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BOSNA HERSEK’İN OSMANLI DÖNEMİ TARİHİ

BOSNA HERSEK’İN TARİHSEL GELİŞİMİ

C) ORTAÇAĞ’DA BOSNA HERSEK VE TÜRKLERİN BALKANLARA GİRİŞİ

II. BOSNA HERSEK’İN OSMANLI DÖNEMİ TARİHİ

A comunicação pode ser entendida como o processo pelo qual um emissor e um receptor estabelecem uma conexão num momento em espaços determinados para transmitir, intercambiar ou compartilhar ideias e informações. Trata-se de um meio de conexão e integração dos indivíduos que é estruturado culturalmente e que pode ser otimizado graças ao uso de novas Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs).

Para Castells (2013), a comunicação é o processo de compartilhar significado pela troca de informações. A contínua transformação da tecnologia da comunicação na era digital amplia

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o alcance dos meios de comunicação para todos os domínios da vida social, numa rede que é simultaneamente global e local, genérica e personalizada, num padrão em constante mudança.

Por sua parte, as TICs entendidas como ferramentas e programas que administram, transmitem e compartilham informação por meio de suportes tecnológicos, possuem um papel muito importante para a sociedade contemporânea, pois são elementos que impulsionam a emergência de novos valores que trazem consigo transformações sociais em todas as áreas, seja: econômica, social, política e cultural. Tudo isto é possível graças às diversas contribuições das TICs, entre as que valem a pena mencionar: a facilidade de acesso à informação e dados em grandes escalas, a oferta de diversos canais de comunicação instantânea, a grande capacidade de armazenamento das informações, a eficiência na automatização de trabalhos e a possibilidade de gerar interatividade, digitalização e compartilhamento de toda a informação, etc.

Nesse sentido, as novas tecnologias possibilitaram o surgimento da sociedade da informação ou sociedade em rede (network society). Essa expressão foi adotada por Castells (1999), para sintetizar a morfologia desta nova sociedade vigente, onde tudo é sistêmico e interconectado. Dentre as transformações sociais que afetam esta sociedade, destacam-se o uso da internet e das TICs como fatores importantes, que proporcionam uma maior facilidade de acesso e troca de informações entre os diversos sujeitos individuais ou coletivos, favorecendo o desenvolvimento de fenômenos complexos.

Para Castells (2013), o uso das novas TICs, especialmente a Internet e as redes sem fio como plataformas de comunicação digital, são chamadas de redes de autocomunicação e estão gerando uma mudança fundamental no domínio da comunicação e no campo da participação cidadã. Agora é possível considerar a presença de uma comunicação de massa que processa mensagens de muitos para muitos, baseada em redes horizontais de comunicação interativa.

Para este autor, a comunicação digital foi a responsável pela construção de novas formas de organização e movimentos sociais, possibilitando que qualquer indivíduo seja agente ativo e passivo na produção de informações. Diante disso, a internet pôde promover uma nova definição de valores que altera as bases e as formas de comunicação, além do fluxo e acesso à informação. Essa nova estruturação é denominada de sociedade em rede, que nas palavras de Castells (2005, p. 19), trata-se de

uma estrutura social baseada em redes operadas por tecnologias de comunicação e informação fundamentadas na microelectrônica e em redes

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digitais de computadores que geram, processam e distribuem informação a partir de conhecimento acumulado nos nós dessas redes (...).

Assim, concordando com Vaz (2001), a expansão da Internet e sua consolidação como paradigma deve-se principalmente à sua capacidade de integrar diferentes modalidades de comunicação e diferentes tipos de conteúdo, sua estrutura descentralizada, a capacidade de associar o processamento de informações com a comunicação e a acessibilidade relativamente elevada ao seu uso. Esses atributos, porém, não têm exclusividade na determinação de seu impacto social. Este impacto é produzido pela interação com os demais condicionantes tecnológicos e processos econômicos, culturais e sociais.

Segundo Petrauskas (2006), a sociedade se configura de forma complexa, cada vez mais informatizada, onde as TICs desempenham um papel importante na medida em que podem contribuir para fortalecer a democracia através da criação de mecanismos ou novos institutos que permitam ao cidadão participar do processo político e influir diretamente na tomada de decisões.

Diante desse contexto, percebe-se que as ferramentas tecnológicas para transmitir informação e gerar comunicação, ao serem utilizadas para os devidos fins, poderão contribuir significativamente para o fortalecimento da democracia, contribuir para uma maior transparência na Administração Pública e propiciar uma participação mais efetiva do cidadão no controle do poder público ao garantir a todos o acesso à informação e às novas tecnologias. A partir do momento em que a promessa de acesso a todos os cidadãos se cumpra, a assimilação deste tipo de tecnologia poderá valorizar e reafirmar a importância dos meios de expressão da opinião pública e especialmente, dos meios de comunicação autônomos no processo político democrático.

As TICs inseridas no contexto dos movimentos sociais promovem uma forma de ganhar espaços de autonomia no mundo contemporâneo, sem a monopolização do poder. Dessa maneira, pode ser facilitada a conexão entre pessoas de qualquer condição social para que possam fazer suas reivindicações dentro de diversos movimentos sociais.

Para Castells (2013), os cidadãos apropriam-se das novas TICs, especialmente da internet, constituindo um espaço de autonomia que facilita a conexão entre os indivíduos e a consecução de projetos a partir da formação de diversas redes que são concretizadas a partir de opiniões pessoais ou filiações organizacionais. Dessa forma, por meio do ciberespaço, pessoas de todas as origens, organizadas em redes de movimentos podem ocupar um espaço

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público on-line e off-line, no qual reivindicam seus direitos e espalham-se pela internet levando em conta suas características virais e de difusão instantânea, com o intuito de gerar transformação social.

Na conjuntura dos movimentos sociais, este tipo de organização vem se tornando cada vez mais importante no contexto político, ajudando na formulação, inclusive da própria política pública. Na atualidade, em maior parte, as mobilizações sociais são impulsionadas por meio das novas TICs, que facilitam e desenvolvem a organização e comunicação, tanto interna como externa, a partir de organizações que estimulam a inserção na discussão pública de problemas e suas demandas sociais, a reivindicação de direitos e deveres, promovendo a cidadania.

De acordo com Castells (2013), o movimento organizado a partir das tecnologias teria sido fator definitivo para um processo de declínio das tradicionais formas de Estado. Esse processo contribuiu para que os movimentos reivindicadores fomentassem uma reconstrução do princípio de Democracia devido à insatisfação da realidade de opressão das minorias. Um exemplo disso pode ser observado a partir de movimentos sociais, simultaneamente ocorridos no âmbito local e global no mundo Árabe, na Europa e nos Estados Unidos.

Esses movimentos possuem aspectos específicos e, ao mesmo tempo, elementos gerais que os comparam. A forma como houve a conexão a partir da interação promovida através da internet é o que desperta a atenção do autor. O exemplo que possibilita um maior entendimento dessa questão se deu em várias partes do globo após a crise econômica e política do ano de 2008, quanto a internet foi a responsável pelo enfraquecimento do monopólio de informação, até então estabelecido pelos veículos midiáticos tradicionais.

Outro exemplo que pode ilustrar a força dessas organizações é a comoção gerada nas redes sociais pelo movimento que ocorreu no Brasil, em 2013, o Passe Livre19. As manifestações chegaram às ruas de várias cidades do país, contando com a participação de milhares de cidadãos. Esse movimento chegou a superar as reivindicações sobre aumento do valor do transporte público e coletivo, adquirindo novas proporções.

Para Castells (2013), dois sentimentos humanos impulsionam mudanças, o medo e a raiva. O medo presente na repressão do Estado, na ditadura, na violência e na impunidade, apesar de estagnar a ação, causa certa indignação que é sedimentada com o tempo pela coação presente

19 O Movimento Passe Livre (MPL) é um movimento social autônomo que luta por um transporte

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nos conflitos entre o Estado e a sociedade, se manifestando através da raiva. Há, portanto, um movimento político que se forma com a saturação causada pelo medo e raiva que acabam enfraquecendo a autoridade e a representatividade das instituições e do Estado.

Esse fator presente nesses movimentos ganha força e adeptos com maior facilidade e velocidade por meio da internet e das redes sociais que servem como ferramentas de comunicação horizontal. Certamente, a internet tem rompido barreiras que antes não podiam ser enfrentadas devido à escassez de recursos que possibilitassem a eficiência de tais organizações. Nas palavras de Castells (2013, p. 59), “(...) a revolução da internet não nega o caráter territorial das revoluções ao longo da história. Em vez disso, ela se estende do espaço dos lugares para o espaço dos fluxos (...)”.

A partir da amplitude conquistada por essas organizações que se manifestam nessa espécie de espaço dos fluxos, o sentimento de raiva se transforma em solidariedade. Ocorre nessas manifestações um processo de identificação entre os indivíduos que se reconhecem e se unem através da internet para ganhar força em suas lutas. Para este autor essas lutas incentivam mudanças de mentalidades através desse agir comunicativo que se baseia no ideal de uma reestruturação democrática tão necessária para a gestação de uma sociedade menos desigual.

Nesse sentido, é possível verificar que os movimentos sociais são formados e idealizados por atores da mudança social que são capazes de exercer influência decisiva na vida pública, pois, são produtores de novos valores e objetivos políticos em torno dos quais pretendem transformar as instituições da sociedade a fim de representar esses valores, criando novas formas de democracia para reorganizar a vida social.

De acordo com Sodré (2002), os efeitos dos meios de comunicação nos movimentos políticos levam à convicção de que, na construção da realidade social, a mídia pode ser considerada como estruturadora ou reestruturadora de novas percepções e cognições, funcionando como uma espécie de agenda coletiva dentro do processo democrático, de forma que com a presença de meios de comunicação autônomos os movimentos sociais conseguem se organizar eficientemente em favor da transformação social democrática.