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In this study, the solutions offered by Kâtip Çelebi for empire‟s financial and social problems are addressed In his

Osmanlı bürokrat-aydınları 16 yüzyılın son çeyreğinden

III. GELENEKÇĠ VE YENĠLĠKÇĠ ISLAHAT LÂYĠHALAR

1. De quanto em quanto tempo acontece a oficina? As reuniões de produção do jornal

ocorrem semanalmente, às segundas-feiras, tendo cerca de uma hora e meia de duração.

2. Onde acontece a oficina? Atualmente, as reuniões acontecem na sala 10 do Mercado

Público de Porto Alegre. Esta sala é usualmente cedida para encontros de movimentos sociais.

3. Há algum critério ou restrição para a participação nas oficinas? Qual (is)?

Existem diversas regras para a participação no grupo, como não dormir ou não comer durante a reunião, não usar drogas antes ou durante o encontro, respeitar os demais integrantes do grupo, entre outras. Entretanto, não existe nenhum tipo de seleção para a entrada de integrantes no grupo. Os moradores de rua que desejam participar devem fazer a inscrição em um encontro e frequentar 3 reuniões sem receber os jornais como pagamento. Após este período, tornam-se integrantes do jornal Boca de Rua.

4. Quantos moradores em situação de rua participam da oficina? Há participantes mais assíduos? Podem participar até 30 pessoas em situação de rua. Atualmente, há

cerca de 18 pessoas participando. Os integrantes não podem faltar a mais de 3 reuniões consecutivas, pois perdem a vaga. Assim, a maioria dos integrantes frequenta todas as reuniões.

5. Como é a sua participação na oficina? Sou facilitadora da reunião. Organizo os

momentos iniciais, dou os recados importantes, anoto as sugestões de pauta. Após a divisão do grupo para a realização das matérias, sou responsável pela realização de uma matéria específica por edição. Assim, auxilio os integrantes: marco as entrevistas, acompanho nas saídas, degravo as entrevistas, estimulo a produção dos textos. Faço a distribuição e contagem dos jornais, atualizo a lista de presença, distribuo os crachás. Quando as matérias estão prontas, participo do processo de edição do jornal, juntamente com os outros coordenadores.

6. Há outras pessoas que participam da coordenação da oficina? Como essas pessoas atuam? Nas reuniões do Boca adulto, participam mais três pessoas: a

jornalista Rosina Duarte, o estudante de Psicologia Luciano Piccoli o estudante de jornalismo Laion Espíndula. Todos atuam da mesma forma.

7. Há atividades de leitura nas oficinas? Em caso positivo, que tipo de atividades?

As atividades de leitura se restringem a leitura de matérias, entrevistas ou cartas. Entretanto, estamos iniciando o projeto de uma biblioteca itinerante, em que os integrante poderão pegar livros emprestados para ler em outros horários.

8. Como é a dinâmica da escrita dos textos na oficina? Os participantes escrevem os

textos individualmente, em duplas, em grupo? Os textos são escritos coletivamente,

em grupos cujo número de integrantes varia conforme a edição. O grupo vai construindo o texto verbalmente e um integrante é responsável pela escrita dos textos, juntando o que os outros estão falando.

9. Você interfere na elaboração dos textos? Como? Certamente há uma interferência,

embora exista um esforço para que essa interferência seja a menor possível. O simples ato de passar os textos escritos para o computador já resulta em uma mudança, pois os erros ortográficos são modificados. Além disso, durante as reuniões, quando o grupo demonstra dificuldades em iniciar ou continuar um texto, dou algumas opiniões ou sugestões.

10. Que critérios são utilizados para a escolha dos textos que serão publicados? No

início de cada edição decidem-se as pautas para o próximo jornal. Assim, quase sempre são publicados os textos resultantes dessa votação de temáticas a serem abordadas. Em alguns casos, os textos ficam muito extensos e são cortados no processo de edição. Em outros momentos, surgem novas idéias que resultam em mais textos do que o previsto, de modo que não há espaço no jornal para todos. Quando isto ocorre, as matérias atemporais são guardadas para publicação em outra ocasião – são as “matérias de gaveta”.

11. Você percebe a preferência pela escrita de algum tipo/gênero de texto1? Em caso positivo, que tipo/gênero são preferidos? Como você percebe essa preferência? A

maioria dos textos escritos são em forma de matéria jornalística. Há, porém, espaço para os relatos pessoais, quando não há exigência de uma forma específica. Como vários dos integrantes também participam de um grupo de rap, é comum que alguns textos sejam escritos como letras de música. Uma integrante já falecida, Chinesa, costumava escrever poemas.

12. Os participantes apresentam resistência à escrita de algum tipo/gênero de textos?

Em caso positivo, em quais gêneros/tipos? Como você percebe essa resistência?

Percebe-se uma dificuldade na escrita de textos impessoais, que não sejam escritos na primeira pessoa do singular ou do plural. Constantemente há uma tentativa de transformar as matérias jornalísticas em relatos pessoais.

13. Há participantes que trazem textos escritos fora da oficina? Há alguns

participantes que escrevem textos em outros horários, mas não é muito frequente. Na maioria das vezes, são matérias que realizaram em outros horários.

14. Os participantes têm o hábito de leitura? Como demonstram isso? Alguns

participantes tem o hábito da leitura, mas na maioria dos casos se resume a leitura de jornais. Entretanto, quando são disponibilizados livros, eles costumam demonstrar bastante interesse, principalmente por livros que abordem temáticas próximas a eles. Como exemplo, cito o livro Falcão – Meninos do Tráfico, do rapper MV Bill e de Celso Athayde.

15. Os participantes demonstram preferência por algum escritor? Em caso positivo,

qual? Como demonstram isso? Não é notável a preferência por nenhum escritor

específico.

16. É comum a citação de nomes de autores ou partes de textos na elaboração dos

textos? Não é comum. Na maioria das vezes em que isto acontece, são os

coordenadores que apresentam estes trechos.

17. Em sua opinião, por que os moradores em situação de rua participam das

oficinas de criação do Jornal Boca de Ruas? Magna, eu acredito que eles tenham

motivos muito distintos. Dentre várias possibilidades, eu penso que alguns participam pelo desejo de expressar suas idéias e de contar como é a vida nas ruas, mudando um pouco a relação dos demais habitantes da cidade com essa população. Também creio que alguns integrantes participem apenas para receber os jornais no fim de cada reunião, interessados apenas na renda. Outros, parece-me que participam do grupo devido ao sentimento de pertencer a uma coletividade, de estabelecer relacionamentos e estabelecer vínculos com outras pessoas.

APÊNDICE I – Registro das entrevistas realizadas com os moradores em situação de