BOSNA HERSEK KRİZİ
I. BOSNA-HERSEK'TE YAŞANAN KRİZ VE ÇATIŞMALARIN NEDENLERİ
Antigamente existia na COIAB, o jornal ‘Informativo Trocano’, com publicações impressas trimestrais e também uma versão eletrônica no website da organização. Através dessas publicações era possível divulgar as informações ao movimento indígena por meio dos líderes. Infelizmente, por falta de recursos o jornal cessou suas publicações. Porém, na FOIRN, organização de base regional da COIAB, existe ainda um boletim indígena informativo chamado ‘Wayuri’29, que é uma língua de origem indígena que significa mutirão.
O boletim recebe informações também provenientes da COIAB e atualmente é produzido a cada três meses, mas nos primeiros anos era publicado todo final de mês.
Da mesma maneira, era e ainda é muito utilizada a radiofonia na COIAB e na FOIRN. Para Francinara Soares, é muito importante o uso da radiofonia, pois em algumas regiões não há acesso a outras tecnologias. Não existem rádios indígenas no Brasil, então o movimento indígena tem tentado conquistar espaços nas rádios comunitárias. Assim, existe, por exemplo, no Rio Negro, um programa de rádio chamado “Vozes do Rio Negro” transmitido pela rádio municipal. O programa apresenta assuntos relacionados ao movimento indígena, entrevistas, músicas, cantos e histórias contadas nas três línguas mais faladas da região de São Gabriel da Cachoeira, o nheengatu, o tukano e o baniwa, aprovados por lei municipal (145/2002).
Atualmente na COIAB, a apropriação das ferramentas tecnológicas é considerada importante para a melhora das comunicações, o Skype é uma ferramenta bastante útil dentro e fora da COIAB, como afirma Francinara Soares. Quando o Skype ainda não tinha migrado para o Facebook e para o Hotmail, era uma ferramenta muito mais de trabalho, porque poucos indígenas tinham acesso, já que ainda não era tão conhecido. Com essa migração a comunicação ficou mais ágil, pois conectados ao Skype os membros podem visualizar todos
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os outros colegas que estão on-line, facilitando as conferências virtuais. Dessa forma, o Skype acabou virando não só uma ferramenta de comunicação com os parceiros em questão de trabalho, como com as demais organizações indígenas.
Da mesma forma, o Whatsapp tem sido uma ferramenta de comunicação facilitadora para a COIAB na medida em que os membros que possuem conta neste aplicativo, amplamente difundido em smartphones, conseguem trocar mensagens simultâneas gratuitamente. Entre as potencialidades de uso das TICs, para Francinara Soares, é a visibilidade que estas ferramentas favorecem para a organização, além da vantagem de promover com maior facilidade suas informações por si mesmos, sem intermediários ou porta-vozes. Nas palavras de Francinara Soares: “é importante que todos vejam realmente a nossa causa, a nossa realidade, a nossa luta”. Mas para ela no futuro se faz necessário que as tecnologias sejam cada vez mais usadas, com o intuito de fortalecer a identidade cultural a partir da escola indígena.
Por outro lado, é importante levar em consideração que nem sempre as TICs conseguem cumprir o seu papel na causa indígena pelo uso indevido da internet, por exemplo, como menciona Maximiliano Correia:
No estado do Acre, nós temos uma liderança que tinha trabalhado no Governo Federal e ultimamente tinha trabalhado no Governo do Estado, porém tinha gente com inveja e mal intencionada que disse que essa liderança havia feito algo errado, publicaram na internet, pelo Facebook espalharam estes boatos, manchando a imagem do líder.
Este tipo de atitude pode ser evitada por meio de uma educação adequada sobre o uso destas ferramentas tecnológicas. Por isso, a COIAB pode ser considerada uma organização que se preocupa com esses fatores, pois desenvolve programas de capacitação e conscientização sobre a responsabilidade que se deve ter sobre o uso das redes sociais.
Outro caso importante que foi mencionado pelo senhor Maximiliano em entrevista sobre o mau uso das redes sociais, foi o caso da organização de um concurso de ‘Miss Indígena Brasil’, no qual uma pessoa divulgou imagens de várias mulheres indígenas sem a devida autorização. Para os membros da COIAB, como Maximiliano e Raquel, que trabalha na causa da mulher indígena, atitudes como essa são muito perigosas, pois acabam por expor essas mulheres através da internet.
Para Delio Alves, existe a necessidade de que haja maior acesso às TICs entre os indígenas e capacitação para que sejam utilizadas com maior consciência através de
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programas de educação que ensinem as consequências do mau uso e, sobretudo, os benefícios agregados a essa prática. Sobre a universalidade de acesso às TICs em comunidades indígenas no Brasil, o senhor Maximiliano Correia, defende que,
as novas tecnologias têm que atender o máximo de organizações indígenas, pois isso acaba facilitando a comunicação entre as comunidades. Como temos muitas comunidades de difícil acesso, isso dificulta a presença da liderança indígena nas reuniões, mas se um dia o governo tivesse interesse em instalar internet nessas comunidades seria uma grande conquista, porque poderíamos nos comunicar com os parentes que estão lá na ponta.
Espera-se então que seja aumentado o acesso a todos os povos indígenas para que se possa difundir com maior eficiência as informações sobre a importância da diversidade cultural do movimento indígena brasileiro em favor do fortalecimento das organizações e da sobrevivência das comunidades.
Nas organizações que possuem acesso às TICs, é possível observar que há uma visível mudança de comportamento que se dá através da necessidade de indígenas estarem sempre conectados, de fazer chegar mais rápido as informações e facilitar o trabalho da organização. Com isso, a capacidade de denúncia instantânea promovida pelo uso da internet, páginas web e redes sociais é fundamental para o trabalho de mobilização da COIAB.
A COIAB faz parte da Comissão da Verdade, que em conjunto, promovem um trabalho em parceria com Marcelo Zelic, membro do Grupo “Tortura Nunca Mais”, aproveitando que existe um acervo muito grande de informações sobre direitos violados aos indígenas e outras questões que afetam às comunidades. Em contribuição nesta parceria, a COIAB começou a estruturar um banco de dados que ainda não foi finalizado, para disponibilizar informações no âmbito virtual. Um exemplo do material que pretendem incluir neste banco de dados é o‘Relatório Figueiredo’ que trata-se de um documento de 1968, que conseguiu ser recuperado e digitalizado sobre matanças, tortura e crueldades contra indígenas em todo o país durante a época da ditadura militar.