5. Oto Biodizel ile Harmanlanmış Motorin Teslimleri
5.5. İade Uygulaması
6.6.4. İade Talep Edilecek Vergi Dairesi ve Süresi
Hiperrelexia autonômica pode ser deinida como descargas ma- ciças e paroxísticas de atividade relexa simpática, em resposta a estí- mulos nociceptivos, tais como distensão vesical ou retal ou estimulação cutânea, ocasionando picos hipertensivos acompanhados, na maioria das vezes, por bradicardia. Estímulos sensoriais carreados pelos feixes espinotalâmicos e cordões posteriores trafegam em direção ao tálamo, sendo bloqueados ao nível da lesão (na maioria das vezes cervical ou torácica alta, entre T5-T6) e determinando uma hiperatividade simpáti- ca generalizada. Ocorre, então, um pico hipertensivo, acompanhado por uma resposta vagal relexa, que determina, na maioria dos casos, bradi- cardia. Tal fenômeno se observa em pacientes com injúrias medulares acima da saída do simpático esplâncnico.
Hiperrelexia autonômica foi descrita pela primeira vez por Hil- ton (1960) e Bowlby (1890). A descrição clínica clássica dos efeitos da distensão vesical em soldados vítimas de TRM, na Primeira Guerra Mundial, foi feita por Head e Riddoch em 1917, mas inicialmente al- terações na sudorese constituíram o foco da atenção.30 Posteriormente,
Guttman fortuitamente observou que a pressão arterial aumentava du- rante os episódios de hiperrelexia autonômica66 e em 1947, uma des-
crição completa do quadro clínico e isiopatológico da HA foi feita.29,66
Apesar de ter sido descrita em lesões acima do forâmen magno e em formas espinhais de esclerose múltipla,10 a hiperrelexia autonômica é
signiicativamente mais comum após TRM. Como regra geral, quanto mais alta e completa a lesão, maior é a intensidade de hiperrelexia au-
tonômica, apesar de esta ter sido descrita após lesões tão baixas quanto T8-10.21 Roche et al. recentemente descreveram hipertensão neurogê-
nica em adolescentes com paraplegia lombo sacral, mas tal achado ain- da não foi conirmado por outros pesquisadores.62
Clinicamente, a hiperrelexia autonômica compreende uma cons- telação de queixas, que incluem cefaleia, cútis anserina, sudorese, ver- melhidão, hiperatividade pilo motora, taqui ou bradicardia, dor torácica, parestesias, calafrios, obstrução nasal, mal-estar, ansiedade, alterações visuais e hipertensão paroxística. Se não for tratada, pode induzir com- plicações neurológicas severas, tais como hemorragia retiniana,8 suba-
racnoidea e intracraniana,1,44 eventos isquêmicos,29 convulsões e episó-
dios transitórios de afasia,10,81 paradas cardíacas recorrentes11 e morte.10
Objetivamente, aumentos maciços da pressão sistólica e diastó- lica são o sinal mais notável, apesar de um continuum, desde a leve até a elevada hipertensão poder ocorrer. Como parte da resposta para compensar o aumento da PA, ocorre bradicardia, mediada pelos baror- receptores e vasodilatação acima do nível da lesão. Taquicardia também é comum, especialmente se a inervação simpática para o coração não é afetada pela lesão. Aumento da PA da ordem de pelo menos 20%, e vasoconstrição abaixo do nível da lesão foram critérios recentemente sugeridos por alguns autores.37
A magnitude das alterações da PA indica a necessidade do re- crutamento de um grande leito vascular durante episódios de hiperre- lexia autonômica. Vasoconstrição cutânea e da musculatura esquelética abaixo do nível da injúria foram mecanismos propostos.14 Contudo, a incapacidade de um leito vascular esplâncnico dilatado (resultado do TRM) em sofrer vasoconstrição, através de comando central, ou mes- mo vasoconstrição esplâncnica durante a hiperrelexia autonômica são hipóteses mais plausíveis.37 A maioria dos pesquisadores concorda com
o papel ativo do sistema nervoso simpático. Entretanto, traçados micro- neurográicos obtidos durante tais episódios falharam em demonstrar alterações signiicativas durante episódios de hiperrelexia autonômica, apesar de marcantes alterações cutâneas.67 Tais achados corroboram a possível participação do leito vascular esplâncnico. Diferentes me- canismos vêm sendo propostos sobre a isiopatologia da hiperrelexia
autonômica e incluem regulação aumentada de receptores adrenérgicos nos leitos vasculares, aumento da liberação neural de catecolaminas, perda do controle do sistema de barorrelexos e do tônus inibitório sobre os neurônios do simpático tóraco-lombar.79 Como a perda do controle
do sistema de barorelexos e do tônus inibitório ocorrem imediatamente após a injúria medular e a hiperrelexia autonômica se desenvolve numa fase posterior, a ideia de que alterações morfológicas dos neurônios in- duzem a hiperrelexia autonômica se tornou uma explicação mais atrati- va e foi subsequentemente explorada em modelos experimentais. Desde a década de 80, vários modelos animais de hiperrelexia autonômica foram desenvolvidos. Osborn et al. descreveram um modelo de hiperre- lexia autonômica desencadeada por distensão vesical.61 Krassioukov et
al. desenvolveram um modelo de HA induzido por distensão colônica38
e Sansone et al. um modelo em ratas onde a hiperrelexia autonômica é induzida por estimulação vagino-cervical.65 Recentemente, Jacob et
al. descreveram um modelo em camundongos, onde HA é induzida por distensão colônica.35
As distensões do cólon e da bexiga exercem estimulações clássi- cas capazes de induzir hipertensão arterial e bradicardia em ratos acor- dados após transecção medular completa entre T4T5 e C7T1.38 Tais
alterações hemodinâmicas são características da hiperrelexia autonô- mica, observada em humanos.38 A intensidade diminui gradativamente durante a primeira semana pós lesão medular, sendo mais exacerbada após 30 dias, coincidindo com a reorganização sináptica e estimulação da transmissão glutamatérgica.52 Leal et al. em 2008 mostraram que a
distensão colônica (durante 30 segundos), em ratos submetidos à tran- secção medular completa, provocou aumento da pressão arterial e redu- ção da frequência cardíaca, preponderando no nível seccionado C7T1 (aumento da pressão em 18mmHg e redução da frequência de 42bpm), em comparação ao nível seccionado T4T5 (aumento da pressão em 16mmHg e redução da frequência em 30 bpm) e ao nível seccionado T9T10 (sem alterações signiicativas).47 Leal et al. também desenvol-
veram um modelo de hiperrelexia autonômica induzida pela distensão do estômago, contudo os efeitos hemodinâmicos da distensão colônica foram mais sustentados e intensos que a distensão do estômago.47
Hiperresponsividade vascular foi bem documentada em um es- tudo recente em ratos, onde o exercício diminuiu a resposta de ratos espinhais à injeção de fenilefrina e diminuiu a intensidade da respos- ta de hiperrelexia autonômica em 50%.13 A atividade simpática renal
está aumentada durante episódios de HA, o que corrobora a hipótese do envolvimento da circulação esplâncnica.51 A reorganização neural pós-
-transecção medular pode envolver alterações em aferentes ou em inter- neurônios ou ainda em neurônios pré-ganglionares simpáticos.79 A perda
da modulação bulbo-espinhal sobre os neurônios pré-ganglionares do simpático produz uma queda da atividade sináptica em tais neurônios, em torno de 50 a 70% e essas sinapses não são substituídas por novas sinapses com interneurônios.49 As sinapses não aumentam, mas aumen- to da excitação de neurônios simpáticos pré-ganglionares, advinda de interneurônios, através da somação temporal, tem sido advogado.40
Os modelos animais de hiperrelexia autonômica aumentaram consideravelmente nosso entendimento sobre os mecanismos respon- sáveis pela hiperrelexia autonômica. Com base nesses modelos, reor- ganização sináptica parece explicar tanto a isiopatologia das alterações durante o choque espinhal quanto à hiperrelexia autonômica. Maiorov et al., por exemplo, realizaram uma das primeiras observações demons- trando que a administração de antagonistas glutamérgicos dos recep- tores AMPA e NMDA atenua a resposta de hiperrelexia autonômica induzida pela distensão colônica em ratos.52 Isto constitui uma das pri-
meiras evidências experimentais de que a reorganização sináptica seria o mecanismo envolvido na isiopatologia da HA. Estudos mais recentes reforçaram tal hipótese. Krenz et al. também observaram que a neutra- lização do fator de crescimento neural (NGF – nerve growth factor) na medula minimiza a resposta de hiperrelexia autonômica induzida por distensão colônica em ratos.41 O aumento do NGF na medula subme-
tida à injúria ocasionou brotamento de aferentes primários de pequeno calibre, causando a exacerbação de relexos medulares. Krenz e Weaver também observaram que tais relexos são mediados via atenuação da função de receptores glutamatérgicos do tipo NMDA.42 Uma revisão
recente detalhou os mecanismos envolvidos na reorganização sináptica em modelos experimentais.79
O manejo inicial da hiperrelexia autonômica em humanos deve ser concentrado na retirada do agente estimulador da resposta. Roupas apertadas devem ser afrouxadas e o paciente mantido na posição sen- tada. Impactação fecal e distensão vesical devem ser veriicadas, bem como os catéteres, com vistas à detecção rápida de possível obstrução. O limiar para tratamento farmacológico não está estabelecido, mas há recomendações para tratamento da PA sistólica acima de 150. Tradicio- nalmente, a hiperrelexia autonômica tem sido tratada com nifedipina sublingual, entretanto o desencadeamento de angina e outras compli- cações pode comprometer o seu uso. Relatos de caso vêm descrevendo a eicácia da nitroglicerina, diazóxido, fenoxibenzamina, prazosin, hi- dralazina e clonidina.17 Um recente estudo prospectivo documentou a
eicácia e a segurança do uso de 25mg de captopril e 5mg de nifedipina para os casos refratários à dose inicial de captopril.17
OUTRAS COMPLICAÇÕES CARDIOVASCULARES NA