5. PERGAMON GYMNASİUMU
5.1. Gymnasium’a Genel Bakış
Dentre as linhas de investigação metodológicas na abordagem às políticas publicas de intervenção nas questões sociais e na saúde coletiva. A linha analítica adotada foi a da teoria explicativa da determinação social do processo saúde / doença calcada no método histórico. De maior aproximação à totalidade da questão objeto, em constructo analítico que se desenvolve através de uma discussão que se pretende dialética. Trata-se de um estudo teórico de análise de pertinência.
Com este intento, o trabalho produz uma síntese sobre a produção e caracterização das desigualdades sociais e sua extensão em saúde. A tese que se esboça no capítulo quatro é a de que, no curso do processo de desenvolvimento brasileiro, o projeto de saúde pública se configura na lógica das politicas sociais de intervenções setoriais, na incorporação e racionalização de saberes e, de práticas como a da seletividade. O esboço desse projeto, aqui se apresenta em forma de resenha com base em revisão bibliográfica que transcreve características originárias da atenção primária de saúde, em polos econômicos dos distintos estágios do desenvolvimento brasileiro.
Atenção que focalizou o combate às grandes epidemias - no saneamento da estrutura portuária para escoamento da produção - à chamada transição ou complexificação epidemiológica percorrida dos anos trinta aos anos oitenta do século vinte ao advento da reforma sanitária. Em discussão preliminar à análise de equidade em saúde, princípio do sistema publico que orienta essa reforma, este trabalho se amparou em resultados e análises contidas em artigos, dissertações e teses que avaliaram essa temática no mesmo periodo.
O desempenho processual ou programático do setor, direta ou indiretamente avaliado em suas induções político institucionais regulatórias, no percursos dessa projeto/reforma. Estudos que tiveram como foco privilegiado, a equidade em saúde e que dão sustentação à hipótese de trabalho. A antítese consiste na negação de efetividade do modelo assistencial com equidade. Nega a reversão da questão sócio sanitária que é de ordem estrutural, portanto
não reversível, por estratégias programáticas compensatórias como a prestação de cuidado diferenciado aos socialmente desiguais duplica as desigualdades sociais, em saúde.
O entendimento sobre efetividade em saúde é o de que as ações setoriais da saúde pública estão matizadas, pela transversalidade das ações das demais políticas públicas de mesmo alvo social. Como fio condutor da antítese, se esboça um epílogo de ineficácia social dessa política, com fulcro no incipiente controle social, na baixa efetividade da assistência à reversibilidade das questões sociais geradoras das condições de vida e de saúde. A ilusão formuladora de equidade em saúde na reforma conflita, com as estratégias da assistência e não atende à concepção analítica, aqui embasada em Starfield (2001).
Com assento nesses pressupostos, o estudo de cunho teórico alça campo empírico de provas de estudos nacionais para construção de quadro analítico sobre a estratégia de reorganização da atenção básica de saúde, em sua meta de conversão do modelo assistencial hospitalocêntrico, para o modelo básicocentrico. Reforça-se a observação dantes colocada de que a análise de pertinência persseguiu, sobremaneira em avaliar o alcançe deste intento e se, este alcançe se realiza com a indissociabilidade autopostulada de universalidade , integralidade e equidade na assistência.
A hipótese formulada é includdente ao entendimento de que o princípio de universalidade é o que mais se aproxima do cumprimento doutrinario. Os princípios de integralidade e de equidade são os que mais se distanciam desse cumprimento do sistema de saúde. No que se refere à sua máxima de missão social e finalidade de assistência de sistema público de sáude à coletividade como um todo.
Com o arcabouço da formação e da informação disponíveis a esta autora, os procedimentos utilizados procuraram se fixar no objeto de estudo e dar resposta às questões de pesquisa que se resumem em avaliar a indisociabilidade desses princípios. Juridicamente situados como direito
objetivo em sua visibilidade no nível básico dessa assistência com o zoom para a equidade na porta de entrada do sistema público de saúde.
A fundamentação teórica utilizada buscou ancorar conceitos e categorias analíticas básicas: na explicação do processo de determinação das desigualdades em saúde e das estratégias da política no alcance de eqüidade. Em sintonia com o expôsto de que as políticas públicas não têm padronização de receita, a estratégia de seletividade de grupos privilegiados na reorganização da assistência é excludente à equidade e impertinentetinente à conversão do modêlo assistêncial. Além de ferir os princípios reforça desigualdades e torna a assistência iníqua.
A título de conceituação que sustenta essas premissas de problematização se expõe que das características originais das práticas que constituiram o projeto de saúde pública brasileiro, se considera que o campanhismo é outro resquíscio da cultura institucional do setor da saúde pública que perdura até o presente. A cada rebote de endemia que surta, se produz uma campanha quando a prevalência já se elevou há alguns mêses, a vigilãncia sanitária não se moveu e os deterinantes estruturais, por exemplo (do saneamento básico / ambiental: da dengue, febre amarela, leptospirose e infestações alimentares) se urgencia uma campanha.