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İDARİ REFORMLARIN SORUNLARI VE SONUÇLAR

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Argun AKDOĞAN *

İDARİ REFORMLARIN SORUNLARI VE SONUÇLAR

 

Para  a  produção  colaborativa  de  conteúdo  audiovisual  educativo  conforme  os  objetivos  e  métodos  descritos,  foi  montada  uma  equipe  de  produção  composta  por  profissionais  e  estudantes  das  áreas  de  Jornalismo,  Imagem  e  Som,  Computação,  Licenciatura  em  Ciências  Exatas,  Ciências  da  Computação,  entre  outros  bolsistas  e  estagiários ligados à Agência, constituindo um dos três núcleos de participação criados em  torno da pesquisa, conforme mencionado anteriormente.  

As  atividades  práticas  de  produção  utilizaram  uma  infra‐estrutura  mínima  e  de  baixo custo contendo os seguintes equipamentos e instalações: escritório com 16 metros  quadrados,  com  bancada,  armários,  rede  de  acesso  a  internet  por  cabo  e  sem  fio  e  de  ligação elétrica; estúdio com 30 metros quadrados, para gravação audiovisual e eventos;  quatro  notebooks  (sendo  dois  Dell  D120  e  dois  Toshiba  Satellite);  dois  PCs  (Pentium  4  3GHz com 1Gb de RAM e Hd de 200 GB e 80 GB); duas Câmeras filmadoras (HandyCam)  Panasonic 3CCD MiniDV; uma câmera fotográfica digital 4Mp Kodak; um televisor CCE 29”;  um jogo de cinco caixas de som 5.1 Clone; uma Placa de captura de vídeo analógico, sinal  de TV e rádio Pinnacle; 3 microfones de lapela e um direcional de mão; e um mixer de som  de seis canais. Os softwares utilizados para edição dos vídeos compõem o pacote Adobe  CS3, com destaque para o aplicativo Premier.  Na fase inicial do projeto, foram instalados e utilizados softwares que viabilizam a  produção,  edição  e  distribuição  de  conteúdo  por  meio  do  desenvolvimento  e  da  implementação de um portal audiovisual de difusão científica e educacional na internet,  com uso de ferramentas de software livre, a partir de pesquisa comparativa que avaliou  cinco  diferentes  ferramentas  e  recomendou  a  escolha  do  CMS  eZPublish,  conforme  o  quadro  apresentado  no  Apêndice  B.  A  partir  desta  seleção  foi  realizada  sua  instalação,  configuração, costumização e o treinamento da equipe para a operação do sistema, cujo  projeto editorial previa a oferta de conteúdos jornalísticos e educativos, considerando o  uso  de  recursos  multimídia  e  de  interação  e  a  expectativa  dos  alunos,  seus  hábitos  de  utilização de mídias digitais e as condições de acesso, conforme processo representado no  esquema da Figura 7. 

Figura 7. Processo inicial de implantação de portal audiovisual de difusão na internet   

Apesar de, na realidade, a dinâmica de iterações assumir aspectos menos lineares,  a gestão organizacional do processo de produção continuada de conteúdos foi concebida  em torno de um esquema seqüencial que prevê a colaboração em torno de três núcleos ou  conselhos  principais  de  iteração:  o  conselho  científico,  que  zela  pelo  rigor  conceitual  e  precisão  informativa  dos  conteúdos;  o  conselho  editorial,  que  zela  pela  adequação  à  linguagem e aos formatos de conteúdo adotados; e a equipe operacional de produção, que  envolve representantes de alunos, estagiários, bolsistas, professores e outros atores que  cooperam  direta  ou  indiretamente  entre  si  nas  atividades  de  pauta,  produção,  edição,  validação e publicação de conteúdos, conforme o fluxo representado na Figura 8. 

Como  foco  principal  dessa  experiência  piloto,  a  equipe  da  Agência  concebeu,  modelou  e  produziu  regularmente  nove  programas  audiovisuais  em  parceria  com  a  comunidade escolar e universitária envolvida no projeto. São eles: 

 

Eu  Pesquiso: Alunos de pós‐graduação e profissionais que fazem pesquisa  apresentam seus projetos, divulgando conhecimento e estimulando o intercâmbio  de informações. 

Quero  Saber:  Alunos  perguntam  e  especialistas  de  diversas  áreas  do  conhecimento respondem, em linguagem acessível e objetiva, dúvidas sobre temas  científicos; 

Figura 8. Esquema de atividades para produção continuada de conteúdos   

Em  Debate:  Entrevistas  em  estúdio  com  especialistas  e  seus  comentários,  explicações  e  discussões  sobre  temas  de  atualidade  em  ciência  e  tecnologia  de  interesse público. 

Multimídia:  Matérias  jornalísticas  audiovisuais  com  narração,  imagens  dinâmicas e entrevistas com professores e especialistas sobre ciência, tecnologia e  educação. 

Bom Bonito e de Graça: Dicas de software‐livre que podem ser usados por  alunos,  professores  e  pesquisadores  em  atividades  educativas  e  de  entretenimento. 

Eureka:  Demonstrações  de  máquinas,  ferramentas  e  processos  de  caráter  experimental, com comentários sobre seu uso em pesquisa e desenvolvimento de  aplicações. 

Profissões:  Perfil  de  carreiras  de  formação  superior,  com  depoimentos  de  estudantes,  professores  e  profissionais  do  mercado  de  trabalho  para  orientação  vocacional. 

Minha  Escola: Um passeio audiovisual por escolas públicas de São Carlos,  protagonizado por estudantes que apresentam atividades e projetos educativos de  sua comunidade. 

Ser  ou  Não  Ser:  Vídeos  produzidos  por  alunos  de  ensino  médio  e  fundamental  a  partir  de  curiosidades  do  senso  comum,  com  perguntas,  depoimentos e dramatizações. 

Com  exceção  de  Em  Debate,  com  15  minutos,  todos  têm  curta  duração,  de  um  a  cinco  minutos.  Esses  formatos  foram  concebidos  visando  também  sua  veiculação  em  transmissões de televisão digital como quadros optativos ligados entre si e acionados sob  demanda  (numa  espécie  de  vídeo‐fórum  comunitário)  ou  de  forma  semanticamente  sincronizada  com  conteúdos  complementares  em  vídeo‐aulas,  documentários  e  outros  formatos adotados por emissoras educativas e universitárias. A brevidade desses formatos  favorece  sua  execução  em  dispositivos  móveis  e  situações  do  cotidiano,  tendo  em  vista  também  as  possibilidades  de  gravação  e  transmissão  ubíqua  de  conteúdos  por  meio  de  câmeras e conexões de rede integradas a telefones celulares e computadores de mão, por  exemplo.  

Por meio dessa pesquisa‐ação, foram realizadas atividades de produção de vídeos  em  colaboração  com  alunos,  professores,  funcionários  e  membros  da  comunidade  acadêmica, ao longo de 18 meses. Cerca de 300 episódios foram produzidos e veiculados12

Ainda  como  resultado  dessa  experiência  piloto,  foi  oferecida  e  ministrada,  no  primeiro  semestre  de  2008,  uma  oficina  de  capacitação  de  professores  para  uso  de  conteúdo  audiovisual  e  multimídia  pela  internet,  na  escola  estadual  “Jesuíno  de  Arruda”,  com  participação de 20 docentes de ensino médio (BELDA; MASCARENHAS, 2008), iniciativa  que se encontra em expansão. 

Na  fase  mais  recente  do  projeto,  o  portal  inicialmente  criado  foi  substituído  por  uma plataforma própria para acervo e reprodução colaborativa de vídeos para internet,  desenvolvida com base na ferramenta PHP Motion, um CMS de perfil audiovisual voltado  especialmente  para  o  compartilhamento  comunitário  de  mídias.  Usuários  cadastrados  podem  fazer  o  upload  de  vídeos  em  diversos  formatos  (como  MPG,  AVI  e  DIVX),  o  que  facilita  o  trabalho  de  finalização  e  conversão  de  vídeos,  além  de  suportar  categorias,  comentários e criação de lista de vídeos favoritos, mais assistidos e mais bem avaliados,  facilitando o acesso e permitindo a experimentação de funções interativas.  

Parte  do  material  audiovisual  produzido  ao  longo  da  pesquisa‐ação  –  particularmente  os  conteúdos  direta  ou  indiretamente  relacionados  à  temática  de  engenharia  –  foi  empregada  no  desenvolvimento  do  protótipo  de  aplicação  de  televisão  digital interativa como técnica de validação do modelo, conforme descrito no Capítulo 5.   

12 O acervo de vídeos do projeto pode ser consultado através do Portal CiênciaWeb pela internet, no  endereço www.cienciaweb.com.br. 

3.3 Experiências de interação como dinâmica de rede   

Em  consonância  com  as  indicações  provenientes  da  revisão  bibliográfica  e  das  observações  iniciais  mantidas  com  os  grupos  envolvidos  na  pesquisa,  esse  conjunto  de  ações de produção colaborativa revelou que o uso de tecnologias audiovisuais, por si, não  assegura a qualidade dos conteúdos e da experiência educativa deles decorrentes – além  de que, se mal utilizadas, podem ter efeito contraproducente, com dispersão do foco de  aprendizagem, por exemplo. Para que seu aspecto educacional se efetivasse, essa iniciativa  buscou garantir um envolvimento real (em oposição ao virtual) dos alunos em torno da  concepção  dos  programas,  conteúdos  e  estratégias  de  produção  e  compartilhamento  (e  não apenas transmissão) de conhecimentos. 

Dessa  forma,  a  interatividade  não  foi  entendida,  neste  trabalho,  em  concepção  estritamente técnica, referente apenas aos recursos de navegação, seleção e acionamento  de  informações  complementares  que  se  pode  eventualmente  associar  aos  arquivos  de  vídeo e outras peças de comunicação geradas no processo. Ela é, na verdade, considerada  como  essência  dialógica  necessária  ao  processo  de  comunicação  mediada  por  instrumentos  tecnológicos.  Buscou‐se,  através  de  uma  prática  e  de  uma  linguagem  interativas  (e  não  apenas  de  um  meio  e  um  canal  interativos),  retratar  os  problemas  e  interesses  concretos  das  comunidades  de  aprendizagem  e,  nelas,  os  contextos  significativos para representação de seus saberes, em aproximação com os conceitos que  amparam a noção de redes de aprendizagem audiovisual. 

Entende‐se  que  o  envolvimento  da  comunidade  escolar  em  uma  rede  de  aprendizagem  audiovisual  colaborativa  requer  uma  visão  que  inclua,  além  dos  alunos  diretamente  envolvidos,  outros  grupos  que  compõem  ou  circundam  o  ambiente  das  escolas  e  das  universidades  envolvidas  no  projeto.  Alunos,  professores,  monitores,  estagiários,  pesquisadores,  familiares,  amigos,  coordenadores  e  assistentes  pedagógicos,  funcionários da escola, vendedores, cozinheiras, visitantes, entre outros, envolvem‐se de  alguma forma nesse processo.  

Percebe‐se,  assim,  que  a  composição  da  rede  de  aprendizagem  não  pode  ser  designada  de  antemão.  Ela  emerge  como  resultado  das  interações  simbólicas  mantidas  entre  esses  grupos  a  partir  de  suas  relações  cotidianas  em  torno  das  vivências  de  aquisição de conhecimento, que podem ser estimuladas por meio de atividades e tarefas  cooperadas pelos membros da comunidade. Isso porque, antes de serem virtuais, remotas,  essas  relações  são  também  reais,  presenciais.  Elas  consistem  no  dialogar,  compartilhar  tarefas  e  trocar  conhecimento  para  resolver  problemas  ou  satisfazer  as  demandas  de  comunicação  criadas  pelo  programa. Observar  a  dinâmica  desses  grupos  no  cotidiano 

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