto local, seus usos, referenciais e paisagem. O aspecto descuidado do produto, pelo mau uso, contribui para a criação de uma imagem negativa do lugar e o seu posicionamento no calçadão atrapalha a circulação dos pedestres, criando barreiras visuais e físicas.
Elementos de comunicação: placas informativas
Os elementos encontrados na orla de Ponta Negra apresentam grande variação formal, material, dimensional e informacional, gerando um caos visual que acaba interferindo na paisagem, causando uma confusão em termos da informação disponibilizada, prejudicando seu uso e função. Some-se a isso a má disposição dos elementos ao longo da orla, muitas vezes em locais inadequados para aquele fim.
A falta de um planejamento adequado e de Desenho para o local, para a distribuição e posicionamento de suportes de comunicação leva a sobreposição de estruturas desnecessárias: vários suportes concentrados em um mesmo local para divulgar informações semelhantes. Os desenhos inadequados prejudicam a função que desempenham, em termos de estrutura, materiais e a ausência de um planejamento gráfico-visual que utilize referenciais locais para auxiliar na legibilidade e na divulgação da informação, criando diferenciais condizentes com a paisagem e o contexto.
Os suportes utilizados para a indicação de informações não possuem um Desenho que atraia a atenção dos cidadãos, nem utilizam materiais adequados ao contexto ambiental.
Elemento comercial: quiosque com funções variadas
Estrutura pré-fabricada, padronizada que pode ser encontrada em outras praias da cidade. Possuem um tratamento cromático
variado, que confere um colorido diferenciado a cada estrutura e local, porém não apresentam nenhum tipo de codificação ou identificação, e alguns disponibilizam cartazes, faixas ou placas de caráter publicitário que criam uma perturbação visual na paisagem e uma desorganização.
O pouco espaço interno para a realização de tarefas e armazenamento de utensílios, leva alguns vendedores a improvisar soluções que atendam suas necessidades ocupando áreas externas como faixas de praia ou o calçadão. Este tipo de quiosque não apresenta referenciais que se integrem a paisagem local e seu contexto, uma vez que é uma estrutura padronizada e sem relações configuracionais que transmitam um conceito polisensorial do lugar onde estão instalados.
Seu posicionamento e disposição na orla interferem na leitura da paisagem, criando barreiras visuais e físicas, além de ocupar uma parte do calçadão destinado aos pedestres.
Elementos de urbanização e limitação: guarda-corpo
Estes elementos encontram-se distribuídos ao longo da orla de Ponta Negra criando barreiras físicas que impedem o acesso direto a praia pelos pedestres e também uma barreira visual da paisagem atrapalhando sua leitura, a compreensão das mensagens e significados dos referenciais do lugar.
Geralmente esse tipo de estrutura é utilizado para demarcar áreas urbanas onde se fazem necessários determinados tipos de bloqueios de acesso, ou em locais onde haja risco de perigo eminente contra a segurança e a vida do cidadão, o que não é o caso aqui; daí a dúvida quanto a validade funcional e de uso neste ambiente.
O desenho geométrico simplificado e o formato da estrutura não referenciam elementos naturais ou construídos da paisagem, existentes naquele espaço, bem como seu tratamento superficial e cromático. A dubiedade da função e do uso da estrutura neste local, contribui para que em determinados pontos da orla este elemento seja utilizado com uma finalidade diferente, prejudicando ainda mais a visualização da paisagem.
Elemento de descanso: bancos
A disposição desses bancos não está definida considerando-se os locais onde as paisagens possuem maiores atrativos ou onde exista uma cobertura vegetal que crie áreas de sombra e um ambiente mais ameno para o descanso e a contemplação. Os assentos de madeira não possuem formato anatômico, causando desconforto no usuário; sua configuração não apresenta elementos que incorporem o produto ao contexto. Utilizam-se os mesmos princípios construtivos e materiais do guarda-corpo, bem como a modulação. O ponto positivo dessa estrutura é a sua altura que não impede a visualização da paisagem e seus elementos, ao mesmo tempo que funcionam como barreiras físicas.
A conservação dos assentos é feita através de pinturas periódicas, sem ter havido, entretanto, uma avaliação cromática para a utilização de tonalidades que criassem algum tipo de referencial com o lugar. Do mesmo modo, os materiais utilizados não apresentam apelos táteis que valorizem sua utilização e conforto, inclusive térmico. São estruturas fixas ao solo que dificultam a reposição e possíveis deslocamentos, se necessário.