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1. BÖLÜM

1.2. BRICS ÜLKELERİ VE TÜRKİYE’NİN EKONOMİK BÜYÜME VE İHRACAT

1.2.3. Hindistan

Relativamente aos clérigos249, destacaremos apenas alguns nomes dentro das seguintes categorias: clérigos, freires e outros.

Na primeira, realce para a figura de Pero Gonçalves. Prior250 de S. Pedro de Palmela desde 4 de Outubro de 1499251, acumulava ainda os cargos de tesoureiro e de

245

Em relação à dignidade do priorado-mor, ver: DEMURGER, Alain, "Prieur conventuel", in Prier et

Combattre. Dictionnaire européen des ordres militaires au Moyen Âge, dir. Nicole Bériou e Philippe

Josserand, Paris, Fayard, 2009, pp. 740-741. 246

Sobre a organização social e hierárquica da Ordem de Santiago, veja-se: PIMENTA, Maria Cristina,

As Ordens de Avis e de Santiago na Baixa Idade Média: O Governo de D. Jorge, Palmela, Câmara

Municipal de Palmela, 2002, pp. 121-122; esta autora coloca as dignidades de Prior-mor e de comendador-mor a par de igualdade na hierarquia da Ordem. Relativamente à organização hierárquica destas milícias, ver: BURGTORF, Jochen, "Hiérarchie", in Prier et Combattre. Dictionnaire européen

des ordres militaires au Moyen Âge, dir. Nicole Bériou e Philippe Josserand, Paris, Fayard, 2009, pp.

434-437; MATELLANES MERCHÁN, José Vicente, "La estructura de poder en la Orden de Santiago, siglos XII-XIV", in En la España Medieval, nº 23, 2000, pp. 293-319.

247

AN/TT, Mesa da Consciência e Ordens, Ordem de Santiago/Convento de Palmela, cod. 151, mf. 727, fols. 152.

248

Idem, fols. 8-8v.º. 249

Sobre esta temática vejam-se os dados fornecidos pelo professor Sílvio Conde para o Médio Tejo, CONDE, Manuel Sílvio Alves, Uma Paisagem Humanizada. O Médio Tejo nos finais da Idade Média, vol. II, Cascais, Patrimonia, 2000, pp. 474-475; Nova História de Portugal, dir. Joel Serrão e A. H. de Oliveira Marques, vol. IV – Portugal na Crise dos Séculos XIV e XV, Lisboa, Presença, 1987, pp. 220- 236. Se a percentagem que Sílvio Conde identifica para o Médio Tejo é inferior à de 1% avançada pelo professor Oliveira Marques para o total do Reino, os números por nós aferidos são ainda mais discrepantes: do total de indivíduos estudados, 10% são clérigos (anexo III, gráfico 16). Esta constatação faz, pois, antever a necessidade de um estudo mais aprofundado relativo à componente humana da comenda de Palmela. Para uma panorâmica geral das Ordens, leia-se: CARRAZ, Damien, "Clergé", in

Prier et Combattre. Dictionnaire européen des ordres militaires au Moyen Âge, dir. Nicole Bériou e

Philippe Josserand, Paris, Fayard, 2009,pp. 238-239. 250

Relativamente ao piorado, ver: BRONSTEIN, Judith, "Prieuré", in Prier et Combattre. Dictionnaire

européen des ordres militaires au Moyen Âge, dir. Nicole Bériou e Philippe Josserand, Paris, Fayard,

apontador nesta paroquial, sendo também capelão252 do Mestre253. Ao nível patrimonial, possuía vinhas na serra junto à vila e detinha uma casa na freguesia da sobredita paróquia254. Para além dos cargos que desempenhava na hierarquia da milícia, que por si só lhe conferiam um estatuto de prestígio no seio da comenda, a sua influência dependeria também do valor que auferia anualmente: no mínimo 7660 reais, fora as pitanças255. Contudo, parece-nos que é através do cargo de prior de S. Pedro que maior e efectiva acção exerceria sobre os vizinhos256 de Palmela; através da missa, da confissão, da parenética da sermonária257 que efectuaria aos seus paroquianos, seria com toda a certeza um indivíduo alvo do maior respeito e devoção, como entidade intermediária na relação entre o profano e o sagrado. É de referir igualmente o seu papel no momento da assinatura de contratos de aforamento, nos casos em que o foreiro era iletrado, delegando-se essa função no prior de S. Pedro258.

Destacamos também Afonso Rodrigues de Lodeu, prior de Santa Maria, de Palmela, e apontador dessa mesma igreja259. A sua influência seria menor do que a de Pero Gonçalves, quer pelo facto de essa paroquial tender a degradar-se em face do afastamento em relação ao núcleo central da vila, quer por não possuir qualquer propriedade que nos fosse possível identificar. Não obstante, o facto de encontrarmos um Rodrigo Afonso de Lodeu, com certeza familiar deste prior, juiz e vereador na

251

PIMENTA, Maria Cristina, As Ordens de Avis e de Santiago na Baixa Idade Média: O Governo de D.

Jorge, Palmela, Câmara Municipal de Palmela, 2002, p. 568; esta autora refere ainda que Pero Gonçalves

era Conservador das Ordens de Avis e de Santiago, pese embora não indique a cronologia deste cargo. 252

Sobre o papel dos capelães no seio das Ordens Militares, veja-se DEMURGER, Alain, "Chapelain", in

Prier et Combattre. Dictionnaire européen des ordres militaires au Moyen Âge, dir. Nicole Bériou e

Philippe Josserand, Paris, Fayard, 2009, p. 209; do arrolamento de indivíduos que considerámos para a comenda, identificámos cinco capelães: anexo II, tabela 10.

253

AN/TT, Mesa da Consciência e Ordens, Ordem de Santiago/Convento de Palmela, cod. 151, mf. 727, fol. 110.

254

Idem, fols. 139 e 132 (respectivamente). 255

Idem, fol. 110; raçoeiro desde 22 de Junho de 1500, PIMENTA, Maria Cristina, As Ordens de Avis e

de Santiago na Baixa Idade Média: O Governo de D. Jorge, Palmela, Câmara Municipal de Palmela,

2002, p. 568 256

Entenda-se no sentido medieval do conceito. Sobre os conceitos que designavam a entidade familiar na Idade Média, veja-se: DIAS, João José Alves; Gentes e Espaços (em torno da população portuguesa na

primeira metade do XVI), vol. I, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian/Junta Nacional de Investigação

Científica e Tecnológica, 1996, pp. 31-71. 257

Sobre a prédica, ver: BÉRIOU, Nicole, "Prédication", in Prier et Combattre. Dictionnaire européen

des ordres militaires au Moyen Âge, dir. Nicole Bériou e Philippe Josserand, Paris, Fayard, 2009, pp.

739-740. 258

Seria interessante verificar se também o Prior de Santa Maria teria este papel, e se assim fosse perceber se esta delegação de cunho jurídico tinha que ver com a respectiva área de implantação de cada paróquia, ou se, por outro lado, este papel caberia apenas ao Prior de S. Pedro, sendo que esta igreja tendia a ganhar predominância face à primeira paroquial da vila devido ao afastamento desta última, situada na medina do Castelo.

259

AN/TT, Mesa da Consciência e Ordens, Ordem de Santiago/Convento de Palmela, cod. 151, mf. 727, fols. 105-105v.º.

câmara da vila260, poderá remeter para a questão de que a sua família teria um peso considerável no âmbito da Ordem.

Por fim, o caso de Tristão Gonçalves mereceu também a nossa atenção pelo facto de ser beneficiado na Igreja de Santa Maria261, de Palmela, mas também na de S. Pedro262, da mesma vila. Contudo, apesar de referido como beneficiado em ambas, parece que operaria de facto na igreja e S. Pedro, sendo que o seu lugar na de Santa Maria estaria ocupado pelo ecónomo Pedro Anes263.

Quanto aos freires264, destacamos Álvaro de Meira que, até pelo menos 1509, era também celeireiro do Convento – a par de outros dois freires conventuais265 – e que ascenderá ao cargo de Prior de Santa Maria de Entradas, desempenhando esse cargo entre 1511-1533266.

Por último, na derradeira categoria, sublinhamos a figura de Francisco, moço do coro no Convento, a quem D. Jorge confere uma ração em 1505267.