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BÖLÜM 2: HĐZMET KALĐTESĐ KAVRAMI

2.3. Hizmet Kalitesi

2.3.2. Hizmet Kalitesi ile ilgili Kavramlar

Havia, em 1995, quase 648 milhões de veículos circulando em todo o mundo. Este já elevado número de veículos que compõe a frota mundial torna- se ainda mais preocupante quando se sabe que a produção mundial de

veículos é anualmente cerca de 51 milhões, e que no ano de 2015 essa produção é estimada em 92 milhões. Assim, a frota mundial projetada para o ano de 2015 é de 1 bilhão de veículos. Este é um dos motivos que conduz as administrações de muitos países em todo o mundo, a adotar medidas restritivas à circulação e reciclagem de veículos (SINDICATO DOS METALÚRGICOS DO ABC, 1998).

Anteriormente à Diretiva Européia, a reciclagem de veículos já era praticada em vários países do mundo. Legislação referente ao correto sucateamento do veículo em final de vida existem desde 1975 na Suécia (KVIST, HERNBORG, 1999). Na Itália, desde 1997, existe uma lei que trata de resíduos em final de vida, aonde seu artigo 46, trata especificamente sobre veículos em final de vida. Também na Itália, existem aproximadamente 4500 desmontadores, aonde somente 1500 funcionam legalmente, além de 16 shredders com capacidade para triturar 500 carros por dia (SERRA, 1999). No Reino Unido, no ano de 1998, foram sucateados 1.800.000 unidades de veículos em final de vida. Desse total, 193.000 toneladas de peças foram reutilizadas e, 1.205.500 toneladas de materiais foram recicladas (HOPE, 1999). Na França, no ano de 1998, 255 desmontadoras e mais 32 shredders trataram 268.000 veículos em final de vida. Nesse mesmo ano, para cada veículo de peso médio de 895 kg, foram reutilizados, reciclados e recuperados 742 kg. Somente 153 kg foram dispostos em aterros (RENAULT, 1999). Na Espanha, existiam em 1999, 89 desmontadoras e 21 shredders. Também na Espanha, a capacidade para se reciclar plásticos em 1999 era de 242.000 toneladas métricas por ano, aonde o potencial para se reciclar plásticos provenientes de veículos em final de vida será de 5000 toneladas métricas até o ano de 2005 (SALAS, 1999). Nos Estados Unidos, nenhuma regulamentação específica em nível federal existe para tratamento de veículos em final de vida (WILLIANS, 1999). Porém, a indústria, nos Estados Unidos e Canadá, reciclam mais de quatro milhões de veículos anualmente (AUTOMOTIVE RECYCLERS ASSOCIATION, 2003). A indústria de reciclagem de veículos dos Estados Unidos emprega mais que 46.000 pessoas e possui aproximadamente 6.000 empresas que trabalham com a reciclagem de veículos. 86% das empresas

empregam não mais do que 10 pessoas cada. A maioria dessas empresas podem localizar rapidamente peças para reposição pois são conectadas por telefone, satélite ou computadores que possuem sistemas de comunicação com os recicladores em todo o mundo (AUTOMOTIVE RECYCLERS ASSOCIATION, 2003). Além disso, iniciativas voluntárias, como a associação “Vehicle Recycling Partnership” (Parceria para reciclagem de veículos) procuram incentivar a performance de desmontadores provendo ferramentas que facilitem a desmontagem de veículos através de um sistema conhecido como IDIS (International Dismantling Information System – Sistema Internacional de Informação para Desmontagem). Além disso, investigam e documentam as possibilidades para redução da quantidade de “ASR” que são encaminhadas aos aterros através da reciclagem de seus materiais. Também possui como objetivo, procurar e prover informações relacionadas à quantidade de materiais poliméricos puros extraídos dos veículos (ORR, 1999).

Na Coréia, em 1999 já existiam 255 desmontadoras e, 7 a 8 shredders. Também, 2 leis relacionadas à reciclagem e tratamento de veículos em final de vida já existiam. Uma delas, em vigor desde 1993, trata da redução e geração de resíduos além de promover a reciclagem. A outra, em vigor desde 1982, trata do controle de peças provenientes de veículos destinados à reutilização, além de controlar o processo de tratamento de veículos em final de vida (DAEWOO, 1999).

Na Austrália, em 1999, foi registrada a existência de 1.700 desmontadoras, aonde aproximadamente 100 funcionavam ilegalmente. Quanto as shredders, somente duas foram identificadas aonde operam em empresas recicladoras de material metálico. Nessas empresas, não há separação de nenhum tipo de material antes do envio às shredders. Também na Austrália, não há nenhuma legislação vigente quanto a reciclabilidade de veículos (HERNBORG, 1999).

No Japão, existem 3500 a 5000 empresas desmontadoras e 140 shredders. 800.000 toneladas de resíduos da shredder são gerados anualmente, aonde 25% desse total são encaminhados aos aterros. Até o ano de 2008, a capacidade dos aterros no Japão será esgotada. Além disso, o

custo de aterramento subiu em 300% de 1994 a 1999 (TOHATA, 1999). As iniciativas de reciclabilidade por parte das empresas automobilísticas no Japão chegam a um total de 90% de reciclabilidade para veículos colocados no mercado a partir de Janeiro de 2002. Também, a partir de janeiro de 2002 todos os veículos em final de vida devem atingir um índice de 85% de reciclabilidade e, 95% ou mais para janeiro de 2015 (TOHATA, 1999).

De acordo com o Ministério da Economia, Indústria e Comércio do Japão, aproximadamente 5 milhões de veículos em final de vida são sucateados anualmente. Desse total, 80% são reciclados. Por outro lado, estima-se que 23.000 veículos são dispostos ilegalmente a cada ano (SHIMBUN, 2001).

Quando da entrada em vigor da Lei de Reciclagem de Automóveis no Japão, os fabricantes de automóveis serão obrigados a coletar e reciclar o ASR proveniente de veículos em final de vida. Essa lei entrará em vigor em Janeiro de 2005. E, com o objetivo de cumprir a exigência dessa Lei, a Nissan Motor Co., Ltd. anunciou em Junho de 2003 que irá começar a reciclar o ASR proveniente de seus veículos em final de vida até o final de 2003. Será o primeiro caso no mundo em que uma indústria automobilística irá reciclar seu próprio ASR em um incinerador dentro de sua própria planta. Para o futuro, a Nissan pretende recuperar o ASR proveniente de outras 9 empresas fabricantes de veículos (SHIMBUN, 2003).