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İKİNCİ BÖLÜM Satınalma İşleri

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İKİNCİ BÖLÜM Satınalma İşleri

Das Figuras 49 à 51 têm-se a apresentação gráfica dos resultados das provas de carga realizadas em cada uma das estacas ensaiadas, a saber, a sua curva carga-recalque.

Conforme se pode observar no gráfico da Figura 49, durante o ensaio de prova de carga estática, a estaca 1 recebeu uma carga máxima de 1620 kN, aplicada em 9 estágios de carregamento, alcançando um recalque máximo de 15,10 mm. Após o descarregamento, obteve-se um recalque residual no valor de 10,10 mm.

Figura 49 – Resultado da prova de carga realizada na Estaca 1

Fonte: Autor

Uma particularidade do ensaio de prova de carga estática, realizado na estaca 1, foi exatamente o número de estágios e a carga máxima aplicada. Neste caso, não foi aplicado o décimo estágio para se chegar ao dobro da carga de trabalho, pois a estaca evidenciou iminência de ruptura.

Pelo gráfico da Figura 50, durante o ensaio de prova de carga estática, a estaca 2 recebeu uma carga máxima de 2400 kN (dobro da carga de trabalho), aplicada em 10 estágios de carregamento, alcançando um recalque máximo de 13,19 mm. Após o descarregamento, obteve-se um recalque residual no valor de 3,54 mm.

87 Figura 50 – Resultado da prova de carga realizada na Estaca 2

Fonte: Autor

Conforme o gráfico da Figura 51, durante o ensaio de prova de carga estática, a estaca 3 recebeu uma carga máxima de 2400 kN, aplicada em 10 estágios de carregamento, alcançando um recalque máximo de 25,04 mm. Após o descarregamento, obteve-se um recalque residual no valor de 18,28 mm.

Figura 51 – Resultado da prova de carga realizada na Estaca 3

88 A partir dos resultados das provas de carga estática, através do método descrito na norma NBR 6122/2010, foram determinadas as capacidades de carga para cada estaca. Os resultados estão expostos entre as Figuras 52 e 54.

Figura 52 – Determinação da capacidade de carga da Estaca 1, a partir do método da NBR 6122/2010.

Fonte: Autor

Conforme pode ser observado na Figura 52, o ponto de interseção entre a reta com equação definida pela norma e a curva experimental obtida na prova de carga, indica a carga de ruptura da estaca 1 no valor de 1550 kN, valor este bem próximo da carga máxima aplicada no ensaio, verificando-se assim, mais uma evidencia de iminente ruptura física durante a realização do ensaio.

Figura 53 – Determinação da capacidade de carga da Estaca 2, a partir do método da NBR 6122/2010.

89 Para a estaca 2, observa-se pelo gráfico da Figura 53, que a interseção entre a reta com equação definida pela norma e a curva esperimental, coincidiu com o valor máximo da prova de carga, ou seja 2400 kN.

Assim, pode-se perceber que a partir do método da norma NBR 6122/2010 o fator de segurança com relação à ruptura convencional é de 2, já que a estaca foi submetida ao dobro da carga de trabalho.

Figura 54 – Determinação da capacidade de carga da Estaca 3, a partir do método da NBR 6122/2010.

Fonte: Autor

Observando-se o gráfico da Figura 54 elaborado conforme o método descrito na NBR 6122/2010, nota-se que a interseção entre as curvas experimental e estimada, indica uma carga de ruptura de 2150 kN, cujo valor situa-se abaixo da carga máxima aplicada no ensaio.

O método da norma NBR 6122/2010 indica valores da carga de ruptura das estacas ensaiadas considerando uma ruptura convencional. Tomando como base, para uma previsão de carga de ruptura, uma ruptura física, aplicou-se ainda o consagrado método de Van Der Veen (1953).

90 De acordo com o gráfico da Figura 55, o valor da carga de ruptura da estaca 1 foi estimado em 1626 kN. A definição da carga de ruptura foi realizada a partir da observação da curva que mais se aproximou de uma reta, ou seja, para o qual o valor de R² mais se aproxima de 1.

Vale observar que o valor aqui encontrado a partir de Van Der Veen (1953) é bastante próximo do valor determinado a partir do método da norma, ou seja, a carga de ruptura convencional e física foram praticamente coincidentes.

Figura 55 – Previsão da capacidade de carga da Estaca 1, a partir do método de Van Der Veen (1953)

Fonte: Autor

Conforme se observa no gráfico da Figura 56, o valor da capacidade de carga (Qu) da estaca 2 foi estimado em 2900 kN. Vale comentar que o valor estimado a partir do método de Van Der Veen (1953) foi 20,8% superior ao valor obtido por meio do método da norma.

De acordo com o gráfico da Figura 57, pode-se notar que a carga de ruptura da estaca 3 foi estimada, pelo método de Van Der Veen (1953), em 2430 kN. Novamente, observa-se que a estimativa realizada pelo método de Van Der Veen (1953) superou em 13% a determinação realizada pelo método da norma brasileira.

91 Figura 56 – Previsão da capacidade de carga da Estaca 2, a partir do método de Van Der Veen (1953)

Fonte: Autor

Figura 57 – Previsão da capacidade de carga da Estaca 3, a partir do método de Van Der Veen (1953)

Fonte: Autor

92 Tabela 12 – Resumo geral da previsão de capacidade de carga

Fonte: Autor

A Figura 58 mostra esquematicamente comparações de valores de capacidade de carga das três estacas, previstos por formulações semi-empíricas, pelo método de Van Der Veen (1953) e pela norma NBR 6122/2010, sendo este último o escolhido como valor de referência.

Figura 58 – Comparativo entre os valores de capacidade de carga estimados pelos métodos semi- empíricos, pelo método de Van Der Veen (1953) e pelo método da NBR 6122/2010.

Fonte: Autor

De acordo com o gráfico da Figura 58, pode-se observar que para a estaca 1, o método que mais se aproximou do valor de referência, ou seja, do valor obtido pelo método da norma, foi aquele estimado a partir do método de Lizzi. Com excessão do método de Lizzi (1982), todos os outros apresentaram capacidade de carga abaixo de 50% daquela obtida na norma.

93 Para a estaca 2, todos os métodos apresentaram valores concordantes com o aquele obtido na norma, sendo os método de Brasfond (1991) o mais próximo do valor de referência. Por fim, para a estaca 3, a capacidade de carga prevista pelo método de Lizzi (1982) foi a mais concordante com a capacidade de carga obtida pela norma. Vale observar que a estaca 3 foi aquela que mais apresentou discordância entre os valores previstos.

O método de Cabral (1986) apresentou valores inferiores à carga de ruptura de referência, sendo o único método que não a superestimou, para nenhuma das três estacas, estando assim, a favor da segurança. Além disso, seus valores ocuparam o terceiro resultado mais próximo da norma em todos os casos.