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GELİŞMELERİ VE FAALİYETLER Temel amacı fiyat istikrarını sağlamak olan TCMB,

Belgede YILLIK RAPOR 2010 (sayfa 48-53)

Discutir sobre o futuro é ousado, já que o tempo contém um conjunto de fatores imprevisíveis. No entanto, a pesquisa de campo permitiu a coleta de percepções de componentes dos quatro grupos de participantes desta pesquisa sobre o diferencial da comunidade, os entraves, as potencialidades que circunscrevem a realidade da comunidade.

Quanto aos desafios, um membro de assessoria do banco (AB 4) esclarece que a falta de apoio externo adequado às necessidades de recursos financeiros dos BCDs, em todo o país, é um obstáculo para o funcionamento dos empreendimentos. Segundo este participante da pesquisa, o poder público enfrenta limites quanto ao repasse de recursos para os BCDs.

Ademais, AB 4 salienta que, semelhantemente a outras experiências de gestão de BCDs no Brasil, a comunidade São Rafael tem o desafio de conseguir estruturar o seu fundo de crédito, definir uma metodologia que seja adequada à sua realidade.

O diálogo com o poder público é outro desafio porque a comunidade tem problemas cuja resolução é responsabilidade dos entes governamentais. Um membro de assessoria da comunidade (AC 3) destacou que a comunidade precisa “conquistar definitivamente” sua urbanização para que seu desenvolvimento possa ser efetivado.

No que se refere ao banco comunitário, a desconfiança dos moradores da comunidade é um entrave circunstancial que preocupa integrantes da comunidade (IC 4, IC 2) e integrantes do banco (IB 5, IB 6, IB 8). Percebemos a rejeição de comerciantes, em conversas que participamos, e observamos que o conselho gestor e o CAC têm clareza do empenho necessário a fim de conquistar a confiança das pessoas. Conforme IB 1, a adesão dos

comerciantes e da comunidade ao uso da moeda Orquídea é só uma questão de tempo, pois as pessoas envolvidas na gestão do banco são reconhecidas pela comunidade como idôneas.

Sobre os aspectos de destaque positivo da comunidade, enunciamos alguns. Semelhantemente ao que acontece no conjunto Palmeira, na comunidade São Rafael há interação entre gerações, cujo resultado é o somatório de características naturais de cada geração (sabedoria, disposição para ação, capacidade analítica da situação, rapidez para ação e outras).

A relevância dessa integração foi observada nas falas de quatro participantes da pesquisa - dois membros de assessoria do banco (AB 1e AB 4), de um integrante de assessoria da comunidade (AC 2) e de um integrante do banco (IB 2). Segundo estes participantes, a confluência de esforços de pessoas de idades distintas enriquece o trabalho coletivo e constrói uma admiração no imaginário da comunidade.

É notório o reconhecimento social da atuação das instituições locais, EBE, CPCC, e, ganhando notoriedade, Assembleia de Deus Missão. Percebemos os benefícios das capacidades das mesmas tecerem redes de apoio e articulação, mobilizarem conexões entre projetos na comunidade, lutarem para a concretização de ações que suprissem as necessidades locais.

Esse processo empoderou lideranças comunitárias, cujas posturas são identificadas como diferenciais da comunidade em relação a outros territórios, segundo quatro integrantes do banco (IB 2, IB 3, IB 5, IB 6), três integrantes da comunidade (IC 1, IC 2, IC 4), seis membros de assessoria do banco (AB 1, AB 2, AB 3, AB 4, AB 5, AB 6), três integrantes de assessoria da comunidade (AC 1, AC 2, AC 3). Para a continuidade do processo organizativo comunitário esse diferencial é crucial.

Já discorremos, anteriormente, sobre os argumentos que nos autorizam a dizer que o Banco Comunitário de Desenvolvimento tem um potencial para “dar certo”. Um dos membros de entidade de assessoria do banco (AB 1) certa vez pronunciou: “A proporcionalidade do banco dar certo é quanto mais a comunidade abraçar essa causa. Eu acho que com São Rafael, se é uma comunidade que já tem uma... integração, já tem uma cultura comunitária. Isso deve facilitar bastante”.

Na comunidade são nítidos o acúmulo de conhecimentos e experiências e a capacidade de organização política, a qual fortalece a articulação de parcerias. O envolvimento de diferentes participantes sociais promove a confluência de recursos e competências para melhoria da qualidade de vida da comunidade São Rafael.

Inferimos que, na medida em que os gestores do BCD adquirirem mais conhecimento técnico sobre as ações do banco comunitário e criarem estratégias para o fortalecimento do empreendimento, o desenvolvimento local tomará proporções mais amplas nos âmbitos econômico e social.

Com base no que discorremos ao longo da reflexão sobre a experiência da comunidade, percebemos uma multiplicidade de comportamentos na relação com as instituições externas: há situações em que a comunidade demonstra uma necessidade de acompanhamento externo para a execução de ações no território; há momentos em que o coletivo, na dependência do apoio, se submete às decisões das instituições externas, mesmo o grupo local discordando; há circunstâncias em que moradores não esperam pela ação das organizações externas e, de forma autogestionária, providenciam os encaminhamentos necessários para cumprirem os objetivos comunitários.

A maturidade do coletivo local engajado no Banco Comunitário de Desenvolvimento Jardim Botânico se destacou para as duas incubadoras. E, seguindo a decisão da Rede Brasileira de Bancos Comunitários de descentralizar a responsabilidade pelo acompanhamento aos bancos instalados e a serem criados - uma vez que o banco existente dá testemunho sobre seu funcionamento - a INCUBES e a ITES já dialogaram com membros do BCD Jardim Botânico para que a comunidade São Rafael ajude a criar outros bancos na Paraíba.

Os membros do conselho gestor e do CAC compreendem que o BCD Jardim Botânico pode se tornar uma referência para o estado. Alem do mais, o grupo entende que poderá e deverá instigar uma luta política que pressione o poder público, nos níveis estadual e municipal, a cumprir o papel de apoiar os BCDs da Paraíba.

Sobre essa questão, o integrante do banco, IB 5, em uma reunião do grupo gestor, verbalizou o seguinte: “A gente tem que fazer fluir daqui”. Seu discurso enfatizou que o grupo da São Rafael é agente de transformação não apenas na comunidade, mas no estado da Paraíba e, portanto, precisa se mobilizar para isso.

Belgede YILLIK RAPOR 2010 (sayfa 48-53)