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5. PERGAMON GYMNASİUMU

5.4. Üst Teras

5.4.10. Doğu Hamamları

Em síntese sobre os resultados de demografia contidos no último Censo IBGE e suas pesquisas posteriores, se destaca a magnitude contida no indicador isolado de analfabetismo para os maiores de 15 anos em termos de 13,5% em 1999 para 10% em 2006 com média de 23% e 3% da população com título superior. A leitura dos dados revela que houve uma melhoria dos indicadores sociais de saúde e educação, em relação ao censo anterior, com o estigma racial no IDH branco crivado na quadragésima posição e o negro na centuagésima casa. A aglutinação de indicadores do índice de exclusão social e de privações já referenciado, (composto pela renda, saneamento básico e educação) comprova que a natureza da exclusão social neste país é de classe e por região. Dos 43.019.854 excluídos, 19.551.696 residem no Nordeste e somados aos 4.923,408 do Norte perfazem mais de 50% do total. (LEMOS, 2005).

A Pesquisa Nacional de Amostra Por Domicilio (PNAD), do IBGE (2004) ouviu 408.148 pessoas em 142.471 domicílios em todos os estados. De realização anual investiga de forma permanente as questões referentes à habitação, rendimento e trabalho com periodicidade variável, pesquisas suplementares de caráter demográfico, social e econômico. Dos dados principais sobre a demografia / fecundidade, emprego e renda se destacam que: a população brasileira chegou a 182.060.108 habitantes com estimativa de 190.000.000 para 2007.

Esta ocorrência atribui-se, em parte devido à inclusão, por primeira vez nessa pesquisa, da população que habita a área rural da região Norte do país.

51,4% da população declararam ser de cor branca; 42,1% parda; e 5,9% preta. A taxa de fecundidade no contexto da composição e da dinâmica demográfica da população brasileira é marcador norte para planejamento das políticas públicas, no contorno da questão da assistência à saúde.

A evolução dessa dinâmica aponta que em 1981 a proporção da população brasileira era de 48,3 idosos, pessoas com mais de 60 anos, para cada 100 com menos de cinco anos. Em 2004 a taxa recuou e o país tinha neste ano, 120 idosos para cada 100 crianças alterando-se portanto, a tendência na dinâmica populacional na relação etária. Em 1993, a proporção era de 76,5 por 100, em 1999 de 97,8 e a partir do ano de 2002, os idosos já se constituíam em maioria. Esta mudança gerou situações que elevaram as possibilidades e graus de dificuldades na administração de políticas em particular as de educação e de saúde.

A priori, um número menor de crianças possibilita alocar mais recursos no gasto per capita nas escolas públicas e elevar o contingente de aposentados pela previdência pública, em relação a um número cada vez menor de jovens em idade economicamente ativa. As explicações para esse processo estão bastante exploradas particularmente na queda na taxa de fecundidade da mulher brasileira que chega a 2,1 filhos. Taxa indicativa de reposição populacional de 0,1 que traduzem os efeitos da queda da mortalidade na relação entre idosos e crianças que se altera porque, ao mesmo tempo em que as taxas de natalidade declinam se elevam as de expectativa de vida.

A tendência é a de que a população não diminui de tamanho em curto prazo devido ao aumento da longevidade e a existência do contingente populacional jovem em idade reprodutiva, bastante significativo. As estimativas do IBGE (2006) vão no sentido de que somente a partir de 2062 a população brasileira efetivamente diminui. Outro indicador que muda significativamente nos dados dessa PNAD, de acordo com a região do país é a proporção de pessoas que migraram para outro município ou Estado. O fluxo histórico de nordestinos para o Sudeste se inverteu e a região em que essa proporção de migrantes é maior é a do Centro-Oeste e Sudeste, cujas proporções eram de 41,1% caíram para 18,7%.

O percentual de pessoas que nasceram em outros municípios chega a 39,8%. Sobre o fluxo migratório, a explicação no site institucional é de que este número indica que a mobilidade da população é intensa. Principalmente nas áreas de expansão da fronteira agrícola no Centro-Oeste e Norte, setor da economia que tem as maiores taxas de crescimento.

Emprego. Os dados da PNAD, 2004 sobre esta varável de ordem estrutural no processo de produção das desigualdades indicam que houve uma elevação da População Economicamente Ativa - PEA. A elevação foi de 2,5%, e a ocupação 3,3% entre 2003 e 2004. Neste período ocorreu aceleração no ritmo de geração de empregos sem carteira num crescimento de 6% sem registro para 6,6% com tendência de formalização. As contratações registradas foram de 1, 569 milhões e superaram as informais que chegaram a 1,126. O número de trabalhadores autônomos aumentou em 0,6% cuja elevação gerou perda de participação no total de pessoas ocupadas.

Quanto à evolução de renda pelo trabalho, o trabalhador sem remuneração onde se insere o componente da família que auxilia na informalidade no negócio familiar: banca de camelô ou na barraca da família, cedeu em 4,5% de 2003 para 2004. O emprego doméstico foi elevado pelas contratações sem registro as quais subiram 4,2% com elevação acima da média em relação ao emprego de servidores civis e de militares que foi de 4,4%. A participação dos trabalhadores formais foi de 32% em 2003 para 32,9% em 2004 e a dos trabalhadores sem carteira teve uma incipiente elevação na ordem de 23,5% para 24,1%. Os trabalhadores autônomos e não cooperativados que trabalham por conta própria tiveram uma tênue redução de 22,3% para 21,8% e os não-remunerados de 7,1% em 2003 para 6,5% , em 2004.

A elevação de empregos em 3,3% em relação a 2003 significou um acréscimo de 2,7 milhões de trabalhadores ocupados com taxa de desemprego que cai de 9,7% para 9%, o equivalente a 8,2 milhões de desempregados, o segundo melhor aumento da série histórica iniciada em 1992 e menor que o verificado de 2001 para 2002 com alta de 3,8% no número de ocupados. A taxa de desemprego caiu no sentido de que o número de vagas criadas cresceu mais do que o total de pessoas que ingressaram no mercado de trabalho.

Em 1992 era de 10,5% o total de empregados dos quais a indústria foi o setor da economia que mais impulsionou o emprego em 6,6%, seguida pelo setor de serviços 4,8%. No setor agrícola houve queda de 0,5% na totalidade das atividades desenvolvidas no campo e cresceu 4,3% em atividades não agrícolas, enquanto o nível de ocupação feminina aumentou em seu maior nível desde 1992 que foi de 45,6% para 46,4%.

A renda média da população brasileira é considerada um descritor de excelência sobre a expressão das desigualdades sociais. Este indicador é componente de peso na evolução do IDH cuja média populacional estimada para o período foi de U$ 40,00. Impeditiva ao acesso dos mínimos essenciais de reprodução de classe devido ao não atendimento à uma pauta dietética de requerimento mínimo de 2.200 cals./dia per capita. (ESCODA, 2007).

Pochmann (2005, p.8) admite que a renda média continua baixa no Brasil, com pequena redução da desigualdade :

A renda média do trabalhador permanece estagnada em R$ 733,00 descontados a inflação do período que não a recupera no percentual de 18,8% verificado desde 1996, quando a renda atingiu seu pico e, desde então só faz cair. Mesmo sem crescimento na renda, a queda no rendimento dos mais ricos, o recuo da inflação e o aumento real do salário mínimo, bolsas-renda e pensões permitiram uma melhor distribuição da renda do trabalho.

O índice de Gini4 pontua que a concentração de renda média passou de 0, 554 em 2003 para 0, 547 em 2004, melhor resultado desde 1981 e que a distribuição de renda mantém uma tendência de melhora, dêsde 1993. Nas análises de Pochmann (2006) a distribuição se deu à custa dos 10% mais ricos que, de 1996 a 2004 tiveram uma queda de 22,7% quando, para os 50% de trabalhadores com menor renda o declínio foi de 4, 31%. Os analistas institucionais entendem que apesar desses dois grupos terem perdido, a distribuição de renda melhorou um pouco, já que os mais pobres perderam menos do que os mais ricos.

O acesso aos bens de consumo, a PNAD comprovou ainda que no acesso ao aparelho celular houve uma expansão de 21% para 25% na proporção de

4 Esse índice quantifica que quanto mais perto de hum, mais desigual é o rendimento e, quanto mais

domicílios que tinham esse tipo de aparelho entre os 40% mais pobres. Nos domicílios com renda inferior a R$ 100 per capita, o aumento foi de 10% para 20% nessa forma de consumo.

As evidencias empíricas, as análises transcritas e as que se seguem indicam que houve uma redistribuição de renda com tênue significância no peso dos indicadores de pobreza como um todo. Indicadores que manifestam as condições materiais de vida no acesso à terra, alimentação e situação nutricional e, saneamento básico cujos níveis de indicadores impactam negativamente nas desigualdades epidemiológicas e de assistência à saúde.

Benzer Belgeler