• Sonuç bulunamadı

AVRUPADA SİYASİ PARTİLERİN YASAL SINIRLARI VE PARTİ KAPATMA ÖRNEKLERİ

Belgede Tüm Yazılar, Sayı (sayfa 149-153)

Birce ALBAYRAK COŞKUN *

AVRUPADA SİYASİ PARTİLERİN YASAL SINIRLARI VE PARTİ KAPATMA ÖRNEKLERİ

6.3 Possibilidades de trabalhos futuros    

Como  trabalho  futuro  decorrente  dessa  pesquisa  sugere‐se,  a  princípio,  o  aprimoramento  e  a  complementação  dessa  modelagem  a  partir  do  desenvolvimento  de  uma  ontologia  de  padronização  semântica  para  processos  e  conteúdos  audiovisuais  interativos.  Uma  extensão  do  modelo  poderá  também  contemplar  a  integração  de  funcionalidades interativas próprias dos ambientes virtuais de aprendizagem na internet,  baseados em software do tipo LMS. 

Outro foco de trabalho seria a adaptação dos conteúdos modelados para recepção  e  acionamento  por  meio  de  dispositivos  móveis  e  portáteis,  como  telefone  celular  de  terceira geração e computadores de mão. A meta é contribuir para o desenvolvimento de  um  sistema  integrado  de  educação  a  distância  por  mídias  distribuídas,  para  públicos  jovens  e  adultos,  que  pode  funcionar  como  uma  rede  social  televisiva,  com  acesso  e  submissão de conteúdo pelos usuários de forma ubíqua e colaborativa. 

Possíveis  aprimoramentos  futuros  do  protótipo  contemplam,  ainda,  o  uso  de  joystick    com  conexão  sem  fio  ao  televisor  e  interface  de  voz  para  uma  navegação  mais  intuitiva pelos ambientes virtuais em se abrigam os conteúdos multimídia acionados pelo  tele‐interator. Também é prevista sua adaptação para outros contextos educacionais além  da  Engenharia  de  Produção,  entre  elas  Física  (com  um  ambiente  virtual  que  simula  um  vídeo‐laboratório,  no  qual  seriam  dispostos  vídeos  e  outras  mídias  acerca  de  experimentos  e  conceitos  dessa  disciplina)  e  Medicina  (com  um  vídeo‐hospital,  no  qual  seriam alocados objetos audiovisuais de aprendizagem significativos nesse contexto). 

Também está previsto o aprimoramento contínuo do protótipo desenvolvido, com  vistas à sua implantação integral e em condições reais de transmissão via televisão digital.  Em  uma  futura  versão  do  protótipo,  com  recursos  computacionais  mais  avançados  acoplados  ao  televisor,  o  vídeo‐fórum  assumiria  plenas  funções  interativas,  com  a  gravação e submissão de vídeos pelo usuário por meio de conexão a um servidor de vídeo  em tempo real. 

Nesse estágio, a validação das aplicações poderá ser realizada por meio de testes  de navegação mais efetivos, baseados em task analysis, cognitive walkthrough e análise de  heurísticas, envolvendo grupos pilotos de alunos e especialistas, com diferentes graus de  familiaridade  com  sistemas  audiovisuais  interativos,  a  exemplo  do  que  foi  feito  com  a  primeira versão prototipada, anterior ao modelo. Para essas análises, seriam indicados e  executados diferentes cenários de navegação, considerando funcionalidades interativas e  percursos  não‐lineares  de  fruição  sobre  o  ambiente  da  fábrica  virtual  e  dos  vídeos  e 

conteúdos  complementares  associados.  Esses  problemas,  uma  vez  documentados,  serão  examinados em trabalhos futuros.    6.4 Contribuições e discussão dos resultados    A pesquisa realizada no âmbito deste trabalho – por meio de revisão bibliográfica,  atividades  de  produção  de  vídeos,  modelagem  de  conteúdos  e  desenvolvimento  de  um  protótipo  de  aplicação  –  revela  que  o  advento  da  televisão  digital  amplia  e  inova,  em  diversos aspectos, as possibilidades de aplicação de recursos audiovisuais interativos em  apoio à educação. 

Dentro  de  seus  limites,  nossa  pesquisa  procurou  oferecer  referências  que  contribuam para a conceptualização e formalização de modelos de comunicação televisiva  e educativa que estejam em sintonia com essas novas práticas colaborativas de produção  de conteúdo. Para isso, foram identificados, descritos e mapeados diversos elementos que  caracterizam  esses  novos  processos  de  produção  que  são,  em  si  mesmos,  interativos,  independentemente de funcionalidades técnicas do conteúdo gerado. 

Os resultados obtidos podem ser sintetizados com as seguintes proposições:   

Modelagens  convencionais  de  comunicação,  televisão  e  aplicações  de  internet  não  satisfazem,  isoladamente,  as  demandas  do  processo  de  produção  interativa  de  conteúdo  para  televisão  digital.  As  recentes  transformações  desse  processo  requerem  uma  combinação  de  componentes  extraídos  desses  modelos  anteriores,  bem  como  a  inclusão  de  novos  elementos  e  inter‐relações  que  representem novos modelos de estruturas de conteúdo e de interação; 

Modelagens  que  empregam  linguagens  de  notação  com  alto  nível  de  formalização,  como  as  usadas  em  engenharia  de  software,  são  dificilmente  compartilhadas por equipes de comunicação e educação envolvidas na produção  de conteúdos e roteirização de design instrucionais para aplicações educativas de  televisão  digital.  Esquemas  gráficos  de  orientação  visual  podem,  no  entanto,  ser  combinados  de  forma  a  se  oferecer  referências  que  mantenham  níveis  equilibrados de rigor simbólico e inteligibilidade para leigos; 

Classificações  baseadas  em  gêneros  convencionais  de  conteúdos  de  televisão  e  internet  não  se  aplicam  diretamente  a  esse  novo  contexto  midiático,  caracterizado pela emergência de formatos híbridos e conformações espontâneas  de  linguagens  narrativas  próprias  das  redes  descentralizadas  de  produção 

colaborativa. Ainda que se proponham formatos alternativos, o dinamismo desse  modelo de produção parece impedir categorizações rígidas e até mesmo dificultar  o estabelecimento de padrões; 

A combinação de linguagens, formatos e gêneros da narrativa educacional  em  mídias  interativas,  bem  como  os  aspectos  colaborativos  de  seu  processo  de  produção,  favorecem  o  protagonismo  autoral  dos  estudantes  na  composição  de  conteúdos que refletem modalidades dialógicas de comunicação; 

A  descentralização  da  produção,  aliada  a  esse  protagonismo  interativo,  deve  provocar  uma  intensa  reformulação  dos  modelos  processuais  ainda  hoje  adotados pelas emissoras de televisão educativa e universitária, em direção a uma  estrutura  organizacional  mais  colaborativa,  que  contemple  a  participação  de  comunidades e grupos produtores de conteúdos educativos espontâneos em sua  programação; 

Aplicações  educativas  para  televisão  digital  podem  ser  concebidas  como  ambientes  virtuais  de  aprendizagem,  na  medida  em  que  combinam  diversas  tecnologias  de  comunicação  e  oferecem  design  interativo,  alternativas  navegacionais, intercâmbios de conteúdo, comunicação interpessoal, participação  ativa de tele‐interatores e possibilidades de uso contextualizado e combinado com  atividades presenciais de produção audiovisual.    Acredita‐se que, ao contemplar tais aspectos, esse modelo estrutural de conteúdos  é capaz de inovar em relação a esquemas convencionais de representação principalmente  ao  explorar  a  diversidade  de  formatos  (ou  classes)  e  suas  possibilidades  de  inter‐ relacionamento  sincronizado  a  partir  de  critérios  formais.  Oferece‐se,  assim,  uma  contribuição para o desenvolvimento de um sistema integrado de educação a distância por  mídias  distribuídas,  como  foco  na  produção  e  fruição  interativa  de  recursos  multimídia  por  comunidades  de  aprendizagem  inspiradas  em  redes  sociais  e  participativas  de  televisão, a exemplo do que ocorre na internet, atualmente. 

De um ponto de vista tecnológico, a viabilidade de implantação desse modelo de  tele‐educação  com  acesso  remoto  a  servidores  de  vídeo  através  de  canal  de  retorno  integrado à internet encontraria respaldo no Sistema Brasileiro de Televisão Digital, por  exemplo,  por  meio  de  programas  computacionais  a  serem  desenvolvidos  a  partir  das  Interfaces  de  Programação  de  Aplicativos  (ou  API,  na  sigla  em  inglês)  JAVA™  e  Lua  incluídas no middleware Ginga. 

De um ponto de vista cultural, no entanto, entende‐se que abertura à participação  deve  ser  a  característica  central  desses  novos  modelos  de  aprendizagem  audiovisual 

interativa, que diferem radicalmente da estrutura convencional da maioria das emissoras  e  canais  públicos  e  educativos  de  radiodifusão,  que  mantêm,  ainda,  um  modelo  de  comunicação  verticalizado,  centralizado  e  hierarquizado,  refletindo‐se  em  sua  grade  de  programação, na organização de suas equipes e, em última  instância, nos formatos e na  linguagem dos conteúdos veiculados. 

Para  que  se  supere  esse  modelo  é  necessário  viabilizar,  no  âmbito  dessas  emissoras,  um  sistema  mais  descentralizado  –  em  que  a  produção  de  conteúdo  esteja  dispersa  entre  comunidades  de  aprendizagem  –  e  horizontal  –  com  fluxos  bi‐  e  multi‐ direcionais  de informação, a partir  da participação dos tele‐interatores  na  programação  com compartilhamento de canais de transmissão de mídias audiovisuais. Talvez a própria  noção de emissoras de televisão, como fontes unidirecionais de veiculação de conteúdos,  logo  não  faça  mais  sentido  frente  a  esses  novos  contextos  de  comunicação  audiovisual  interativa. 

O  campo  das  redes  de  televisão  educativas  e  universitárias,  já  entendido  como  espaço privilegiado de experimentação sobre novas tendências de comunicação e difusão  de  conhecimento,  deve  constituir  também  um  espaço  pioneiro  de  transformação,  com  a  absorção,  em  sua  estruturas  e  práticas,  dessa  dimensão  participativa  própria  das  comunidades televisivas de aprendizagem, rumo a um modelo efetivamente interativo e  colaborativo de comunicação. 

   

REFERÊNCIAS20 

 

  AARRENIEMI‐JOKIPELTO, P.  Modelling and content production of distance learning  concept for interactive digital television.  2006.  204p.  Tesis (Doctor) ‐ Helsinki  University of Technology, Espoo, 2006.     AARRENIEMI‐JOKIPElTO, P.  Instant messaging in informal learning via inetractive  television: online communities among children.  Computers in Entertainment, New York,  v.5, n.2, Apr./June, 2007.     AARRENIEMI‐JOKIPELTO, P.; TUOMINEN, J.  Experiences with an interactive learning  environment in digital TV.  In: IEEE INTERNATIONAL CONFERENCE ON  ADVANCED  LEARNING TECHNOLOGIES, 2004, Washington.  Proceedings…  Washington: IEEE, 2004.   p.296‐300.    AARRENIEMI‐JOKIPELTO, P. et al.  Experimenting with digital television learning  environments.  In: NICHOLSON, P. et al (Ed.).  E­Training practices for professional  organizations.  Dordrecht: Kluwer Academic, 2003.  p.231‐238.    AGÊNCIA FAPESP.  Programa Univesp é oficializado.  Agência de Notícias, São paulo, out.  2008.     AGGARWAL, A. (Org.).  Web­based education: learning from experience.  Hershey: IRM  Press, 2003.    ALSAFFAR, J.  Copyright concerns in online education: what students need to know.   Journal of Library Administration, New York, v.45, n.1/2, p.1‐16, 2006.    ALVES, L.G.P. et al.  Análise comparativa de metadados em TV digital.  In: SIMPÓSIO  BRASILEIRO DE REDES DE COMPUTADORES, 24., Curitiba, 2006.  Anais... Curitiba: SBRC,  2006.      AMARAL, S. F. et al.  Serviço de apoio a distância ao professor em sala de aula pela TV  digital interativa.  Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação,  Campinas, v. 1, n. 2, p. 53‐70, 2004.    ANIDO‐RIFÓN, l.  Accessibility and supporting technologies in m‐learning standardization.   In: INTERNATIONAL CONFERENCE ON SYSTEMS, 3., 2008, Washington.  Proceedings...   Washington: IEEE, 2008.  p.162‐167.     ARONCHI DE SOUZA, J.C.  Formatação de programas de tv e sua influência para a  classificação do gênero.  In: COLÓQUIO INTERNACIONAL SOBRE LA ESCUELA LATINO‐ AMERICANA DE COMUNICACIÓN, 8., 2004.  São Bernando do campo.  Anais…  São  Bernanrdo do Campo: Cátedra UNESCO; Umesp de Comunicação para o Desenvolvimento  Regional, 2004.    ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA.  Relatório estatístico.  São  Paulo, 2007.  20 A norma utilizada para produção das Referências Bibliográficas é a da Associação Brasileira de  Normas Técnicas (ABNT), conforme o sistema autor‐data.   

Belgede Tüm Yazılar, Sayı (sayfa 149-153)