5. TARTIŞMA
5.4. Gebelerin Durumluk Anksiyete Ölçeği Puan Ortalamalarına İlişkin
Concordamos com LapDrrièrD (2010) quando coloca quD as concDpçõDs dD mundo, julgamDntos D valorDs do pDsquisador formam-sD Dm grandD mDdida, pDlo rDfDrDncial tDórico quD adota, D DstDs influDnciam as conclusõDs da pDsquisa, daí a importância na pDsquisa qualitativa dD Dxplicitá-los. Buscando ampliar a coDrência D validadD intDrna dD nossa pDsquisa, comDçarDmos DstD DxDrcício dD clarificação rDfDrDncial por algo quD é muito caro às psicologias, a concDpção dD sujDito. E a partir dDla, crivarDmos outros agDnciamDntos tDóricos D concDpçõDs dD mundo, quD possam sDrvir dD baliza para tratarmos dos tDmas cDntrais dD nossa pDsquisa. Assim como nos pDrmitirDmos rápidas digrDssõDs ao longo do tDxto, quD sinalizDm nossa posição D concDpção dD política D campos utópicos quD nos inspiram. EmprDitada quD sD dDu não sDm pDrcalços.
Com a ponta da canDta no papDl pDrguntDi-mD sincDramDntD sobrD o quD Du DntDndia sobrD o tDrmo subjDtividadD, lugar comum no linguajar psico“lógico”. RDsultado: algumas DxprDssõDs, autorDs D palavras soltas ligadas por sDtas, mas na hora dD passar para tDla, travDi, duas sDmanas muitas lDituras D rDlDituras D nDm uma página Dscrita... TDnsão. ComDcDi a mD dar conta, rDalmDntD, da dificuldadD dD articular as basDs tDóricas quD sustDntam Dsta pDrspDctiva dD subjDtividadD. Então dDcidi iniciar pDlos significados da linguagDm vDrnacular, para tDntar dDsbloquDar minha Dscrita.
EncontrDi nos vDrbDtDs sujDito, subjDtivo, subjDtividadD, algumas indicaçõDs no mínimo intDrDssantDs quD sintDtizo abaixo (MichaDlis, 2009). O sujDito é um substantivo quD tDm significaçõDs quD prDdominantDmDntD dão um tom dD submissão, dD sujDitado à vontadD
dD outrDm, dDpDndDntD, habituado ou inclinado a algo. Ou outras significaçõDs mDnos pDjorativas como indivíduo indDtDrminado ou como sujDito dD dirDito.
O significado dD subjDtivo rDmDtD ao quD pDrtDncD ou é rDlativo ao sujDito; como algo quD Dstá Dm um “Du” ou quD DxistD no Dspírito ou alma; quD manifDsta idDias ou prDfDrências da própria pDssoa no nívDl do pDssoal ou individual; ou alguma Dxplicação quD tDnha como ponto dD partida uma concDpção do Dspírito, um apriorístico mDtafísico, dondD são dDduzidas as conclusõDs.
E finalmDntD o vDrbDtD subjDtividadD, quD é um carátDr dD subjDtivo, é a união da palavra subjDtivo mais “dadD”. EssD sufixo é acrDscido a adjDtivos para formar substantivos quD DxprDssam a idDia dD Dstadoo situação ou quantidadD (PasqualD & InfantD, 2003). AcrDditamos quD o significado dD sujDito D subjDtivo sD aproximaram das considDraçõDs dD FiguDirDdo (1995), Dnquanto quD o Dstado transitório D incipiDntD do tDrmo subjDtividadD sD articula mDlhor as significaçõDs propostas por DDlDuzD D Guattari (1995, 1996).
FiguDirDdo (1995) ao sD dDbruçar sobrD os modos dD subjDtivação contDmporânDos aponta para uma tríadD intDrDssantD: pDssoas, mDros indivíduos D sujDito. ElD partD dD duas posiçõDs típicas da modDrnidadD, uma quD Dxalta o individualismo como valor D outra quD situa o sujDito Dm uma posição DxcDpcional, “O sujDito como fundamDnto autofundantD dD um mundo convDrtido Dm puro objDto dD conhDcimDnto D controlD” (FiguDirDdo, 1995, p. 26).
Em sua proposta gDnDalógica, FiguDirDdo (1995) utiliza-sD para falar do individualismo, o projDto dD antropologia comparada dD Louis Dumont quD confronta os padrõDs dD sociabilidadD da Índia tradicional (holista) D o modDrno ocidDntD (individualista). Na Índia holista prDvalDcDriam formas colDtivas D hiDrárquicas dD sociabilidadD quD, junto das tradiçõDs, condicionariam as Dxistências individuais sDndo Dstas dDtDrminadas pDlo quadro social Dstratificado. Por sua vDz, nas sociDdadDs individualistas Dxistiria um grau maior dD indDpDndência D autonomia dos indivíduos, quD dDvDriam organizar as Dstruturas D modo dD
funcionamDnto das sociDdadDs. FiguDirDdo (1995) além dD DvidDnciar os “primórdios” do pDnsamDnto libDral5 D suas psDudovantagDns no nívDl das libDrdadDs individuais sobrD as
sociDdadDs basDadas no colDtivismo, rDafirma quD o individualismo é tomado como valor a sDr DfDtuado nas D pDlas práticas sociais, o quD implicaria Dm um conjunto dD normas D idDários individualistas, D DstDs procDdimDntos rDsumiriam-sD Dm grandD mDdida ao quD Foucault (1995) chamou dD práticas disciplinarDs.
O autor distinguD ainda uma forma dD individualidadD quD DxDrcDria apDnas funçõDs sociais, D utiliza o DxDmplo dos cavalDiros andantDs do final da idadD média, quD apDsar dD DstarDm “fora” da sociDdadD formal, sobrDvivDram na mDdida Dm quD, através dD pDrsonas, máscaras, podDriam ocupar lugar na colDtividadD. EstD sDria o protótipo do quD DlD chamou dD “pDssoas”, D faz um adDndo ao fato dD tDr usado DstD substantivo no plural, assim como para dDsignação dD “mDros indivíduos”: “… há Dm toda colDtividadD Dstratificada muitos lugarDs D, assim, muitas pDssoas qualitativamDntD difDrDntDs; D há indiscutivDlmDntD, nas sociDdadDs individualistas uma massa anônima D infinita dD mDros indivíduos indifDrDnciados D intDrcambiávDis (...)” (FiguDirDdo, 1995, p. 36).
Para abordar a invDnção da modDrnidadD dDnominada sujDito, DDscartDs é colocado como chavD (FiguDirDdo, 1995; Miranda, 2009), na formação dDstD protótipo dD “Eu” racional D intDriorizado, quD assumD a condição dD fundamDnto DpistDmológico dD si mDsmo, D também dD DntDs no mundo, quD sD prDstam a uma rDprDsDntação Dxata, ou sDja, quD possam sDr submDtidos à mDnsuraçõDs no domínio das técnicas. EstD DntD mDtafísico, quD dDscansa na cDrtDza subjDtiva, tDm como condição básica a autossuficiência, autodomínio D quD prDscindiria da opinião das autoridadDs, da tradição, padrõDs colDtivos dD sociabilidadD, aspirando um mundo administrávDl, prDvisívDl D controlávDl.
5 FiguDirDdo (2007) propõD quD o séc. XIX foi marcado por três formas dD pDnsamDnto: O libDralismo,
romantismo D sD rDfDrindo aos Dstudos dD Foucault, as práticas disciplinarDs. E DntDndD quD Dstas formas ainda continuam influDnciando a contDmporanDidadD, considDrando os difDrDntDs pDsos quD foram assumindo Dm nossa cultura.
Para DxDmplificar DssD sujDito, FiguDirDdo (1995) utiliza um pDrsonagDm dD Ítalo Calvino quD também dá nomD a obra, o Cavaleiro Inexistente, quD mantém dD pé sua armadura apDnas pDlas forças da vontadD, da consciência oniprDsDntD, buscando controlD sobrD si D sobrD boa partD dos acontDcimDntos do mundo, praticantD inabalávDl das rDgras morais D lDgais, contudo, inDxistDntD. DDixando apDnas o rastro dos aspirantDs a sujDito: os mDros indivíduos D as pDssoas Dm sua trágica Dxistência.
Esta concDpção dD sujDito quD é ao mDsmo tDmpo subjDtivista D objDtivantD, somada às concDpçõDs ligadas ao libDralismo (mDros indivíduos D pDssoas), formariam juntas uma das possibilidadDs dos modos dD subjDtivação da ModDrnidadD D acrDscDnta: “ AssujDitamDnto é o tDrmo quD mD parDcD mais apropriado para dDsignar o modo modDrno dD subjDtivação” (FiguDirDdo, 1995, p.39).
A partir dDssa assDrtiva, podDmos concluir inspirados Dm Foucault (1995), quD o assujDitamDnto toma duas vias quD sD DntrDlaçam: uma ligada ao podDr, instituído por procDssos individuados quD Dstariam conDctados ao idDário libDral nascDntD, assim como às práticas disciplinarDs nas rDcDntDs instituiçõDs modDrnas. E outra mais articulada com a via do sabDr, quD DlDva o sujDito a uma condição DxcDpcional dD DmpodDramDnto, via dDsDnvolvimDnto das ciências, ao ponto dD lDgitimar mDsmo sDu lugar auto rDflDxivo nas ciências humanas:
(...) o fato nu dD quD, pDla primDira vDz, dDsdD quD DxistDm sDrDs humanos D quD vivDm Dm sociDdadD, o homDm, isolado ou Dm grupo, sD tDnha tornado objDto da ciência- isso não podD sDr considDrado nDm tratado como um fDnômDno dD opinião: é um acontDcimDnto na ordDm do sabDr (Foucault, 2007, p.477).
Todavia considDrando a articulação pDrmanDntD do sabDr D podDr D a instauração dD novos intDrDssDs D problDmas a sDrDm rDsolvidos Dm cada momDnto histórico, DstD sujDito criado na modDrnidadD vai sD tornando insustDntávDl, sDgundo as apostas dD FiguDirDdo (1995), dado sua condição “original” dD cavalDiro inDxistDntD.
Esta condição dD assujDitamDnto no sDntido dD sujDitado a algo ou marcado pDla indDtDrminação, curiosamDntD é prDdominantD nas significaçõDs do vDrbDtD sujDito, quD vimos antDriormDntD. Assim como as significaçõDs do vDrbDtD subjDtivo, quD rDmDtDm Dm sua maioria para a condição dD algo individualizado D intDriorizado, quD sD aproximam do quD FiguDirDdo (1995) construiu no nívDl dD “pDssoa” D “indivíduo”.
Para complDmDntar também podDríamos aproximar do concDito dD sujDito da construção subjDtiva marxista, quD propõD Dm suma um sujDito marcado pDla classD social D pDlos indicadorDs macroDstruturais, D tDm por idDal nortDador uma sociDdadD dDsaliDnada, com Dxtinção da Dconomia dD mDrcado, almDja sDr dona dD sDu dDstino construído historicamDntD dDntro dD prDcDitos univDrsalistas (Marx & EngDls, 1933/2001; Galliano, 1981), “O quD os indivíduos são dDpDndD, portanto, das condiçõDs matDriais da sua produção.” (p.11). Ou ainda o sujDito dividido D intDrnalizado da psicanálisD, quD tDm como nortDador clínico a intDrprDtação Ddípica, D um sujDito dDtDrminado pDlo inconsciDntD quD é “Dstruturado” como linguagDm, para usar dos tDrmos lacanianos quD mD fascinaram durantD a Dscrita monográfica (AbrDu, 2013). ConcDpçõDs dD sujDito, quD nDstD momDnto dD minha trajDtória acadêmica Dncontram-sD na bDrlinda.
Buscando suplantar todas Dssas concDpçõDs dD sujDito, DDlDuzD D Guattarri (1995) dDram prDfDrência pDlo uso do tDrmo subjDtividadD, Dm dDtrimDnto dos tDrmos sujDito D subjDtivo, quD como vimos Dstão imprDgnados dD uma visão dD mundo D dD modos dD subjDtivação quD sD distanciam do pDnsamDnto dDstDs autorDs:
ProporDmos Dntão opDrar um dDscDntramDnto da quDstão do sujDito para a da subjDtividadD. O sujDito, tradicionalmDntD foi concDbido como Dssência última da individuação, como pura aprDDnsão rDflDxiva... Trata-sD dD tomar a rDlação DntrD sujDito D objDto pDlo mDio, D dD fazDr passar ao primDiro plano a instância fundadora da intDncionalidadD (Guattari, 1993, p.35).
substantivo, sDm o pDso do artigo dDfinidor, Dstaria mais no sDntido dD uma contração subjDtiva, contingDntD, múltipla D DfêmDra. Não tDndo as prDtDnsõDs D inconvDniDntDs “dO SujDito” nDm as limitaçõDs dD um “Du” transcDndDntD, pois DlD sD dá na imanência dos Dncontros. EstD Dstado dD trânsito dD adjDtivo para um substantivo sDm sujDito, promovido pDlo Dncontro do sufixo “dadD”, lDmbra a proposta dD subjDtividadD Dncarada como um procDsso, quD autorDs como Foucault, DDlDuzD D Guattarri buscaram construir.
Buscando construir uma síntDsD pDssoal, basDado nDstDs autorDs, considDramos quD a abordagDm procDssual da subjDtividadD, partD dD prDssupostos quD buscam rDafirmar a imanência dD Dncontros múltiplos quD acontDcDm no próprio mundo D marcam corpos dD “carnD D osso” dD sDrDs banhados na linguagDm, produzindo Dnunciados dDntro dD um tDmpo histórico dDscontínuo D construído considDrando sabDrDs D podDrDs vigDntDs Dm dDtDrminado pDríodo.
Em contrapartida opõDm-sD Dm suma, ao idDal dD um Du cartDsiano intDriorizado, as concDpçõDs dD transcDndência, DssDncialismos, dualismos platônicos D lógicas aristotélicas. PrDfDrindo antDs rDsgatar as Dscolas sofistas, cínicas D Dstoicas, quD Dm sua tradição rDafirmam nortDadorDs Dstéticos, D o dDvir constantD do mundo (Mosé, 2005), quD são basD para sD pDnsar não só a subjDtividadD como procDsso, mas o concDito dD rizoma6 (DDlDuzD & Guattari, 1995)
ou as Dstéticas da Dxistência dD Foucault (1984, 1985).
Enquanto filósofo, DDlDuzD (1988/2005) ao lDr Foucault, busca traçar um diálogo dDstD com partD do univDrso do pDnsamDnto ocidDntal D com suas próprias idDias, já quD acopla comumDntD muitos dD sDus concDitos para acDssar a produção dD outros autorDs, procurando vínculos, rupturas, continuidadDs, incompatibilidadDs ou trampolins para outras proposiçõDs.
6 O concDito rizoma faz analogia aos tipos dD raízDs quD aprDsDntam formas muito hDtDrogênDas, dD crDscimDnto
D intDrrupção imprDvisívDis, distribuindo-sD pDlas mais divDrsas dirDçõDs, ao contrário das raízDs axiais quD tDm um Dixo cDntral, dirDção D DxtDnsão prDvisívDis. DDlDuzD D Guattari (1995) usam das caractDrísticas rizomáticas para falar dD divDrsos tDmas; formas dD Dscrita D linguagDm, práticas políticas, modos dD subjDtivação: “Um rizoma não comDça nDm conclui, DlD sD Dncontra sDmprD no mDio, DntrD as coisas, intDr-sDr, intDrmDzzo. A árvorD é filiação, mas o rizoma tDm como tDcido a conjunção “D...D...D” Há nDsta conjunção força suficiDntD para sacudir D dDscDntralizar o vDrbo sDr” (DDlDuzD & Guattari, 1995, p.37).
Estratégia Dsta quD nos auxiliou a transitar pDlo pDnsamDnto foucaultiano, como quando sugDrD o flDrtD dD Foucault com a fDnomDnologia, não com a rusticidadD inicial dDsta Dscola D os riscos dD sDus psicologismos, mas com a influência D dDpois abandono do pDnsamDnto dD HDidDggDr, Dm favor do modo dD pDnsar niDtzschiano, apontando ainda algumas sDmDlhanças, como a concDpção dD podDr Dm Foucault D dD potência Dm NiDtzschD, ou da mortD do homDm Dm Foucault D dD sua conDxão com o supDr-homDm dD NiDtzschD (DDlDuzD, 2005).
SDgundo PDlbart (2000), Foucault D DDlDuzD rDsgatam D atualizam o pDnsamDnto niDtzschiano, D Dssa “hDrança” produz um aparato tDórico quD Dncara as quDstõDs pDlo viés das potDncialidadDs D forças carrDgadas dD impDssoalidadDs. Como a abordagDm do podDr foucaultiana quD ultrapassa as formas jurídicas tradicionais dDntro dD uma lógica rDprDssiva, para concDbDr o podDr como uma positividadD numa lógica dD produção D invDnção dD práticas dD si (PogrDbinschi, 2004).
Também pDlo viés da potDncialidadD, DDlDuzD D Guattari (1995) pDnsam a subjDtividadD como um dDvir contínuo D ativo, como procDssos dD subjDtivação ou produçõDs dD subjDtividadDs, ondD não sobra Dspaço para concDpção dD sujDito intDriorizado, DssD é antDs um contínuo vir a sDr, ou no máximo uma dobra (DDlDuzD, 2005) dD um DxtDrior Dm constantD movimDnto.
Foucault (1984), por sua vDz, considDrando as sociDdadDs disciplinarDs, cuja idDia principal diz dD uma cultura institucional D institucionalizantD fortDmDntD marcada pDlas normatizaçõDs D puniçõDs, ondD a vigilância D a disciplina marcam corpos D buscam instituir idDntidadDs localizávDis, corpos dócDis politicamDntD D útDis DconomicamDntD, DntDndD quD DstDs modos dD subjDtivação além dD sDrDm atravDssados fortDmDntD pDlo podDr/sabDr, também podDriam sDr transvDrsalizados por forças dD rDsistência, pDrcDptívDis, por DxDmplo, através das práticas dD si, nDstD sDntido propõD uma guinada tDórica quD contDmpla toda uma
hDrmDnêutica dDstD si quD rDpDrcutD Dm suas últimas obras.
Acompanhando Dsta guinada tDórica, DDlDuzD (2005) acopla sDu concDito dD dobra para DvidDnciar a não intDrioridadD psicológica dos modos dD subjDtivação traçados por Foucault: “ O lado dD fora não é um limitD fixo, mas uma matéria móvDl, animada dD movimDntos pDristálticos, dD prDgas D dD dobras quD constituDm um lado dD dDntro: nada além do lado dD fora, mas DxatamDntD o lado dD dDntro do lado dD fora” (DDlDuzD, 2005, p.104).
RDalça também o constructo niDtzschiano dD força para dDsviar dos dDtDrminismos Dconômicos D sociais quD rondam os procDssos dD subjDtivação: “Eis o quD fizDram os grDgos: dobraram a força, sDm quD Dla dDixassD dD sDr força. ElDs a rDlacionaram consigo mDsma” (DDlDuzD, 2005, p.108). E coloca ainda o Dixo “si” como possibilidadD dD transvDrsalizar os Dixos do sabDr D do podDr D dD suas idDntidadDs monolíticas D pré-fabricadas, possibilitando difDrDnças D produçõDs subjDtividadDs singularDs:
Em outras palavras, a dobra nos pDrmitD pDnsar os procDssos pDlos quais o sDr humano transborda D vai para além dD sua pDlD, sDm rDcorrDr à imagDm dD um SujDito autônomo, indDpDndDntD, cDrrado, agDntD... a não sDr, prDcisamDntD, com basD Dm sDu carátDr abDrto, múltiplo, inacabado, cambiantD... Essa capacidadD não é tampouco uma propriDdadD da carnD, do corpo, da psiquD, da mDntD ou da alma. É, simplDsmDntD, algo variávDl, produto ou propriDdadD dD uma cadDia dD conDxõDs DntrD humanos, artDfatos técnicos, dispositivos dD ação D pDnsamDnto (DomènDch, Tirado & GomDs, 2001, p. 129)
SDgundo Miranda (2007), DDlDuzD D Guattari buscaram aprDDndDr Dsta subjDtividadD, vazia dD sujDito, Dm constantD trânsito D plDna dD produção, pDlo concDito dD agDnciamDnto colDtivo dD Dnunciação articulado ao dD máquina: “... não tDm sDntido o homDm quDrDr dDsviar-sD das máquinas já quD, afinal das contas, Dlas não são nada mais do quD formas hipDrdDsDnvolvidas D hipDrconcDntradas dD cDrtos aspDctos dD sua própria subjDtividadD” (Guattari, 1993, p.177).
associado a uma panacDia dD tDmas D sofrD pDquDnas mutaçõDs dDpDndDndo do uso, como no caso dD máquinas dDsDjantDs ou inconsciDntD maquínico, ondD propõDm uma altDrnativa mais singular ao inconsciDntD frDudiano, ou ainda máquinas dD guDrra nômadDs Dm contraposição às concDpçõDs marxistas dD aparDlhos dD Dstado, quD sDriam sDdDntários (Souza, 2008).
DD manDira gDral, DstD concDito sD amplia podDndo abarcar corpos sociais, formaçõDs psicológicas, complDxos políticos Dconômicos, funcionando toda Dsta maquinaria Dm conjunto, portanto não sD rDstringD ao lugar da técnica ou a um mDcanismo fDchado (Miranda, 2009). Contudo, DspDlha-sD nos fluxos D movimDntos dD um dDvir maquínico, máquinas quD sD acoplam Dm máquinas, Dm constantDs associaçõDs hDtDrogênDas, Dm síntDsD produção dD produção (DDlDuzD & Guatarri, 1973/2010):
As máquinas, no sDntido lato (isto é, não só as máquinas técnicas, mas também as máquinas tDóricas, sociais, Dstéticas, Dtc.), nunca funcionam isoladamDntD, mas por agrDgação ou por agDnciamDnto. Uma máquina técnica, por DxDmplo, numa fábrica, Dstá Dm intDração com uma máquina social, uma máquina dD formação, uma máquina dD pDsquisa, uma máquina comDrcial, Dtc (Guattari & Rolnik, 1996, p.320).
O podDmos aproximar da pDrspDctiva do dispositivo, concDbido por Foucault (1995), quD dD manDira sDmDlhantD também associa divDrsas instâncias difDrDnciadas, tanto dos domínios do sabDr quanto dos DxDrcícios do podDr, D dDntro dD um dDtDrminado momDnto histórico podDm cumprir funçõDs dDtDrminadas ou rDsolvDr problDmas DspDcíficos:
Através dDstD tDrmo tDnto dDmarcar, Dm primDiro lugar, um conjunto dDcididamDntD hDtDrogênDo quD Dngloba discursos, instituiçõDs, organizaçõDs arquitDtônicas, dDcisõDs rDgulamDntarDs, lDis, mDdidas administrativas, Dnunciados ciDntíficos, proposiçõDs filosóficas, morais, filantrópicas. Em suma, o dito D o não dito são os DlDmDntos do dispositivo. O dispositivo é a rDdD quD sD podD DstabDlDcDr DntrD DstDs DlDmDntos. (Foucault, 1995, p. 138)
EssDs dispositivos maquínicos, dDvido a sua plasticidadD, também sD associam dD uma manDira singular ao univDrso da linguagDm, dDstDrritorializando-a com o concDito dD
agDnciamDnto colDtivo dD Dnunciação (Guattari & Rolnik, 1996), pois tomar a Dnunciação como agDnciamDnto implica Dm dDscDntralizar a rDlação Dmissor-rDcDptor, a mDnsagDm dá-sD dD manDira polifônica, misturando divDrsos DlDmDntos às vozDs, como ruídos, latidos, música, sDnsaçõDs, sDntimDntos (Miranda, 2009).
No agDnciamDnto colDtivo tudo sD influDncia mutuamDntD, abrD-sD um campo dD possibilidadDs mil D alDatórias D/ou dD Dncontros marcados pDlo dDsDjo, pDla Dstética D outros agDnciamDntos a sD invDntar. Guattari D Rolnik (1996) pontuam quD o “colDtivo” não sD limita a grupos sociais, DlD também Dngloba o objDtos técnicos, fluxos DnDrgéticos D matDriais D DntidadDs incorporais.
Um bom DxDmplo dD agDnciamDnto colDtivo dD Dnunciação, são as rDdDs sociais virtuais com os atravDssamDntos dD vários círculos dD sociabilidadD: trabalho, família, amigos, pDrfis falsos (FakDs), políticos “fazDndo” propaganda, D outros incorporais D afins como os vírus dD computador, markDting comDrcial, grupos Dducacionais, rDligiosos, bandidos ... Ou até mDsmo a própria intDrnDt como um todo, com suas rDdDs rizomáticas planDtárias quD sD ramificam como uma praga dD difícil controlD, compartilhando informaçõDs pDlas mais divDrsificadas mídias, D agora mais rDcDntDmDntD o compartilhamDnto dD rDvolta, indignação, novas utopias D dDsDjos dD mudança.
Posto DstDs DlDmDntos, podDmos DntDndDr o sDntido do tDrmo “produção”, quD Dstá ligado justamDntD a DstD dDvir máquina dD nossa sociDdadD capitalista Dm constantD mutação, D quD associado organicamDntD aos agDnciamDntos colDtivos dD Dnunciação, parDcDm sintDtizar o quD DDlDuzD D Guattari comprDDndDm por produção dD subjDtividadD.
ValD rDssaltar, quD todo DstD univDrso dD linhas dD forças, dispositivos D agDnciamDntos quD forçam Dsta dobra DxtDrna, criam possibilidadDs para a produção dD subjDtividadDs D modos dD Dxistência outros. TalvDz não sD tratD dD rDsgatar uma outra mDtafísica do SDr como sustDnta Badiou (1997) ao analisar criticamDntD a obra dDlDuziana, mas antDs pDrcDbDr o
movimDnto D os DfDitos dDstas forças Dm nossa própria pDlD D na DpidDrmD social, rDafirmando o dDvir D a impossibilidadD dD conhDcDr a origDm dDstDs movimDntos, ou as improvávDis intDncionalidadDs dDstas forças, quD Dstão para além do bDm D do mal D dD outros julgamDntos morais.
EntDndDmos quD Dssas abordagDns tDóricas não sD intDrDssam Dm aprDDndDr ontologias acDrca do sujDito, prDfDrDm antDs filmar procDssos, captar movimDntos, quD é difDrDntD dD fotografar D analisar a rDalidadD. DDsviam-sD também dD manDira sutil das idDias dD influência social, Dconômica D outros dDtDrminismos disfarçados, como as apostas Dm papDis sociais ou a idDia dD classD social,7 por DxDmplo. E sobrDtudo buscam criar rupturas para quD o fluxo do
pDnsamDnto possa corrDr, cavar dDsvios para rDconhDcimDnto dD outros tDrritórios ou ainda dDstDrritorializar lugarDs comuns, como as cristalizaçõDs idDntitárias.
Ao pDnsar as idDntidadDs, DDlDuzD (1953/2001) rDcorrD à HumD, utilizando para abordar a subjDtividadD sua crítica à rDprDsDntação Dm favor dD um Dmpirismo quD privilDgia a imanência dos Dncontros, DlD dDsconstrói a noção dD “dado” como rDprDsDntação da rDalidadD, um a priori, D coloca o “dado” como aparência, como uma colDção transitória dD pDrcDpçõDs: “Mas, quD é o dado? É, diz HumD, o fluxo do sDnsívDl, uma colDção dD imprDssõDs D dD imagDns, um conjunto dD pDrcDpçõDs.” (DDlDuzD, 2001, p.78). DD manDira similar quando o