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Geleneksel Değerlendirme Yöntemleri

5.6. Performans Değerlendirme

5.6.8. Performans Değerlendirme Yöntemleri

5.6.8.1. Geleneksel Değerlendirme Yöntemleri

Essa modalidade se adéqua a novos negócios que ainda não apresentam capacidade de captar re- cursos por outras fontes de fi nanciamento, dependendo exclusivamente da rede de contatos pessoais do empreendedor. A faixa do fi nanciamento é extremamente variável, mas não é considerado um forte propulsor para empreendimentos.

Vantagens: O tempo de busca de fi nanciamento é menor e a cobrança por parte dos investidores também é reduzida.

Desvantagens: Pode prejudicar as relações pessoais entre o investidor e o empreendedor se o negócio falhar. Adicionalmente, muitas vezes o investidor não tem a experiência necessária para o desenvolvimen- to do negócio e não tem capacidade para fornecer um fi nanciamento adicional no futuro.22

4.5.4. Órgãos de Fomento

Órgãos de Fomento são instituições que apóiam a inovação e o desenvolvimento de empresas que prezam por pesquisas e métodos inovadores. Porém, apesar da aparente utilidade dessas entidades, muitas empresas ainda não têm conhecimento das funções desses órgãos ou não sabem da existência dessas entidades. Já as poucas que sabem e fazem uso deles estão utilizando-os de maneira desarticu- lada e não têm muita clareza sobre para que servem alguns desses mecanismos.23

Para conseguir o apoio dessas instituições, o empreendedor deve entrar em contato com algum órgão de fomento e especifi car sua necessidade. Ou seja, o empreendedor deve apresentar seu negócio (ou sua ideia) a um representante desses órgãos e estar de acordo com as proposições do órgão de fomento. Cada organização tem suas especifi cidades e suas diretrizes de seleção de inves- timentos.

Alguns dos órgãos de fomento no Brasil são: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), Fundação de Amparo à Ciência do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB). E também há outros órgãos federais: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científi co e Tec- nológico (CNPq) e Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP).

4.5.4.1. Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP)

A FINEP é uma empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) que atua em toda a cadeia da inovação, com foco em ações estratégicas, estruturantes e de impacto para o desen- volvimento sustentável do Brasil. Ela procura fi nanciar todo o sistema de Ciência, Tecnologia & Inovação, combinando recursos reembolsáveis e não-reembolsáveis, assim como outros instrumentos, tendo um grande poder de indução de atividades de inovação, essenciais para o aumento da competitividade do setor empresarial.

A FINEP atua junto a empresas e instituições que investem na pesquisa e desenvolvimento de novos pro- dutos e processos na busca da inovação e da liderança tecnológica. Estão aptos a se candidatar ao apoio da FINEP: universidades; instituições de ensino e pesquisa; institutos e centros de pesquisa tecnológica; empresas nascentes de base tecnológica; incubadoras de empresas de base tecnológica; parques tecnoló- gicos; pequenas, médias e grandes empresas; e demais organizações não-governamentais.24

Conforme a Figura 4.1, as atividades da FINEP cobrem toda a cadeia brasileira de inovação. Serão detalhados, a seguir, dois programas de apoio à inovação em empresas.25

O programa Juro Zero é voltado para micro e pequenas empresas inovadoras (faturamento anual inferior a R$ 10,5 milhões), oferecendo fi nanciamentos de R$ 100 mil a R$ 900 mil corrigidos pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) para pagamento em 100 parcelas, sem carência. Para faci- litar o processo de contratação do empréstimo, a FINEP qualifi cou alguns parceiros estratégicos para auxiliá-la a operar o programa. Como não são exigidas garantias reais, esse programa é ideal para novas empresas.

Em parceria com o Fumin/BID, em 1999, a FINEP iniciou a criação do projeto INOVAR, cujo objetivo é o de apoiar o desenvolver de empresas inovadoras por meio de um projeto estruturado de Venture Capital. Tal programa possui dois estágios, O INOVAR I e o INOVAR II. O primeiro nasceu em 2000, e dentre os seus feitos vale ressaltar a participação na criação da ABVCAP, a criação de vários fóruns com o intuito de aproximar investidores e empresas, e o trabalho em conjunto tanto com fundos de pensão quanto com agentes de fomento a fi m de realizar investimentos em fundos. O INOVAR II teve o seu princípio em julho de 2008. O objetivo deste, por vez, era o de fomentar ações para fortalecer a indústria de Private Equity e Venture Capital, além de, colaborar para a criação de uma indústria de capital semente no Brasil.

Figura 4.2 – Áreas de Atuação de FINEP – Financiadora de Estudos e Projetos

4.5.4.2. Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)

O BNDES é uma empresa pública ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exte- rior (MDIC) com o objetivo de fi nanciar projetos que incluem as dimensões regional, social e ambiental. Atualmente é o principal instrumento de fi nanciamento de longo prazo para a realização de investi- mentos da economia brasileira. A entidade atua no fortalecimento da estrutura de capital das empresas privadas e também aloca recursos não reembolsáveis para projetos que promovam o desenvolvimento tecnológico, social e cultural. Seu apoio também se dá por meio de fi nanciamentos para a aquisição de equipamentos e exportação de bens e serviços.

a) Linha Capital Inovador: Essa linha objetiva apoiar empresas inovadoras no desenvolvimento de capacidade empreendedora, investindo em capitais tangíveis e intangíveis segundo o modelo de Plano de Investimento em Inovação (PII). O aporte de capital vai de R$ 1 milhão à R$ 200 milhões por grupo econômico. Não existe limite para o nível de participação do banco e o fi nanciamento deve ser pago em até 12 anos a uma taxa de juros igual a TJLP + Remuneração básica do BNDES (0,0% a.a.) + Taxa de risco de crédito (até 3,57% a.a.).

b) Linha Inovação Tecnológica: Objetiva fomentar o desenvolvimento de produtos ou processos que en- volvam risco tecnológico e oportunidades de mercado, desde que apresentem inovação de natureza tecnológica. O valor mínimo de fi nanciamento é de R$ 1 milhão a uma taxa de juros de 4,5% a.a. amor- tizáveis em até 14 anos. Para fi nanciamentos inferiores a R$ 10 milhões, não são exigidas garantias. c) Cartão BNDES para Inovação: um meio de fi nanciamento de investimentos para micros, pequenas

e médias empresas (MPMEs) fornecido pelo BNDES é o Cartão BNDES, que se assemelha muito ao funcionamento de um cartão de crédito. A MPMEs que podem se utilizar de tal assistência são as que possuem um faturamento bruto anual de até R$ 90 milhões, possuem sede no país, exer- cem um trabalho econômica de acordo com as Políticas Operacionais e de Crédito do BNDES e que estejam em dia com o INSS, FGTS, RAIS e tributos federais. As compras com o cartão só po- dem ser realizadas no Portal de Operações do BNDES, todos os itens estão expostos no Catálogo de Produtos, são mais de 125 mil produtos oferecidos. As unidades de emissão do Cartão são: O Bradesco, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, o Banco Nossa Caixa e o Banrisul. Existem três condições fi nanceiras para a obtenção desta assistência de crédito: uma primeira que limita o crédito de até R$ 1 milhão por cartão, por banco emissor, a segunda condição é de que os parcelamentos devem variar entre 3 e 18 meses, e por fi m se faz necessário uma taxa de juros pré-fi xada, que é informada na página inicial do Portal. Como vantagens deste cartão é a existên- cia de um crédito rotativo pré-aprovado, o fato de as prestações serem fi xas e iguais, além de as taxas de juros serem extremamente atrativas.26

As outras linhas de fi nanciamento do BNDES são direcionadas para setores específi cos ou fogem do foco do curso, por isso não serão detalhadas nesse material.27 O banco, por meio do seu braço em

participações, BNDESpar, é um dos mais importantes participantes da indústria, investindo em vários veículos de investimento de PE/VC no Brasil.

4.5.4.3. Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs)

As Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs) têm como fi nalidade colaborar, com os meios adequados, com o desenvolvimento de pesquisas das mais diversas áreas, promover a divulgação de conhecimentos tecnológicos, técnicos e científi cos, auxiliar em bolsas de estudos e fi nanciamentos para o desenvolvimen- to de pesquisas e estudos de diversas áreas.

O fi nanciamento de bolsas de estudos se dá tanto para estudantes de graduação, por meio de bolsas de iniciação científi ca, quanto para estudantes de pós-graduação, mestrado, doutorado e pós-doutora- do. As requisições são avaliadas não apenas em relação ao mérito científi co ou tecnológico mas também pela sua adequação ou não às normas e critérios de prioridade das FAPs.

Dentre as agências que se destacam vale ressaltar a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, que é uma das principais entidades de fi nanciamento à pesquisa científi ca e tecnológica do país, a qual possui autonomia garantida por lei.

4.5.4.4. Financiamento Não-Reembolsável

O financiamento não-reembolsável é um recurso financeiro sem a obrigação de retornar o ca- pital e consiste em capital concedido a instituições públicas ou organizações privadas sem fins lu- crativos para promover a realização de projeto de pesquisa científica/tecnológica ou de inovação e a realização de estudos, eventos e seminários voltados ao intercâmbio de conhecimento entre pesquisadores. No Brasil, as grandes fontes de financiamento não-reembolsável são a FINEP e o BNDES.29