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Eserin Gelenekselleşmesi: Klasik Eser

B. DİL VE GELENEĞİN SABİTLİĞİ

B.2. Değişime Direnen Gelenek

B.2.2. Eserin Gelenekselleşmesi: Klasik Eser

À importante atuação da Intercom enquanto associação científica na área de comunicação veio se somar, em 1991, a Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação, Compós. A entidade congrega todos os PPGCOMs do país, e logo no seu primeiro ano de funcionamento, organizou um encontros de pesquisa. Desde então são realizados, ininterruptamente, encontros anuais. Diferentemente da Intercom, a Compós se estruturou, desde o início, como uma associação de pesquisa, preocupada em promover o diálogo entre pesquisadores, o intercâmbio de experiências e a estruturação cooperativa dos programas de pós-graduação, atuando principalmente junto à Capes e às agências de fomento. Tanto assim que seus encontros são marcados por uma dinâmica própria: os textos selecionados são enviados para relatores para a produção de críticas; os textos originais e os relatos circulam entre os participantes antes da realização do encontro; no momento do encontro, a ênfase não se dá em relação à apresentação dos trabalhos, que já terão sido lidos por todos, mas no debate. Além disso, desde sua fundação, a Compós

trabalha com Grupos de Trabalho temáticos, tendo esboçado uma preocupação constante com os critérios de clivagem da área. Entre seus seis objetivos principais está o “incentivo ao desenvolvimento de estudos e pesquisas, identificando temas prioritários, problemas e necessidades de avanço do conhecimento na área” (COMPÓS, 1999, p. 6).

No primeiro congresso da entidade havia apenas seis GTs. No ano seguinte já eram sete. Em 1996 a entidade passou por uma reestruturação, da qual resultaram oito GTs, vários dos quais antigos GTs com novas denominações. No ano seguinte foi criado mais um, e mais um no ano posterior. Nesse momento a Compós se reuniu para avaliar como seriam os processos de submissão de novos grupos, bem como os critérios de permanência. Foi estabelecido um número máximo de GTs: dez. Atualmente, o número máximo de GTs é doze. A evolução dos GTs da Compós, ano a ano, é desenvolvida no QUADRO 7:

QUADRO 7

Evolução dos Grupos de Trabalho da Compós

Grupo de Trabalho 93 94 95 96 97 98 99 00 01 02 03

Comunicação visual X X X

Comunicação e cultura X X X X X X X X

Comunicação e política X X X X X X X X X X X

TV e audiência X X X

Comunicação e sistemas de pensamento X

Estudos do discurso X X X X X X

Antropologia da comunicação X

Comunicação e sociabilidade X X X X X X X X X X

Comunicação e psicanálise X X X X

Com. comparada e estudos da cultura X X X

Com. e sociedade tecnológica X X X X X X X

Experiência e compreensão X X X

Imagem X

Imagem e som X X

Mídia e recepção X X X X X X X

Comunicação e campo do inconsciente X X X X

Comunicação e globalização X X

Criação e poéticas digitais X X X X X

Fotografia, cinema e vídeo X X X X X

Produção e sentido nas mídias X X X X

Estudos de jornalismo X X X X

Epistemologia e comunicação X X X

Políticas e estratégias de comunicação X X X

Cultura das mídias X

Tecnologias informacionais de c. e socied. X

FONTE: http://www.compos.org.br. NOTA: Os espaços preenchidos significam a existência daquele GT no respectivo ano.

A primeira análise a ser feita sobre os GTs diz respeito à continuidade de certas temáticas, ao desaparecimento definitivo de outras ou à absorção de certos temas de um GT por outro. O primeiro grupo é composto pelos GTs de grande durabilidade, que tiveram seções temáticas em pelo menos oito encontros, o que aponta para uma estabilidade das temáticas enquanto temáticas prioritárias da pesquisa em comunicação. O único GT que esteve presente em todos os encontros foi o de “comunicação e política” (11 encontros), embora outros GTs, surgidos depois, também tenham apresentado durabilidade, como o de “comunicação e sociabilidade” (10 encontros). O de “comunicação e cultura” existe desde o início, mas interrompeu suas atividades por duas vezes, totalizando 8 encontros.

Há GTs que se encaixam nesse grupo, apresentando freqüência semelhante, e que apenas sofreram processos de trocas de nomes – o que, em alguns casos, representou alguma alteração no escopo temático. É o caso do GT “comunicação e sociedade tecnológica”, presente em 7 encontros e que, depois, mudou o nome para “tecnologias informacionais de comunicação e sociedade”, presente em mais um encontro, totalizando oito. Outro caso é o do GT “TV e audiência”, com três encontros, e que depois foi contemplado no GT “mídia e recepção”, que na verdade não veio para substituí-lo, porque foi criado numa outra perspectiva teórica e de abrangência maior, mas que atua, no entanto, no mesmo campo temático (do qual os estudos sobre audiência de televisão são um subcampo). No total, esses dois GTs se organizaram em 10 encontros.

Há, ainda, o caso do GT “imagem” (um encontro), que mudou seu nome para “imagem e som” (dois encontros) até, por fim, adquirir a designação “fotografia, cinema e vídeo” (cinco encontros), que acabou por se organizar, ininterruptamente, em oito encontros. Por fim, há o GT de “estudos do discurso” (seis encontros), que foi dissolvido, e tem sua temática contemplada por parte da ementa do GT “produção de sentido nas mídias”, criado no ano seguinte, que se restringe, contudo, ao discurso midiático (não trata de qualquer discurso, como o GT anterior). Juntos, os dois GTs marcaram presença em 10 encontros. O segundo grupo é o dos GTs recentes, que até agora vêm tendo continuidade (isto é, podem vir a se constituir em temas duradouros) mas são ainda novos para se avaliar sua importância no escopo da área. São eles: “criação e poéticas digitais”, com cinco encontros, “estudos de jornalismo”, com quatro encontros, “epistemologia e comunicação”, com três encontros, e “políticas e estratégias da comunicação”, também com três encontros. O GT “cultura das mídias” foi criado no último ano.

Um terceiro grupo é composto por GTs que tiveram longa duração mas se encontram extintos. Nesse grupo se encontra apenas um GT, o de “comunicação e psicanálise”, que esteve em quatro encontros, mudou o nome para “comunicação e campo do inconsciente”, estando presente em mais quatro, para então ser cancelado.

Por fim, um quarto agrupamento reúne GTs que tiveram vida efêmera, sendo dissolvidos pouco tempo após sua criação. Neste grupo estão os GTs de “comunicação comparada e estudos da cultura” (que não substituiu o GT de “comunicação e cultura” uma vez que, em 1998, os dois se apresentaram), “comunicação visual”, “experiência e compreensão”, todos com três encontros; “comunicação e globalização”, com dois encontros; e “comunicação e antropologia” e “comunicação e sistemas de pensamento”, presentes a apenas um encontro. Uma análise da natureza dos GTs da Compós aponta que o principal tipo de temática é aquele que relaciona a comunicação com algo da sociedade, seja um fenômeno ou um processo: a política, a sociabilidade, a dimensão tecnológica, a cultura, os movimentos sociais e políticas públicas, a globalização, o pensamento. Dos 25 GTs já existentes, nove se encaixam nessa categorização. Dos atuais 12, cinco estão nesse grupo.

Outro agrupamento diz respeito à dimensão técnica, seja na conformação de linguagens específicas, seja na utilização de meios específicos. Cinco dos 25 GTs estão nessa categoria. Se forem considerados apenas os 12 existentes hoje, dois se enquadram aqui. O terceiro grande agrupamento é o que constrói seu objeto a partir da mídia. Cinco foram os GTs já dedicados a assuntos midiáticos, sendo atualmente três, isto é, um quarto do total de GTs. Um conjunto menor diz respeito à interface entre comunicação e outra ciência e, embora o GT de política possa ser considerado também pertencente a esse grupo, nota-se que também aqui se encaixam dois GTs extintos: o de antropologia e o de psicanálise. Dois GTs não foram encaixados em grupos. O primeiro é o de jornalismo, que constitui um aspecto específico interno ao campo da comunicação. Contudo, ele possui proximidade com os GTs que se relacionam com a dimensão técnica - o jornalismo conforma uma linguagem específica, como o são, embora de outra natureza, a linguagem fotográfica, cinematográfica, televisiva ou digital. O outro é o GT de epistemologia, um GT teórico que busca problematizar questões gerais em relação ao campo como um todo.

Assim, a Compós possui grupos de trabalho que foram se alterando ao longo dos anos, mas nunca passou por uma reformulação geral como a Intercom. Considerando-se, portanto, os 25 GTs que já existiram na entidade, o maior grupo é o que relaciona comunicação a

algum processo ou fenômeno social (nove GTs, cinco dos atuais), seguido pelo que distingue uma dimensão técnica, referente a meios e linguagens (cinco GTs, dois dos atuais), pelo que se refere a alguma mídia (cinco GTs, três atuais) e, por fim, o que expressa a ligação entre a comunicação e outra disciplina científica (dois GTs, atualmente nenhum).