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1.2. TÜRKİYE TÜRKÇESİNDE FİİL ÇATISI TASNİFİ

1.2.6. Ettirgen Çatı

Buscou-se compreender o que a equipe de enfermagem esperava do processo de enfermagem e da sua implementação, além das mudanças prováveis. A expectativa da melhoria da qualidade com a implementação da SAE ficou evidenciada no relato de toda a equipe, visto que foi possível apontar os benefícios para a assistência e para o cliente assistido, conforme demonstram algumas falas:

Melhoria da qualidade da assistência e prevenção de riscos assistenciais. (E5)

Diminuição do índice de erros, garantia da execução dos cuidados de enfermagem, organização da assistência, melhora nos relatórios de enfermagem. (T13)

Melhorar nos cuidados ao paciente, contato, mais escuta, cuidados com a técnica melhorada. (T12)

De acordo com Leadebal, Fontes e Silva (2010), o processo de enfermagem representa uma alternativa de reaproximação do enfermeiro com seu cliente, entendendo o processo como um instrumento metodológico do trabalho.

Diante do desafio de reaproximar a enfermagem do cuidado ao paciente, muitos obstáculos podem ser descritos na literatura, tais como institucionais, gerenciais e de recursos humanos e materiais, entretanto um fator importante a considerar é a percepção da equipe de enfermagem quanto ao processo, uma vez que a mudança do discurso para a atitude só ocorrerá com motivação, envolvimento e compromisso.

Freitas, Queiroz e Souza (2007) apontaram, entre as dificuldades de implementação do processo de enfermagem, a falta de interesse de alguns profissionais, visto que, para implementá-lo na prática, faz-se necessário envolvimento dos profissionais e compromisso para a superação das dificuldades encontradas nos serviços.

A idealização de um processo de trabalho mais organizado foi descrita pela equipe, ressaltando-se as possibilidades de redução de erros, minimização dos riscos ao cliente assistido, revelando um desejo de sucesso nas ações de implementação do PE. Os resultados mostraram que a equipe de enfermagem esperava mudanças relacionadas à melhoria da qualidade da assistência, com a implementação da SAE no serviço. Para alguns membros da equipe, as mudanças esperadas eram mais amplas, pois, além da melhoria da qualidade na assistência, eles visualizavam a possibilidade de capacitação e conhecimentos científicos, crescimento da profissão, além da humanização do atendimento.

Longaray, Almeida e Cezaro (2008), em seu estudo, identificaram que os auxiliares e técnicos de enfermagem consideram o processo de enfermagem importante e positivo, por ampliar a visão do profissional acerca das condições do paciente, além de refletir na organização e otimização da assistência, facilitar a localização de informações no prontuário sobre a evolução e cuidados a serem prestados, acrescentando-se o relato de que a prescrição

de enfermagem dá visibilidade do estado do paciente e facilita o planejamento de cada turno de trabalho.

Sabe-se que o processo de enfermagem é apontado por muitos como possibilidade da enfermagem para alcançar status profissional, devido à aplicação de um conhecimento científico. Contudo, Freitas, Queiroz e Souza (2007) afirmam que, em muitas situações, ele é incorporado à prática de forma ritualizada e mecânica, e é compreendido por alguns profissionais como alternativa salvadora do cuidado de enfermagem, sem haver uma reflexão sobre o amplo conhecimento necessário às ações nele desenvolvidas.

Assim, observou-se no presente estudo uma consonância com o relato acima, visto que os enfermeiros compreendiam o processo de enfermagem como melhoria da qualidade dos serviços prestados ao cliente, porém omitiram nas respostas o embasamento científico imprescindível a esse crescimento profissional.

Entre os obstáculos apontados por Freitas, Queiroz e Souza (2007) que precisam ser superados estão a coesão da equipe de enfermagem, a falta de motivação e esforço para conhecer o processo de enfermagem, o não consumo de pesquisas, publicações e literatura mais recente que aponta estratégias de intervenções e resultados esperados.

Uma das alegações frequentemente utilizadas pelos enfermeiros para a não aplicação do PE no cotidiano está na indisponibilidade de tempo e na sobrecarga de trabalho imposta pelos serviços, contudo, Freitas, Queiroz e Souza (2007) discordam dessa afirmação. Para esses autores, as justificativas da falta de tempo, excesso de trabalho e pacientes alegada pelos enfermeiros para a não utilização do processo de enfermagem não são aceitas, uma vez que, para realizar a evolução, o profissional precisa fazer uma avaliação do estado geral do paciente e, para isso, é preciso a realização da anamnese e exame físico, do registro dos problemas a serem abordados nas próximas vinte e quatro horas, das intervenções, enfim, ações que requerem trabalho, experiência profissional e conhecimentos.

Outro item abordado pela equipe refere-se ao ensino, sendo essa questão mencionada, provavelmente, por se tratar de uma instituição de ensino, com a constante presença de discentes em formação e até mesmo a capacitação dos próprios profissionais da instituição, conforme o depoimento a seguir:

Melhorar [...] A qualidade dos processos no serviço e o ensino de graduação. (E1)

A formação profissional para os novos enfermeiros exerce um papel de destaque para implementar com sucesso a sistematização nos serviços. Dessa forma, a dicotomia entre ensino e serviço é constantemente abordada nas discussões sobre o PE, sendo um obstáculo a ser superado para que se efetive na prática de enfermagem.

Segundo Leadebal, Fontes e Silva (2010) é comum a abordagem mais teórica do processo de enfermagem nas instituições de ensino superior, entretanto a não articulação da teoria com a prática dificulta a percepção dos discentes quanto à aplicação e viabilidade desse instrumento no cotidiano do processo de cuidar.

A desarticulação entre ensino e serviço frente ao PE é percebida pelos profissionais ao receber alunos da graduação em estágios supervisionados, quando muitas vezes eles questionam a ausência da sistematização, mas adaptam-se rapidamente às demandas do serviço sem, no entanto, propor soluções que o viabilizem.

Uma das dificuldades mais apontadas no discurso dos enfermeiros no cotidiano profissional é a falta de reconhecimento do seu papel, tanto pelos usuários quanto por outros membros da equipe. Isso pode ser justificado por ainda persistir uma prática empírica, sem o planejamento das ações e sem a aplicação do conhecimento científico na prática do cuidado de enfermagem, conforme transparece nas falas a seguir.

Modificação para modernizar a enfermagem e no crescimento da enfermagem. (T6)

Aprendizado com as novas rotinas, servindo até para aplicar em outras instituições. (T4)

Os profissionais da equipe esperam que o PE possibilite mudanças relacionadas à visibilidade da enfermagem, melhoria da qualidade da assistência, devido à aplicação de conhecimentos científicos, que ao serem adquiridos poderão ser difundidos em outros serviços.

Alguns autores afirmam que não há um consenso formal entre os profissionais de enfermagem no que se refere o PE. Assim, Alves, Lopes e Jorge (2008) descreveram o conflito vivenciado pelo enfermeiro diante da crença no processo de enfermagem, com variação de extremos, ora demonstrando sentimentos de insatisfação, raiva e frustração, ora demonstrando orgulho, vislumbrando o reconhecimento profissional, a ocupação de um espaço social da profissão, a conquista da autenticidade e liberdade de ações.

Todavia, esses conflitos não ficaram expressos nas falas da equipe pesquisada, embora se subentenda a existência dos mesmos por ser uma equipe diversificada, composta por categorias de diferentes níveis de formação, além de não se ter aprofundado a pesquisa em torno dos sentimentos que envolvem o PE.

O conhecimento foi vislumbrado por parte da equipe de enfermagem, que associou coerentemente a qualidade da assistência às capacitações, treinamentos em serviço e conhecimento científico. Esta consonância com a proposta de sistematização para adquirir novos saberes, por parte da equipe de enfermagem, especialmente a de auxiliares e técnicos, revelou uma compreensão incompleta da SAE, uma vez que a maioria declarou não saber do que se tratava a sistematização nos primeiros questionamentos, mas demonstrou um desejo e, talvez, uma necessidade da categoria por capacitações para aprimoramento dos conhecimentos.

Os significados apontados tanto pelos enfermeiros quanto pelos auxiliares e técnicos de enfermagem para com a SAE foram considerados um aspecto positivo quanto ao prosseguimento da pesquisa, que encontrava nessa equipe um ambiente favorável à implementação de todas as etapas da sistematização, com testagem de impressos, discussões com a equipe e preparo de capacitações.