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İşteş Çatı (Ġarşılıġlı Növ) (I)ş-/-(U)ş Eki

2.2. AZERBAYCAN’DA FİİL ÇATISI İLE İLGİLİ GÖRÜŞLER

3.1.4. İşteş Çatı (Ġarşılıġlı Növ) (I)ş-/-(U)ş Eki

As referências às dificuldades para a implementação da SAE foram uma constante em todos os momentos da pesquisa, desde o diagnóstico situacional até a avaliação final dos resultados obtidos, demonstrando a existência de uma equipe altamente consciente dos obstáculos existentes e da necessidade de buscar soluções conjuntamente com os implicados, para a efetivação de mudanças duradouras.

Nesse sentido, expressam-se no quadro abaixo as dificuldades apontadas pelos enfermeiros durante as etapas de implementação da SAE, desenvolvidas por esta pesquisa. As falas dos enfermeiros que compõem o Quadro 8 embasaram a escolha dos temas geradores, conforme exposto mais adiante.

Iniciando-se pela problemática dos recursos disponíveis. Assim, as deficiências quantitativas de recursos foram citadas como dificuldades encontradas no decorrer do processo, tanto materiais quanto de pessoal.

Temas

geradores Dificuldades encontradas

Recursos “O impresso, porque aqui é uma dificuldade...” (E9)

“Dificuldades administrativas, tipo assim, algumas vezes a gente precisava de um impresso, aí não tinha mais...” (E6)

“A questão do trabalho, que infelizmente a palavra é esta, é trabalho, veio mais trabalho, né? E que não seria mais trabalho se fossem mais pessoas.” (E6)

“O histórico eu sinto dificuldade quando chega paciente, assim dois, três, e a gente tá só, aí eu percebo dificuldades porque, assim, não tem só isso, né? Tem outras coisas.” (E8)

“A gente não tem o tempo, não tem a quantidade de profissionais...” (E1)

“De repente a gente ficou com muitos impressos, a gente passou a ter um histórico, uma evolução, uma prescrição.” (E2)

“Os impressos, que alguns dias faltaram...” (E7)

“Acesso ao prontuário, quando a gente chegava pra pegar o prontuário, à tarde, para fazer uma prescrição já estava acabando o dia.” (E2)

Etapas do

PE “O médico, ele questiona, eu acho que o nome prescrição pesa, sabe? Que prescrição? Tá prescrevendo o quê ?” (E6) “A prescrição de enfermagem pra mim, ainda tá assim, num impasse.” (E8)

“Os diagnósticos da NANDA, eu tenho dificuldade.” (E8)

“Falta melhor operacionalizar isso, pra ficar definido... A dificuldade é estabelecer mesmo uma rotina pra gente fazer as prescrições, que crianças, se são todas, ficar fechado se vão ser todas as crianças, quais as crianças e os turnos.” (E5)

“A prescrição de enfermagem, a minha grande dificuldade foi aí...” (E2)

Adaptação ao

impresso

“Durante a aplicação dos impressos, a primeira parte [...] as informações estavam muito junto e estavam confundindo muito.” (E8)

“Na parte do preenchimento. Quando a gente não estava adaptada ao impresso, você fica meio perdida, aí vai passando os dias, você vai se adaptando, mas agora não vejo dificuldade, não.” (E7)

Visão do

profissional da SAE

“Tempo, e eu acho que vontade, porque, assim, muitas vezes nos faltava tempo, nos faltou tempo, e muitas vezes, até, a gente tinha tempo, mas faltou eu acho que interesse.” (E4)

“Eu fui uma que relutava em fazer, por quê? [...] coisa que a gente ia prescrever, pra gente mesmo fazer... coisa que a gente já fazia.” (E4)

“Uma outra coisa é que aqui, o fato da gente ser muito assistencialista, a maior parte das coisas que a gente prescreve, somos nós mesmos quem vamos realizar, então eu estava prescrevendo uma coisa que acabava que eu ia fazer, ou que o colega que estava comigo no plantão ia fazer, e não que o técnico que ia fazer. É a divisão do trabalho, aí que ficava difícil, não é?” (E2)

Quadro 8. Temas geradores relacionados a partir das falas dos enfermeiros em resposta ao questionamento sobre as dificuldades encontradas durante a implementação da SAE na instituição

Algumas falas revelam preocupações relacionadas tanto com a etapa da prescrição quanto com os recursos humanos, pois, quando o enfermeiro coloca em xeque a possibilidade de priorizar as prescrições para alguns pacientes, fica expresso nas entrelinhas de sua fala o dimensionamento reduzido de pessoal para concretizar a sistematização em todas as suas fases, conforme as falas abaixo:

O impresso, porque aqui é uma dificuldade... Você tá tentando fazer o serviço direitinho e, daqui a pouco, acabou o impresso. Aí volta tudo para aquele impresso antigo. (E9)

A gente não tem o tempo, não tem a quantidade de profissionais, tem muita demanda que não é da enfermagem. E aí a gente, às vezes, deixa de fazer o exame físico, de fazer uma ausculta, porque tem que providenciar o exame, porque tem que atender uma solicitação do médico pra saber coisas, ou procedimentos que não são da enfermagem [...] a gente ainda toma pra gente, pra resolver ações que não são da enfermagem, aí lógico fica... aí porque não dá tempo, porque tem muita coisa pra resolver, aí quando a gente for ver, não são realmente do serviço da enfermagem... (E1)

Estes obstáculos operacionais para a consolidação da SAE não são exagero dos enfermeiros, visto que eles realmente poderão influenciar positiva ou negativamente no processo. Entretanto, no passo inicial deste estudo, existiu um diálogo com os gestores, do qual pode-se presumir a ciência dos mesmos com relação a importância da sistematização para o cliente e para a enfermagem do HOSPED e, mais precisamente, para a própria instituição, devido à documentação legal produzida.

Diante disso, acredita-se que, com uma equipe de enfermeiros mais sensibilizada para a SAE, argumentos corretos serão utilizados junto aos gestores, em defesa de sua manutenção e ampliação, em momentos oportunos.

As dificuldades com as etapas da prescrição e do diagnóstico de enfermagem já eram esperadas pela autora e ficaram evidenciadas nas falas abaixo.

Me perguntaram, o que é isso aqui? [...] no dia em que eu fui questionada, foi porque um colega técnico de enfermagem disse: “Ah, enfermeira, essa prescrição de enfermagem aqui...”. Aí o médico fez: “Como é, menina? Estão prescrevendo o quê?”. Aí tudo bem, ele percebeu pelo peso do nome, prescrição... (E6)

Os diagnósticos da NANDA, eu tenho dificuldade, porque eu acho os diagnósticos da NANDA meio assim, sabe? Diagnósticos compridos, que envolve muita coisa, e eu acho, assim, meio fora da nossa realidade, não está claro, não existe clareza, pelo menos pra mim. Não quer dizer que os outros pensem da mesma forma, pra mim não tem uma certa clareza, então, pra mim, eu tenho uma certa dificuldade. (E8)

Admite-se que os diagnósticos de enfermagem não são fáceis de serem aplicados, especialmente no princípio de sua utilização, quando ainda se desconhece as terminologias, os

domínios e o manejo da taxonomia. No entanto, a continuidade de aplicação desses saberes proporcionará gradativamente facilidades em sua aplicação.

A crença do profissional nas etapas da sistematização é um fator crucial para sua efetivação, visto que, se o mesmo não acredita na metodologia, não irá se empenhar o suficiente e atribuirá justificativas para não praticar o que está sendo proposto.

Tempo, e eu acho que vontade, porque, assim, muitas vezes nos faltava tempo, nos faltou tempo, e muitas vezes, até, a gente tinha tempo, mas faltou eu acho que interesse, faltou interesse, porque, assim, isso não é a primeira vez que alguém tenta implementar isso, já teve uma outra vez... agora de novo... (E4)

Eu fui uma que relutava em fazer, por quê? [...] coisa que a gente ia prescrever, pra gente mesmo fazer... coisa que a gente já fazia, porque é hábito da gente, daqui do HOSPED fazer isso naturalmente... Acho que naturalmente isso já acontece antes mesmo de precisar a gente fazer uma prescrição [...] a gente ainda não colocou na cabeça que tem que fazer isso porque naturalmente a gente já faz... seria, assim, algo pra gente registrar o que a gente está fazendo. (E4)

Diante disso, reafirma-se a necessidade do envolvimento da equipe de enfermagem em discussões constantes sobre o tema, a fim de despertar o interesse, o envolvimento e a motivação dos enfermeiros. Acreditar no que está sendo construído é essencial para a prática da sistematização, visto que as diversas atribuições do enfermeiro no serviço o direcionam para aquilo que ele julga importante, usando a alegação de tempo para a não realização das etapas da SAE.