TÜRKİYE CUMHURİYETİ DÖNEMİ
2.3. İŞBİRLİĞİ FAALİYETLERİ
2.3.5. HASTANE KURULMASI VE İŞLETİLMESİ
Com base na pesquisa bibliográfica e definição dos fundamentos teóricos de análise, desenvolveu-se a presente pesquisa em duas etapas: na primeira, foi realizado um projeto piloto na Empresa 1 para verificar a aplicabilidade e resultados do modelo de análise proposto durante o ano de 2010 e início de 2011. Após análise, verificou-se que o instrumento de coleta de dados utilizado atendia aos objetivos propostos na pesquisa e, em 2012, realizou-se entrevistas nas Empresa 2 e Empresa 3.
As empresas estudadas atuam em setores diferenciados da economia, sendo: Empresa 1 - metal-mecânico, Empresa 2 - material escolar e a Empresa 3 - mineração.
Para a realização do estudo, buscou-se entender preliminarmente o processo de transição dos sistemas existentes na empresa para o sistema ERP, quais as mudanças ocorridas, como revisão de processos, alteração de estrutura organizacional, dentre outros.
Por este motivo, buscou-se também identificar um informante-chave que tivesse participado do processo de transição e, nas três empresas estudadas, contou-se com a colaboração de profissionais que atuam com planejamento e controle da produção e tecnologia da informação e que serão denominados Agentes neste estudo. Os informantes-chave, de acordo com Yin (2010, p.133), são de fundamental importância para o sucesso de um estudo de caso:
Um tipo de entrevista de estudo de caso é a entrevista em profundidade. Você pode perguntar aos respondentes-chave sobre os fatos de um assunto, assim como suas opiniões sobre os eventos. Em algumas situações, pode até pedir ao entrevistado que proponha seus próprios insights sobre determinadas ocorrências e usar essas proposições como base para futura investigação. A “entrevista” pode
ocorrer, por isso, durante um longo período de tempo e não em uma única ocasião. O entrevistado também pode sugerir outras pessoas para serem entrevistadas, assim como outras fontes de evidência. Quanto mais o entrevistado auxiliar desta maneira, mais o papel pode ser considerado o de um informante, não apenas o de um respondente. Os informantes-chave são frequentemente fundamentais para ao sucesso de um estudo de caso. Essas pessoas proporcionam ao pesquisador insights sobre o assunto e também podem iniciar o acesso às fontes corroborantes ou opostas à evidência.
O número de pessoas entrevistadas, bem como as condições de observação não mantiveram o mesmo padrão de procedimento. Apenas na Empresa 1 foi possível realizar a entrevista no próprio posto de trabalho - área de programação da produção -, da qual participaram 3 Agentes.
Na Empresa 2, a entrevista foi realizada com 1 agente e ocorreu na sala de reuniões. Não houve a possibilidade de realizar a entrevista no posto de trabalho e de contar com outros agentes devido a indisponibilidade de tempo no período de realização da pesquisa.
Na Empresa 3, a qual se situa em outro estado da federação, a entrevista foi realizada à distância e ao vivo, tendo como ferramenta o Webex14 call.
Portanto, em função da concordância das empresas em participarem das pesquisa e também da disponibilidade de tempo não foi possível estabelecer um padrão de procedimento no que se refere ao número de Agentes entrevistados, observação in loco da situação de trabalho e o próprio tempo de duração da entrevista. Como se trata de estudos de casos e cada qual tem suas especificidades, considera-se que não houve prejuízo aos resultados.
O procedimento adotado para a abordagem dos agentes foi a entrevista semiestruturada contendo 51 perguntas abertas, a partir de três questões centrais baseadas no fundamento da Teoria do Agir Organizacional de Maggi (2006), que são: 1) a transformação da tarefa; 2) a coordenação, 3) a cooperação.
A partir destas 3 questões centrais, definiu-se as seguintes categorias de análise: Sistema, Tarefa, Autonomia, Conhecimentos Requeridos, Cooperação, Integração, Reciprocidade, Equipe, Coordenação, Controle, Comunicação, Constrangimentos, conforme Quadro 6. O protocolo completo de pesquisa encontra- se no Apêndice à este trabalho.
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WebEx é um sistema que permite realizar conferência por meio de chamada telefônica discada em 0800 ou via web.
Quadro 6 – Categorias de Análise de Pesquisa.
Fundamentos Teóricos Maggi
(2006)
Objetivos Categorias de Análise
Transformação da Tarefa
Analisar as tarefas e atividades desenvolvidas por meio do sistema ERP e seu relacionamento com outros subsistemas (fabricação, vendas, estoques, compra), quanto a prescrição, integração, impacto do erro, ritmo e intensidade
Tarefa
Verificar que tipo de conhecimento e
experiências são necessárias para a realização do trabalho por meio do sistema ERP no contexto da programação da produção
Conhecimento requerido
Definir se os sistemas ERP modificam a intensidade do trabalho, o controle, os espaços de regulação e se, interferem na carga de trabalho.
Autonomia
Definir como os sistemas ERP’s comportam a
variabilidade do sistema produtivo Sistema ERP
Cooperação
Verificar o grau de cooperação entre o Agente e demais Agentes cujas tarefas se
interrelacionam na operação do ERP (de complemento ou de decisão)
Integração Reciprocidade
Equipe
Coordenação
Verificar como o ERP potencializa a coordenação das tarefas e o controle do trabalho do Agente
Controle Interdependência
Equipe Comunicação
Identificar quais constrangimentos evidenciam- se na atividade realizada por meio do ERP.
Constrangimento
Fonte: elaboração própria
A análise das entrevistas foi realizada mediante análise temática que é considerada uma forma simplificada de análise de conteúdo do material coletado (THIOLLENT, 1996). A análise temática é principalmente qualitativa e tem por objetivo identificar os termos mais importantes das entrevistas, do ponto de vista dos atores e as várias expressões nas quais são utilizados.
Para a análise, foi necessário captar as palavras-chaves e expressões que surgiram espontaneamente nas verbalização dos Agentes de programação da produção. Estas foram avaliadas e apenas as mais significativas serviram de análise posterior. Este método é particularmente adaptado para descrever o universo
cultural ou ideológico dos membros de uma organização ou de qualquer outra entidade social (THIOLLENT, 1996).