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4. BÖLÜM : ANALİTİK HİYERARŞİ PROSESİ ( AHP )

4.1. ANALİTİK HİYERARŞİ PROSESİNİN TEORİK TEMELLERİ

4.2.2. AHP’DE KARAR PROBLEMİNE İLİŞKİN

4.2.2.1. Hiyerarşi Kavramı

No que se refere ao trabalho pedagógico feito acerca da alfabetização e letramento, a professora colaboradora, todos os dias, fazia uma rotina com seus alunos. Sempre, ao chegar à sala, colocava o cabeçalho na lousa; em seguida, escrevia os conteúdos a serem estudados naquele dia. Depois, sempre era feita alguma atividade em torno do ajudante do dia. É descrita, abaixo um registro que elucida esse procedimento:

NOME DA ESCOLA DATA 14/05/2010 HOJE É SEXTA-FEIRA O DIA ESTÁ NUBLADO NOME DO AJUDANTE

Depois dessa atividade, pulava um espaço da lousa, que representava a linha que as crianças deviam pular, quando começavam um novo assunto ou parágrafo e continuava a escrever:

ROTINA DO DIA

1-PORTUGUÊS (sempre iniciava a aula com aulas de língua portuguesa) 2-HISTÓRIA: APOSTILA

3-MATEMÁTICA: APOSTILA

Depois, escrevia a atividade que seria feita com o nome do ajudante. Nesse dia, em específico, a atividade consistia em dizer o nome de três frutas preferidas. Então, o ajudante do dia disse “uva, melancia e melão”. Dessa forma, a professora colaboradora elaborou três frases com lacunas para que as crianças colocassem a palavra correta nesse espaço, conforme abaixo:

COMPLETE AS FRASES:

1- A CASCA DO _______________É AMARELA.

2- MAMÃE COMPROU UMA CAIXA DE _________________. 3- A _________________É UMA FRUTA GRANDE.

Na realização dessa atividade, os nomes da frutas ditas pelo ajudante do dia foram feitas coletivamente pelos alunos. As crianças oralizavam as letras que compunham cada nome de fruta e a professora, por sua vez, ficava responsável por escrever a palavra na lousa. Assim, perguntava aos alunos quantas vezes era necessário abrir a boca para dizer tal palavra, sempre evidenciando o som das letras. Já para preencher as lacunas das frases, a professora escolhe um aluno da sala para fazer a leitura pausadamente da frase. Dessa maneira, o aluno ia lendo sílaba por sílaba até formar a palavra. Depois, a docente pede, mais uma vez, para que a criança faça outra leitura, mas, dessa vez, sem ler sílaba por sílaba e, pergunta qual fruta pode ser colocada em cada frase.

Às vezes, a atividade relacionada ao ajudante do dia consistia em escrever uma frase sobre esse ajudante, evidenciando uma de suas qualidades, ou escrever um acróstico com o nome da criança, ou nome de animais, ou, também, escrever palavras que começassem com alguma letra, por exemplo, com “s” ou que tinham “lh” no meio da palavra. Nesse momento, a professora dava voz aos alunos, que participavam oralmente. Para tanto, as crianças levantavam a mão, e, em seguida, com a permissão da professora, começavam a falar palavras (adjetivos) que caracterizassem o ajudante do dia, por exemplo. Eles gostavam dessa atividade, uma vez que cada um podia falar o que quisesse e, tinham a oportunidade de, quando solicitados, irem à lousa para escrever a palavra que tinham dito. Depois que todos falavam, a docente escrevia a palavra ou frase na lousa que o ajudante mais gostasse; também selecionava alguns alunos para escrever a palavra, escolhida pelo ajudante do dia, no quadro. Alguns já eram alfabetizados; outros, ainda não. Se a criança falasse ou escrevesse errado alguma letra ou palavra, a professora escrevia na lousa, exatamente, como a palavra foi dita, ou deixava como tinha sido escrita pela criança, para fazer a correção coletivamente. Sempre

perguntava aos alunos se a palavra fora escrita corretamente ou se não estava faltando alguma letra. Todos os dias, as crianças tinham esse momento de interação com a professora.

Tudo era lido em voz alta pela docente, ou, em alguns momentos, só as crianças liam; em outros, ambos liam juntos. Desse modo, percebia uma ênfase dada à leitura que, por sua vez, não era nem interpretativa e nem significativa, e sim uma leitura mecânica das letras e palavras. Todos os dias, os alunos liam cerca de duas a cinco vezes a mesma palavra, a mesma frase ou, o mesmo texto. Percebia, nos alunos, a falta de sentido que tal atividade propunha, uma vez que reclamavam para a professora que estavam cansados; que não gostariam mais de ler. Por isso, mesmo que a leitura tenha sido feita por inúmeras vezes consecutivas, alguns alunos erravam a pronúncia da letra ou da palavra. Notei, porém, que a professora fazia tal técnica porque acreditava que, assim, os alunos iriam associar, cada vez mais, a letra com seu respectivo som, isto é, conseguiriam estabelecer a relação fonema/grafema. Isso mostra que o ensino da escrita, naquela sala de aula, era restrito à cópia; as crianças não tinham momentos em que pudessem escrever sozinhas. Só pude ver as crianças escrevendo sozinhas nos últimos dias em que realizava a pesquisa. No entanto, escreviam apenas frases destinadas ao ajudante do dia, como por exemplo, “O João é bonito”. Quando isso passou a acontecer, a educadora ia de mesa em mesa, corrigindo os erros ortográficos dos alunos. Também passaram a escrever o nome inteiro no caderno, mas o faziam como uma cópia, já que a professora distribuía um papel com o nome de cada um, que lhes servia de modelo.

A escrita, na lousa, era sempre feita com letra de forma; a professora não gostava que os alunos tentassem escrever com letra cursiva, pois, para ela, eles precisavam, primeiro, aprender as letras e seus sons. Por essa razão, em suas aulas, não havia a escrita espontânea de textos feita individualmente. Durante o período que fiquei observando sua prática de alfabetização, somente, uma vez a professora trabalhou com texto para que os alunos pudessem escrever, mas isso foi feito por meio da reescrita do conto “A galinha ruiva”. As crianças, nessa atividade, discorriam sobre o que lembravam do conto; a professora estimulava-a por meio de perguntas para que se lembrassem da história, porém, na realidade, quem ia reescrevendo a história era a docente; as crianças somente participaram oralmente e, depois, faziam a cópia da reescrita da professora.

O processo de letramento não se realizou, efetivamente, em sala de aula. A professora colaboradora não mostrava a linguagem escrita como fruto social, e nem permitia as crianças a escreverem sozinhas. Apenas, trabalhou, enquanto estive presente, dois tipos de textos: um texto informativo e o conto. Mas, somente lia para os alunos tais tipos de textos, dizendo, às

vezes, como funcionava a estrutura desses textos; em nenhum momento, permitiu que escrevessem seus próprios textos. Assim, não havia muito sentido na atividade proposta, visto que eram, apenas, ouvintes; não dialogavam entre eles e não agiam sobre e com a escrita.

A partir do relato da rotina do ensino da leitura e da escrita da professora colaboradora, observada nesta pesquisa, conclui-se que a atividade docente realizada do ponto de vista dos processos de alfabetização e letramento era feita de maneira mecânica e descontextualizada. O único momento em que as crianças podiam agir sobre a escrita era quando tinham que verificar se a palavra estava escrita ortograficamente de forma correta ou não. A escrita, em sala de aula, foi sempre feita coletivamente da seguinte forma: a professora, ao propor uma atividade de escrita, pergunta às crianças como escreve tal palavra; então, as crianças, oralmente, pronunciam, de maneira pausada, a palavra que se deseja escrever, enquanto a professora vai escrevendo a palavra na lousa. As crianças, em seguida, copiam a palavra da lousa.

Para a professora colaboradora, a necessidade estava em fazer com que os alunos pronunciassem ou escrevessem de forma correta a palavra, pois, para ela, tinham que, primeiro, saber fazer isso para, depois, começarem a escrever sozinhos. Ademais, toda escrita se resumia à cópia. Por isso, sua intervenção sempre acontecia quando a criança escrevia ou falava a palavra de forma incorreta. Além disso, por mais que as crianças participassem das aulas, essa participação não era espontânea; tinha o caráter superficial, já que se limitava à leitura mecânica, sem sentido; a respostas homogêneas. Suas opiniões, apesar de serem ouvidas pela professora e, na maioria das vezes, serem respeitadas, não eram, de fato, utilizadas na produção textual coletiva, e nem na elaboração de respostas quando era pedido para os alunos interpretarem um texto.

6.1.3 Situações de ensino e aprendizagem dos processos de alfabetização e letramento