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Karadeniz’in Hidrokimyasal Özellikleri:

F. FLORA-FAUNA VE HASSAS YÖRELER

F.1. Ekosistem Tipleri 1.Ormanlar

F.3.1. Habitatlar ve Toplulukları

O método de investigação de uma pesquisa depende tanto do objeto quanto dos propósitos do pesquisador. Assim, para a elaboração deste estudo, optamos pela pesquisa qualitativa em uma abordagem fenomenológica, desenvolvidas por meio de entrevistas.

A fenomenologia é um método de investigação pelo qual o observador vai buscar a compreensão de um fenômeno, daquilo que é revelado a uma consciência, incluindo sujeitos, ambientes e contextos. A fenomenologia nos leva a trabalhar com aquilo que se manifesta (SILVA, 2011).

A escolha do método fenomenológico para a realização dessa pesquisa ocorre em função da Gestalt-terapia, uma abordagem de base fenomenológica que orienta minha atuação clínica. Os procedimentos técnicos da Gestalt-terapia respeitam os princípios fenomenológicos.

A Gestalt-terapia é uma abordagem embasada na fenomenologia enquanto método, e, no existencialismo e na psicologia humanista, enquanto visão de homem. O enfoque está na relação que se constitui em um contexto interpessoal e intersubjetivo e na compreensão daquilo que faz sentido para o próprio indivíduo. A pessoa é agente e responsável pelo desvelamento de ser-no-mundo e por sua reconfiguração na maneira de se relacionar com o mundo (FUKUMITSU, 2004). O método fenomenológico aplicado à Gestalt-terapia é uma via de acesso à experiência vivida, na busca de significados envolvidos nessa essência.

A abordagem Gestáltica, prioriza a fenomenologia como método e acesso ao homem vivenciando sua experiência única, com toda dinamicidade e sentido. O fundamento da fenomenologia está na valorização da subjetividade consciente e suas

inter-relações, se preocupando então com os fundamentos da significação (HOLANDA, 2003).

A atitude fenomenológico-existencial é o ponto que fundamenta a concepção de homem da abordagem Gestáltica. De acordo com Tellegen (1984), a partir deste fundamento, a Gestalt-Terapia tem suas bases no “homem-em-relação, na sua forma de estar no mundo, na radical escolha de sua existência no tempo” (p. 41).

Segundo Creswell (2010), a pesquisa qualitativa é um meio para explorar e para entender o significado que os indivíduos ou os grupos atribuem a um problema social ou humano De acordo com o autor, se um conceito de um fenômeno precisa ser entendido, então ele merece uma abordagem qualitativa.

De acordo com Moreira (2004), existem algumas características básicas de uma pesquisa qualitativa, como o foco na interpretação, na compreensão, ao invés da quantificação; geralmente o pesquisador está interessado na interpretação que os próprios participantes têm da situação sob estudo; ênfase na subjetividade, já que o foco de interesse é justamente a perspectiva dos participantes; flexibilidade no processo de conduzir a pesquisa: o pesquisador trabalha com situações complexas, que não permitem a definição exata e a priori dos caminhos que a pesquisa irá seguir; orientação para o processo e não para o resultado. Na pesquisa qualitativa, o pesquisador não se preocupa com generalizações, pois o foco da sua atenção é centralizado no específico, no peculiar, no individual, almejando sempre a compreensão e não a explicação dos fenômenos estudados.

A pesquisa qualitativa, segundo Talhaferro et al. (2007), baseia-se no pressuposto de que o conhecimento sobre os indivíduos só é possível com a descrição da experiência humana, tal como ela é vivida e definida por eles próprios. Segundo Delefosse (2001), a pesquisa qualitativa interessa-se pelos diversos significados vividos e pela sua explicitação. Ela focaliza aspectos do fenômeno estudado por meio da experiência vivida de uma situação particular. Moreira (2004 p.60) explica que “sempre que se queira dar destaque à experiência de vida das pessoas, o método de pesquisa fenomenológico pode ser adequado”.

A pesquisa fenomenológica não se restringe aos fatos, entendidos como “ocorrências, realidades objetivas, relações entre objetos e dados empíricos, já disponíveis e apreensíveis pela experiência, observáveis e mensuráveis, no que se

distinguem de fenômeno”, mas volta-se aos fenômenos (GARNICA, 1999, p.113). Martins e Bicudo (2005 p.21 e 22) explicam que o “significado do fenômeno vem da expressão grega fainomenon e deriva-se do verbo fainestai que quer dizer mostrar-se a si mesmo. Assim fainomenos significa aquilo que se mostra, que se manifesta”. Desse modo, a Fenomenologia busca descrever o modo pelo qual o fenômeno se manifesta ao sujeito situado, procurando não pela sua verificação, mas pelo clareamento do fenômeno, tal como se mostra (SILVA 2011).

A pesquisa fenomenológica tem alcançado significativo crescimento nos últimos anos, conforme Holanda (2003), e envolve diversas metodologias, nas quais se inclui a análise fenomenológica. O autor explica que este crescimento se apresenta diante das expectativas de se considerar em manifestações humanas e sociais antes inacessíveis para um estudo sistemático nos moldes tradicionais das ciências positivas, sendo que os objetivos centrais de uma pesquisa de cunho qualitativo são exatamente acessar o mundo privado e subjetivo do sujeito e dar conta de dimensões do vivido humano não mensuráveis pela metodologia quantitativa tradicional.

De acordo com Martins e Bicudo (2005), as principais características de uma pesquisa fenomenológica são: ausência de uma compreensão prévia do fenômeno, ou seja, inicia-se o trabalho interrogado o fenômeno; a situação da pesquisa não é definida pelo pesquisador, mas pelos próprios sujeitos entrevistados; o investigador se pauta pelo significado.

Para Forghieri (2004), é necessário considerar o mundo da vivência imediata, compreendendo o homem em sua totalidade, na sua relação com o mundo. As situações que alguém vivencia não possuem, apenas, um significado em si mesmas, mas adquirem um sentido para quem as experiencia, e este se encontra relacionado à sua própria maneira de existir. Afirma que “o sentido que uma situação tem para a própria pessoa é uma experiência intima [...] para desvelar sua experiência o pesquisador precisa de informações a esse respeito, fornecidas pela própria pessoa” (p.58).