BOSNA HERSEK KRİZİ
D) BALKANLAR VE BOSNA HERSEK KRİZİ
No estado do Amazonas houve inconvenientes com o povo indígena Tenharim, localizado no município de Humaitá, pois a população não indígena invadiu a aldeia, acusando alguns indígenas de serem os responsáveis pelo desaparecimento de três pessoas. Após inúmeras ameaças, os indígenas foram expulsos da cidade. Nesse momento, foi utilizado o Facebook
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para esclarecer a situação e promover o fim ao preconceito, por etnia, religião, etc. A campanha foi acionada nas redes sociais contra o preconceito e em favor de um país plural.
Os Tenharim conseguiram voltar aos seus territórios, mas ainda hoje são privados de outros direitos pelas ameaças que sofrem diariamente. Recentemente, em dezembro de 2013, cinco lideranças foram presas e acusadas de assassinato sem provas. Os Tenharim não podem circular pelas cidades sob risco de espancamento, as crianças estão proibidas de frequentar a escola, os professores de lecionar e os indígenas servidores públicos não podem mais se dirigir aos seus postos de trabalho. Esta situação tem sido manifestada em forma de protesto em diversas redes sociais e reuniões dos povos indígenas, como as páginas do Facebook ‘Justiça aos Tenharim’ ou ‘5Tenharim Mobilização Nacional a partir do dia 19 de abril’.
Ilustração 3- Campanha em favor dos índios Tenharim
Fonte: Página do Facebook Justiça aos Tenharim
Delio Alves menciona a campanha nacional divulgada na internet que surgiu em favor dos territórios indígenas do Mato Grosso do Sul, quando houve problemas com os guaraní-
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kaiowá30 que estavam reclamando pela demarcação de território, e foram atacados com ameaças e pressões dos fazendeiros locais para que deixassem as suas próprias terras. A partir das redes sociais, incluindo o grupo da COIAB Amazônia Brasileira, muitos brasileiros e pessoas que tinham sensibilidade com a causa indígena mudaram seu estado no perfil do
Facebook, para “eu sou guaraní-kaiowá”, apoiando sumamente a causa deste povo indígena, atingindo grande parte do povo brasileiro.
Ilustração 4- Campanha de apoio à tribo Guarani-Kaiowá
Fonte: Rede social Facebook. Página “ Somos Guarní Kaiowá”.
De 30 de setembro a 5 de outubro de 2013 houve uma mobilização que convocou pela internet, por meio da página da COIAB no Facebook, a rede de correios eletrônicos
30 Atualmente em território brasileiro há cerca de 51.000 índios Guarani, em sete estados diferentes, é a etnia
mais numerosa do país, muitos outros índios Guarani vivem no Paraguai, Bolívia e Argentina. O povo Guarani no Brasil está dividido em três grupos: Kaiowá, Ñandeva e M’byá, dos quais o maior é o Kaiowá. Segundo a organização internacional Survival, no Mato Grosso do Sul os Kaiowá têm problemas graves de demarcação das suas terras, vivem espremidos em pequenos pedaços de terra cercados por fazendas de gado e campos de soja e cana-de-açúcar, outros sem terra alguma vivem acampados na beira de estradas.
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ANAIND, o blog da APIB e as páginas web do CIMI, FOIRN, entre outros parceiros, a centenas de indígenas as portas do Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir que fosse realizado o julgamento dos embargos apresentados sobre as 19 condicionantes da decisão que autorizou a demarcação em área contínua da Terra Indígena Raposa-Serra do Sol de 2003. A APIB apresentou uma carta dirigida aos Ministros do STF solicitando atenção a várias reivindicações dos Povos Indígenas. Teve o apoio do Movimento dos Sem Terra (MST) por meio de faixas de protesto na mobilização e na sua própria página web.
Ilustração 5- Divulgação da Mobilização Nacional Indígena
Fonte: Página web do CIMI
Houve também, a ‘Mobilização dos povos indígenas do Amapá e norte do Pará’, que foi realizada de 14 a 17 de abril de 2014, para comemorar o Dia do Índio, que é correntemente festejado no dia 19 de abril. Esta mobilização ocorreu em Macapá com eventos perto da Fortaleza de São José de Macapá e contou com uma massiva divulgação de propagandas na página do Facebook da COIAB e em outras páginas web de organizações não governamentais parceiras como, por exemplo, o Instituto de Pesquisa e Formação Indígena (IEPÉ).
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Ilustração 6- Divulgação da Mobilização dos povos indígenas do Amapá e norte do Pará
Fonte: Página web do IEPÉ
O Acampamento Terra Livre (ATL) foi outro exemplo de mobilização indígena no país organizado fortemente por meio das TICs. A APIB, composta pela COIAB, a Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (APOINME), a Articulação dos Povos Indígenas do Sul (ARPINSUL), a Articulação dos Povos Indígenas do Sudeste (ARPINSUDESTE), o Conselho dos Povos Indígenas do Mato Grosso do Sul e pela Grande Assembleia do Povo Guarani (ATY GUASU). Desse modo, as diversas associações e comunidades indígenas, foram convocadas e organizaram juntas, a mobilização nos dias 26 e 29 de maio de 2014. Esta convocação contou com aproximadamente 800 lideranças indígenas dos mais de 230 povos indígenas existentes no Brasil. As informações foram divulgadas nos endereços eletrônicos das organizações indígenas, blogs, páginas do Facebook e páginas de organizações afins da causa. Nos lugares mais afastados, praticamente sem acesso às TICs as informações eram repassadas por lideranças ou pessoas chaves oralmente ou por meio de cartas tradicionais.
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Ilustração 7 – Divulgação da mobilização indígena, maio de 2014
Fonte: Página do Facebook da COIAB. Divulgado pela ARPINSUL
Da mesma forma, no mês de maio de 2014 foi divulgado no grupo do Facebook da COIAB, uma campanha sobre os direitos dos povos indígenas sob um olhar diferenciado. Esta campanha teve o intuito de conquistar o direito da homologação das terras indígenas, com a participação de alguns artistas conceituados da região.
Esses exemplos são algumas demonstrações do que as TICs têm conseguido angariar, por meio de campanhas de mobilização realizadas em prol de melhorias e conquistas de direitos aos indígenas no Brasil. Contudo, ainda há muitas comunidades que não possuem meios de comunicação para conseguirem firmar uma rede de contato mais eficiente que permita o fluxo de informações pertinentes às suas necessidades. Torna-se, portanto, necessário o entendimento de como funciona a distribuição de TICs nas comunidades.
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