3. ÖDEME EMRİNİN TEBLİĞİ VE SONUÇLARI
3.4. Tebliğ Sonrasında Borçlunun Başvurabileceği Yollar
3.4.3. Borcun Ödenmemesi ve Mal Bildiriminde Bulunulmaması
3.4.2.2. Hukuki Yaptırımlar
Relativamente aos fatores intervenientes consideramos aqueles que poderiam intervir na pesquisa tendo em conta os objetivos delineados e a revisão sistemática da literatura que sustenta o enquadramento concetual deste trabalho. Deste modo, esses fatores podem ser de várias ordens e relacionam-se com o próprio cliente, com a doença, com os profissionais e com os serviços de saúde, com o tratamento/ terapêutica ou com razões de ordem socioeconómicas e culturais.
Assim, consideramos fundamental considerar esses fatores intervenientes para a análise do fenómeno em estudo.
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2.3.1. Fatores Relacionados com o Problema de Saúde
Os dois sujeitos (33,33%) que verbalizaram ter tido dificuldade em aceitar o problema de saúde apontaram, no seu discurso, dois grandes motivos que contribuíram para essa dificuldade como sendo a rejeição dos pares e o medo dos procedimentos.
Quadro nº 1- Distribuição das unidades de registo relativamente à opinião sobre a
dificuldade em aceitar o problema de saúde
Os restantes quatro sujeitos (66,67%) apontaram o alívio da sintomatologia como principal fator que contribuiu para não ter dificuldade em aceitar o problema de saúde.
Quadro nº 2- Distribuição das unidades de registo relativamente à opinião sobre a
facilidade em aceitar o problema de saúde
Unidade de
Contexto Unidade de Registo Enumeração Unidade de
Rejeição pelos
Pares "… sempre tive aquele receio de aos olhos, de ficar diferente dos outros" 1 Medo dos
Procedimentos "… só tinha medo era da agulha na mão, era só o meu medo…" 1
Total 2
Unidade de
Contexto Unidade de Registo Enumeração Unidade de
Alívio da Sintomatologia
"… senti-me aliviado, porque já tinha sido
operado…e já sabia o que aquilo era." 1 "… doía, inchava… e se rebentasse
cheirava muito mal… muito mal…" 1 “…porque eu já tinha tido um quisto
anteriormente e sei que eles têm que ser removidos… por isso aceitei de forma boa.”
1
“estava na casa de banho, e ao limpar-me,
vinha o papel com sangue” 1
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2.3.2. Fatores Relacionados com a Relação Terapêutica Enfermeiro/ Adolescente
Com o intuito de identificar os fatores relacionados com o Sistema de Saúde/Profissionais de Saúde (OMS, 2003), decidimos analisar especificamente os fatores intervenientes e sensíveis à prática de enfermagem, nomeadamente a Relação Terapêutica Enfermeiro/Adolescente.
Procedemos à análise temática do conteúdo das respostas apresentadas no Quadro nº 3, onde destacamos como unidades de contexto: boa comunicação com o enfermeiro; informação clara e suficiente; sentir-se à vontade para colocar questões; orientação para os cuidados no domicílio; dificuldades sentidas pelo adolescente no cumprimento do Regime Terapêutico; facilidades sentidas pelo adolescente no cumprimento do Regime Terapêutico; estratégias utilizadas pelo adolescente para Melhorar o Conforto e sugestões para melhorar a Relação Terapêutica Enfermeiro/ Adolescente.
Assim, relativamente à unidade de contexto boa comunicação com o
enfermeiro, com onze unidades de enumeração, observam-se quatro asserções que
sustentam a “boa” relação enfermeiro/ adolescente. Estes resultados vêm confirmar que na relação terapêutica que estabelece o enfermeiro deve privilegiar a atitude de apoio e de compreensão empática, de modo a obter, por parte do adolescente, sentimentos de afetividade, confiança, suporte emocional e aceitação (Phaneuf, 2005).
No que refere à unidade de contexto informação clara e suficiente, com um total de sete unidades de enumeração, os adolescentes dão ênfase à qualidade da informação transmitida como “clara e suficiente” com duas asserções, correspondentes a 28,57%. Estes resultados sustentam mais uma vez a literatura dado que, Phaneuf (2005) defende que a comunicação verbal deve recorrer ao uso de termos que sejam compreendidos pelo adolescente que escuta, excluindo termos específicos e médicos, utilizando conceitos que não levem a várias interpretações, devendo ser dadas as explicações necessárias, adaptando o discurso de acordo com a reação do adolescente.
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Na unidade de contexto sentir-se à vontade para colocar questões, num total de seis unidades de enumeração destacam-se duas asserções onde os sujeitos inquiridos responderam “sim, não tinha muitas porque foi esclarecedora”. Esta evidência veio sustentar que o enfermeiro deve criar um clima de confiança na relação terapêutica, favorecendo a expressão das necessidades, desconforto e emoções, promovendo a adaptação à situação. Pois tal como defende a OE (2010) o enfermeiro deve procurar que o adolescente aponte os problemas e reflita sobre eles, sendo apoiado e motivado a fazer as suas próprias escolhas e mudanças de atitude.
Relativamente à unidade de contexto orientação para os cuidados a ter no
domicílio, num total de seis unidades de enumeração salienta-se que 100% dos
sujeitos reforçam a intervenção de enfermagem no que se refere à preparação para a alta. Esta preparação para a alta assenta no pressuposto de que se pratica uma filosofia de Cuidados Centrados na Família (CCF) e que o foco dos cuidados de enfermagem é a família uma vez que o enfermeiro capacita e empodera não só o adolescente mas também envolve e desenvolve parceria com a família, apoiando-a “no seu papel de prestação natural de cuidados e de tomada de decisão” (Hockenberry & Wilson, 2014, p.11). A preparação para a alta inicia-se no momento do acolhimento e avaliação inicial de enfermagem, quando, através da entrevista, o enfermeiro conhece a estrutura familiar e a interação entre cada elemento da mesma, bem como objetivos, necessidades de suporte, informação e prestação de serviços, para além de estratégias de coping usadas em situação de crise (Hockenberry & Wilson, 2014).
As dificuldades sentidas pelo adolescente no cumprimento do Regime Terapêutico foi outra das unidades de contexto definidas, com nove unidades de
enumeração, salientando-se o “ter que pedir sempre a alguém” e o “não poder fazer exercício físico quase nenhum” com duas asserções cada. Para cuidar do adolescente com ferida é essencial que o enfermeiro promova a adesão ao regime terapêutico para, por um lado, otimizar a cicatrização da ferida (evitando pressão sobre a ferida operatória e prevenção da infeção da mesma) e, por outro, otimizar as escolhas do adolescente, relativas à adoção de comportamentos promotores de saúde (promover o autocuidado e a autoestima). Assim, as estratégias comportamentais e educacionais implementadas no projeto de intervenção de enfermagem proposto são essenciais à promoção da Adesão ao Regime Terapêutico. Pois como defende a OE (2003, p. 89)