De forma a faciliar o entendimento das conclusões, as mesmas foram subdivididas.
Com relação ao tema abordado neste trabalho, pode-se concluir que:
A partir da escassa disponibilidade de referências atuais sobre o controle executivo de estacas raiz, observa-se que o desenvolvimento de pesquisas nesse tema ainda é notavelmente tímido;
Devido às características do equipamento utilizado na execução de estacas raiz e o seu processo executivo, observa-se a dificuldade de monitoramento durante o mesmo, através de dispositivos eletrônicos. Isso justifica porque ainda hoje, a utilizaçao de prova de carga apresenta-se como o meio mais difundido para verificação de desempenho.
Quanto à capacidade de carga das estacas ensaiadas, pode-se concluir que: As previsões de capacidade de carga, por métodos semi-empíricos, das
estacas 1 e 3 apresentaram uma elevada variação, com valores de até 3 vezes em relação ao menor valor previsto, No entanto, para a estaca 2, a variação foi de apenas 26%;
A partir dos resultados das provas de carga observa-se que o solo-estaca apresentou fator de segurança igual a 2 para as estacas 2 e 3; e 1,8 para a estaca 1;
Na prova de carga da estaca 1, foi observada iminência de ruptura física, ao final da aplicação do último estágio de carga, do ensaio, enquanto na prova de carga da estaca 3, foi observada a ocorrência de ruptura convencional.
Na prova de carga da estaca 2, não foi observada ocorrência de ruptura, sendo assim necessário estimar a sua carga de ruptura por meio do método de Van Der Veen (1953).
106 Os resultados das provas de carga realizadas nas estacas foram concordantes com a previsão média dos métodos semi-empíricos, exceto para a estaca 1;
Quanto ao monitoramento, pode-se concluir que:
O controle das variáveis como tempo de execução das estacas, pressão de injeção, e consumo de cimento fornecem informações bastante úteis com relação à avaliação do desempenho dessas estacas raiz como elemento de fundação;
Foi observada a necessidade de preservar o mesmo conjunto máquina- operador durante o monitoramento realizado, de forma a minorar fatores intervenientes adicionais que supostamente infuenciariam no processo executivo;
As variáveis monitoradas foram particularmente úteis para as análises, de forma que foi possível discutir as tendências da resistência de ponta e do atrito lateral, durante a escavação das estacas;
Testar diferentes expressões foi importante para o melhor entendimento em termos de comportamento das variáveis no desenvolvimento da futura expressão proposta;
Os resultados obtidos pela expressão proposta foram concordantes com os valores de referência, em termos de ordem de grandeza, para as estacas 1, 2 e 3. No entanto, para a estaca 3 o resultado mostrou-se moderadamente superior ao valor de refência;
Foi verificado que há correlação entre a capacidade de carga e as variáveis monitoradas;
Em comparação com os métodos semi-empíricos abordados neste trabalho, as estimativas realizadas pela expressão proposta resultaram em valores mais concordantes com o método de Lizzi;
Neste trabalho, foi possível estabelecer uma expressão semi-empírica que configura-se como uma proposta que pode auxiliar no controle executivo de estaca raiz.
107 Para futuros trabalhos, sugere-se:
Realizar o monitoramento das variáveis em todo o processo e não apenas na faixa de paralização da escavação, obtendo assim valores mais específicos e realistas ao longo da profundidade;
Monitorar novas estacas com prova de carga, executadas em perfis de solos diferentes daqueles apresentados neste trabalho, a fim de obter novas medidas e assim testar a aplicabilidade da expressão proposta;
108
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115
APÊNDICES
APÊNDICE A: MONITORAMENTO DAS ESTACAS SEM PROVA DE
CARGA
As estacas monitoradas estão divididas em quatro grupos, conforme a proximidade do furo de sondagem:
SPT 01: E108 a E121 SPT 02: E132 e E136 SPT 03: E145 e E146 SPT 04: E85 e E86
Tabela A 1 – Resultados do monitoramento nas estacas sem prova de carga
116
APÊNDICE B – PREVISÃO DE CAPACIDADE DE CARGA DAS ESTACAS
SEM PROVA DE CARGA, POR MÉTODOS SEMI-EMPÍRICOS.
Figura B 1 – Previsão de Qult da Estaca 85
Fonte: Autor
Figura B 2 – Previsão de Qult da Estaca 86
117 Figura B 3 – Previsão de Qult da Estaca 108
Fonte: Autor
Figura B 4 – Previsão de Qult da Estaca 109
118 Figura B 5 – Previsão de Qult da Estaca 110
Fonte: Autor
Figura B 6 – Previsão de Qult da Estaca 113
119 Figura B 7 – Previsão de Qult da Estaca 115
Fonte: Autor
Figura B 8 – Previsão de Qult da Estaca 116
120 Figura B 9 – Previsão de Qult da Estaca 117
Fonte: Autor
Figura B 10 – Previsão de Qult da Estaca 121
121 Figura B 11 – Previsão de Qult da Estaca 132
Fonte: Autor
Figura B 12 – Previsão de Qult da Estaca 136
122 Figura B 13 – Previsão de Qult da Estaca 145
Fonte: Autor
Figura B 14 – Previsão de Qult da Estaca 146