3. İĞNELİ EPİLASYON (ELEKTRO EPİLASYON)
3.4. İğneli Epilasyon Uygulama Tekniği
No que diz respeito à formação dos professores, uma das preocupações do coordenador é a construção da equipe docente. Para que esse objetivo seja atingido se faz necessário o enriquecimento das capacidades profissionais dos professores.
Trata-se de uma função particularmente delicada que deve primeiramente partir de uma análise atenta do contexto em que deverá exercer-se, prestando, em cada caso, muita atenção para saber distinguir entre as exigências individuais dos professores e as exigências gerais da organização escolar. (GHILARDI e
SPALLAROSSA, 1991, p. 129)
O coordenador deve ter consciência das dinâmicas que caracterizam, na própria escola, o setor de atualização profissional dos professores. Segundo Ghilardi e Spallarossa, uma primeira iniciativa a tomar poderia ser
um sistemático reconhecimento de vasta ação sobre as oportunidades formativas propostas pelos diversos organismos distritais (delegações escolares, entidades locais, associações de categorias, etc.) (GHILARDI e SPALLAROSSA, 1991, p. 131)
O resultado desse levantamento poderá servir para distinguir as propostas de atualização consideradas mais próximas das exigências específicas da escola e sobre quais orientar, tanto quanto possível, a participação dos professores.
35 A atualização em serviço, entendida como resposta às exigências que são de natureza individual, não esgota as intervenções possíveis, que tendem a desenvolver as capacidades profissionais dos professores.
A estratégia melhor neste sentido, nem sempre facilmente realizável, mas a ter, em todo o caso, presente, é aquela tendente a “integrar” as motivações individuais nas exigências específicas da escola. Trata-se, por outros termos, de procurar conjugar os estímulos dos professores com as exigências de uma estratégia precisa que preveja contextualmente tanto a inovação educativa a nível de cada escola (...), como o desenvolvimento das capacidades profissionais do seu grupo docente. (GHILARDI e SPALLAROSSA, 1991, p. 132).
Não existem processos que garantam o sucesso desse tipo de abordagem, devido às inevitáveis situações de conflito potencial entre as necessidades do indivíduo e as da organização. Mas possuir uma comunicação clara entre os membros da equipe, a definição clara dos objetivos e a avaliação das intervenções, já é meio caminho andado para que mudanças aconteçam.
Entre os instrumentos que permitem ao coordenador estimular o enriquecimento da bagagem profissional dos professores, e oferecer boas oportunidades com este fim, destaca-se a delegação de funções. Para evitar mal- entendidos, é necessário conhecer a natureza e extensão da delegação.
Em primeiro lugar, deve-se ter em mente que, qualquer que seja o tipo de delegação atribuída a um membro do grupo docente, a responsabilidade das ações é sempre do dirigente. Ou seja, pode-se delegar a autoridade, mas não a responsabilidade. Em segundo lugar, observa-se que a delegação de funções deve ser sempre definida em todos os seus aspectos.
A pessoa chamada a exercer uma certa função deve conhecer-lhe exatamente as características e o nível de autonomia das prestações exigidas, a amplitude da autoridade que lhe é atribuída, as eventuais delimitações de ordem temporal e se existem, ao menos, indicações
36 ou diretrizes de ordem geral dentro das quais irá exercer a função
pedida. (GHILARDI e SPALLAROSSA, 1991, p. 136)
Por fim, deve-se prestar particular atenção aos conteúdos que serão delegados. O coordenador não pode delegar uma ou mais funções que são de sua restrita competência, como por exemplo, as relações com as autoridades internas ou externas à escola, os graves problemas de disciplina, as intervenções para melhoria do clima escolar, etc.
Outra questão que deve ser colocada em pauta quando discutimos a formação continuada dos professores diz respeito ao mundo atual e suas mudanças científicas e tecnológicas.
De acordo com Naura Ferreira (2003):
A “formação continuada” é uma realidade no panorama educacional brasileiro e mundial, não só como uma exigência que se faz devido aos avanços da ciência e da tecnologia que se processaram nas últimas décadas, mas como uma nova categoria que passou a existir no “mercado” da formação contínua e que, por isso, necessita ser repensada cotidianamente no sentido de melhor atender à legítima e digna formação humana. (p. 19 e 20)
(...)
A “formação continuada” hoje precisa ser entendida como um mecanismo de permanente capacitação reflexiva de todos os seres humanos às múltiplas exigências/desafios que a ciência, a tecnologia e o mundo do (não) trabalho colocam. (p. 20)
Ou seja, a nova realidade exige qualificações cada vez mais elevadas para qualquer área profissional, tornando as necessidades educacionais das populações cada vez maiores e, por esse motivo, a formação continuada uma exigência. Quem não acompanha as mudanças científicas e tecnológicas não está habilitado para o trabalho e para a vida em sociedade (para a vida do “não- trabalho”).
37 Uma das grandes conseqüências dessas transformações foi o impacto que a Tecnologia da Informação e da Comunicação (TIC) proporcionou a toda a humanidade. Atualmente todos vivem, sentem e pensam de modo acelerado, o que torna difícil sabermos quais informações, dentre as inúmeras que recebemos todos os dias, são relevantes ou não. As TIC avançaram mais rapidamente do que a própria informação.
Nesse contexto de tantas transformações econômicas, sociais, políticas e culturais, uma formação continuada de qualidade para um novo cidadão do mundo faz-se necessária. E esta
deverá se constituir de todos os elementos e recursos que permitam ao novo cidadão ter possibilidade de trânsito entre as culturas dos diferentes povos, com a compreensão democrática de respeito a todas as diferenças e com a permanente possibilidade de acesso aos recursos necessários a essa formação. Acresça-se que faz-se necessário que este estatuto teórico assente-se em uma nova “ética mundial”, alicerçada na solidariedade e na justiça social, no respeito às diferenças e direitos de todos; portanto uma formação continuada que possua outras finalidades. (FERREIRA, 2003, p. 28).
O futuro cidadão do mundo se define por novas exigências do mundo do (não) trabalho, marcado pela força de trabalho, profissão e remuneração, emprego e desemprego que ocorrem em escala mundial, a nova sociedade civil mundial com toda sua complexidade, histórica e lógica, à qual se submetem, praticamente, todas as outras realidades. (FERREIRA, 2003, p. 30).