3. HARİTALARIN ve ÇOCUK HARİTALARININ KARTOGRAFİK TASARIM
3.1 Çocuk Haritalarının Kartografik Tasarımı 24
3.1.3. İşaretleştirme 33
Fundamentalmente, no contexto deste estudo, a utilização do vídeo digital como modalidade de ampliação de produção e acesso a conteúdos por parte dos alunos funciona de modo semelhante à utilização do áudio na associação de ambos com as características de distribuição por demanda do ambiente on-line. Podemos, portanto, afirmar que podcasts e videocasts, ou mesmo vídeo-aulas, possuem, no âmbito citado, a mesma estrutura.
Quanto à conceituação, podcast e videocast seguem exatamente a mesma definição, basta-se substituir “áudio” por “vídeo” que teremos a definição precisa de videocast. Utilizando-se dessa definição, por consequência, concluiremos não haver grandes diferenças entre um podcast e um videocast, mesmo uma vídeo-aula em
125 formato digital, postada em algum projeto educativo em ambiente on-line. Referente a diferenciação entre videocast e vídeo-aula, o único fator que pode ser citado como de distinção diz respeito à periodicidade de atualizações: enquanto um videocast, na acepção do termo, diz respeito a publicação de vídeos em série e dentro de uma mesma temática, as vídeo-aulas podem consistir em produções avulsas.
Ainda no quesito produção, pode-se igualmente afirmar que os videocasts, dentro da já citada equivalência com o podcast, seguem as mesmas modalidades produtivas. Assim, podem ser divididos em videocasts produção original - em conteúdos produzidos exclusivamente para a postagem digital, como os vídeos do guanabara.info -, registro - no qual atividades que não foram elaborados originalmente para a publicação digital são registradas para posterior distribuição on-line110 - e ampliação de mídia, em que vídeos de outros formatos são digitalizados para publicação on-line.
Tal qual o podcast, os arquivos de vídeo utilizados para veiculação de conteúdo educativo são distribuídos por demanda, de modo a possibilitar uma atividade pedagógica mais contextualizada às individualidades de cada sujeito, seus horários e sua rotina diária, bem como sua forma peculiar de disposição às práticas educativas.
Uma contextualização que tende, em geral, a ser menos efetiva que aquela exercida pela utilização do áudio em podcast, que após ser baixado em arquivo digital não demanda a utilização de um computador para execução, tornando possível seu acesso em momentos costumeiramente ociosos como em trânsito de deslocamentos, situações de espera ou ainda de forma concomitante à realização de atividades que demandam pouca atenção, como tarefas domésticas ou algumas atividades físicas. Possibilidades que ampliam o nível de autonomia do acesso a conteúdos em áudio em relação ao vídeo - de execução quase que restrita a computadores e de acompanhamento exclusivo, impossibilitado de ocorrer, ao contrário de podcast, de forma simultânea à realização de outras atividades. Ainda que existam aparelhos portáteis que também toquem vídeos, em geral esses apresentam tela muito pequena e de baixa resolução, comprometendo o bom e confortável acesso às produções. A predileção pelo áudio é expressa na fala de uma usuária do guanabara.info, site que conta tanto com podcasts quanto com videoscasts.
110
Para informações mais detalhadas, consultar a seção 4.3.1.2 desta dissertação, intitulada “Modalidades de Podcast”.
126 Entrevistador diz:
se você pudesse escolher, escolheria que os podcasts fossem em formato de video ou como eles são mesmo, de audio?
Entrevistada A diz:
os dois são muitos bons,mas acho que por audio eu aprendo mais
Uma predileção relativa, que, de modo algum, justifica uma suposta defesa da substituição de um pelo outro, como se um projeto devesse escolher entre o uso do áudio ou do vídeo digital. Tais quais inúmeras outras tecnologias e práticas educativas, essas têm em sua soma a maior possibilidade de contribuição à educação. A riqueza da utilização dessa modalidade tecnológica em vídeo é expressa na fala da mesma usuária do site.
Entrevistador diz:
você acha que realmente aprendeu com o site? Entrevistada A diz: sim Entrevistador diz: ou é só diversão mesmo? Entrevistada A diz: concerteza Entrevistada A diz:
aprendi muita coisa com o site Entrevistador diz:
que tipo de coisa? Entrevistada A diz:
eu fazia curso de html,mas n conseguia aprender direito,e graças aos vídeos de html do guanabara eu consegui aprender
A semelhança entre podcasts e videocast se dá também pelo fato de que, como explicitado no capítulo anterior, a oralidade está bastante presente na utilização dos vídeos por esses serem, antes de tudo, fala.
Portanto, ainda que reconheçamos as imensas possibilidades da inserção da imagem digital em produções educativas, aplicamos, pela natureza deste estudo - focado no modo de despertar o interesse dos sujeitos em projetos educativos em ambiente on- line, não nas especificidades do uso da imagem na educação, objeto de inúmeros outros ricos estudos específicos - a consideração do áudio e do vídeo digital como
127 semelhantes. Consideração tomada a partir do entendimento de serem ambas modalidades que igualmente contribuem para a ampliação das possibilidades de acesso, pelas peculiaridades da distribuição on-line por demanda, a conteúdos e modos de produção por parte dos sujeitos.
Desse modo, entendemos, em favor do delineamento do objeto de estudo desta pesquisa, não haver necessidade de maior desenvolvimento para a inserção do videocast e vídeo-aulas no modelo em construção, por, no âmbito trabalhado neste estudo, ambos seguirem relação semelhante à utilização de podcasts em projetos educativos em ambiente on-line: provedores de um maior grau de autonomia em relação ao acesso e produção de conteúdo, contextualizados à realidade individual dos sujeitos pela distribuição por demanda e modo de execução desvinculado de horários previamente estabelecidos. Portanto, para a referência sobre um potencial uso de audiovisuais para ampliação do interesse dos alunos ao uso ativo de projetos educativos em ambiente on- line, recomendamos a leitura, e relativização ao vídeo, do capítulo anterior; “uso da
oralidade associada à tecnologia digital”.
Assim, nos moldes da reflexão do capítulo anterior, igualmente recomendamos a utilização de vídeo-aulas e videocasts para a veiculação de conteúdo e como modo de produção de trabalhos por parte dos alunos em projetos educativos em ambiente on-line.