• Sonuç bulunamadı

Filho de pais franceses, Pierre Cardin nasceu em San Biagio Di Callalta (Itália). Passou a infância em Saint-Etienne na França. Entrou no mundo da costura como alfaiate, na cidade de Vich, costurando tailleurs. No ano de 1944, Cardin, foi para Paris e após um ano começou a trabalhar com a Paquin, a Schiaparelli e para Dior.

34 

Em 1946 criou, a pedido de Christian Bérard e Jean Cocteau, o figurino do filme A Bela e a Fera. Em sete anos Cardin conquistou sucesso na realização de roupas masculinas e a criação de roupas extravagantes adquirindo assim sua primeira loja mista.

A “marca” de Cardin, na década de 1950, foram as roupas desestruturadas; nessa época confecciona também chemisiers, saias, boleros, casacos com costas amplas. Em 1957 lançou sua primeira coleção feminina e, após seis anos, um segmento do prêt-à-porter.

Seus modelos começam a ser conhecidos e a exercer influência no mundo da moda através dos casacos de golas curvas e pespontadas e os vestidos recortados. Em 1964 lançou a coleção “Era Espacial”: calças justas de couro, macacões com mangas de morcegos e capacetes. Seu nome começou a ser conhecido pela utilização das malhas modeladoras, vestidos “tubos”, meias opacas e leggins por baixo das túnicas. Nesta mesma década rebaixou os decotes até o umbigo (também nas costas), além de subir as saias dez centímetros acima do joelho.

35

Nos anos 70 atuou no Brasil na peça de teatro Joana Francesa, ao lado da amiga Jeanne Moreau, dirigida por Cacá Diegues e com trilha sonora de Chico Buarque.

Com a exposição “Pierre Cardin: criando moda, revolucionando costumes”, esteve no Brasil no ano de 2011.

      

35

Cardin é um estilista que apresenta uma ideia, um modelo como protótipo para desenvolver uma coleção. Suas coleções são marcadas pelo corte irregular, simples e ousado.

CAPÍTULO II

Breve História da Moda Brasileira

Conforme Braga e Prado (2011), quando o Brasil foi descoberto o conceito de moda estava se firmando na Europa.

O Pau- Brasil foi um produto que chamou atenção dos colonizadores pela sua utilidade: extração de um pigmento rubro/ púrpura que servia para

tingir os tecidos36.

Em 1500, Pedro Álvares Cabral chegou próximo de Porto Seguro. Os nativos que ele encontrou não usavam roupas; pintavam os corpos com pigmentos de urucum. Pelo que é sabido, os nativos usavam fibras vegetais (dentre elas o algodão, utilizado para confeccionar redes e para revestir as pontas de flechas). Sob a supervisão dos jesuítas os índios, a partir de 1550, começaram os primeiros artesanatos feitos em fibra de algodão. Até hoje o algodão é um produto utilizado nas confecções.

Os portugueses introduziram a roda de fiar o tear, o descaroçador e a roca, instrumentos que serviram para a confecção de tecidos de algodão. Esta atividade foi ensinada para as escravas negras. Assim e originalmente, a produção de tecidos teve a confluência de três tradições: indígena, africana e europeia.

Foi a partir de 1808, quando a corte portuguesa chegou ao Rio de Janeiro, que começam a aparecer produtos mais sofisticados, confeccionados com tecidos vindo do exterior. O modo de vestir da aristocracia rural do Brasil Colonial era influenciado pelas elites da Europa, fato que permaneceu mesmo após da independência do Brasil. Este expediente – as vestimentas – servia para identificar os diferentes grupos sociais.

Durante o período da Belle Époque37, a moda brasileira (1889/1918) foi

fortemente influenciada pela moda francesa, causando desconforto pelo clima tropical. Em 1889, com a consolidação do Estado Republicano e o

      

36 Essa árvore deu origem o nome do país.  37

 A Belle Époque compreende o período entre 1890 e o começo da primeira guerra mundial (1914 até 1918).

florescimento da economia do café, a Belle Époque brasileira passou a ter uma característica própria.

Foi a partir do século XX, como resultado de influências culturais externas (imprensa escrita e cinema), que a sociedade brasileira patriarcal começou a mudar. Neste período, houve uma mudança no comportamento feminino; mudança expressa na procura de um novo espaço social e, no que diz respeito à vestimenta, no abandono das saias longas.

Durante esse período o cinema teve grande influência na conduta das mulheres; estas passaram a se identificar com a liberdade das heroínas dos filmes. Para enfrentar a nova situação, foram em busca de novos horizontes, transformando também seu vestuário e deixando de lado os babados, os espartilhos e os adereços.

Como tendência da moda, a roupa “pronta” surgiu, no Brasil, nas primeiras quatro décadas do século XX. Havia, então, dois extremos: por um lado, as roupas de luxo importadas; por outro lado, as roupas populares confeccionadas em grande escala e com tecido rústico.

Nas primeiras décadas do século XX, o vestuário diferençava-se segundo a ocasião: horários do dia, festas especiais ou populares, eventos culturais, luto. No que tange ao luto, a cor preta foi oficializada; por influência da igreja católica, foi incorporada aos rituais de luto.

Segundo Braga e Prado (2011), já existia, à época, uma diferenciação de vestuário para cada ocasião, idade, estado civil. No entanto, inexistia – ou não se fazia referência – um vestuário especificamente para velhos.

A figura do (a) costureiro (a) 38 surgiu, no Brasil, em meados do século

XX.

A costureira (modista) reproduzia os modelos vindos da Europa e, depois da Segunda Guerra Mundial, dos Estados Unidos. Cabia-lhe, também, orientar seus clientes sobre as tendências da moda.

Quanto aos alfaiates, eram iniciados desde jovens nas próprias oficinas, havendo os que cursavam as escolas técnicas que começavam a surgir.

Nessa época, era comum que as mulheres aprendessem (requisito de uma boa dona de casa!) a bordar e costurar.

Com a Segunda Guerra Mundial, a indústria têxtil europeia foi afetada, favorecendo a indústria têxtil brasileira. Esta expandiu e diversificou sua produção tanto para consumo interno, como para exportação, especialmente o algodão. Para a indústria têxtil, este foi o primeiro período de batizado como “os anos dourados” (1946/1960).

Mas os interesses da classe média e alta brasileira continuavam nos tecidos importados; tecidos que variavam conforme a estação: no verão, sedas, tafetás, crepes da China, cetins etc.; no inverno, veludos, tweeds, lãs, xantungues etc. Pelo fato de estar associado mais às classes menos favorecidas, o algodão não era considerado um tecido pouco nobre. Foi necessário um forte marketing para valorizá-lo.

O inicio “da moda brasileira” foi estimulado pela indústria têxtil através de eventos de moda.

Instigados pela indústria têxtil, os primeiros costureiros brasileiros surgiram na década de 1950; dentre eles os mais importantes foram José Ronaldo Nazareth, João Miranda, Guilherme Guimarães, Madame Boriska, Dener Pamplona de Abreu, Clodovil Hernandes e José Nunes.

Inspirando sua criação em Cristian Dior, José Ronaldo Pereira da Silva (1933-1987), carioca e filho adotivo de diplomata, foi um dos pioneiros na criação de moda no Brasil.

O talento de Dener Pamplona de Abreu (1936/1978) foi reconhecido pelos desenhos de vestidos, chegando a realizar cem desenhos em uma hora. Seu atelier no Rio de Janeiro era muito frequentado pelas paulistanas e, por esse motivo, mudou-se para São Paulo em 1956. Em 1958, recebeu os

principais prêmios do festival da moda brasileira39, sempre decidido a inventar

a moda brasileira.

      

40

Filho adotivo de um casal camponês da Espanha, Clodovil Hernandes (1937/2009) nasceu em Elisiário (SP). Entrou no mundo da moda quando vendeu desenhos de vestidos para a loja Florence Moda (SP). Trabalhou como freelancer em diversas lojas e boutiques. Em 1960 ganhou a primeira Agulha de Ouro e, em 1961 e 1963, as Agulhas de Platina. Em 1962 abriu seu próprio

atelier em São Paulo, firmando-se como o segundo nome da moda brasileira41.

Foi a partir de 1960 que, por influência da publicidade da indústria têxtil, os costureiros nacionais de alta costura começaram a se destacar. No final da década de 1950 foi realizada a primeira Feira Nacional da Indústria Têxtil (FENIT). O evento estimulou os grandes desfiles de moda de acordo com os calendários e estações do ano.

Nesse período existia um paradoxo: por um lado, a ditadura militar; por outro, a liberação do corpo da moda jovem. Foi também nesta década que se instalou, no Brasil, uma moda industrial, ou seja, a produção em série.

A moda unissex surgiu na segunda metade dos anos 60; anos marcados por dois movimentos: a Jovem Guarda e o Movimento Tropicália. Um e outro ditavam moda para os jovens.

A Jovem Guarda era composta pelo trio Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Vanderléia; sua influência na moda ficou marcada pelas grifes Calhambeque, Tremendão e Ternurinha.

      

Na moda juvenil, além dos tubinhos, calças cigarretes e blusa ban-lon, as peças principais eram a minissaia e a microssaia. Os rapazes usavam as calças Saint-Tropez e blusa de gola rolê.

A Tropicália, segundo movimento, era composta por Caetano Veloso, Gilberto Gil e Gal Costa.

A moda Tropicália era despojada e unissex, se caracterizava pelas roupas étnicas, batas indianas, jeans desbotado, fibras naturais.

Nas décadas de 1970/1980 o pret-à-porter se consagrou, em detrimento da moda da alta costura. Seu último porta-voz foi Clodovil, costureiro da moda dos anos 60. Iniciou-se assim a produção em série com ou sem grife.

42

Segundo Chataignier (2010), a década de 1970 se caracterizou pelo

desejo da juventude de mudar o mundo43, o que não ocorreu, transformando-se

em frustração de um sonho utópico.

A ditadura militar marcava os acontecimentos políticos da época. Foi neste período que desapareceu e morreu o militante de esquerda Stuart Angel, filho da estilista Zuzu Angel. Este fato motivou sua mãe para a criação de uma coleção que denunciava a insanidade do governo militar. Os desenhos de sua coleção eram representados pelos “anjos negros e crivados de balas, projéteis e tanques de exércitos”, ganhando destaque na imprensa internacional.

Este é um dos exemplos da estreita relação entre a moda e a sociedade; uma moda culturalmente comprometida e com potencial de denunciar verdades sociais. Apesar dos muitos que a criticam, a moda nada tem de alienação.       

42 In: www1.folha.uol.com.br. Acessado em 23 de fevereiro de 2012 43

  Desejo  expresso  por novos  objetivos, pelo  misticismo, busca  de prazer  e  autoconhecimento,  entre  outros.  

Nesse período, o fato de uma parcela da sociedade não se interessar pela roupa pronta estimulou o surgimento da “moda retro”, estilo caracterizado pela liberdade na forma de se vestir. Por outro lado, importado da Inglaterra, surgiu um novo o modismo: o jeans rasgado e, por vezes, com detalhes metálicos.

Os anos setenta se caracterizaram por grande criatividade: foram os anos da estética anticonvencional.

No Rio de Janeiro surgiu o chamado Grupo Moda Rio (1978-1983), integrado por onze estilistas criativos e liderado por José Augusto Bicalho.

As coleções do grupo seguiam as normas do prêt-à-porter de Paris, nem muito caro, nem muito extravagante.

O resultado foi, em São Paulo, o Morumbi Fashion44, posteriormente

transformado no São Paulo Fashion Week (2001).

Os movimentos pela redemocratização do País começaram nos anos de 1980 iniciou-se o processo de democratização; uma de suas manifestações foi as “Diretas Já” (1984). Por outro lado, esta década foi marcada por estagnação econômica, inflação elevada e planejamentos econômicos que deixavam a desejar.

A moda dos anos 80 se caracteriza por looks inspirados nas novas conquistas femininas e pela participação da mulher executiva: tailleurs, gravatas, ombreiras, saias justas, spencers e blusas inspiradas nas camisas masculinas. A cor dominante era preta para os vestidos de festa; os tecidos mais usados eram o veludo, o tafetá e um novo tecido chamado “microfibra”.

Na década de 80 as confecções e os ateliês se profissionalizam, o mesmo ocorrendo com as feiras, bazares e lançamentos das coleções.

A moda brasileira é influenciada por grifes internacionais. Thierry Muggler apresentou os modelos super estruturados; Jean Paul Gualtier, com sua audácia na moda, idealizou as misturas antagônicas, unindo o feminino com o masculino; Karl Lagerfeld criou o Chic-Cult.

No Rio de Janeiro surgem as grifes Andrea Saleto, Maria Bonita, George Henri e Alice Tapajós, entre outras.

Em São Paulo, Zoomp, Forum, Gloria Coelho, Walter Rodrigue, Lino Villaventura etc.

Os tecidos que se destacaram nesta década foram jeans lavados, gabardine, brim, jersey, laycra, stretch e moletón. Além de tecidos como príncipe-de- gales, pied-de-poule, javanesa, tafetá, viscose, albene e as rendas lurex de várias cores, as fibras naturais apareceram em alguns tecidos. As cores mais usadas eram preto, cinza, vinho, dourado e violeta.

Entre 1991 e 2000, incentivadas pela política neoliberal do governo de Fernando Collor, o Brasil se abriu às importações. As indústrias têxteis e de confecções de massa foram fortemente abaladas. Por outro lado, surgiram novos designers, dando ênfase à moda nacional com a utilização do típico chitão estampado brasileiro e das sandálias havaianas.

Em 1994 e 1996 ocorreram dois eventos de moda em São Paulo, ambos coordenados por Paulo Borges: a Phytoervas Fashion e o Morumbi Fashion, este último foi o alicerce da São Paulo Fashion Week abrindo caminho para as cariocas Semanas do Estilo Leslie que deu origem ao Fashion Rio.

Nos anos 90 a moda se caracterizou pelas formas amplas de vestidos, casacos, blusas, macacão, short, bermudas. Os tecidos usados eram o jeans, tricô industrial, laycra stretech e albene, entre outros. As cores preponderantes eram o branco, tons derivados do caqui, fúcsia e dourado. O preto foi considerado mundialmente a cor da moda. Quanto às estampas, as mais usadas e preferidas eram as formas selváticas: onças, zebras, tigres e lagartos, além dos Florais estilo Liberty. No entanto, houve uma grande tendência de estilos que usavam tecidos lisos.

Os estilistas paulistas mais marcantes foram Ocimar Versaloto, Marcello Sommer, Walter Rodrigues, entre outros.

Nessa época surgem os catálogos de moda voltados para a mídia e para os clientes do atacado e varejo.

Com a mudança do século e milênio, na primeira década do século vinte e um a grande expectativa sobre novas tendências era grande, mas houve uma busca do passado com outro olhar. Como consequência das novas tecnologias, os tecidos passaram por transformações ligadas à utilização de fibras como poliéster, viscolycra e poliamida, misturadas com linho e algodão.

Nas cores, o preto, o branco e o caqui continuam predominado. A ênfase na customização transformando o antigo no moderno passa a ser grande.

Cabe mencionar a grande influência da tecnologia têxtil nas confecções e criações de vanguarda.

Como já foi colocado anteriormente, o mentor do Morumbi Fashion, Paulo Borges, criou o Calendário Oficial da Moda Brasileira (1996); este evento continua sendo importante para o desenvolvimento da indústria têxtil brasileira, bem como para o crescimento do profissionalismo e a entrega nos prazos combinados.

Em 2001, o Calendário Oficial da Moda Brasileira passou a denominar- se São Paulo Fashion Week (SPFW). Hoje esse empreendimento firmou, no Brasil, a “criação de uma cultura de moda”. A partir deste evento houve a carreira de modelo foi instituída e legalmente reconhecida.

 As “Casas Pernambucanas”

45

      

45 A história começou em 1855 quando Herman Theodor Lundgren, filho de um pequeno industrial da

cidade de Norrköping, desembarcou no Brasil, vindo da Suécia. Estabeleceu-se na cidade do Recife, estado de Pernambuco, como corretor e agente de navios. Como falava alemão e inglês, servia de intérprete para comandantes, tripulantes e passageiros, e isso fez seu negócio prosperar. Empreendedor obstinado se dedicava à importação e exportação de produtos como cera de carnaúba, sal e peles de animais. Nos anos seguintes, ele fundou em Pernambuco uma fábrica de pólvora e outra de fertilizantes. No início do século XX, em 1904, ele comprou a Companhia de Tecidos Paulista, situada em um lugar chamado Paulista, então pertencente ao distrito de Olinda, e ingressou na indústria têxtil. In: www.

 

Assim como colocamos algumas grifes e estilistas que foram e são referências na moda brasileira, cabe também mencionar a influência no mercado têxtil e da moda nos grandes magazines, a exemplo das Casas Pernambucanas. Limitamo-nos a ela porque completou 100 anos no mercado comercial. Esta empresa vivenciou dois momentos específicos:

 O primeiro, atendendo os clientes através da venda de tecidos que eram confeccionados pelas próprias donas de Casa ou pelas costureiras (muitas vezes eram contratadas pela família para costurar nas residências destas). À época, as Casas Pernambucanas ofereciam aos clientes croquis dos modelos dos vestidos conforme o tecido que estavam adquirindo. Confeccionar a roupa em casa foi uma atividade que permaneceu até o aparecimento do prêt-à-porter, na década de

1960. 46

 O segundo momento deste magazine ocorreu com a introdução do fast fashion, ou seja, a reprodução rápida inspirada nas grandes coleções e lançamentos.

As Casas Pernambucanas baseia-se no dinamismo em acompanhar as mudanças do mundo da moda. Pode-se afirmar que os clientes que acompanharam as mudanças das Casas Pernambucanas são atualmente idosos. Porém, adentrar pelos espaços do magazine hoje significa não encontrar roupas mais apropriadas os que foram seus primeiros clientes e para os novos clientes idosos.

A partir de 1950 houve um grande aumento de lojas de confecções para crianças e senhoras. A roupa era confeccionada seguindo os modelos europeus e norte-americanos, mas com um toque de brasilidade nos tecidos e cortes: mais leves e coloridos, maiores decotes e redução de manga adaptando ao clima tropical.

Em São Paulo, as confecções começaram a crescer principalmente nos bairros do Itaim e do Bom Retiro. A demanda por moda pronta era grande,       

destacando-se dois grandes magazines: o Mappin (antes Mappin Store) e a Clipper, pioneiros da roupa pronta de São Paulo. Cabe mencionar as confecções do Bom Retiro que tiveram sua origem nos anos de 1920, com os

imigrantes47. Muitas das atuais confecções tiveram origem no trabalho desses

imigrantes; o comércio destes bairros se desenvolveu muito, propiciando a surgimento das primeiras galerias, com lojas que vendiam malharia, tecidos e acessórios. O bairro do Bom Retiro teve origem com os imigrantes (principalmente judeus e gregos; mais recentemente, temos coreanos e latino- americanos).

As boutiques tiveram origem na França; tinham como objetivo distinguir o prêt-à-porter das massas da “haute couture” das elites. Nas boutiques brasileiras encontravam roupas prêt-à-porter de costureiros franceses e roupas das costureiras locais.

CAPÍTULO III