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3. YÖNTEM

3.3. Veri toplama Araçlarının Geliştirilmesi

3.3.1. Giriş Anketinin Hazırlanması

Não há como tratar da parassinonímia fora das condições históricas e sociais, ideológicas e culturais. É na história que se produz o conhecimento, que se estabelecem as relações de sentidos, que se demarca a dimensão significativa da palavra em ocorrência na comunidade. É no curso da história que se distendem as práticas ideológicas e sociais, sociais e discursivas. Toda prática social vincula-se ao contexto ideológico, por onde passam as particularidades culturais de um povo. Conseqüentemente, todo registro vocabular do grupo social define-se pela prática discursiva – a obra lexicográfica.

Segundo BARBOSA65 (1992:263), os parassinônimos caracterizam-se como lexias que têm expressões distintas mas que têm quase o mesmo conteúdo, quase o mesmo recorte conceitual, ao nível lexemático, justamente por serem lexemizações diferentes do mesmo recorte conceptual, por se relacionarem ao mesmo conceptus.

Ainda, segundo a autora, é importante conferir maior rigor e, ao mesmo tempo, automatismo, aos fatores determinantes da possibilidade ou não de substituição dos parassinônimos. Em todo o contexto em que se atualizam semas do conjunto-intersecção, os parassinônimos são intercambiáveis, podem ser tomados por equivalentes: “Eu tenho um cão em casa”

”Eu tenho um cachorro em casa”; remetem à mesma lexe e ao mesmo recorte cultural. Entretanto, em “A leoa e seus cachorros” não é aceitável “A leoa e seus cães”, na medida em que a atualização incide sobre sema(s) dos conjuntos-diferença

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BARBOSA, M.A. O percurso gerativo da enunciação, a relação de equivalência lexical e o ensino do léxico.

Na tradução de filmes deve-se compreender a natureza de cada sujeito falante/ouvinte, para a seguir poder estabelecer algumas das unidades lexicais que podem ser utilizadas no discurso da personagem. Seguindo as técnicas e os procedimentos de tradução de legendagem e dublagem, a escolha da unidade lexical mais adequada no ato tradutório é essencial, além da compreensão do roteiro, para a caracterização das personagens.

As situações discursivas dos filmes requerem, para uma boa tradução, adequações vocabulares, sendo necessário o uso de parassinônimos lexicais que cumpram as exigências – que melhor se ajustam dentro da estrutura frasal e do contexto – dos parâmetros estabelecidos pelos estúdios e pelos objetivos de entretenimento para o espectador.

Nesse contexto, os parassinônimos são importantes e, até, imprescindíveis para adequação vocabular na tradução para legenda e dublagem de filmes, visto que as duas modalidades têm exigências a serem cumpridas na execução do trabalho. A legendagem exige, além de síntese das falas do roteiro, a busca de parassinônimos com menos letras para cumprir a quantidade de caracteres exigida para cada fala. A dublagem exige, além de vocábulos que se ajustem à sincronia labial, que se busque parassinônimos que não ocasionem cacófago, sibilações ou trava-línguas.

Quando discorre sobre estrutura, funções e variabilidade da parassinonímia, BARBOSA66 (2000) focaliza apenas a relação da parassinonímia que, por sua vez, compreende, dentre outros, os seguintes tipos: parassinônimos parafrásticos

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BARBOSA, Maria Aparecida. Estruturas e tipologia dos campos conceptuais, campos semânticos e campos lexicais. Acta semiotica et linguistica, v. 8. São Paulo: Plêiade, p. 95-120, 2000.

culturais; parassinônimos diacrônicos, diatópicos, diastráticos, diafásicos; parassinônimos pragmáticos; parassinônimos técnico-científicos e seus correspondentes banais.

Com efeito, em todos esses casos, verifica-se entre as formas lexicais relacionadas à existência de um mesmo suporte referencial cognitivo e a evidente diferença de referencialidade conotativa de cada uma dessas formas. Conseqüentemente, não há entre elas uma homossemia total e, sim, parcial, o que inviabiliza o uso de uma pela outra, sem que isso gere alteração de sentido. Logo, essas formas, como dissemos acima, não têm a mesma distribuição, ou seja, não são comutáveis entre si, em todos os contextos (BARBOSA, 2000).

O tradutor de filmes deve ter profundo conhecimento dessas técnicas, como também dos micro-sistemas de parassinônimos. Levando-se em conta a diversidade de personagens e o contexto de cada filmes ou situações, o tradutor precisa adquirir, também, um maior número de parassinônimos pertencentes aos universos de discurso diferentes no que se refere a variantes diafásicas, diatópicas, diacrônicas e diastráticas.

Daí resultam: aumento do número de unidades memorizadas e disponíveis para atualização; maior rigor nas oposições semêmicas e maior precisão do enfoque semântico; maior habilidade na seleção das unidades léxicas, face à situação de enunciação e de discurso; maior habilidade na manipulação das relações de significação; maior habilidade na transposição de sentidos e no trânsito entre universos de discurso (metalinguagem e transcodificação). (BARBOSA67, 2004:323).

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BARBOSA, M.A. A terminologia e o ensino da metalinguagem técnico-científica. In: ISQUIERDO A.N.; KRIEGER, M.A. (Org.) As Ciencias do Léxico: Lexicologia, Lexicografia e Terminologia. v.II. Campo Grande (MS): UFMS, 2004. p. 311/324.

Segundo LAFACE68 (2000), toda língua, seja qual for a sua natureza, passa a veicular situações de uso, refletindo as características culturais de um povo, reconhecido pela sua identidade, pela sua índole, pela possibilidade de se definir no contexto mundial. A “palavra” torna-se fonte de produção de conhecimento. Abre-se para a descrição e definição das relações linguageiras no eixo da interação comunicativa. Revela o modo de ser do grupo que dela se utiliza, reconduzindo o universo social e político de sua história. Marca, em conseqüência, o jeito de pensar o mundo.

No caso do Brasil, trata-se de um povo que, em busca de sua identidade cultural, projeta-se no universo de uma linguagem mundializada, tentando participar dos recursos tecnológicos, da virtualidade eletrônica, da informatização, das realidades de mundo. A língua portuguesa no Brasil tem refletido, significativamente, as características de uma cultura em formação, revelando, no "aqui" e no "agora", a índole e a natureza do povo que a tem como uso. Particulariza-se nos grupos pela variedade dialetal. Universaliza-se no espaço da intercomunicação pela integralização de culturas. Torna-se presença nos fatos históricos, definindo-se como cultura e como prática social (LAFACE, 2000).

Por isso mesmo, pode-se tratar a parassinonímia como sendo fonte de produção de conhecimento e caminho aberto para a elaboração da Obra Lexicográfica, tendo como ponto de partida a dimensão língua e cultura.

A Obra Lexicográfica tem a função de conter o vocabulário comum a todos os usuários, dada a sua dimensão social e cultural; função de abrir caminhos produtivos

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LAFACE, Antonieta. Parassinonímia: Caminho Aberto para a Produção da Obra Lexicográfica. Apresentação de Trabalho/Comunicação. São Paulo: UNESP. 2000.

de um mundo construído pela ciência da linguagem com a própria linguagem. Portanto, no entender de LAFACE69 (2000), a parassinonímia estabelece conexão com a história e com a cultura, de forma a contribuir para a reformulação do Universo Humano e abrir caminhos para novas situações produtivas da linguagem. Na era da "globalização" e da "informatização" da linguagem, as línguas funcionam como produtoras de conhecimento, estabelecendo relações entre o poder de construir coisas no mundo e a efetiva mobilização das realidades culturais; visões de mundo no contexto ideológico, respeitando as particularidades de cada grupo social e, ao mesmo tempo, interagindo povos e nações.

Desse modo, divulgar idéias e conceitos que definem e descrevem objetos do saber depende do uso que se faz da língua; que esse uso possa dizer o contexto histórico de um povo, de sua cultura, de sua ideologia; que possa projetar dados da sua realidade cultural no âmbito da universalidade.