4. IŞIKLI EPİLASYON YÖNTEMLERİ
4.6. Foto Epilasyon - İntense Pulse Light (İPL)
Segundo Cruz e Estraviz (2000), as campanhas utilizadas para captação de recursos das organizações do terceiro setor são chamadas de campanha capital e campanha anual.
A campanha capital é organizada sempre que se tem um projeto especial como: a construção, a reforma ou a ampliação de um edifício, projetos ambiciosos de pesquisa, ou outras necessidades de grandes investimentos de capital.
A campanha capital é pontual, ou seja, tem começo, meio e fim. Resultam em bens de capital, daí serem dessa forma denominadas. Por apresentarem maior visibilidade, possuem um maior apelo junto aos doadores.
A campanha anual, como o próprio nome já diz, acontece anualmente e é organizada com a finalidade de captar os recursos necessários para o funcionamento da instituição pelo período de um ano.
A campanha anual compreende o custo operacional da instituição ou as necessidades orçamentárias comuns como salários, aluguel, telefone, etc. São campanhas que, normalmente, não oferecem muita visibilidade ao doador, sendo, portanto, mais difíceis de serem captadas.
Tanto a FGV-EAESP, como o Mackenzie, trabalham com campanhas do tipo capital. Os setores de captação cuidam da organização e da operacionalização deste tipo de campanha, além de projetos eventuais como, por exemplo, captação de recursos para eventos acadêmicos.
A FGV-EAESP até hoje é tida como exemplo em seminários de captação de recursos por sua campanha capital de reforma do prédio. Essa campanha possibilitou o patrocínio de salas de aula, laboratórios de informática, auditórios, um centro de educação a distância entre outros espaços patrocinados.
A campanha foi conduzida por Michael Zeitlin, conforme depoimento:
O prédio estava caindo aos pedaços, as salas de aula eram péssimas, o mobiliário era horrível etc. Essa necessidade de investimento em coisa física somava com a maior facilidade de iniciar uma campanha de arrecadação. E aí eu tive a idéia de vender o patrocínio para as salas de aula colocando o nome como a gente vê no exterior. [...]aprendi [...] que é mais fácil você arrecadar para realizar obras físicas do que para vender projetos intelectuais, Idéias são muito abstratas.
Na época, Michael Zeitlin conseguiu que a Fundação Getulio Vargas, mantenedora da EAESP, fizesse a reforma de um andar (6º andar). Com o andar totalmente reformado, Michael Zeitlin começou a procurar seus contatos pessoais e ex-alunos em posição de destaque para oferecer as salas patrocinadas.
A idéia era usar o dinheiro arrecadado com esses patrocínios para a reforma de outro andar e assim sucessivamente, conforme atesta sua entrevista:
[ ] O presidente da ocasião, Prof. Melo Flores, acabou por apoiar a idéia, nos deu os recursos necessários para reformar o sexto andar do prédio e eu saí vendendo salas de aula para os interessados e lembro que a 1º sala foi vendida para a Dow Chemical onde um dos Diretores era meu amigo de infância. Ele se interessou pela idéia e achou que o importante era ser o primeiro.
Figura 5: Foto da Sala de Aula da FGV-EAESP Antes do Patrocínio
Figura 6: Foto da Sala de Aula Patrocinada na FGV-EAESP
Fonte: ambas as fotos cedidas por Luiz Carlos Merege
Os espaços patrocinados na FGV-EAESP, normalmente, são patrocinados por empresas, contudo, é importante ressaltar que o acesso à empresa, é muitas vezes facilitado pelo ex-aluno que realiza toda a intermediação do processo, ou mesmo toma a decisão pela empresa (no caso de cargos de Diretoria).
Conforme atesta a entrevista de Célia Cruz da FGV-EAESP:
[...] o perfil do ex-aluno da GV é o de quem trabalha em empresas, ou seja, era uma maneira também do ex-aluno informar o trabalho que estava realizando na GV. O ex-aluno gerava uma abertura de portas com as empresas que acabavam sendo a principal fonte de receita.
No tocante ao Mackenzie, um dos mais recentes exemplos de campanha capital é a reforma do seu Centro Histórico28, cujo projeto visava reformar o prédio, mantendo formas e estrutura originais. De acordo com Custódio Pereira (2005), a campanha de levantamento de fundos para a construção foi trabalhada com a venda de pequenos tijolos ao valor de R$ 80,00, réplicas dos tijolos originais usados no prédio que estava sendo reformado.
Nesta modalidade, foram adquiridos mais de 1000 tijolos por alunos, funcionários e ex-alunos. Foi ainda utilizada uma árvore com folhas de metal: ouro no valor de R$ 1.000,00, prata no valor de R$ 500,00 e bronze no valor de R$ 300,00, valores esses revertidos para o Centro Histórico, e cada folha patrocinada recebia o nome do doador ou de quem o doador solicitasse.
Essa modalidade recebeu centenas de doações, somadas à campanha do Tijolinho e às parcerias com fornecedores de produtos. Os resultados desta campanha estão presentes no capítulo II.
28
Galeria de Fotos – Inauguração do Centro Histórico Mackenzie no anexo XI página 370 e informações sobre o projeto contidas no balanço social 2004 da instituição no anexo XXIII página 399.
Tanto o Mackenzie, como a FGV-EAESP, conhecem a importância de identificar o ex-aluno nos quadros de uma empresa patrocinadora em potencial, conforme atesta o depoimento de Custódio Pereira e Arnaldo Cersóssimo respectivamente, a respeito do banco de dados de ex-alunos:
Por exemplo, eu vou reformar o Centro Histórico, então preciso de vigas de aço. Eu via quem trabalhava em indústrias de material de construção ou em usinas, digitava lá COSIPA e verificava quem eram os antigos alunos que estavam na COSIPA e em que cargos para me ajudar a fazer um contato com alguém da alta administração. No metrô foi assim e sucessivamente. À medida que eu crescia no meu cadastramento, eu crescia no meu banco de dados de relacionamento, porque na hora que eu tivesse uma situação prática eu poderia acessá-los. Ou melhor, o ideal era que nós fizéssemos isso antes, então fizemos uma lista Vip de Presidentes para nós fazermos alguns contatos, mandar cartões, convites para cerimônias etc. Começamos a fazer um trabalho de aproximação com alguns antigos alunos que nós selecionamos e achamos que eram importantes. Então se tinha uma palestra nós os convidávamos de maneira especial e a todos nós informávamos o que estava acontecendo no Mackenzie, tudo isso por internet (CUSTÓDIO PEREIRA).
A questão do tijolinho foi muito pessoal. Foi percebido que no final do ano, muitos compraram o tijolinho para presentear amigos Mackenzistas por causa do "M" do Mackenzie impresso no tijolinho. Há uma ligação afetiva e pessoal. Mas se essa pessoa ocupa um cargo de decisão e tem condição de fazer algo pelo Mackenzie, como empresa, isto facilita muito e continua facilitando. (ARNALDO CERSÓSSIMO).
Figura 7: Campanha do Tijolinho e da Árvore
ÁRVORE TIJOLINHO
Fonte: https://usuario.mackenzie.com.br/antigoaluno/camta/. Acessado em 10 de fevereiro de 2006.
Na captação de recursos para o centro histórico do Mackenzie, Arnaldo Cersóssimo comenta:
A captação do Centro Histórico ocupou um bom período do setor. Foi um esforço de 9 meses [...] No começo o Desenvolvimento Institucional ia atrás dos recursos até que chegamos ao ponto em que eles nos procuravam. Mas a grande maioria dessas ações foi provocada pelo Desenvolvimento Institucional, contatos e tudo mais. Mostrávamos a importância do Centro Histórico, mostrávamos inclusive a importância do Centro Histórico para a cidade de São Paulo e isso atraía o interesse da empresa, da mídia televisiva, escrita e falada [...] O valor da obra de restauro do Centro Histórico foi de R$ 2 milhões e 200 mil. Conseguiu-se com os antigos alunos uma parte e o resto foi com empresas sem vínculo com antigos alunos. As empresas perceberam a importância daquele prédio N.º 1 do Mackenzie, inaugurado em 1896, a primeira escola de engenharia do país. Tudo a ver com a história da cidade de São Paulo. Fazia parte do roteiro cultural de São Paulo. Prédio belíssimo. Conseguimos mostrar isso, demonstrar isso às empresas, às potenciais patrocinadoras. Uma jogada interessante foi que eu percebi que o ano seguinte seria o aniversário de 450 anos da cidade de São Paulo. Lançou-se então uma campanha com apoio da empresa Neotass,29 onde ganhamos 30 outdoors que foram
espalhados pela cidade dizendo mais ou menos assim: "O Mackenzie está dando um presente à cidade de São Paulo pelos seus 450 anos". Isso foi ótimo, pois conseguimos agregar um outro valor à obra, não só a comunidade Mackenzista, mas também a cidade de São Paulo estaria ganhando um presente, porque a intenção era e continua sendo de abrir aquele espaço para a cidade de São Paulo e não só para a comunidade Mackenzista.
Figura 8: Fotos do Centro Histórico Mackenzie
http://www.mackenzista.com.br/mackenzista_galeria_iluminacao.html ! " ##
29 Modelo do outdoor doado pela Neotass para a Restauração do Centro Histórico no anexo XXI
As campanhas de captação de recursos em ambas as IES não teriam acontecido, se não estivessem inseridas em um amplo planejamento por parte da instituição: o chamado planejamento estratégico apresentado a seguir.