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1.4. Orta Gelir Tuzağının Ölçülmesi ve Kullanılan Araçlar

2.1.2. Orta Gelir Tuzağından Çıkış Yolları

"A tarefa da universidade é educar, e não treinar."

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Com exceção do Herbário e a da maior parte da coleção de geologia que ficam juntos em outros locais.

Reserva técnica

Centro Museográfico

Universidade de Laval Quebec - 1998

(Coleman, 1942:62)

Para podermos tratar da formação do profissional de museu é preciso esclarecer quem são esses profissionais. Preferimos utilizar o termo profissional de museu a museólogo por considerá-lo mais abrangente, envolvendo todas atividades de um museu – aquisição, documentação, pesquisa, conservação, comunicação e educação - e claramente definido pelo ICOM19:

“Los profesionales de museo son el conjunto de miembros del personal de los museos o de las instituciones que correspondan a la definición del artículo 2, párrafo 1 [definição de museu do ICOM citada na introdução], que hayan recibido una formación especializada o posean una experiencia práctica equivalente en cualquier campo relativo a la gestión y las actividades de un museo y las personas independientes que respeten el Código de Deontología Profesional Del ICOM y trabajen para museos, de acuerdo con la definición anterior, como asesores o profesionales, sin promover productos y equipos necesarios para los museos y sus servicios ni comerciar con ellos”. (ICOM, Estatutos,1997:3)

Concordamos com o Código de Ética Profissional do ICOM20, que afirma que os profissionais de museu exercem atividades muito diversificadas e devem ter uma formação contínua e de qualidade para desempenhar o seu trabalho adequadamente:

”El órgano rector debe reconocer el carácter diversificado de la profesión museística y el amplio abanico de especializaciones que abarca actualmente: conservadores-restauradores, científicos, personal del servicio educativo del museo, personal encargado del registro de las colecciones, especialistas en informática, encargados del servicio de seguridad, etc. Debe procurar que el museo utilice las competencias de estos especialistas cuando sea necesario y que se les reconozca como miembros de pleno derecho del personal profesional en todos los ámbitos.

Los miembros de la profesión museística deben recibir una formación universitaria, técnica y profesional adecuada para poder desempeñar su papel, que es importante, en el funcionamiento del museo y la protección del patrimonio y el órgano rector debe reconocer que es necesario contar con un personal bien formado y cualificado y permitirle recibir una capacitación adicional y reciclarse para mantener una capacidad de trabajo satisfactoria y eficaz.” (ICOM, Estatutos, 1997:25)

Nesse sentido, a formação do profissional de museu aparece como um papel importante a ser desempenhado pelas universidades e por seus museus. Em vários cursos universitários para a formação de profissionais de museus, criados nos EUA, faziam parte do currículo estágios e atividades práticas nos museus universitários. Em

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Segundo o Estatuto do ICOM, aprovado em 1989 e modificado em 1995.

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alguns casos, todo o curso era ministrado dentro de um museu universitário, geralmente em nível de pós-graduação.

As discussões sobre formação do profissional de museu pareciam girar em torno do currículo: deve ser geral? dar ênfase a técnicas ou teorias? quando deve haver especialização?

Em 1958, Irving Reimann já identificava diferentes correntes de pensamento em relação à formação dos profissionais de museus. O curso mais antigo dos EUA, ainda em funcionamento, é o da Universidade de Iowa, com uma formação voltada basicamente para atividades técnicas. Entretanto, diretores de museus como Hugo Rodeck pregavam uma formação cultural mais ampla, completada por um estágio de especialização em uma área técnica determinada. Rodeck também achava importante o caráter regional dos cursos que respondiam às necessidades locais.

Já Stephen Borhegyi (1958) sugeriu cursos com noções gerais de documentação, interpretação e exposição de objetos, com o reconhecimento da American Association of Museums (AAM). Essa associação deveria centralizar a coordenação e organização dos cursos novos ou em funcionamento, de maneira a garantir a qualidade da formação, responsabilizando-se também pela emissão de diplomas e certificados de validade nacional.

Reimann resume as opiniões obtidas:

"O breve levantamento das opiniões de alguns de nossos mais novos e mais velhos administradores de museus e professores mostra certamente uma quase- unanimidade de reação quanto aos problemas de treinamento museológico. Em resumo, os salários são baixos demais para que possamos, atualmente, exigir treinamento em nível de doutorado; é essencial uma experiência acadêmica com ênfase em pelo menos um campo de trabalho representado em museus, acrescida ao treinamento museológico geral; a maior necessidade é a de treinar o pessoal na operação e administração do museu muito pequeno; o treinamento museológico que deixa de enfatizar as responsabilidades do museu para com a comunidade é um pacote vazio embrulhado em ouropel."

O autor continua, afirmando o importante papel dos museus universitários para essa formação:

"Parece haver pouco espaço para dúvida de que as universidades equipadas com museus modernos são os instrumentos mais adequados para prover treinamento museológico fundamental combinado com os requisitos acadêmicos associados para assegurar base aceitável para uma carreira em museu." (Reimann, 1958:69)

O museu universitário nos parece ser o local ideal para a formação de profissionais de museus, uma vez que ele costuma ter pesquisadores/professores e profissionais nas diversas áreas museológicas. Entretanto, a falta de servidores das

várias áreas (conservação, documentação, comunicação, educação), que também estejam preparados para o ensino, pode impedir o desenvolvimento de algumas disciplinas.

O que vemos na prática é o museu universitário, assim como museus não universitários, atuando na formação com o programa de estágios em diversos setores. Em São Paulo, assim como em todo o Brasil, a necessidade de cursos superiores de formação de profissionais de museus levou os museus da USP a criá-los: os mais recentes são o curso de especialização em Museus de Arte do MAC, que foi interrompido em 1998, e o curso de especialização em Museologia do MAE, iniciado em agosto de 1999.21

Benzer Belgeler