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HAKİMLER VE SAVCILAR YÜKSEK KURULU KARARLAR

A. Hakimler ve Savcılar Yüksek Kurulunun Tarihçes

A infra-estrutura geral da cidade é também um fator de relevância ímpar para o turista em visita ao destino em razão dos transtornos que a ausência ou falha em aspectos relacionados a este fator pode causar a viagem do turista. Embora se reconheça que a infra-estrutura não seja um fator de atratividade em si, como uma praia, um monumento, um evento, um aspecto cultural ou uma paisagem única, entre outros, se observa que caso este apresente algum problema crítico pode afetar toda a percepção da qualidade do destino turístico, e acabar, assim, por prejudicar toda viagem. Esta dimensão é considerada uma das mais complexas de serem gerenciadas, do mesmo modo que é considerada, como já dito, de importância destacada.

Nesse sentido, o número de variáveis responsáveis por examinar a qualidade desta dimensão tão ampla e complexa deve ser adequado ao seu escopo. Dito de outra forma, para uma avaliação próxima da adequada da dimensão Infra- Estrutura Pública (Ou Equipamentos públicos), faz-se necessário um número maior de variáveis a fim de investigar quais delas se fazem, realmente, mais pertinentes para a percepção de qualidade e satisfação do turista. Portanto, para fins de avaliação da qualidade deste item foram selecionados as seguintes variáveis: Limpeza e Higiene em Vias Públicas; Avaliação com Relação à Presença de Mendigos, Vendedores Ambulantes, Prostituição etc; Sensação de Segurança em Vias Públicas; Tranquilidade/Baixo Nível de Ruídos; Tráfego na Cidade/Congestionamentos; Acesso aos Atrativos Turísticos; Equipamentos Públicos (Lixeiras, bancos de praça etc.); Hospitalidade das Pessoas com o Turista; Paisagem Urbana (Número de prédios, construções com a cara local); Qualidade Paisagística do Entorno Natural (Ausência de equipamentos agressivos a paisagem como torres, arranha-céus etc); E, por último, a Avaliação Geral da infra-estrutura da Cidade como pode ser observado na Tabela 4.14.

TABELA 4.14: Indicadores de qualidade da infra-estrutura geral da cidade.

Avaliação

Variáveis Péssimo Ruim Regular Bom Ótimo Média Desvio (1 e 2) (3 e 4) (5 e 6) (7 e 8) (9 e 10) Padrão

Limpeza e higiene em vias públicas 7,1% 6,3% 17,3% 32% 37,1% 7,24 2,492 Avaliação com relação à presença de mendi-

gos, ambulantes, prostituição etc. 8,1% 9,1% 20,7% 28,1% 33,9% 6,96 2,577 Sensação de segurança em vias públicas 7,6% 9,9% 16,5% 31,4% 34,7% 7,10 2,525 Tranqüilidade/baixo nível de ruídos 4,6% 6,1% 12% 34,6% 42,8% 7,72 2,200 Tráfego na cidade/congestionamentos 8,3% 4,8% 14,4% 24,5% 48,0% 7,56 2,541 Acesso aos atrativos turísticos 3,8% 2,5% 15,8% 33,6% 44,3% 7,82 2,030 Equipamentos públicos (lixeiras etc.) 6,4% 6,1% 12,4% 40,5% 34,6% 7,41 2,234 Hospitalidade 2,9% 2,6% 13,6% 33% 47,9% 8,02 2,061 Paisagem urbana (Números de prédios,

construções com a cara local etc.) 3,4% 4,5% 14,8% 40,9% 36,4% 7,64 2,086 Qualidade paisagística do entorno natural

(ausência de equipamentos agressivos a

paisagem como torres, arranha-céus etc.) 3,4% 3,1% 19,8% 45,3% 28,4% 7,41 1,956 Avaliação geral da infra-estrutura da cidade 2% 3,1% 14,4% 42,8% 37,7% 7,89 1,855

Fonte: Pesquisa de campo.

De uma maneira geral, notou-se que o desvio padrão de quase todas as variáveis atingiram níveis acima de 2 pontos, o que demonstra certa variabilidade das resposta, como também o fato de que quase todas as variáveis apresentaram avaliação como regular, observando-se as médias, realidade que já era esperada como resultado da pesquisa em razão da complexidade da dimensão juntamente ao cenário local vivenciado cotidianamente. De qualquer maneira, o item que obteve maior média foi a Hospitalidade (8,02) reconhecida como uma marca da cidade, e de todos os destinos do Nordeste brasileiro.

O Acesso aos Atrativos (Média 7,82) atingiu a segunda maior média, avaliação favorável ao destino uma vez que é esperado que este fator seja um dos principais responsáveis pela satisfação do turista com o destino. Chagas (2007) e

Chagas e Dantas (2008), inclusive, argumentam que a acessibilidade ao atrativo é um dos fatores mais importantes da infra-estrutura para os turistas em visita ao destino. Tendo, então, pouco efeito todos aqueles aspectos infra-estruturais da cidade que não tenham vinculação direta com a experiência turística do consumidor. Dito de outra forma, os consumidores parecem ter sua percepção de qualidade da infra-estrutura da cidade centrada naqueles aspectos que eles utilizam freqüentemente, não relegando importância a outros aspectos cujo impacto em sua experiência não seja forte, e/ou causem algum incômodo relevante.

Outra constatação pertinente é que, mais uma vez, uma pesquisa conclui que, para os turistas, Natal já não apresenta níveis de Segurança (Média 7,10), tão satisfatórios como antigamente, como pode ser visto em Takarachi (1984). Sendo assim, o histórico argumento de venda da capital livre de perigos, mais segura do Nordeste, entre outros relacionados parece está em risco. Embora, como afirmou Geraldo Bentes, Diretor de Marketing e Relações Institucionais do Instituto Brasileiro de Turismo (EMBRATUR), agência de promoção do turismo brasileiro no exterior, em entrevista ao autor da pesquisa, a segurança seja uma variável que não possui tanto impacto tanto na escolha do destino, como na satisfação com ele uma vez que o público consumidor já reconhece que segurança é um aspecto relativo, e que, em qualquer destino visitado poderá correr risco razoáveis.

Alguns outros aspectos que são trabalhados, historicamente, como diferenciais do destino turístico Natal, como são a Tranqüilidade/Baixo Nível de Ruídos (Média 7,72), baixa Presença de Mendigos, Vendedores Ambulantes, Prostituição (6,96) e o Tráfego na Cidade/Congestionamento (Média 7,56), não apresentaram níveis de excelência em qualidade na percepção do consumidor turístico. Em outras palavras, Natal utilizava-se, para fins de promoção, o fato que várias capitais concorrentes apresentarem, há muitos anos, problemas com relação à segurança, pobreza, barulho entre outros, em função destas características não serem acentuadas na capital potiguar, ou ao menos não ficava explícito ao turista em visita a Cidade do Natal. Percebe-se, mais uma vez, certa discrepância entre o divulgado e o encontrado efetivamente no destino uma vez que essas variáveis tiveram tendência para avaliações regulares, como quase todas as variáveis desta dimensão. Cabe, ainda, a título de sugestão para novas pesquisas o exame da relação entre o que é divulgado e o que é efetivamente fornecido pelo destino. De

qualquer maneira, todas as variáveis atingiram níveis aceitáveis e se levando em consideração a complexidade da dimensão, as avaliações podem-se apresentar como razoavelmente satisfatórias.

Variáveis tais como Limpeza e Higiene em Vias Públicas (Média 7,24), Qualidade Paisagística do Entorno Natural (Média 7,41), Paisagem Urbana (Média 7,64) também seguiram o exemplo das demais, tendendo para médias consideradas como regulares, por volta de 7. Já a Avaliação Geral da Infra-Estrutura da Cidade pode ser visualizada na Figura 4.11.

FIGURA 4.11: Avaliação geral da infra-estrutura da cidade.

Fonte: Pesquisa de campo.

Observa-se a partir da Figura 4.11, a mais baixa avaliação geral de uma dimensão. A média 7,89 se apresenta como a tendência de avaliação do item ligeiramente superior a pontuação 7, geralmente aceita como média nesses caso

Número de Entrevistados

como afirma Johnson et al (2001). De acordo com esses resultados, faz-se mister examinar quais os fatores que mais impactam a avaliação de qualidade e satisfação dos turistas com essa dimensão a fim de melhorar o cenário encontrado. Esta análise pode ser vista no tópico seguinte.