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B. TEFSİRLERİMİZ ve MÜFESSİRLERİMİZ HAKKINDA

4. Kur’ân Yolu Tefsiri Müellifleri ve Kur’ân Yolu Tefsirinin Özellikleri

2.1. Ehl-i Kitap’ın Son Peygambere ve Kitaba İmanı

2.1.3. Hz Peygamber’in Sıfatlarının Ehl-i Kitap Tarafından Bilinmesi

2.1.3.1. Hz Muhammed’in Önceki Kitaplar Tarafından Müjdelenmes

população dominantemente inferior a 10 mil habitantes (mediana de 8.133 habitantes). (IBGE, 2007, pp. 11-13)26.

O município de São Paulo, enquanto metrópole, comanda a principal rede urbana do país. São 20 capitais regionais, 33 centros sub-regionais, 124 centros de zona e um total de 1.028 municípios em sua região de influência. Trata-se da grande metrópole nacional:

São Paulo, Grande Metrópole Nacional, tem projeção em todo o País, e sua rede abrange o Estado de São Paulo, parte do Triângulo Mineiro e do sul de Minas Gerais, estendendo-se a oeste pelos Estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia e Acre. Concentra, nos municípios que a compõem, cerca de 28,0% da população brasileira e 40,5% do Produto Interno Bruto - PIB de 2005. A alta concentração/primazia se reflete no PIB per capita, que é de R$ 21,6 mil para São Paulo, e R$ 14,2 mil para os demais municípios do conjunto. Compõem a rede de São Paulo: Campinas, Campo Grande e Cuiabá (Capitais regionais A); São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, Uberlândia e Porto Velho (Capitais regionais B); Santos, São José dos Campos, Sorocaba, Piracicaba, Bauru, Marília, Presidente Prudente, Araraquara, Araçatuba, Uberaba, Pouso Alegre, Dourados e Rio Branco (Capitais regionais C). Fazem parte da rede os seguintes Centros sub-regionais A: Franca, Limeira, São Carlos, Rio Claro, Jaú. Botucatu, Catanduva, Barretos, Ourinhos, São João da Boa Vista, Poços de Caldas, Patos de Minas, Alfenas, Barra do Garças, Cáceres, Rondonópolis, Sinop e Ji-Paraná. Dentre os Centros sub-regionais B nela inseridos estão: Itapetininga, Bragança Paulista, Araras, Guaratinguetá, Assis, Avaré, Andradina, Registro, Itapeva, Ituiutaba, Itajubá, Cruzeiro do Sul, Cacoal, Ariquemes e Vilhena. (Ibidem, p. 13).

Os dados do IBGE revelam a primazia da região metropolitana de São Paulo e da porção Nordeste do território paulista, ambas consistindo em áreas de ocupação mais antiga ligadas às principais atividades econômicas da história do Estado: o café e a indústria. As maiores e principais cidades localizam-se nessa porção do território, concentrando os maiores efetivos populacionais e o principal da atividade econômica estadual. Aí encontraremos as principais unidades da Defensoria Pública, associadas aos municípios de maior população.

A Defensoria Pública do Estado de São Paulo possui unidades de atendimento na metrópole (São Paulo), na capital regional A (Campinas), nas capitais regionais B (São José do Rio Preto e Ribeirão Preto), em todas as capitais regionais C (Santos, São José dos Campos, Sorocaba, Piracicaba, Bauru, Marília, Presidente Prudente, Araraquara e Araçatuba),

26 Com exceção dos centros locais, todas as demais categorias apresentam subclassificações. No entanto, a

61 em seis dos dez centros sub-regionais A (Franca, Limeira, São Carlos, Rio Claro, Jaú e Barretos) e em dois dos centros sub-regionais B (Itapetininga e Avaré)27. Dos 41 municípios atendidos pela Defensoria, 21 estão entres os mais importantes da rede urbana paulista, 11 fazem parte da Região Metropolitana de São Paulo (Carapicuíba, Diadema, Ferraz de Vasconcelos, Franco da Rocha, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Mauá, Mogi das Cruzes, Osasco, Santo André e São Bernardo do Campo) e três estão na Região Metropolitana da Baixada Santista (Guarujá, Praia Grande e São Vicente). Isso significa que, ao menos em teoria, as unidades da Defensoria estão estrategicamente bem localizadas: estão nos lugares de maior adensamento populacional, com maior concentração de bens e serviços, e melhor servidos pelos principais meios de transporte. Todavia, um olhar mais atento deve ser lançado sobre esta questão.

As variáveis escolhidas pelo IBGE para elaboração do REGIC abrangem a administração pública, a hierarquia de empresas privadas e oferta de serviços. No que diz respeito ao fluxo de pessoas, foram investigados as principais ligações por meio de transportes coletivos e os principais destinos dos moradores pesquisados para obtenção de produtos e serviços. Todavia, não levam em conta a mobilidade efetiva das pessoas, mas apenas a existência de linhas de transporte e os fluxos mais frequentes. Seria necessário investigar também o quanto da população dos municípios investigados não se desloca e o porquê. Uma pesquisa que relacionasse a renda da população e o quanto ela utiliza da rede urbana seria de grande ajuda para o planejamento da oferta de serviços públicos, por exemplo.

Os estudos de rede urbana levam sempre em conta os objetos e ações existentes para definição e caracterização das redes. Todavia, aquilo que está à margem desses fluxos não é considerado. Dito de outra forma, as pessoas para quem a rede urbana é inacessível em sua totalidade são desconsideradas. Os fluxos de relações que poderiam vir a existir, caso as condições de vida de uma significativa parcela da população fossem melhores, não são contemplados nesses estudos. O que esses estudos expressam é um resultado parcial, possibilidades parciais de uma virtualidade muito maior. É uma subutilização de todo o

27 Capital regional A – cidades com medianas de 955 mil habitantes e 487 relacionamentos*;

Capital regional B – cidades com medianas de 435 mil habitantes e 406 relacionamentos; Capital regional C – cidades com medianas de 250 mil habitantes e 162 relacionamentos; Centro sub-regional A – cidades com medianas de 95 mil habitantes e 112 relacionamentos; Centro sub-regional B – cidades com medianas de 71 mil habitantes e 71 relacionamentos.

* No estudo do REGIC, as áreas de influência dos centros foram delineadas a partir da intensidade das ligações entre as cidades, com base em dados secundários e dados obtidos por questionário específico da pesquisa, que foram combinados para definir as regiões de influência dos centros urbanos. O número de relacionamentos é calculado como o número de vezes em que, no questionário da pesquisa, o centro foi mencionado como destino. (Fonte: IBGE, 2008).

62 potencial das redes urbanas. O problema que se impõe é descobrir a quem não é real a rede urbana e o porquê. Com razão, Santos (2008 [1996], p. 263) nos alertava para a compreensão das redes em sua totalidade:

O estudo atual [da rede] supõe a descrição do que a constitui, um estudo estatístico das quantidades e das qualidades técnicas mas, também, a avaliação das relações

que os elementos da rede mantêm com a presente vida social, em todos os seus aspectos, isto é, essa qualidade de servir como suporte corpóreo do cotidiano. (grifo

nosso).

A questão é, então, avaliar as relações que os elementos da rede mantêm com aquela parcela da presente vida social para quem a rede é apenas virtual, uma possibilidade não realizada. É preciso considerar aquelas pessoas para quem, “a despeito da materialidade com que se impõe aos nossos sentidos, a rede é, na verdade, uma mera abstração” (Ibidem, p. 262). Sua relação com a rede é a de uma possibilidade negada, uma frustração. Os atuais estudos oficiais sobre rede urbana no Brasil desconsideram a importância de investigar a relação dessa grande parcela da população que usa a rede urbana de maneira muito restrita.

Outro problema decorrente desse tipo de estudo é que eles consideram os centros urbanos como um todo homogêneo, como se a distribuição dos objetos e ações investigados se dessem nos lugares de maneira ubíqua. Entretanto, unidades administrativas estatais, unidades de empresas privadas, bens e serviços mais raros etc. tendem a se concentrar em determinados pontos das cidades. Não se trata de localizações aleatórias, sendo a cidade como um todo a abrigar aquelas unidades de gestão, assim como serviços especializados. Quando falamos em São Paulo enquanto metrópole, a partir das diversas variáveis investigadas, não é da cidade como um todo, mas de um centro de comando no interior desse subespaço urbano. É nesse sentido que Santos e Silveira (2013 [2001], p. 264) falam em espaços luminosos e espaços opacos:

Chamaremos de espaços luminosos aqueles que mais acumulam densidades técnicas e informacionais, ficando assim mais aptos a atrair atividades com maior conteúdo em capital, tecnologia e organização. Por oposição, os subespaços onde tais características estão ausentes seriam os espaços opacos. Entre esses extremos haveria toda uma gama de situações. Os espaços luminosos, pela sua consistência técnica e política, seriam os mais suscetíveis de participar de regularidades e de uma lógica obediente aos interesses das maiores empresas.

Os nós das redes urbanas não são as cidades como um todo, mas uma sua pequena porção, aqueles espaços luminosos que as diversas atividades escolhem como um lugar privilegiado e ali se concentram. A esses lugares, o acesso é seletivo: deles fazem uso preferencialmente aqueles agentes com acesso à informação e ao dinheiro. De certo modo, é isso que os estudos sobre rede urbana apreendem: a existência desses espaços luminosos e os

63 fluxos entre eles existentes. Entretanto, fica de fora a compreensão de em que medida essa rede é real para a maior parte da população. É esse o fato que autoriza Santos a falar sobre a existência nas metrópoles de espaços da lentidão:

Na cidade, hoje, a “naturalidade” do objeto técnico – uma mecânica repetitiva, um sistema de gestos sem surpresa –, essa historização da metafísica, crava no organismo urbano áreas “luminosas”, constituídas ao sabor da modernidade e que se justapõem, superpõem e contrapõem ao resto da cidade, onde vivem os pobres, nas zonas urbanas “opacas”. Estas são os espaços do aproximativo e não (como as zonas luminosas) espaços da exatidão, são espaços inorgânicos, abertos e não espaços racionalizados e racionalizadores, são espaços da lentidão e não da vertigem (SANTOS, 2008 [1994], p. 79).

Rede urbana e regionalização do estado de São Paulo

Tendo como um de seus fundamentos o estudo do REGIC, a SEADE, em parceria com a Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano S/A (EMPLASA), publicou em 2011 um estudo sobre regionalização do estado de São Paulo baseada na rede urbana. Apesar de compreendermos os limites de qualquer proposta de regionalização – alguns dos quais tentaremos discutir aqui –, o recorte regional nos permite uma maior aproximação da realidade. No caso do presente estudo, essa aproximação torna-se imperativa em função da pouca mobilidade da parcela da população paulista a quem se destinam os serviços da Defensoria. Como veremos mais adiante, as pessoas atendidas em uma dada unidade da DPESP dificilmente residem em um município diferente daquele onde se localiza a unidade. Desse modo, faremos uso da regionalização SEADE/EMPLASA para tentar compreender as relações existentes entre as localizações dos serviços da DPESP e os lugares mais próximos a eles.

Além do estudo do IBGE, a regionalização paulista contou com a análise de variáveis específicas do território estadual. As principais estão relacionadas ao meio natural, à demografia, à distribuição das atividades econômicas e às características da urbanização e da rede urbana. Foram consideradas também as divisões territoriais utilizadas por algumas secretarias para o planejamento de suas ações. Além disso, os principais critérios e a nomenclatura utilizada para os agrupamentos de municípios obedecem às diretrizes da Constituição do estado de São Paulo, assim como da lei complementar 760/1994. Nesse sentido, o território estadual foi dividido em regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e microrregiões, conforme as definições estabelecidas nas referidas leis28.

28 Artigo 153 - O território estadual poderá ser dividido, total ou parcialmente, em unidades regionais

constituídas por agrupamentos de Municípios limítrofes, mediante lei complementar, para integrar a organização, o planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum, atendidas as respectivas peculiaridades.

64 Até o momento da publicação do estudo SEADE/EMPLASA, o governo do estado de São Paulo criara oficialmente apenas as regiões metropolitanas de São Paulo, de Campinas e da Baixada Santista. Sendo assim, o estudo considerou os recortes oficiais existentes e, a partir dos resultados obtidos, sugeriu as demais unidades. Desde então, foram criadas por lei duas regiões metropolitanas (a do Vale do Paraíba e Litoral Norte e a de Sorocaba), assim como também duas aglomerações urbanas (a de Jundiaí e a de Piracicaba). Malgrado a existência dessas novas entidades territoriais, para a realização do nosso estudo optamos por utilizar a regionalização sugerida pela parceria SEADE/EMPLASA. Algumas foram as razões que orientaram nossa escolha.

Em primeiro lugar, é necessário considerar que, ao contrário do que defendiam os estudos mais antigos, a região não é algo que existe a priori. A região é sempre um recorte territorial delimitado a partir de critérios arbitrários escolhidos por quem regionaliza, o que faz com que existam tantas regiões quantos forem os critérios utilizados e as intenções dos agentes. “Nas condições atuais da economia universal, a região já não é uma realidade viva, dotada de coerência interna. Definida sobretudo do exterior, seus limites mudam em função

expressão nacional, em razão de elevada densidade demográfica, significativa conurbação e de funções urbanas e regionais com alto grau de diversidade, especialização e integração sócio-econômica, exigindo planejamento integrado e ação conjunta permanente dos entes públicos nela atuantes.

§2º - Considera-se aglomeração urbana o agrupamento de Municípios limítrofes que apresente relação de

integração funcional de natureza econômico-social e urbanização contínua entre dois ou mais Municípios ou manifesta tendência nesse sentido, que exija planejamento integrado e recomende ação coordenada dos entes públicos nela atuantes.

§3º - Considera-se microrregião o agrupamento de Municípios limítrofes que apresente, entre si, relações de

interação funcional de natureza físico-territorial, econômico-social e administrativa, exigindo planejamento integrado com vistas a criar condições adequadas para o desenvolvimento e integração regional.

(Constituição do estado de São Paulo).