BAKANLIK İZNİNE TABİ ŞİRKETLERE DAİR DEĞERLENDİRMELER VE ÖNERİLER
2. HALİHAZIRDA KURULUŞU VE ESAS SÖZLEŞME DEĞİŞİK- DEĞİŞİK-LİKLERİ BAKANLIK İZNİNE TABİ ŞİRKETLER
Após apresentar a teologia como reflexão crítica da fé e o diálogo, Sung propõe sua compreensão como experiência de Deus – experienciar Deus. Nela, o conceito de experiência é delimitado da seguinte maneira:
(...) trataremos a experiência como um acontecimento ou um conjunto de acontecimentos que nos modifica. (...) O que nos interessa assinalar é que um acontecimento só se torna experiência, no significado que atribuímos aqui a essa palavra, se modifica nossa maneira de ser e de ver o mundo. (...) a experiência, aqui, tem as seguintes características: é um acontecimento que modifica nossa vida, passa a fazer parte da nossa existência e dela temos consciência. (SUNG, 1996, p. 9)
O referido texto aborda três características da experiência:
É um acontecimento que modifica a vida. A experiência não é vista apenas como um encontro casual e sem sentido com uma determinada realidade divina. Ao contrário, é um acontecimento marcado por um encontro, ainda que casual ou inesperado, mas que faz sentido para a pessoa e modifica sua maneira de ser, de ver o mundo e agir no mundo.
Passa a fazer parte da existência. De alguma forma, a experiência toca, mexe com a pessoa, na sua integralidade, e propicia a possibilidade de transformação. A mediação para essa finalidade pode ser a linguagem, o contexto, o conteúdo, o método... Mas o fato é que algum estímulo foi a gênese propulsora de uma profunda e marcante experiência.
E dela tem-se consciência. A pessoa passa à consciência na medida em que ultrapassa a etapa do contato, da apreensão da realidade, e prossegue à reflexão sobre a ação que se deu dando início a um processo de desvelamento da realidade – “[...] ação – reflexão – ação [...]” (FREIRE, 2006, p. 81). Quanto mais reflexão, mais conscientização e mais se desvela a realidade, e há mais possibilidade de se compreender a essência do fato, do objeto analisado. É o processo de conscientização (FREIRE, 2008a, p. 30).
Nesta experiência de Deus que existe uma relação, a priori, de relacionamento, de interdependência e não de subordinação, de hierarquia. Nesta analogia, a Teologia concebida como experiência de Deus, implica uma experiência com Deus, e ao mesmo tempo, uma
experiência de Deus com o ser humano. Para o cultivo desta educação teológica como experiência de Deus, há que se pensar, principalmente, nos métodos e nos conteúdos.
Assim é possível pensar Deus, e pensar, implica se envolver com ele, em estabelecer, gradativamente, um relacionamento de aproximação. O que não é possível numa concepção de um Deus que basta a si mesmo, um ser para si. Mas num Deus que tem como princípio de sua divindade o relacionamento. Um Deus que cria e se relaciona com a sua criação a partir da realidade desta, do seu contexto existencial e histórico. Um Deus que se encontra com o ser humano, na história humana e valoriza o relacionamento pessoal por meio do qual é possível pensá-lo e experienciá-lo:
Outra forma de pensar sobre Deus é buscar compreender as possíveis relações entre ele e a história humana, que se refletem na vida de cada indivíduo. É pensar sobre a possibilidade de experienciar Deus. Esse é o caminho existencial e histórico, e não o caminho de “verdades” abstratas que pouco ou nada refletem em nossas vidas. É essa forma existencial e histórica que escolhemos e vamos trilhar. (SUNG, 1996, p. 8)
A teologia que concebe Deus e a si mesma como caminho de certeza, equivoca-se, pois as variantes da vida, as ações e reações humanas são incontroláveis e imprevisíveis, partindo da concepção do ser humano como um ser complexo. Uma visão de certeza, de igual modo, dificulta uma vida de doação de si e de serviço, pois é como se todo o comportamento humano fosse previsível e já determinado por uma força sobrenatural, supra- humana. Por fim,
Uma noção de Deus ou da teologia como caminho de certeza que nos possibilita controlar, prever e racionalizar a vida não é o melhor caminho para uma vida de doação de si e de serviço. Ela leva mais à postura de arrogância e de “apavonados”, enquanto que amar, cuidar e resgatar pressupõe humildade frente ao imprevisto, ao não controlado e à possibilidade de se refazer diante das incertezas e erros na vida. (SUNG, 2011, p. 123)
No entanto, a questão da sustentação da fé reside na possibilidade de que existe um valor, uma “constante” no cristianismo que resiste aos relativismos da linguagem, da diversidade cultural-linguística e do mundo moderno e pós-moderno, ou seja, a possibilidade de uma espiritualidade constante à luz de Cristo. Assim, não pensar a fé ou a Sagrada Escritura, a partir da certeza, em nenhum momento desqualifica sua potencialidade, ao contrário, evita em incorrer no erro da arrogância que, muitas vezes, é decorrente do conhecimento da fé e da Bíblia como doutrinas corretas e não como experiências de vidas e experiência de Deus e com Deus (SUNG, 2011, p. 124).
Neste sentido, é vital uma educação teológica que tenha como norte a teologia como reflexão da experiência que a pessoa tem com Deus e que possibilita uma experiência com Ele. Que preze a formação intelectual, porém, que contemple a formação espiritual, pessoal dos/as educandos/as (SUNG, 2011, p. 125). Para tal finalidade, afirma Sung:
(...) há concepções de teologia e de educação teológica, com seus métodos e conteúdos, que são mais compatíveis com a formação espiritual – o aspecto mais existencial e “interior” da educação teológica – voltada para serviço e missão, do que outras. (SUNG, 2011, p. 125)
E acrescenta:
Há espiritualidades que desumanizam porque prometem transformar o ser humano em um ser mais do que humano, em um ser sobre-humano. Promessas que iludem e cobram sacrifícios. (...) educar para um sentido “espiritual” de vida significa também educar para conhecermos e reconhecermos os limites e potencialidades da nossa condição de ser humano, que pode se encantar com o diálogo, a criatividade e causas nobres e solidárias. (SUNG, 2012, p. 145)
Neste sentido a espiritualidade é enfocada no tema a seguir, a Vocação Pastoral.