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İKİNCİ DÜNYA SAVAŞI VE SONRASI BOSNA HERSEK

BOSNA HERSEK’İN TARİHSEL GELİŞİMİ

B) BALKAN İSYANLARI VE BOSNA-HERSEK

VII. İKİNCİ DÜNYA SAVAŞI VE SONRASI BOSNA HERSEK

A formação de redes é uma prática antiga, mas como afirma Castells (1999), as redes ganharam vida nova, em nosso tempo, transformando-se em redes de informação energizadas pela Internet. As redes têm vantagens extraordinárias como ferramentas de organização em virtude de sua flexibilidade e adaptabilidade inerentes, características essenciais para se sobreviver e prosperar num ambiente de rápida mutação.

Na sociedade atual as redes por meio das TICs conseguem garantir maior flexibilidade na comunicação e organização dos indivíduos e grupos de interesse, promovendo uma melhor coordenação de tarefas e administração por meio de caminhos baseados na descentralização e na horizontalidade. Assim, a internet deve ser entendida como uma rede de comunicação global, na qual, seu uso e sua realidade são produto da ação humana, de forma que os indivíduos, as instituições e as organizações são protagonistas que transformam a tecnologia, apropriando-a, experimentando-a e modificando-a.

A constituição de redes de organizações propõe articular ações e intercambiar informações entre atores e entidades do mesmo campo de atuação para promoverem pressões mais amplas (MORAES, 2001; SCHERER-WARREN, 1996). Desta forma, os movimentos procuram formar maiores redes tanto internas como externas para fortalecer o impacto das suas reivindicações e estabelecer grandes parcerias que sejam ponte entre a sociedade civil e o Estado. A organização em rede, no sentido mais literal da palavra e contextualizando

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historicamente, pode ser entendida como uma quantidade de pontos ou nodos interligados por relações que podem ser de vários tipos, em interligação ou interdependência.

Withaker (1998) tem uma visão mais ideológica das redes, para ele, uma estrutura em rede corresponde também ao que seu próprio nome indica: seus integrantes se ligam horizontalmente a todos os demais, diretamente ou através dos que os cercam. O conjunto resultante é como uma malha de múltiplos fios, que pode se espalhar indefinidamente para todos os lados, sem que nenhum dos seus nodos possa ser considerado principal ou central, nem representante dos demais. Não há um chefe, o que há é uma vontade coletiva de realizar determinado objetivo.

Desse modo, pode ser dito que a estrutura em rede por ser horizontal, esta demarcada dentro do âmbito democrático, no qual existe uma igualdade onde não é possível estabelecer hierarquização. Cada um dos integrantes é articulado com os outros por meio de conexões similares em favor da participação.

Para Scherer-Warren (2005), como resultado de todo esse processo articulatório, se constitui o que pode ser denominado por rede de movimento social, que pressupõe a identificação de sujeitos coletivos em torno de valores, objetivos ou projetos em comum que definem os atores ou situações sistêmicas antagônicas que devem ser combatidas e transformadas.

Desta forma, os movimentos sociais locais entendem a necessidade de se articularem com outros grupos com a mesma ou similar identidade social com o intuito de ganhar visibilidade, produzir impacto na esfera pública e conseguir conquistas em prol da mudança social, seguindo seus valores e objetivos. As redes de movimentos sociais tornam possível articular as ações locais, nacionais e internacionais.

No âmbito das tecnologias por computador e a internet, as redes possuem um dos maiores benefícios em oposição ao sistema presencial, pois a velocidade com que as informações são passadas é instantânea, atingindo os referidos receptores comprimindo as limitações do tempo e do espaço.

De acordo com Warren (2005), a Internet e os e-mails são práticas cotidianas das redes do novo milênio onde os encontros presenciais podem ser mais circunstanciais e espaçados, quando a comunicação cotidiana está garantida pelos meios virtuais. Nesse sentido, os movimentos sociais se aproveitam da flexibilidade da rede para divulgar suas ideias e

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informações que anteriormente levavam dias ou até meses para chegar de um indivíduo a outro.

Entre as vantagens deste novo uso das redes informáticas, especialmente o uso da internet encontram-se: a praticidade e a eficiência da difusão das informações em tempo real, e a facilitação da organização e comunicação dos movimentos tanto interna como externamente. São provocadas assim, transformações nas relações humanas e são estabelecidos novos laços sociais.

Desta forma o modelo de organização em rede é base das estruturas e das principais atividades da sociedade da informação por ser flexível. Os movimentos sociais encontram na tecnologia e especialmente na Internet, uma forma eficiente de empregar redes informáticas a seu favor, além de manejar sua política informativa e suas formas organizativas em rede.

Segundo Benkler (2006), as redes digitais estão ampliando os espaços democráticos, da crítica, da criação cultural e da diversidade, bem como abrindo espaço para a emergência de uma esfera pública interconectada, com mais potencial democrático que a esfera pública dominada pelos meios de comunicação de massa. Através do uso das TICs há uma ampliação da participação de diversos membros da sociedade civil no espaço público por onde transcorre um fluxo intercomunicacional e a organização em prol da mudança social.

É importante enfatizar que a rede digital é uma rede móvel que acompanha o curso do cidadão global, viabilizando novos tipos de mobilização popular, pois as redes digitais permitem práticas colaborativas muito eficientes e a formação de uma economia de compartilhamento favorecida por iniciativas como: o movimento de software livre20, ações

wiki21, Creative Commons22, etc.

Denota-se que estes movimentos conseguem se relacionar interativamente com a sociedade em geral na busca pela construção do espaço público, desde o ciberespaço até a criação de comunidades livres que atuarão dentro do espaço urbano. Desta forma, não ficam só com a forte interação que a rede de internet outorga-lhes, mas também aproveitam e

20É o software que respeita a liberdade de todos os usuários que adquiriram o produto, e uma vez obtido pode

ser usado, copiado, estudado, modificado e redistribuído livremente de várias formas. Pode estar disponível gratuitamente ou ao preço de custo.

21 Página web que pode ser editada por vários usuários voluntários através do navegador web. Os usuários

podem criar, modificar ou eliminar o mesmo arquivo que compartilham.

22 Promove licenças de autor que têm forma flexível, oferecem ao autor uma forma simples e estandardizada de

outorgar permissão ao público geral de compartilhar e usar seus trabalho criativo baixo termos e condições de sua eleição.

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ocupam o espaço urbano, colocando no debate público suas reivindicações já planejadas e repletas de significado.

Para Castells (2013), os espaços ocupados por redes de indivíduos têm desempenhado um papel importante na história da mudança social, assim como na prática contemporânea, por três motivos. Primeiro: eles criam uma comunidade, e a comunidade se baseia na proximidade; Segundo: os espaços ocupados não carecem de significado, são geralmente carregados de poder simbólico de invadir áreas do poder de Estado ou de instituições financeiras, ou evocam memórias de levantes populares que expressam a vontade dos cidadãos quando foram fechadas outras vias de representação; Terceiro: construindo uma comunidade livre num espaço simbólico, os movimentos sociais criam um espaço de deliberação que, em última instância, se torna público.

Portanto, é importante dizer que os espaços públicos são tradicionalmente espaços onde hão existido disputas pela legitimidade das demandas coletivas num ambiente comunitário carregado de identidade. Os indivíduos que compõe os movimentos sociais conectados em redes horizontais dentro de um processo de comunicação, produzem ação coletiva efetiva, menos hierárquica, porém poderosa. As diferentes redes são organizadas a partir de objetivos comuns em favor da transformação social.

Desta forma, os movimentos sociais usam as TICs e se manifestam por meio de protestos tanto no ciberespaço como no espaço público urbano, contra más condições econômicas, sociais, culturais e políticas. Na maior parte dos casos filmam vídeos que depois são compartilhados na internet e se tornam virais, convocando maiores números de manifestantes graças às redes sociais da internet. Essas organizações ocupam o espaço público por meio de protestos, cobrindo os muros de slogans acompanhados por suas redes sociais de amigos, famílias, etc.

O trabalho organizacional por meio da internet é uma ferramenta quase que imprescindível para as lutas sociais contemporâneas, pois facilita as atividades, diminui custos, permite maior eficiência do manejo do tempo, possibilita a emissão e divulgação de informações, une e mobiliza pessoas de diferentes localidades em prol de uma causa comum local ou internacional.

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