FAALİYET MALİYETLERİ TABLOSU
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A passagem para um novo paradigma de desenvolvimento deu-se no início da década de 1970, por ocasião da crise do petróleo, bem como pela publicação do primeiro Relatório do Clube de Roma, que fazia uma crítica em relação à disponibilidade dos recursos naturais – fontes energéticas e matérias-primas (BUARQUE, S. C., 2002).
A partir desse debate, sucedeu em 1972, em Estocolmo, a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente, suscitando uma nova discussão sobre os estilos de desenvolvimento.
Segundo Baroni (1992), o termo desenvolvimento sustentável teria sido citado pela primeira vez em 1980, no documento The world conservation strategy: living resource conservation for sustainable development, da International Union for the Conservation of Nature and Nature Resources (IUCN).
Em 1986, na Conferência de Otawa, patrocinada pela United Nations Environmental Program (Unep), pelo Worldwide Fund for Nature (WWF) e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), o tema é revisitado, sendo então estabelecido que o desenvolvimento sustentável procurava responder às seguintes condições: integração da conservação e desenvolvimento; satisfação das necessidades humanas básicas; alcance de equidade e justiça social; provisão da autodeterminação social e da diversidade cultural; e manutenção da integração ecológica (BARONI, 1992).
Em 1987, a World Commission on Environment and Development (WCED) elaborou o documento Our Common Future, também conhecido como Relatório Brundtland, no qual definiu desenvolvimento sustentável como "o desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer as habilidades das futuras gerações de satisfazerem suas necessidades" (CMMAD, 1991, p. 47).
O conceito formulado pela WCED passou a ser adotado por grande número de organismos internacionais, destacando-se Pnuma, IUCN, WWF, Banco Mundial, Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional, as Agências Internacionais de Desenvolvimento do Canadá e Suécia, o World Resources Institute (WRI) e o International Institute for Environment and Development (IIED) (BARONI, 1992).
Em 1992, aconteceu no Rio de Janeiro a Conferência das Nações Unidas de Desenvolvimento e Meio Ambiente, movimentando países e pesquisadores de várias partes do planeta, redundando na elaboração da Agenda 21, que apresentava as orientações de um modelo de desenvolvimento sustentável, com várias ações e compromissos para as nações
participantes (BUARQUE, S. C., 2002).
Em Johanesburgo, na África do Sul, ocorreu em 2002 a Rio+10, ocasião em que foram elaborados os documentos Declaração Política e Plano de Implementação, que alertavam para o imperativo da erradicação da pobreza, da mudança dos padrões de produção e consumo, bem como da proteção dos recursos (RABELO, L. S., 2008).
Em 2012, sobreveio a Rio+20, no Rio de Janeiro. Durante quatro dias cerca de três mil pessoas, representando aproximadamente 1.500 empresas de 60 países, participaram de eventos do Global Compact – o braço da ONU para relação com a iniciativa privada – e produziram 220 compromissos. Ao todo, organizações, governos e sociedade civil assumiram aproximadamente 700 compromissos voluntários, totalizando cerca de 500 bilhões de dólares (RIO+20, 2012).
O entendimento do conceito de desenvolvimento sustentável transita num continuum entre autores com um enfoque mais pessimista, assim como entre autores otimistas. A visão pessimista percebe o desenvolvimento sustentável como utópico (MONTAÑO, 2002; CABETTE, 2004). Outros acreditam ser difícil alcançar os resultados esperados com as propostas éticas e econômicas vigentes (BRÜSEKE, 2003; LEONARDI, 2003; VECCHIATTI, 2004; LEFF, 2006). Há ainda os que apresentam uma visão mais progressista, percebendo que o conceito de desenvolvimento sustentável, como toda transformação, é processual, sendo percebidas mudanças de modo pontual (SIENA, 2002; HALES; PRESCOTT-ALLEN, 2005; BELLEN, 2005).
Todavia, a maioria dessas visões traz em comum a necessidade de mudanças, considerando a escassez de recursos e a preservação do meio ambiente (SIENA, 2002).
O Relatório para a Unesco da Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI apresenta para o conceito de desenvolvimento uma significação mais ampla, que extrapola a ordem econômica, para apreciar também a dimensão cultural, ética e ecológica:
O mundo conheceu, durante o último meio século, um desenvolvimento econômico sem precedentes. [...] estes avanços se devem, antes de mais nada, à capacidade dos seres humanos de dominar e organizar o meio ambiente em função de suas necessidades, isto é, à ciência e à educação, motores principais do progresso econômico. Tendo, porém, consciência de que o modelo de crescimento atual depara-se com limites evidentes, devido às desigualdades que induz e aos custos humanos e ecológicos que comporta, a Comissão julga necessário definir a educação, não apenas na perspectiva dos seus efeitos sobre o crescimento econômico, mas de acordo com uma visão mais larga: a do desenvolvimento
humano(32) (DELORS, 2001, p. 69).
(32) Processo abrangente de expansão do exercício do direito de escolhas individuais em diversas áreas:
econômica, política, social ou cultural. Algumas dessas escolhas são básicas para a vida humana: as opções por uma vida longa e saudável, ou por adquirir conhecimento, ou por um padrão de vida decente, são fundamentais para os seres humanos (PNUD et al, 1998, p. 35).
Entende-se que o desenvolvimento sustentável deve procurar atender às demandas da geração atual, sem afetar a capacidade das gerações futuras de satisfazer as suas próprias necessidades. Significa possibilitar que os indivíduos, agora e no futuro, alcancem um nível aceitável de desenvolvimento econômico e social, bem como de satisfação humana e cultural, realizando, concomitantemente, a partir da utilização razoável dos recursos da terra e resguardando as espécies e os hábitats naturais (CMMAD, 1991; WCED, 1987).
A proposta cepalina de desenvolvimento, concebida na década de 1990, instituía uma articulação entre a racionalidade (eficiência) econômica, a ética social e a conservação ambiental, de modo que a combinação de competitividade, equidade e meio ambiente – antes considerada contraditória – passasse a compor a base de um modelo de desenvolvimento (CEPAL, 1990; BUARQUE, S. C., 2002).
Segundo Lago (2012), atualmente o Brasil estaria seguindo a vertente do desenvolvimento sustentável nas dimensões social, ambiental e econômica, sendo exemplos disso a redução das desigualdades (dimensão social), a redução do desmatamento (dimensão ambiental) e a dinamização da matriz energética renovável (dimensão econômica).
A sustentabilidade alusiva ao segmento financeiro "se concretiza de maneira indireta pela influência que o setor exerce, no sentido de promover práticas de sustentabilidade por parte das organizações empresariais, incluindo seus fornecedores, e mesmo por parte dos indivíduos que dependem de seus recursos" (MATTAROZZI, 2012, p. 48).
O desenvolvimento, qualquer que seja a concepção, deve resultar do crescimento econômico, seguido de elevação do nível da qualidade de vida, que se traduz no bem-estar da população e, consequentemente, da sociedade, usando como referenciais os indicadores sociais, culturais, ambientais, políticos e econômicos.