A. ORTAM OLARAK DİL VE GELENEK
A.2. Varlığın Temeli Olarak Dil
A.2.2. Gianni Vattimo’nun Yönelttiği Rölativizm Eleştirisi
O CNPq, inicialmente denominado Conselho Nacional de Pesquisas, foi criado em 1951 com o objetivo de auxiliar o desenvolvimento científico do país com a formação e absorção de recursos humanos e o financiamento a projetos de pesquisa. Em 1974, mudou sua denominação para Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Nesse período, a entidade trabalhava, para fins de enquadramento das várias atividades e projetos de pesquisa e formação de recursos humanos apoiados ou fomentados por ela, com a distinção de 43 áreas do conhecimento. Uma delas era a área de Comunicação, que tinha como subáreas: Ciência da Informação, Comunicação radiotelevisiva, Jornalismo e Teoria da Comunicação (CATÁLOGO..., 1976). Essa estrutura permanece constante (apenas com a inclusão de novas áreas de conhecimento, como em 1979, quando foram acrescentadas as áreas de Esportes e Serviço Social) até que, na década de 80, a entidade começou a trabalhar com as grandes áreas.
Atualmente, o CNPq trabalha com uma tabela de classificação das áreas de conhecimento. Essa tabela possui nove grandes áreas: Ciências Exatas e da Terra, Ciências Biológicas, Engenharias, Ciências da Saúde, Ciências Agrárias, Ciências Sociais Aplicadas, Ciências Humanas, Lingüística, Letras e Artes e Outros.
Dentro da grande área Ciências Sociais Aplicadas estão treze áreas: Direito, Administração, Economia, Arquitetura e Urbanismo, Planejamento Urbano e Regional, Demografia, Ciência da Informação, Museologia, Comunicação, Serviço Social, Economia Doméstica, Desenho Industrial, Turismo. Dentro da área de Comunicação há 11 subáreas, listadas na QUADRO 3 apresentado a seguir:
QUADRO 3
Subáreas que compõem a área de Comunicação na Tabela de Áreas do Conhecimento do CNPq
1. TEORIA DA COMUNICAÇÃO 2. JORNALISMO E EDITORAÇÃO 3. TEORIA E ÉTICA DO JORNALISMO 4. ORGANIZAÇÃO EDITORIAL DE JORNAIS 5. ORGANIZAÇÃO COMERCIAL DE JORNAIS 6. JORNALISMO ESPECIALIZADO (COMUNITÁRIO,
RURAL, EMPRESARIAL E CIENTÍFICO) 7. RÁDIO E TELEVISÃO
8. RADIODIFUSÃO 9. VIDEODIFUSÃO
10. RELAÇÕES PÚBLICAS E PROPAGANDA 11. COMUNICAÇÃO VISUAL
FONTE: http:// www.cnpq.br/areas/tabconhecimento/index.htm.
Destas subáreas, chama a atenção o fato de haver cinco dedicadas ao jornalismo. Uma delas ao jornalismo de forma geral, sem qualquer especificação (presume-se que destinada a trabalhos sobre jornalismo que não se encaixem nas outras quatro classes), acrescida de outra habilitação profissional bastante relacionada, a editoração (que, na CDD, por exemplo, está próxima, ambas no 070). As outras destacam aspectos bastante específicos do jornalismo. Uma é dedicada a teoria e ética da prática jornalística como um todo. Duas enfatizam partes específicas da estrutura da empresa jornalística: sua organização editorial, sua organização comercial. Por fim, há uma classe para trabalhos que não se relacionam com o jornalismo de massa, onde devem ser encaixados trabalhos sobre práticas jornalísticas voltadas para grupos específicos.
As demais habilitações profissionais não possuem o mesmo detalhamento temático que o jornalismo. Existe apenas uma classe para publicidade e relações públicas. Há uma classe para comunicação visual onde, presume-se, podem ser encaixados trabalhos sobre jornalismo, publicidade ou relações públicas, desde que relacionados com linguagens visuais (imagens, fotografias, planejamento gráfico, out-doors, etc). Na esteira dessa divisão, isto é, por mídias, estão as demais três classes: uma para trabalhos sobre os meios rádio e televisão, outra para processos de radiodifusão e outra para processos de videodifusão. Não há uma classe específica para cinema.
Predomina, na versão do CNPq, uma visão bastante profissionalizante da comunicação, uma vez que esse é o critério gerador do maior número de classes. E mesmo dentro das classes referentes a “jornalismo” (quase a metade do total) as divisões representam aspectos da prática profissional. O segundo critério utilizado diz respeito às mídias, isto é, aos veículos de comunicação utilizados e os processos por eles engendrados.
Conforme Lopes, Braga e Samain, a Tabela de Áreas do Conhecimento do CNPq foi elaborada num outro período histórico e reflete as preocupações e problemáticas daquela época e daquele contexto, não sendo mais adequada para a representação das subáreas de pesquisa atualmente em vigor no campo da comunicação:
Observamos que a classificação atual é que organiza a estrutura básica dos currículos de graduação na área. A “Teoria da Comunicação” é o núcleo da parte analítico-relfexiva do Tronco Comum; e as demais subáreas correspondem quase integralmente às habilitações. Mesmo na graduação, e em plena vigência do Currículo Mínimo associado a esta perspectiva, esta sistematização já evidencia lacunas, imprecisão descritiva e uma abrangência insuficiente. Para a pós-graduação e a pesquisa, a estruturação manifestava de longa data sua imprecisão – obrigando freqüentemente à inclusão generalizada, na subárea “Teoria da Comunicação”, de toda pesquisa que não fosse especificamente direcionada por (e para) um dos meios de comunicação ou um dos tipos de prática comunicacional reconhecida (LOPES; BRAGA; SAMAIN, 2001, p. 93).
Exatamente por essa desatualização ou descompasso de sua tabela com a realidade atual, o CNPq solicitou a uma comissão de especialistas uma proposta de atualização. O primeiro documento nesse sentido foi elaborado e publicado em 2001. Trata-se da proposta elaborada por Lopes, Braga e Samain, que elaboram uma lista de dez subáreas para compor a área de Comunicação.
Um dos autores, em outro texto, explica que o sistema proposto realiza duas clivagens. A primeira identifica as pesquisas que enfocam alguma questão sobre a mídia, em oposição aos estudos que “abordam outras questões e outros objetos empíricos, extra-mediáticos, em função de componentes comunicacionais (interacionais) aí envolvidos” (BRAGA, 2001, p. 29). A segunda clivagem diferencia os estudos “consensualmente aceitos como pertencentes ao campo da Comunicação” (Ibidem, p. 29) daqueles “que nitidamente se fazem na fronteira entre os objetos de preocupação do campo e os objetivos de outras disciplinas humanas e sociais” (Ibidem, p. 30).
Da primeira clivagem definem-se cinco subáreas: quatro relativas a estudos sobre a mídia (“estudo dos meios”, “práticas de comunicação”, “interpretação de produtos” e “recepção”) e uma que estuda outras modalidades de comunicação (“sociabilidade/subjetividade e comunicação”). Da segunda clivagem, definem-se outras quatro, que representam as disciplinas de interface. Para que não se precise listas todas as disciplinas possíveis de serem disciplinas de interface com a Comunicação, o autor destaca a necessidade de “agregações amplas”, definindo-se como subáreas: “comunicação e cultura”, “comunicação, artes e literatura”, “comunicação, ciências humanas e filosofia”, “comunicação e ciências sociais aplicadas”.
Por fim, uma última subárea é criada para abrigar estudos “em que a teoria seja mais que o movimento natural de toda pesquisa, para tornar-se o objeto mesmo desta” (Ibidem, p. 31): trata-se da classe “teoria e epistemologia da comunicação”.
Destaca ainda o autor que
(...) estas subáreas não devem ser percebidas como “territórios” (metáfora que levaria à aceitação de fronteiras e de exclusividade). Cada uma delas é apenas um “ângulo de entrada”, ou seja, uma perspectiva preferencial para organização de objetos de pesquisa, ângulo que não exclui temas das demais subáreas, mas apenas os organiza em função do enfoque ali adotado (BRAGA, 2001, p. 32).
Ou seja, as subáreas definidas pela categorização de Lopes, Braga e Samain não têm o objetivo de serem mutuamente exclusivas, mas de garantir espaço para que todas as linhas de pesquisa dos PPGCOMs e projetos de pesquisa na área de Comunicação possam ser classificadas em pelo menos uma subárea.
O sistema construído pelos autores ainda não foi adotado, e as discussões a respeito da necessidade de atualização da tabela do CNPq continuaram a acontecer em outros fóruns, envolvendo outros pesquisadores.