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Harcamalara Katılma Payları

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1. BİRİNCİ BÖLÜM: BELEDİYELERİN ÖRGÜT YAPISI

1.4. Belediyelerin Mali Yapısı ve İşleyisi

1.4.2. Belediyelerin Gelir Kaynakları

1.4.2.1. Belediyelerin Esas Gelirleri

1.4.2.1.3. Harcamalara Katılma Payları

A região onde hoje se encontra o Estado do Pará, em particular, foi diversas vezes invadida desde o início do século XVI por holandeses e ingleses em busca de sementes de urucum, guaraná e pimenta. No século XVII, a região conheceu um período de grande prosperidade com a proliferação de lavouras de café, arroz, cana- de-açúcar, cacau e tabaco, além de fazendas de gado. No final do século XIX, no entanto, o crescimento econômico se deu a partir da exploração da borracha, que trouxe grande desenvolvimento para a região Norte do país. Ao longo do século XIX ocorreram no Pará alguns movimentos de insurgência contra Portugal, entre os quais se destaca o movimento popular da Cabanagem, já comentado anteriormente, ocorrido em 1835, e sufocado em seguida, e que chegou a decretar a independência da província e instalar um novo governo em Belém (PARÁ, 2010a).

O Estado do Pará está localizado na região Norte do Brasil, apresenta o segundo maior território do país, sendo menor apenas que o Amazonas. De acordo com a Fundação Nacional do Índio (FUNAI), o território do Pará concentra 31 etnias indígenas espalhadas em 298 povoações, totalizando mais de 27 mil índios. Também possui comunidades negras remanescentes de antigos quilombos (PARÁ, 2010).

A extensão territorial é de 1.247.689.515, totaliza 7.431.020 habitantes, distribuídos em 143 municípios. Apresenta baixa densidade demográfica, com

aproximadamente 5,9 hab./km2. O clima é equatorial, a temperatura anual é de 27º

C (PARÁ, 2010).

A economia paraense tem no extrativismo sua principal atividade econômica (ferro, bauxita, manganês, calcário, ouro, estanho), o alumínio e o minério de ferro são os principais produtos de exportação. O extrativismo vegetal se mantém importante, porém, nem sempre de forma sustentável. Outras atividades são: agricultura, pecuária, o setor de serviços se destaca nas maiores cidades, as indústrias e, de forma lenta, o turismo.

O Pará é o maior produtor de pimenta do reino do Brasil e está entre os primeiros na produção de coco da Bahia e banana. São Félix do Xingu, município paraense, é o maior produtor de banana do país (PARÁ, 2010).

O garimpo manual de Serra Pelada, que na década de 1980 atraiu aproximadamente 100 mil garimpeiros, esgotou-se (PARÁ, 2010). Hoje ele integra o projeto Ouro Serra Leste, da Companhia Vale do Rio Doce, que retira o minério de jazidas profundas.

A indústria concentra-se mais na região metropolitana de Belém, encabeçada pelos distritos industriais de Icoaraci e Ananindeua, e nos municípios de Marabá e Barcarena. O Produto Interno Bruto (PIB) do Estado é de 44.376 bilhões (PARÁ, 2010).

Entre os problemas sociais no Pará, o uso da terra é um dos principais, pois o Estado é dominado pelo latifúndio – 1% das propriedades ocupa mais da metade de sua extensão territorial. Por esse motivo, o Estado enfrenta problemas pela disputa da terra. O Pará também tem registros de trabalho escravo. Na área de saúde, a malária ainda preocupa por sua alta incidência. A mortalidade infantil é de 28% (PARÁ, 2010).

No Pará a proporção de pessoas com renda familiar per capita de até um salário mínimo – abaixo da linha da pobreza nacional – caiu de 65% em 1991 para 46% em 2007. O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) considera que o Estado terá dificuldades para alcançar a meta dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), que é erradicar a extrema pobreza e a fome (DIÁRIO DO PARÁ, 2009).

Os problemas que o Pará deverá ter para alcançar a meta apontam para um ritmo lento no aumento da renda da população: em 36 municípios paraenses a pobreza aumentou e nos demais 107 estacionou ou caiu muito pouco. Apenas 14 cidades têm alguma chance de reduzir em 50% a pobreza (DIÁRIO DO PARÁ, 2009). Existem municípios que têm altos percentuais de pobreza a reduzir, mas que, ao contrário do esperado, na década de 1991-2000 viram aumentar os índices.

Vale lembrar, que a política de incentivos fiscais, através do Fundo de Investimentos da Amazônia (FINAM), aplicando vantagens para baratear o custo dos investimentos na região, com o objetivo de atrair capitais de outras áreas, é o elemento principal na determinação do processo de ocupação no Pará. O aproveitamento da ampla disponibilidade de recursos naturais que permitiam uma exploração econômica para atender ao mercado nacional e internacional tornou viável economicamente os investimentos na região.

Os grandes projetos, assim denominados pela amplitude de investimentos aplicados na extração de recursos naturais, infraestrutura ou indústrias de transformação, instalados na região amazônica, incluem: a) projeto de exploração minero metalúrgico, do qual fazem parte: Projeto Albrás – Alunorte –, complexo para produção de 800 ton./ano de alumina e 320.000 ton./ano de alumínio, situado em Barcarena e que deveria gerar 3.898 empregos diretos (MAIA; MOURA, 1995); Programa Grande Carajás, situado nos municípios de Marabá e São Félix do Xingu e que inclui as seguintes atividades econômicas: mineração, produção de níquel, ferro gusa, ligas de ferro, ácido sulfúrico, semi-acabados de aço, agroindústria e projetos agropecuários e que deveria gerar 11.000 empregos diretos (MAIA; MOURA, 1995); e b) agropecuários concentrados no Sul do Pará.

Como resultado dos acordos estabelecidos entre o Estado e as empresas transnacionais, a fim de que esses projetos fossem construídos, foram aplicados recursos públicos para a viabilização de infraestrutura necessária ao seu funcionamento.

(...) recursos estes que sem dúvida vem fazendo falta a uma política de melhoria das precárias condições infraestruturais do contexto rural/interiorano e de incentivos à pequena produção regional, e que historicamente vinha abastecendo os centros urbanos (...). A população atingida aparece no planejamento de ocupação desse espaço, apenas como um entrave, um obstáculo a ser removido para a instalação da

modernização da produção. O modelo desenvolvimentista é apresentado como um fenômeno irreversível e ela só é objeto de preocupações pelo Estado porque está ocupando um espaço redefinido pela racionalidade do grande empreendimento. Esta população, em grande parte constituída de famílias de pequenos produtores rurais é alijada desse planejamento, tornando-se sujeita a um processo de proletarização pela forma violenta como é executada a desapropriação de suas terras (MAIA; MOURA, 1995, p. 225).

As mudanças que ocorreram na região, ao longo desse modelo de desenvolvimento, vêm gerando uma grande transformação nas relações de trabalho, onde o uso da moderna tecnologia vem causando um novo disciplinamento na organização do espaço de trabalho, desestruturando as condições de reestruturação das relações sociais de produção. Alteram-se as relações de poder, revelando-se formas diferenciadas de resistência ao processo de desapropriação, provocando a elaboração de programas de assentamentos populacionais, e a organização de movimentos de reivindicação por justas indenizações.

Com isso, essas

(...) populações passam da situação de inseridas à situação de excluídas. São transformadas em população excedente, populações supérfluas, e passam a ser vistas pelo empresário, pelo técnico, pelo planejador, como intrusas, invasoras de terras, violadoras da lei (MARTINS, apud MAIA; MOURA, 1995, p. 226).

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